Notas iniciais
Oi, pessoal!
Postando meu primeiro lemon... Eu amo ler Yaoi, mas nunca tive coragem de postar um lemon, en~tão desculpem se ficou mal... Gomenasai...
Enjoy!

Era um dia escuro aquele, mas há muito que os dias eram assim para mim. Tivera acabado com minha namorada já fazia seis meses, mas ainda não tinha recuperado.

- Oh, Yellow, saudades que tenho de você… — Murmurei me virando na cama para o lado.

Eu e Yellow tínhamos sido muito felizes juntos, mas um dia, meio que vi que aquilo não ia dar certo. E porquê? Não que ela fosse má pessoa, ou que eu já não a amasse mais… Mas eu tinha encontrado outro amor. Pior que… Não era uma garota… Essa pessoa era nem mais nem menos que meu mais antigo rival. Pois é, me tinha apaixonado profundamente pelos olhos verdes e misteriosos dele, como também pelo seu cabelo marron que costumava brilhar quando o Sol se punha e os seus raios o tingiam. Aquilo era estranho para mim, como é que eu, Red, estava gostando de outro homem? Isso não fazia sentido… Não para mim que sempre gostei de mulheres… Então fechei os olhos, para parar de pensar no assunto e dormir…

……

- Red, Red… — Uma voz chamou-me.

- Quem chama? – Disse, vendo-me a flutuar numa dimensão estranha.

- Sou eu, o Green. Vamos, Red, venha até mim… — A voz chamava sedutora.

Olhei para os lados, tentando perceber de onde vinha a voz, mas não avistava nada. Aquela dimensão era ampla e nada daquilo parecia real, tudo era destorcido, como num sonho… Até que era mesmo um sonho… Tinha aquele sonho há muito, muito tempo e acabava sempre do mesmo jeito.

- Red, por onde andou? Tive saudades suas. – Green aparecia do nada, sorrindo amavelmente e com os braços abertos.

Eu nunca respondia, apenas o olhava pasmado e desejando não acordar.

- Então, Red? Não me abraça? Vá lá, eu tenho saudades… — Ele dizia num tom mais sedutor.

Aí eu não via como fugir, simplesmente me chegava ao pé dele e o abraçava, colocando a minha cabeça em seu ombro e me enroscando lá. Aí ele sempre colocava suas mãos em torno de minha cintura, fazendo uma mão subir e acariciar minhas costas.

Eu gostava daquela sensação, mas sabia sempre que ia acabar, e era sempre da pior maneira, pois após isso acontecer, a imagem estabilizava, e estava eu e ele, na mesma posição, no pátio da escola, com pessoas passando e comentando.

- Yugh! Que nojo! Dois rapazes se pegando! – Blue comentava sempre ao passar por ali com uma cara de nojo e desaprovação.

- Ahahah! Red, você nunca me disse que era gay! Quer dizer, eu sempre suspeitei, mas ao ponto de o ser mesmo! Ahahahah! – Gold ria em exagero do lado da mesma.

Aí Green me largava, ficando envergonhado e começando a se afastar.

- Red! Você me trocou por um homem?! Um homem?! – Yellow berrava com os olhos em lágrimas.

- Ei, Yellow, não fique assim. Não é culpa sua que seu Ex goste de pinto e não de seios. – Silver a consolava desapontado.

Aí eu me escondia por trás de Green, tentando fugir de certos olhares, mas Green sempre saía daquele local.

- Green, por favor, não me deixe! – Eu pedia o puxando pelo braço, em desespero.

- Me largue, seu monte de lixo! – Ele me sacudia – Não vê que ninguém se importa com um florzinha? Dá o fora daqui! Não enche o saco!

- Green…. – Aí eu caia de joelhos no chão, chocado, e com lágrimas nos olhos.

- Red, – ele chamava olhando para trás – eu te desprezo.

E assim acabava o sonho. Ele sempre me deixava ali caído no chão enquanto se afastava de mim sem olhar para trás, e todos meus amigos me insultavam com desprezo e preconceito enquanto eu chorava e chorava, chorava o facto de ser diferente e não correspondido…

……

Depois, eu acordava. Olhava em redor, estava no meu quarto e suspirava de alívio. Olhei para o relógio e constatei as horas. Eram seis da tarde. Tinha dormido muito. Olhei para mim, estava todo suado, um pouco pálido e termia por completo.

