As incríveis aventuras de Amy Night
26 Materiais
– ...Meu Deus, pai, ninguém merece! — seu pai está abrançando ela fortemente, pois lembrou que aquela loja foi a última onde comprou os materiais. Ele é muito sensível.
– Desculpe, filha. Mas é muita emoção voltar aqui depois de 3 anos.
– Nunca te vi tão sensível, sério.
– Eu sempre fui o mais fresco da família, filha. Saiba disso.
– Nossa, eu dormi mesmo. — ela vê um garoto semelhante a Leoonard e corre em sua direção, desesperadamente louca.
– LEO..! — ela agarra seu ombro esquerdo.
– ...Quê? — não era ele.
– Ah...Você não é.. Esquece, me enganei. -
– Então tá. — Amy volta para seu pai.
– O que foi aquilo?
– Ah, nada. — ele tenta ajudá-la, mas não sabia o que dizer. Sua filha estava triste e qualquer um iria perceber. Agoniado, vê um estojo e diz:
– NÃO É LINDO ESSE ESTOJO, AMOR? — Amy olha devagar para ele e franze a testa.
– Por que é que você tá gritando, mesmo?
– Eu quero te animar. — ele se envergonha.
– Aah, pai ♥ — ela o abraça.
Pai e filha juntos na papelaria, que fofinho. Ele a trata como se fosse ainda uma menininha. Pega um caderno da Barbie, e mostra:
– Não é a sua cara, Amy?
– Me poupe, pai. Não é melhor este? — ela mostra um floral simples e até mais barato.
– Pensei que você gostasse da Barbie ainda.
– Eu não, pai. — ela dá risada. Percebe que ele carrega muito peso, e decide ajudar. Ele estava vendo uns cadernos e pediu que ela fosse ao caixa pagar. Enquanto anda, um garoto e sua mãe passam por ela apressados:
– Vamos logo, menino!
– Já vou, já vou. — ele olha para Amy enquanto anda rápido. Aquele olhar começa a ficar muito penetrante. Ele realmente não parava de observá-la. Ela fica confusa.
– Por que você tá olhando assim pra mim? — ela olha para os lados, corada.
– Você parece com uma garota que eu conheci. — a mãe dele o puxa.
– VAMOS, DANIEL!
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[Personagem]
Daniel, Daniel... Até que não é um nome feio. Mas ele não precisava olhar daquele jeito pra mim, eu fiquei envergonhada e até com um pouco de medo. Por que será que os dois pareciam tão apressados? A mãe dele deve ser muito chata... Por que eu tô pensando nisso mesmo? Que besteira.
[Narrador]
Seu pai chega, e pergunta por que ela não estava no caixa ainda. Depois de pegarem uma fila para pagar os materiais, finalmente chegam em casa, cansados.
– Como foi? — pergunta sua mãe.
– Foi legal. Na verdade, foi muito bom passar um tempo com o pai. — ele dá um sorriso puxado, olhando para ela.
– Comprou coisas legais? — diz Alex, que chegou do nada na sala, com um prato de miojo na mão.
– Aham.
– Ah! Eu lembrei o nome do menino. — diz ela, sentando-se no sofá.
– Qual era então?
– Daniel. Eu sabia que tinha D e L. — Amy senta no sofá, com a mão na testa, como se estivesse preocupada. — Que foi?
– Um Daniel olhou de um jeito muito estranho pra mim hoje, na papelaria. — Alex ri. — Qual é a graça?
– Só porque ele olhou pra você não quer dizer que ele esteja a fim de você, entenda.
– Ele falou que eu parecia com uma garota que ele conheceu.
– Que simpático. — ela põe o garfo com macarrão na boca. — E como você sabe o nome dele? Já criou amizade?
– Não, é que a mãe dele chamava por ele o tempo todo. Pareciam atrasados ou sei lá o quê.
– Mas você achou ele bonitinho? — ela levanta a sobrancelha, tipo desafiando-a.
– Considerável. Não é como o Leonard, mas até que era fofinho.
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