Asas Malditas
8 Capítulo 8 - Nossa Casa
Notas iniciais
Piscava os olhos sentido a luz forte dos faróis de carros. Não estávamos perto do apartamento, não sabia onde estávamos. Olhei para o lado e Peter dirigia calmamente, ouvi algo e percebi duas malas grandes no banco de trás. — Peter? — Ainda rouca tentei continuar — Onde estamos indo? — A casa de meu primo, na verdade agora é a nossa casa. Peter desvia o olhar da rua e olha para mim dando um sorriso. Começo a fechar os olhos de novo mas o carro começa a parar, levanto lentamente do banco e consigo olhar pela janela. Era uma casa grande, a porta branca com uma varanda na frente nova e as janelas abertas com cortinas azul-marinho cobrindo a vista de de dentro. Peter sair do carro e retira as malas, eu saio do carro sentindo um vento frio. Passo as mãos nos braços me esquentando e sigo Peter que andava até a porta, ele abre a porta e nota que estava tremendo. — Aqui tem lareira, podemos usá-la. Dei um sorriso entre os dentes que tremiam. Entramos na casa primeiro na sala, a direita estava a lareira com um sofá de couro marrom gasto e uma cadeira de madeira. Junto a uma mesa de café com um alce feito de madeira no centro, andei até a cozinha e o piso era de mármore branco com uma bancada encostada na parede com duas cadeiras altas brancas. Voltei a sala e perto da cozinha havia uma mesa de madeira clara com seis cadeiras de madeira mais escura e bem bonitas. Subi as escadas que era perto da porta e entrei no corredor que havia quatro portas, a primeira a direita era um quarto vazio normal com uma cama de solteiro onde Peter já havia colocado sua mala. Uma a esquerda era um banheiro com uma banheira com parede de porcelana com desenhos azuis bem bonitos e então o último quarto que estava na minha frente. Entrei no quarto com a cama a direita encostada na parede com uma escrivaninha ao meu lado esquerdo e um armário logo ao lado da janela á esquerda. Havia duas janelas, uma ao lado do armário e uma em cima da cabeceira ao lado da cama. Fui até a janela ao lado da cabeceira, levantei o vidro e senti o frio lá de fora mas a vista superava o frio com árvores altas as montanhas. Andei até a cama e abri a mala, peguei um sueter verde escuro e desci as escadas e encontrei Peter no sofá com a lareira acesa. Sentei ao seu lado aconchegando ao seu ombro e ele colocou o braço entre a minha cintura. Olhei para o seus olhos e disse: — É verdade? — Peter franzi a testa e faz cara de interrogação — Que você estava com medo... De me perder? — De te perder...? Sempre. Mas por que perguntou? — Porque eu senti de que dentro de toda aquela fúria você estava com medo de me perder por Cam. Peter desvia o olhar de meus olhos e encara o fogo da lareira, o silêncio dominou aquele momento profundamente. — Ele era um anjo caído do mal. Não aguentaria ver você com ele... Tento olhar para Peter mas ele abaixa a cabeça, vejo algo em sua bochecha. Ergo as mãos em direção ao seu rosto, coloco elas em suas bochechas passando os dedos sentindo a pele quente e viro o seu rosto para o meu. Reviro os olhos em seu rosto e sinto que os olhos de Peter encaravam meus lábios, senti sua mão direita passando em meu cabelo e na nuca. Aproximo mais sentando em seu colo, ele se aproxima também de meu rosto. Então sinto o lábio ressecado de Peter em meus, abro a boca e senti algo em meu estômago revirando mas era algo quente e tenso que andava pelo meu corpo inteiro uma intensidade. Sentia os dedos fortes de Peter apertarem minha nuca para mais perto e minhas mãos em seu cabelo loiro, passando nos fios de cabelo enrolando na ponta. Então sinto os lábios de Peter em meu pescoço fazendo soltar um gemido de satisfação. Virei o rosto para a lareira, estava quente mais era algo dentro de mim. Era diferente com Peter, era algo que me mantinha segura e eu gostava disso. Fechei os olhos e senti os lábios de novo em meus mas então depois de um tempo se afastou saindo o calor dentro de mim. Abri os olhos revelando o rosto de Peter com as bochechas vermelhas e os olhos com um brilho forte e seus olhos quase brancos, soltando um sorriso para mim. Levantei do sofá mas antes de subir Peter me deu um último beijo e disse: — Boa noite.
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