- Porque sempre fico assim? – Perguntava-me recostando-me na almofada e destapando-me com calor.

Eu estava farto de ter aquele pesadelo, sempre acabava do mesmo jeito e eu sempre ficava pior do que estava. Ficava menos confiante, menos alegre… Tudo piorava de dormida para dormida.

Visto que se adormecesse ia ter aquele sonho novamente, decidi sair do meu quarto e ir dar um passeio à mata. Eu tinha de desanuviar a minha mente.

Sai de meu pequeno apartamento (pois agora vivia sozinho) e fui andando para longe da civilização. Andei, andei… Até que me perdi dentro daquela mata imensa.

- O que eu faço aqui? – Era a pergunta que me assombrava.

“O que eu faço aqui?” Minha mente insistia, eu realmente não sabia o porquê, minhas pernas simplesmente me levaram aquele local uma vez e agora, sempre que precisava, ia para lá. Perdia-me naquelas ervas, mesmo sabendo que corria perigos, mas eu já nem me importava… Talvez até fosse isso que me levava ali, o facto de poder ser atacado, morrer e nunca mais voltar… Assim acabavam-se os meus problemas e preocupações… E as pessoas já não sentiam preconceito. Encontrei um pequeno monte ao andar. Não tinha muita vegetação, apenas um tronco de árvore, onde eu me sentei a contemplar as estrelas… e chorei…

.

.

.

- Este silêncio está a matar-me! – Queixei-me vendo que o silêncio era horrível.

Mas, pensando bem, era assim que eu vivia. Eu vivia no silêncio, tinha de calar o sentimento mais forte de todos. E eu sentia-me constantemente assim. A morrer por dentro.

.

.

.

Um barulho ouviu-se vindo dos arbustos.

- “Boa, algo para quebrar o silêncio.” – Pensei continuando sem expressão e a chorar.

Ouviram-se outros sons dos arbustos, uma pessoa normal olharia para trás preocupada ou fugiria, mas eu já não queria saber, se fosse para morrer ou ser raptado, que fosse.

O barulho saciou e um vulto apareceu do meu lado, vi a sua sombra no chão, mas nem liguei.

- Que se passa, Red? – Ouvi o vulto dizer com uma voz familiar, identifiquei logo quem era.

- Que faz aqui, Green? – Disse arrepiado ao ouvir a sua voz.

- Venho para aqui quando tenho de pensar. E você? Nunca o vi por aqui. – Ele estranhou a minha presença.

- Eu venho cá pela mesma razão. – Desabafei, ainda sem o encarar, apenas olhando a sua sombra no chão.

- Entendo, – se sentou do meu lado – ainda está pensando na Yellow, né?

A voz dele soou simpática e preocupada, isso não me era costume… Oh, bem, centrei-me na sua pergunta… O que piorou as coisas! Sei que ainda estava um pouco magoado comigo mesmo por ter largado Yellow assim, mas… O que me preocupava mesmo era o facto de eu o amar! Eu gostava de Green, mas sabia que não o podia ter! Ele não ia gostar de mim, e mesmo que gostasse, ele iria fugir de mim, como no sonho… E todos me iam olhar de lado…

- Ei, se não quiser dizer não tem de o fazer, tá? – Ele sorriu percebendo a minha insegurança.

- Obrigado… — Agradeci um pouco mais calmo.

- Mas vamos, que tem feito? – Green tentou meter conversa.

- Bem… Nada de mais… Sabe, desde que a escola acabou que tenho estado fechado no meu quarto. – Respondi tentando desviar o assunto, continuando sem olhar para ele.

- Hum… Eu também não tenho feito muito. Ultimamente, só tenho sonhado… — Green disse com uma voz sonhadora, deslizando a mão até ficar sobre a minha.

- Green?! – Me vi forçado a olhar para ele, ficando um pouco envergonhado com o seu ato.

Tentei recolher a mão, mas ele prendeu-a, não a segurou, apenas a prendeu, enquanto olhava o céu estrelado que fazia naquela noite.

- As estrelas não são lindas, Red? – Ele perguntou sem me olhar, deixando-me confuso.

- São sim… — Respondi envergonhado desviando o olhar para o chão.

- Red, você está bem? Parece um pouco desconfortável. – Green parecia estar realmente preocupado com o meu comportamento.

