13 de novembro, Ele

Ele já havia escutado sobre ela, todos aqueles que por ela eram conhecidos sempre paravam no Boulevard e se pediam algo forte para beber. Pareciam perdidos e atordoados. Resmungavam e contavam a história para o barman ou quem estivesse do lado. Ela era linda, os cabelos ruivos sedosos a pele tão macia quando o veludo e os olhos, ah, aqueles olhos. Eles deviam conter algum feitiço dizia sempre os transeuntes por ali, ela emanava vida e uma energia que jamais tinham visto. Tudo começava quando ela estava na varanda, ela tinha um brilho, algo que atraía o olhar sempre para cima, era como se os chamasse. Ela os enfeitiçava com seus traços e olhos de cores diferentes, descia e sorria, oferecia algo para beber. Eles andavam pelo pequeno apartamento, observavam às artes, os retratos pintados pendurados na parede, 68 ao todo da última vez e a mulher que ali falava de um jeito sonhador e ao mesmo tempo chateado era possivelmente a de número 69. Ela afirmava que tinha sentido uma conexão — naquela manhã ela era Marie, assim como já fora Aurora, Helena, Blanca, Sofia, Agnes, Margareth e Dayse. — Ele ouvia tudo e nada dizia, fingia estar concentrado em seu uísque ou na ponta dos dedos que formigavam quando ouvia sobre ela, ou talvez fosse o efeito do álcool na corrente sanguínea. Ele queria tocá-la, assim como tocava no violino. Queria venerá-la e se tornar uma de suas artes, mesmo quando sua mente dizia que aquilo não fazia o menor sentido, pois não a conhecia verdadeiramente. Agora ela estava ali novamente, dessa vez rindo, comendo e bebendo com as amigas, uma delas a noiva de Adam, seus dedos formigaram novamente. Os olhos deles se encontraram e ela se levantou, assim como as outras, Carmén liderando-as até a mesa, agora eles diriam seus nomes e ele saberia quem era ela.
— Boa noite, rapazes. — cumprimentou Carmén, educada. — Vim só me despedir do meu noivo e apresentar minhas amigas.
— Eu sou Dilliane La Fiore. — apresentou-se a loira.
— Myriam Monteanu. — apresentou-se a de cabelos escuros.
— Charlotte Bedwyn.
O nome dela instalou-se em sua mente como algo a ser protegido a sete chaves.
— Dante Swanson. — e beijou a mão de cada uma delas. — Este é meu irmão, Hector.
— Prazer. — e repetiu o mesmo que o irmão, eram sedutores e Dilianne parecia não sabia qual deles escolher.
— Luke Bolton. — ele sorriu para Myriam e ela corou suavemente. — Se não estivessem de saída chamaríamos para tomar um drink.
— Ah, mas nós já vamos tomar muitos! — provocou Dilliane e encarou-o. — E você?
— Basilton Cuervo.
Ele encarou Charlotte, que o encarava de volta, se ela pedisse, ele sairia dali com ela imediatamente. Dilliane pigarreou quando notou a falta de interessa de Basilton e disse:
— Apresentações feitas e agora vamos que a noite é longa!
E sabe-se lá Deus como puxou as três amigas de uma vez para fora do restaurante.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.