As incríveis aventuras de Amy Night
13 Tirando satisfação
Hoje eu vou na casa do Leonard. DE NOVO. SIM, DE NOVO. Mas não é para ficar com ele, é para falar com os pais dele. Por quê? Porque tenho que saber como toda a escola soube do nosso namoro. Vou tirar satisfação.
Chamo a mãe dele, ela me atende:– Quem é?– Sou eu.– Quem?– Amy Night.– Não te conheço.– Conhece sim, sou a namorada do seu filho.– Meu... Filho não tem namorada. – Tem sim, quer apostar? Me desculpa senhora, mas preciso falar com você.– Ah... Tudo bem, menina, entre. – eu entro na casa, o pai continua na mesma pose, a empregada toma um susto com minha presença. Ela pede que eu sentasse no sofá, junto ao seu marido, e pede para a empregada ir fazer alguma coisa.– O que você quer? – diz a mãe.– Quero saber se gosta de mim, se me respeita.– Ora pois, te respeito sim, só acho que deveria deixar seu cabelo na cor natural, não vermelho.– Eu sou ruiva de nascença.– Não parece, é tão artificial, parece até..– Vamos deixar dessa conversa e ir ao ponto, senhora? Estou com pressa.– Então tudo bem, vou dizer, não gostei muito de você quando veio para estudar com meu filho. Achei você muito rebelde para ele.– Por isso contou para a escola que namoramos? – Eu nem sabia. A Lúcia me contou. Ela ouviu a conversa dos dois, mesmo com os abafadores. Não vou mentir, eu pedi a ela que fizesse isso. Fiquei curiosa com sua inusitada visita ao meu filho.– Lúcia? – Nossa empregada.– Isso é muito cruel, senhora...– Eu sei. Mas não gosto do meu filho com más companhias. – ela me olha de cima a baixo. – OLHA AQUI, SENHORA. NÃO SOU MÁ COMPANHIA. E SE VOCÊ ACHA ISSO, É SÓ VOCÊ. SE VOCÊ CONTINUAR PRENDENDO SEU FILHO, ELE VAI CONTINUAR TRISTE E DEPOIS VAI EXPLODIR. TOME CUIDADO COM VOSSA VIDA.*silêncio* Depois de um tempo, o Leo percebeu que havia alguém em sua casa:– Amy??– Oi, Leo. Não se preocupe, só vim bater um papo com sua mãe. – olho para ela de cima para baixo.– Teve briga por aqui?– Não, mas vai ter. – me direciono a cozinha, onde a tal Lúcia fica. Ela tá lavando os pratos, eu chego, e tomo o prato que tá na mão dela:– Então foi você, sua imunda? – quebro o prato no chão.– Eu o quê, moça??– Ora moça... Você que espionou nossa privacidade.– Eu??– Você sim, e não se faça de lesa! – Mas... Eu só obedeci ordens.– Não senhora! Se ela morrer você morre também? Você não precisa fazer tudo que ela manda! Quem errou foi você!– Me perdoe. Fiz isso para aumentar meu salário. – Leo tenta me acalmar, estava muito nervosa. – Calma Amy! Nunca vi você assim! – Espera Leo! Tenho que acabar com esse assunto de ve.. – sinto uma pontada no coração, como se uma agulha espetasse ele. Fico ofegante. Minhas mãos formigam. Sinto-me tonta outra vez, mas muito forte. Por um momento não ouço quase nada. Apenas algumas vozes, da minha mãe e do Leo. “Amy! Minha filha! O que houve? Acorde!!” e “Amy! Amor!! O que foi?? Acorde, por favor!!”. Depois tudo ficou escuro.
Fale com o autor