- Não é nada de mais… — Tentei disfarçar.

Algum silêncio dominou o lugar novamente, eu não o quis encarar, apenas olhei o chão com atenção, sentido a mão de Green segurar a minha onde fazia pequenas caricias, movimentando um dedo de um lado para o outro. Aquilo sabia bem, tranquilizava-me e fazia umas pequenas cócegas… Não me importava de ficar assim por um bom tempo, mas Green interrompeu o silêncio.

- Sou eu que o incomodo, não é? – Green disse, olhando-me diretamente com os seus olhos verdes.

- Hum?! Não, não, não! Green, você não é incómodo nenhum! – Tentei tranquiliza-lo, porque ele achava que me incomodava?

- Não se faça de parvo, Red. Não é esse tipo de incómodo! Eu sei que você está gostando de mim. – Green disse dando uma pequena risadinha com ego.

Eu paralisei. Como ele sabia? E se sabia, como estava tão calmo? Fiquei sem reação durante algum tempo, que deve ter sido bastante, pois Green fez questão de, enquanto eu estava ali parado, me colocar um braço em torno de meus ombros, nos aproximando.

- Não precisa ter vergonha. Eu também gosto muito de você. – Ele sussurrou sedutor em meu ouvido.

Eu estremeci um pouco, engolindo em seco, procurando coragem para falar.

- Como… Como você sabe? – Hesitei um pouco em perguntar, não olhando diretamente para ele.

Green riu de lado, senti sua respiração ir de encontro à minha orelha. Eu estava nervoso, devia estar soando muito e estava completamente corado.

- Você é muito transparente, Red. Dá para ler tudo em seus olhos… Como também consigo dizer que você tem medo de contar para mim porque tem medo que eu não aceite o facto de você ser gay. – Green disse com compaixão, ajeitando o meu cabelo atrás da orelha.

Green tinha dito tudo. Será que leu mesmo tudo em meus olhos? Sou assim tão transparente? Eu não estava raciocinando direito… Nesse momento, o meu único impulso foi olhar para ele. Vi o seu sorriso rasgado ao olhar para mim, ele iria zoar de mim? Não sei. Apenas me abracei a ele e comecei a chorar.

- Desculpe, Green! Eu não sei onde tinha a cabeça! Eu não sei onde tinha a cabeça quando me fui apaixonar por você! – Eu chorei nos braços de Green, que por estranho que pareça, não me impediu.

Pois é, Green não me expulsou ou algo do género, em vez disso, levantou minha face, me forçando a olhar para ele. Ele me olhava com um ar apaixonado e seus olhos brilhavam como as estrelas que estavam no céu. Eu avermelhei com isso, me sentia muito observado. Depois, Green puxou minha face ligeiramente para cima, baixando um pouco a sua também, juntando nossos lábios num inesperado selinho breve. O olhei confuso.

- Não tem de ter medo, ok? Eu não te odeio por isso. Até gosto mais de você… — Ele explicou encostando nossas testas.

Eu estava confuso… Eu tinha acabado de compartilhar um beijo com Green? E o que ele queria dizer? Será que… Não… Green não podia gostar de mim, né? Ou podia?

Green olhou-me nos olhos, podendo ler a minha incerteza, sendo que, voltou a beijar-me, agora num beijo mais perlongado e doce. Nossos lábios estavam juntos e nossas línguas dançavam uma com a outra. Nos separámos quando o ar escasseou, sendo que Green ainda finalizou com um selinho breve.

- Red, não tenha tantas incertezas. Eu gosto de você, ok? Não tem problema o que você é ou não é. – Green disse forçando-me a subir para o seu colo.

Eu estava um pouco desconfortável, tinha medo que alguém aparecesse ali e nos visse assim… Green sentado no tronco da arvore comigo no seu colo, estando eu com as pernas em volta de seu tronco e ele me agarrando pelas costas num abraço, uma proximidade demasiado próxima para dois amigos. Green voltou a beijar-me, agora com mais desejo e com mais necessidade enquanto me abraçava e acariciava minhas costas. Eu apenas saboreava tudo aquilo. Tanta atenção repentina vinda daquele ser… Era bom demais… Tinha medo que fosse um daqueles sonhos… Tinha medo de acordar e ver que ele não estava mais lá, ou pior, que aparecesse alguém e que ele me deixasse... Após um tempo, Green começou a me tirar o casaco, eu me arrepiei. Aquilo não podia estar a acontecer! Foi demasiado rápido, demasiado íntimo! Não, aquilo com certeza era um daqueles sonhos que acabava mal. Green reparou na minha inquietação, colocando uma mão em meu queixo.

