Ascendente em revolução
1 Ela formou, ela
Era fevereiro, eu tinha acabado de chegar em casa às 05h40 da manhã. Advinha onde eu estava ? ÓBVIO! Festando, era a minha formatura, eu estava no meu auge e ainda acho que cheguei cedo demais.
Abri a porta de casa, pedi para que Lilian e Amanda ficassem quietas porque a minha mãe estava desmaiada em seu sono profundo na sala mesmo, e precisávamos tomar um banho para eliminar pelo ralo o cheiro de cerveja de uma noitada bem abusada e de muitas danças. Mas antes de engatar profundamente nessa loucura que é a minha história, deixa eu me apresentar à vocês: Prazer Mariana Ferreira Fernandes, 22 anos de muita belezura e perfeccionismo e oficialmente formada em Psicologia. De qualquer forma, eu vou deixar vocês um pouco irritados mas vou prosseguir... como havia dito, minhas amigas dormiram em casa na minha pós formatura e logo pelo almoço daquele domingo elas se foram e mal sabia que eu jamais as veria tão cedo. Como disse, era minha formatura ou seja, meus familiares vieram de longe e como de costume um tio meu me ofereceu a casa dele para passar uns dias, casa dessa por sinal em outro estado... Mas como eu estava trabalhando ilegalmente já (não façam isso crianças) eu pensei muito antes de aceitar a viagem de ultima hora, afinal precisaria desmarcar meu paciente e isso me custaria o pouco que estava recebendo. No fim daquele dia pós formatura, bem no fim mesmo, sentei no sofá da sala e desabei a chorar (e antes que estranhem, sim eu sou bem emotiva... mas digamos que isso seja culpa do meu vênus em câncer) e minha mãe como uma boa amiga veio perguntar o que estava havendo— Não sei mãe, eu quero ir para casa do tio mas não posso deixar meu paciente – balbuciei de ombros Minha mãe, em toda sua doçura respondeu: — Mariana, eu estou no fim das minhas férias, e se a sua mãe vai, porque você não me acompanha? Afinal, de qualquer maneira você terá que se mudar em breve E quando ela disse isso me lembrei de um detalhe importantíssimo e que preciso contar à vocês, eu estava com os meus dias contados de qualquer forma. PRECISARIA ME MUDAR, HAVIA CONSEGUIDO UM EMPREGO NUMA CIDADE PRÓXIMA A DOS MEUS TIOS, LÁ NO PARANÁ. Ou seja, eu não tive escolhas, fui para o meu quarto e sentindo um aperto bem estranho no meu peito, o que eu definiria como um mini ataque de ansiedade, arrumei a minha mala e logo depois me forcei a dormir.
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