Asas Malditas
12 Capítulo 12 - Um Encontro As Escuras Parte 3
Notas iniciais
Paramos na fila da bilheteria que estava na frente da porta do fliperama iluminando luzes coloridas dos jogos. Chegando a bilheteria, uma moça de trinta e pouco usando rabo de cavalo loira com olhos verdes atentos ao Cam que entregava o dinheiro, ela pega e entrega as entradas para os jogos. Andamos para dentro atravessando a multidão que se aglomerava em frente a porta. Atravessando todo tipo de pessoas, como os motoqueiros que ficavam no bar bebendo, os viciados que fazia fila para jogar os jogos e os apostadores que desafiavam uns aos outros nas mesas de pôquer e sinuca. Cam parou na última mesa se sinuca perto da porta de saída, ele pediu duas cocas zero e começou a arrumar a mesa.
– Sabe jogar sinuca? Cam pergunta olhando para mim quanto passava o giz na ponta do taco. — Mais ou menos...
Na verdade eu não sabia de nada, só um dia que fui com meu pai e os amigos dele ver um jogo de sinuca. Então Cam me deu o taco que tinha passado o giz e pegou outro, o taco que ele havia me dado era mais leve do que os outros que tinham.
– Tenta fazer aquela amarela cair no buraco.
Olhei para mesa que estava já com as bolas espalhadas. Percebi que a bola branca estava apontada diretamente a amarela que estava quase pronta para cair. Parecia tão fácil, mas para mim era possível eu errar. Coloquei a ponta do taco na bola branca, apontando em direção a amarela
. — Deixe eu te ajudar — Cam se aproxima de mim arrumando meu cotovelo direito para cima melhorando a direção — Assim você não precisa encostar na mesa para a direção melhorar. E tem que se curvar assim.
Ele toca em minhas costas empurrado de leve para baixo fazendo me curvar. Puxei para dentro o taco e senti os dedos de Cam encostarem em minha mão direita e puxava ela para trás fazendo o taco ir para frente e para trás.
– Agora empurre a bola branca.
Empurrei a bola branca que empurrou a amarela e caiu direto no buraco. Olhei para a esquerda para Cam e nossos olhos se encontram, sorrio para ele e ele sorri para mim.
– Bom agora eu quero fazer uma aposta.
Disse em um ar brincalhão para Cam que andava ao redor da mesa com seu taco. Então ele parou e encostou no taco olhando para mim.
– Que tipo de aposta?
– Aposto você conseguir a bola azul — apontei para a bola azul do outro lado da mesa perto de Cam — entrar naquele buraco.
A bola azul estava perto do buraco mas o difícil era a bola branca chegar até lá. Como aquela vez que fiz a amarela cair, ela ficou parada perto daquele buraco onde estava a amarela.
– E meu prêmio? Cam soltou um sorriso malicioso fitando meu olhos.
– Eu vou a qualquer brinquedo do parque — Fitei de volta — mas se você não conseguir, eu só vou naqueles que eu quiser.
– Justo, bem justo...
Cam faz cara de interessado e depois sorri. Ele anda até a bola branca e calcula olhando para a ponta do taco na bola branca em direção a azul. Com o taco, Cam empurra e puxa como fez comigo mas assim olhando de fora conseguia ver os músculos se contorcendo com o movimento. Sem perceber a bola branca havia batido na azul e a havia caído, arregalei os olhos com surpresa e pensando um "Ops" de querer mudar o prémio.
– Então, vamos?
Cam diz apoiando o taco na mesa e dando um último gole na coca zero. Suspirei e respondi:
– Claro.
Fiz um sorriso fraco e segui Cam até a porta de saída. Saindo pela saída, encontrei barracas de pipocas, algodão doce, maças caramelas, todo tipo de comida de parque. Olhei em volta e percebi as luzes dos brinquedos iluminando o espaço, como os pisca-pisca da roda gigante, os carrinhos bate-bate com o farol colorido e no fundo do parque uma mansão iluminada apenas com um poste de vela como aquele que tinha em Nárnia onde Lucia encontra no primeiro filme.
Cam e eu páramos em uma fila de hot-dog antes de irmos nos brinquedos. Cutuquei no ombro direito de Cam fazendo ele virar o rosto para mim:
– Qual a gente vai primeiro?
– Na roda gigante.
Tentei achar a roda gigante que estava alguns metros de distância da barraca. Ela era grande com luzes coloridas de amarelo á azul. Andamos na fila até chegar na nossa vez, Cam pediu um hot-dog para ele e para mim.
– De novo,fila.