- Não seja tão inseguro, Red. Aproveite o momento… Ninguém vai aparecer aqui… — Green pediu, acabando de me retirar o casaco.

Eu me senti desconfortável, mas as palavras de Green eram tão reconfortantes… Fiz como ele pediu, me deixei ir, mesmo que aquilo fosse um sonho que teria o final já conhecido, eu ia aproveitar aquele doce momento, por mais pequeno que ele pudesse ser e comecei a responder ao beijo, o abraçando forte. Green sorriu por entre o beijo e pareceu-me encontrar mais confiança. Nos olhámos um pouco, eu com um ar envergonhado e ele com um ar sedutor.

- Red… Você é a coisa mais fofinha de sempre… — Green seduziu.

- Green… — Desviei a face um pouco envergonhado por ser observado tão atentamente por aqueles lindos olhos.

Green parecia estar em traze, olhava para mim tão fixamente de uma forma tão doce e sexy… Me sentia feliz por isso, estava recebendo atenção de meu “mais que tudo”, mas estava triste ao mesmo tempo… “Isto é um sonho, vai acabar…” Eu pensava inseguro. Então, Green me voltou a beijar, e neste beijo, os nossos olhares se mantiveram em contacto, podendo ver o seu olhar perverso.

- Red, desculpe, mas a sua fofura não deixa eu me segurar. – Green disse por entre o beijo começando a subir minha t-shirt até meu peito.

Senti o frio da noite tocar a minha pele, estava frio naquela floresta, mas meu corpo estava quente, demasiado quente… Green passou a acariciar meu abdómen um pouco definido, suas mãos eram quentes e seu toque era calmo. Eu me cheguei mais nele, brincando com os cabelos de sua nuca que estavam sempre bagunçados, algo que eu amava… Então, suas mãos foram subindo, subindo… Até que expôs todo meu tórax, pedindo para eu segurar a t-shirt um pouco acima de meu peito. “Segure isto aqui” Ele pediu com um sorriso travesso em seus lábios, bem, não foi bem pedir, foi mais ordenar, mas foi de um modo bem “soft” que me hipnotizou, sendo que, mesmo inconscientemente, obedeci à sua ordem.

- Lindo menino… — Green sorriu de lado acariciando minha face rubra.

Eu estava agora a cair em mim, o que raio eu estava fazendo? Eu estava mostrando meu corpo para Green… Green estava prestes a tocar meu corpo de um modo íntimo… A vergonha estava a querer tomar conta de mim, mas eu não estava a deixar. Eu queria ser tocado por ele, e, se não fosse agora, quando teria essa oportunidade de novo? Tentei esquecer o facto de estarmos na rua, em plena noite, num local onde quase ninguém passava, mas, por ventura, podia passar alguém, e aguardei a evasão de Green. Green ainda ficou olhando um pouco para minha silhueta com desejo, mas não demorou muito para vir brincar com meus botões. Green começou apenas com um, premindo suave e rodando, me fazendo gemer um pouco. Após ver que minha reação era positiva, apoiou uma das mãos nas laterais de meu tronco e começou a sugar um de meus botões, beliscando o outro, me arrancando gemidos bem mais fortes. Aquilo era uma sensação nova para mim, eu sei que com Yellow fazia coisas parecidas, mas… Estar a ser controlado em vez de controlar era tão diferente… Green não tinha piedade no que fazia, sugava-me com chupões cada vez mais fortes que me faziam delirar e gemer por mais. Green trocou de lado, chupando então o botão que até agora era beliscado e beliscando agora o que chupara anteriormente. Eu não ia aguentar mais aquela tortura! Eu também queria tocar Green, mas tinha de segurar aquela t-shirt… Ah! Maldita ordem que eu acatei inconscientemente! Após um tempo, Green descansou, se separando com um fio de saliva que logo limpou. Eu estava bastante vermelho e envergonhado e respirava como um cão.

- Ah, Red… Você parece tão indefeso… Você está bem? – Green perguntou com uma voz que parecia flutuar até meus ouvidos docemente, mas perversa ao mesmo tempo.

