As indecisões de um coração

2 Uma autêntica megera


Notas iniciais
Demorei, mas voltei! Aqui estou eu com o segundo capítulo dessa fanfic e prometo voltar em breve com os próximos. Boa leitura!

Carol

Esses últimos dias que passei procurando um trabalho foram como comer o pão que o diabo amassou, mas como não sou alguém que persiste na negatividade, recomeço a pensar positivo e me lembro do momento que consegui o emprego após uma entrevista no Café Boutique. Meus pensamentos se voltam pro momento que eu conheci um tal Fernando no elevador e logo depois a entrevista mais que constrangedora que tive com Junior... Ao contrário do que pareceu, eu não achei ruim, gostei muito por perceber as diversas perguntas pessoais que vinham no meio das que realmente importavam em uma entrevista. Hoje é meu primeiro dia trabalhando lá e decido que é melhor que eu pare com meus devaneios e decido me arrumar para chegar logo ao Café. Assim que chego lá encontro as pessoas que conheci dias antes.

Clarita: Carol! Porque essa cara de perdida, amiga?

Carol: Eu tô né? É que não sei onde está o uniforme e o que fazer.

Clarita: Nessa porta ali você vai encontrar seu uniforme e depois de se vestir naquela outra porta, você pode vir aqui e nos ajudar com nossa organização básica que fazemos antes de abrirmos.

***

Só sentindo na pele para aprender, não é mesmo? O dia está tão agitado e tão cheio de clientes que me confundi muito nas anotações de pedidos e troquei vários pedidos. Tem alguns funcionários que já me encaram feio, mas meus amigos dizem pra eu ignorar e que com o tempo vou me acostumar com isso porque eu nunca havia trabalhado em um lugar tão cheio de granfinos como esse. Num dos meus momentos de tranquilidade, resolvo perturbar minha mente com a questão de precisar de uma casa no máximo até antes da próxima semana.

Letícia: O que você tanto vê nesse jornal, Carol?

Carol: Que susto, Le!

Letícia: Desculpa, mas justo nos momentos menos movimentados daqui, você resolve ficar vidrada nesse jornal e grifando sei lá o que.

Clarita: Além dessa sua cara preocupada que está de apavorar.-Ela diz depois de ter ouvido o que Letícia falou por estar próxima a nós.

Carol: Tá horrível, né?

Clarita: Ainda bem que até você sabe...

Letícia: Divide com a gente o que está te preocupando.

Carol: É que eu preciso arrumar logo um lugar que não seja o hotel que estou, onde a diária custa um dos olhos da cara.-Digo e relaxo um pouco minha preocupação por estar dividindo-a com elas.

Letícia: Ah, então o que você tanto grifa são lugares que estão alugáveis.

Carol: Sim, já achei vários que são ótimos... Só que precisarei negociar porque o que ganho aqui não cobre o restante da minha faculdade e essas casas.

Tobias: Eu posso conversar com alguns amigos meus pra ver se eles tem algum lugar, meu.

Carol: Grata, Tobias.

Clarita: É melhor morar na rua do que em algum lugar onde residem seus amigos, Tobias.

Letícia: Eu concordo.

Tobias: Vocês veem coisas onde não tem.

Letícia: Eu acho que não diria o mesmo se eles fossem como você, meu amigo... Mas eles não são.

Clarita: Assino embaixo!

Tobias: Meu, mas vocês são muito chatas.

Letícia: Carol, porque você não vem pra minha casa?

Carol: Só se eu pagar aluguel e ter certeza de que não vou incomodar.

Letícia: Tudo que você quiser, amiga. Acho que conviver com pessoas vai fazer bem pra, Dani...

Clarita: É mesmo, mas não mima ela não, tá Carol? A Le já o faz até demais!

Carol: Não entendi... Le, esse é o nome da sua pequena?

Letícia: É sim!

Tobias: Fica tranquila que assim que você conhecê-la, vai entender o que a Clarita quis dizer.

Clarita: Ih, olha só quem chegou...

Letícia: é toda sua se quiser, Tobias. Acho que nem a Carol, nem a Clarita fazem questão de atendê-la.

Clarita: Não mesmo.

Tobias: Fiquei ansioso para vê-la o dia todo, mas acho que a Carol pode atendê-la para que eu mesmo faça o pedido e capriche.

Carol: Vocês estão percebendo que eu pareço que cheguei no meio de uma conversa que era pra eu saber do começo?

Letícia: É só você ir atendê-la que irá entender, sorte amiga!

Tobias: Credo, Letícia. Você a faz parecer um monstro falando assim...-Ouço Tobias dizer mesmo me distanciando e vou atender a mulher que chegou confusa mas tendo o total entendimento que ela saiu do elevador. E é claro que por ela ter saído de lá é alguém superior a mim.

Carol: Já conferiu o cardápio, senhora? Já sabe o que vai pedir?

Maria Cecília (uma estranha para a Carol no momento): Nova funcionária, é? Já vou deixar claro que não aceitamos incompetência e que estou sempre de olho porque aqui só são permanentes os melhores! Avise todos os novatos, assim como a você mesma.

Carol: Ok senhora, o que vai pedir?

Maria Cecília: Pode me chamar só de Maria Cecília, vou querer um expresso.

Carol: Sim senhora, algo mais?

Maria Cecília: Estou bem apenas com o que pedi-Ouvi aquilo e fui até o balcão passar o pedido ao Tobias, que tipo de pessoa era aquela que ao se mexer parecia aumentar seu próprio ego e ficar com o nariz ainda mais em pé?

Carol: Aqui está Tobias.

Clarita: Pela sua cara até sei o que achou dela...-Ela murmurou confiante no próprio pensamento.

Carol: Que megera!

Letícia: E não é? Tadinho do nosso amigo, que se apaixonou por essa aí.

Clarita: Tadinho nada, dedo podre é assim mesmo! Só aponta pra porcarias-Clarita fala um pouco alto demais e a nariz em pé começa a reparar na gente.

Letícia: Cuidado, Clarita. Olha como ela tá olhando pra gente!

Carol: Pelo olhar dela pra nós, parece que estamos em uma escada e ela se sente em degraus acima observando-nos por estarmos mais abaixo.

Clarita: Falou tudo amiga!

Tobias: Demorei, mas aqui está! Com todo amor do mundo pra minha Cecizinha.

Letícia: Vai lá, Carol...-Eu pego a bandeja com o expresso e me encaminho para a mesa onde provavelmente seria chamada a atenção.

Notas finais
Não tive tempo de revisar, mas o farei assim que puder... Espero que tenham gostado mesmo assim! Um beijo enorme.