Asas Malditas
19 Capítulo 19 - Nós
Notas iniciais
O clarão foi se misturando com a escuridão. E... Estava deitada em minha cama da casa de campo, a camisola da Victoria's Secrect rosa escrito Angel com o brilho prateado espalhado pelo lençol que havia ganhado no natal do ano passado. Um diário preto de capa dura Moleskine (uma marca muito boa de cadernos se quer saber) já escrito:
" Querido diário, hoje..."
A data estava referente a hoje, vinte nove de setembro. Meu aniversário estava chegando, pelo meu azar era no dias das bruxas como falavam antigamente na escola no primeiro fundamental. E olha só, eu escrevi nesse diário estúpido... Deixo eu ver...
" 01 de novembro de 2007, quarto ano do ensino fundamental".
" Meu aniversário foi ontem e se quiser saber foi uma coisa chata! Todos aqueles doces sem nenhum, N E N H U M presente e [...]"
Já não entendia minha letra depois disso, deveria me achar o máximo por ter essa letra tão "linda". Abri na página de hoje e comecei a escrever parando no "hoje..."
"Querido Diário, hoje acordei depois de um sonho terrível preocupada com essa realidade que tinha. Uma realidade anormal como outras pessoas tinham, minha realidade é o contrário que qualquer pessoa gostaria de ter. Meu mundo é quase uma vida normal e chata onde sou feliz apenas seguindo a rotina de ir para a escola, falar com Penny, comer na lanchonete da cidade e tomar um milk shake. Minha realidade é uma vida surreal onde tenho anjo caídos, Neflins com poderes de anjo caído e pele e osso de humano. Algo que era normal para mim depois que comecei a ler livros que falavam sobre a Queda, algo incrível que meu professor de história nos pressionavam todo trimestre. Poucas semanas depois quando conheci Peter e algumas aulas antes de conhecer Cam, percebi que meu professor de História era na verdade um Neflim. Mas esses dois mundos são separados por uma gigante divisória que proíbe um interferir o outro. Com isso sempre entro na vida real para poder me atualizar, mais cheguei a me apaixonar deixando meu mundo normal chato para lá e me concentrar mais na minha vida. Bom, para começar na vida de Peter... Ei, uma coisa esta me incomodando muito... Não lembro de chegar em casa depois do cinema com Penny e Jules. Só lembro de acordar em um hotel e conhecer um cara chamado Pa... Patrick?... Pa.. Pat... PATCH! É claro, um anjo caído que estava... Eu não consigo acessar essa informação. Não é algo que eu não lembre mais não tenho mais acesso a ela. Estranho... Como se essa informação foi retirada de mim sem com que eu queira. Patch estava sério quando me conheceu mais não deixou de mostrar seu lado sombrio apenas no sorriso. Deve ser isso, Patch deve ser um anjo caído do mal como Cam e retirou essa informação de mim de algum modo."
Soltei a caneta com a mão doendo e então levanto da cama, deixo o diário embaixo de meu travesseiro como eu me acostumava deixar.
"Depois eu escrevo mais em você, eu prometo".
Prometi escrever um resumo do que havia acontecido nesses dias ou até antes. A porta do quarto se abriu revelando um rosto pálido com cabelos negros, Patch estava sem o boné mostrando seu rosto. Me encolhi na camisola e perguntei:
– O que esta fazendo aqui?
Ele fez um sorriso torto:
– Vim ver se você esta bem e aproveitar para me agradecer a carona.
"Carona...?" Tentei me lembrar mais então ouço dentro da minha cabeça: " Vou fazer você ver o que eu quiser".
Então o espaço ficou em um puro abismo branco. Os móveis forem embora, a porta foi embora, só estava eu e Patch.
Eu e Patch.
Isso soa entranho e isso não é bom.
– Você levou uma batida da porta do banheiro no cinema... — Patch disse quando a imagem aparecem alguém empurrando a porta fortemente fazendo eu caie e desmaiar — E Jules me encontrou e pediu para procurá-la. Foi quando achei você no banheiro.
Quando Patch disse isso a imagem do hotel foi sumindo aos poucos, deixando as imagens que Patch mostrava no abismo em minha mente.
– Mentiroso...
Sussurrei para as imagens que passava de Patch me levando na moto preta dele. Encarei os olhos negro de Patch que se iluminava com com o sorriso.
– Mentiroso.
Patch arregalou os olhos e abrindo a boca mais em seguinte fechou. Forcei minha mente bloquear essa imagens e lembrar da verdadeiras, mas era algo impossível. Voltei para o quarto, o armário, a cama, as roupas empilhadas na cadeira. Patch havia sumido, deixando o vento entrar pela porta. Atravessei o corredor entranhando o silêncio, "onde esta Peter?" Pensei rapidamente e desci as escadas.
– Peter...?
Murmurei olhando a porta aberta e Peter parado com o ombro esquerdo encostando na porta. Ele usava uma calça jeans clara azul e uma blusa verde escura tipo de exército. Reconheci a voz de Patch que arrumava o boné. Tentei melhorar a visão subindo alguns degraus da escada e consegui ouvir.
– " Eu prometo que nunca mais vou ajudá-lo..."
Patch estava se referindo a quem...?
– " Ela acreditou no truque?"
Patch faz não com a cabeça, mais ele leva o dedo indicador para os lábios.
– " Ela vai acreditar com o tempo," — Então ele piscou e pego uma chave que estava em seu bolso — Ou vou fazer ela acreditar."
Ouço Patch ligar o motor de um carro, ele acelerou e vi um Jeep Commander preto saindo da garagem. Quando percebo que Patch foi embora, vou até Peter que se vira rapidamente ao ouvir descer drasticamente os degraus.
– Pode me explicar?
Peter estava pálido, mesmo com sua cor morena que recentemente tinha conseguindo quando esperava para me buscar no sol e no portão da escola. Segurei sua mão direita e soltei instantaneamente.
– Você está gelado.
– Isso é normal...
– Neste calor? Acho que não.Peter pode me dizer o que aconteceu e por que Patch apagou as memórias verdadeiras e as substituiu?!
Seus olhos abaixaram e ficaram olhando em um abismo que se encontravam em meus. Peter estava completamente assustado e com raiva. Havia metido em algo que não deveria...
– Só estamos te protegendo, Annie — Peter disse suspirando e desviando e olhando para a floresta do outro lado da estrada. Conseguia ver que acompanhava os pássaros do céu. — Eu sei que a pior coisa que fiz foi entrar na sua vida deste jeito, mesmo sendo seu anjo da guarda eu quebrei uma regra Annie. E Jules usa essa regra contra a mim para conseguir algo que eu tenho mais não sei onde esta pois quando eu fui para cá, para eu não criar problemas eles apagaram metade das minhas memórias. Annie, eu não faço idéia da onde esta o que Jules quer mais eu preferia ver eu como anjo caído do que você morta.
A respiração de Peter esta descontrolada e tentei acalma-ló segurando seu rosto. Encarei seus olhos até eles pararem de revirar a paisagem da floresta e voltar para meus olhos.
– Você vai se lembrar, Peter. Eu sei do que você é capaz.
Senti seus dedos em meus cabelos mas uma lágrima apareceu descendo em sua bochecha.
– Quando eu cair Annie, não vou conseguir sentir nada físico como sinto agora. Nesse exato momento o meu contato físico esta se enfraquecendo. Annie eu só tenho três dias.
– Nós só temos três dias, lembre-se disso. Nós.
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