- Você me tortura demais… — Respondi olhando para baixo.

- É? Então… Se você não quiser que eu continue, pode pedir para parar… — Green colocou um sorriso trocista em seus lábios perfeitos.

Eu não intendi logo o porquê daquele sorriso manhoso, mas ao sentir suas mãos desceram de meu peito, lenta e tortuosamente, até minha calça, eu entendi tudo… Eu estremeci ao sentir suas mãos correrem até meu membro já um pouco ereto por cima minha calça, e ali repousaram um pouco.

- Se quiser que eu pare, é só dizer… — Green ria vaidoso começando umas carícias na zona.

Eu bem queria dizer para ele parar, mas não conseguia… O desejo e a luxuria estavam a vencer a batalha contra a vergonha que decorria na minha mente e meu corpo. Vendo que nada o ia impedir, Green começou a abrir a fivela de meu cinto, muito lentamente, me torturando. Mais uma vez eu lhe queria tocar, mas a ordem! A maldita ordem que me impedia de largar a t-shirt e lhe tocar me forçava a ficar quieto. Após desfivelar o cinto, abriu minha breguilha, tocando meu membro por cima do último tecido que separava seus dedos de minha pele.

- Paro quando você quiser… — Green voltou a rir vitorioso, sabendo que eu não conseguia negar aquilo.

Eu estava me enfurecendo, porque não o mandava parar?! Eu estava completamente submisso aos encantos dele… Aff, ser o uke é tão torturante! Senti as mãos dele deslizarem até minha cintura, baixando minha calça e minha cueca juntas até meu joelho. Eu me resguardei, estava tão envergonhado… Meu membro estava exposto a Green… Tinha tanta vergonha que as lágrimas me vieram aos olhos. “Porque eu não o mandei parar?!” Me culpava. Por instinto, desobedeci à ordem que me fora dada antes e larguei a minha t-shirt, para usar as mãos para tapar o meu membro. A vergonha tinha ganhado de novo.

- Ora, ora, ora… O que temos aqui? Eu por acaso deixei você largar a t-shirt? – Green ria sádico.

- N-não… — Eu estava um pouco assustado com a pergunta dele.

- Então me diga, porque a largou? – Ele me fitou com um ar de quem se divertia muito com a situação.

Eu não sabia o que responder. Vergonha? Ele não ia aceitar essa resposta. Medo de ir “mais além”? Ele me iria acusar de não ter pedido para parar… Então apenas desviei meu olhar para o chão com vergonha.

- Seja qual for a razão, você precisa de ser punido por não obedecer. – Ele riu sádico de novo.

Eu fiquei confuso. Do que raio ele estava falando? Ele virou um tarado sexual agora, é?

- Sua punição é… — ele aproximou sua face de minha orelha sussurrando sensualmente – Ficar completamente pelado…

Agora eu tinha intendido tudo. Ele sabia desde o início que eu não ia aguentar ficar segurando a t-shirt durante muito tempo! Agora ele se queria divertir… Eu devia ter calculado aquilo desde o início! Bem me pareceu que ele estava simpático demais! Mas… Sua voz suou tão sedutora… Não pude dizer que não… Então ele retirou meus sapatos com toda a pressa do mundo, os atirando para um local qualquer, podendo assim retirar minha calça junto com minha cueca que estavam impedidas de sair pelos sapatos. Pegou meu precioso boné como se nada fosse e o jogou no chão completamente desprezado. Eu tentei resmungar dos modos que ele tratava meu precioso boné, mas ele me impediu gravando um beijo nos meus lábios de novo. Por fim, retirou a minha t-shirt, me deixando pelado no seu colo. A vergonha era demasiada e aumentou quando ele se atirou ao meu pescoço como um animal selvagem para beijar e chupar aquela zona. Aquilo era bom demais … Sentia as marcas provocadas por ele a se formarem na minha pele, o que me excitava imenso. Suas mãos foram descendo, brincando de novo com meus mamilos. Eu estava cada vez mais quente e excitado, meu membro pulsava, tanto que já começava a doer. Green reparou nisso, e só de sádico, parou tudo o que fazia para dar atenção ao meu membro.

- Você já está bem duro. – Green disse tocando de leve bem na ponta.

