Ascender

1 Ascender


[Trillian girando num redemoinho de pensamentos luminoso enquanto ondas de luz passam por seu corpo translucido]

[Trillian]

—Então isso é viver com intensidade? …

—Eu quero fazer um scrapbook sobre coisas metafisicas, sobre o mundo metafísico, mas acho que ficaria horrível se eu desenhar. Como eu vou pintar o sentimento que uma cor transmite? Eu só posso pintar a cor e esperar que quem a ver entenda o que eu quero dizer... Amor

[Trillian se senta no chão sobre um gramado verde geada que muda de cor subitamente para um laranja velho, porém sábio. Ela abaixa a cabeça e levanta uma mão no meio do peito como se fizesse um “xxxiiiuuu” para os próprios pensamentos. A grama vira uma mistura de cores calmas: Cidreira, Azul-mar-profundo e um Roxo amigável e sereno.]

[Trillian, dentro dela mesma conversando com seu mais profundo “Eu”]

**Nota do autor: Esta parte do texto não é possível de ser escrever em detalhes, mas segue aqui uma linha imaginativa e uma tentativa de fazer o leitor entender o que se passou.

Trillian sentada ali na grama passou a se esforçar para calar todas as vozes da sua mente. Ela se concentrou na respiração para isso, observou cada movimento entre o inspirar e o expirar e aos poucos foi silenciando a mente. Depois disso imaginou a si mesma, como se tentasse ver através das pálpebras, ou como se tentasse ver o seu verdadeiro ser dentro do corpo. Imaginou-se brilhando numa luz dourada que aos poucos aumentava de brilho e enquanto aumentava seu brilho aumentava também a sensação de amor que crescia no seu peito e foi assim até que perdeu a noção de tempo e espaço e se expandiu para além das suas noções de individualidade. Era essa sensação de existir em tudo e a todo momento a qual ela se referia na primeira frase desse texto. Ela foi até a não-existência para buscar a existência...

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