Disse para Cam que encarava a fila da roda gigante, comi alguns pedaços do meu hot-dog e dispensei jogando no lixo perto da entrada da roda gigante. Voltando na fila percebi que Lilly estava lá. Uma menina alta de cabelo escuro quase preto com batom forte vermelho usando uma blusa vermelha e uma saia estampada de caveiras preto e branca. Ela era da minha classe mas nunca quis falar com ela depois de uma briga que ela teve por causa que esbarrei derrubando bata frita com molho picante no vestido dela na festa de aniversário. Com isso ela vivia xingando de longe eu de bata gorda e Penny de molho vencido, ela não tinha criatividade para nomes muito menos xingamentos.
Então Lilly encontra meus olhos encarando ela e vejo ela olhando de baixo para cima examinando minhas roupas, ela era extremamente invejosa. Mas eu não ligava mais para isso. Retornei a atenção na fila que diminuía a distância do portão até eu e Cam. Chegando na nossa vez entramos em um vagão a direita, sentei na esquerda e Cam a minha direita. Senti balançar o vagão e começou a girar a roda então me apoiei as mão no banco, senti as mão de Cam ao lado e retirei as mãos antes que ele percebe-se. A roda gigante girou até pararmos em cima, eu não sabia por que viemos na roda. Não tinha nada de mais...
– Aqui tem uma vista bem bonita, não é?
Cam disse olhando para mim com seus olhos verdes claros com as estrelas refletindo.
– Sim, é verdade.
Disse desviando o olhar para fora admirando o céu com as estrelas sem nuvem nenhuma com montanhas e árvores ao redor. Era melhor olhar para cima do que para baixo, sempre era melhor.
– Não estou falando desta vista... — Cam disse olhando para cima onde eu olhava — eu me referi a você.
Abaixei a cabeça e encarei Cam, não pude conter de soltar uma risada. Virei o rosto para outra direção sem ser ele. Apoiei a mão no banco de novo mas então senti a mão de Cam, retirei rapidamente a mão lembrando que ele também estava apoiado. Olhei para o rosto de Cam que nem havia percebido, senti de novo o balanço e a roda começou a se mover.
Descemos do vagão se dizer nada, segui Cam que andava até uma outra fila no final do parque levava a mansão de madeira escura e velha. Olhando mais a cima saia trilhos de montanha russa atrás da casa, tentei ver o tamanho da fila que diminuía na frente e aumentava atrás.
– Você gosta de montanha-russa, Anjo?
– Mais ou menos...
Suspirei vendo os vagões andando nos trilhos saindo da casa e subindo e descendo. Andamos até o portão da monta-russa, passamos e entramos no último vagão, Cam desta vez ficou na esquerda e eu fiquei na direita perto da porta. Senti um calafrio na barriga com emoção e medo ao mesmo tempo. Segurei na barra que me apertou contra a minha barriga como se fosse o ''cinto de segurança'', olhei em volta que estávamos nos trilhos cercados pela entrada da mansão. Com retratos velhos, móveis empoeirados com planos no chão, velas acesas iluminando uma escada de mármore que levava ao segundo andar. Começou a subir os trilho e apertei mais forte a barra de segurança, minha respiração aumentou conseguindo olhar as subidas e descidas da montanha-russa. Fechei os olhos antes de cair.
''Se você cair, nós caímos juntos''.
Abri os olhos e não senti mais no vagão, olhei para baixo e vi meus pés flutuarem em pleno céu. Senti o vento em meus braços e quase se estivesse flutuando, levantei a cabeça para cima e vi as estrelas. Infinitas e profundas. Brilhantes e pequenas. Senti a mão de Cam em meu ombro. Então abri os olhos de novo, na realidade, no vagão da monta-russa. Estavámos preste a cair de novo em um mais profundo ainda antes de pararmos, senti minha barriga se embrulhar e se contorcer antes de caírmos. Tirei as mãos da barra e segurei a mão de Cam que se apoiava no banco. Persenti Cam me encarar mais não conseguia abrir os olhos na caída, apenas abri quando chegamos na saída. Olhei a minha esquerda e vi que havia me aproximado demais de Cam com que segurasse seu braço direito.
– Esta tudo bem, Anjo?
– Acho que não.
Contei a verdade, estava cansada e assustada. Quase imóvel. Andei para a saída do parque o mais depressa que pude com Cam atrás de mim. Apoiei na moto e coloquei o capacete e segurei na cintura de Cam que acelerava para sair, coloquei a cabeça em suas costas e fechei os olho e deixar levar tudo aquilo da realidade embora.
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