Eu estremeci com o toque, me envergonhando. Green me segurou, deitando-me então no chão. Era bastante desconfortável, eu estava deitado sobre terra batida e apoiava a minha cabeça em um tronco de árvore, mas o a tentação de saber o que Green ia fazer era mais forte do que qualquer conforto.

- Sabe que se continuar assim isso vi doer, não é? – Green se referiu ao que nós sabemos o quê.

- Já está doendo… — Eu informei-o.

- Então acho melhor eu te aliviar. – Green disse se dirigindo o meu membro pulsante de onde já saia um líquido pré-gozo.

Um pequeno toque de novo, mas agora mais insistente. Com a ponta de seu indicador ficou esfregando minha glande, me fazendo contorcer e reter gemidos. Ele quis aumentar a minha tortura, tocando minhas virilhas bem de leve. Nesse momento, a vergonha já não era a minha grande preocupação, mas sim os movimentos torturantes de Green! Eu queria que ele tocasse meu membro de uma vez por todas! Para acabar com tudo e eu poder finalmente acordar daquele sonho que mesmo sendo gostoso não passava de um sonho, ou seja, algo irreal. Após já achar que a tortura era suficiente, esboçou o sorriso de quem tem uma ideia, olhando para mim enquanto mordia o lábio.

- Se passa algo? – Perguntei estranhando seu ar pervertido (não que ele não o tivesse até aquele ponto, apenas achei suspeito quele momento).

- Não nada… Só tive uma ideia… — Ele esclareceu voltando a me pegar e me forçou a ficar de quatro.

Ai sim, eu estava cheio de vergonha. Aquela posição era realmente humilhante, expondo por completo minha zona posterior, para onde Green olhava com um ar faminto. Não demorou até esse chegar perto de mim e me abraçar as costas, beijando meu ombro e escondendo sua face em meu pescoço.

- Red, meu lindo… Eu amo tanto você… — Green me provocou um choque.

Ele tinha acabado de dizer que me amava? Isso não podia ser… Certo que eu também o amava, mas… Isso seria tão estranho e demasiado irreal para acontecer… Apesar de eu querer que essa irrealidade fosse real.

- Você é tão bonito, tão fofo… Entrega seu corpo para mim? – Green disse passando seus lábios pelo meu pescoço e brincando com os dedos no meu peito.

Eu estava confuso, não sabia se o que ele dizia era verdade ou não, mas sabia que, naquele momento, era o que eu mais queria que acontecesse… Então, impossibilitado de falar, eu apenas acenei que sim com a cabeça, lhe arrancando um sorriso dos lábios. Ele beijou minha face e sem me dizer mais nada se colocou de joelhos atrás de mim, abrindo minhas nádegas e depositando um beijo no meio delas. Foi algo estranho ser beijado por ele ali, mas foi tão gostoso… Após isso ele levou uma mão ao meu membro começando a masturbar de novo fazendo movimentos pra cima e para baixo e levou a outra mão à minha boca esticando dois dedos, esses mesmos que foram lubrificados na hora. Chupei os dedos de meu par atrapalhado, alternando entre chupar e gemer, sentindo a mão apressada de Green em meu membro, aquilo era excitante, mas quando eu estava prestes a gozar, ele parou, me deixando com uma desilusão imensa.

- Não goze ainda. Falta o grande final. – Green seduziu retirando os dedos de minha boca.

Seus dedos percorreram a extensão de meu corpo entre minha boca e minha entrada. Green abriu um pouco minhas pernas, posicionando os dedos na minha entrada.

- Red… Você já fez isto com alguém antes? – Notei um tom preocupado na sua pergunta.

- Bem… Deste modo não… Nessa entrada ainda sou virgem… — Eu expliquei encarando minhas mãos que seguravam meu corpo.

- Então… Isto é capaz de doer um pouco. Bastante até… — Green preveniu com um tom de voz um pouco tremulo.

- Não faz mal… Eu sei disso… Por favor, seja gentil. – Pedi respirando fundo e me mentalizando para a dor que iria sentir.

- Ok… Então cá vai… — Green respirou fundo antes de entrar no meu interior.

Contei até três na minha mente. Eu ainda não tinha acabado a contagem já sentia uma dor horrível! Senti meus músculos rasgar um pouco, mas nada que eu não conseguisse suportar com algum esforço. Os seus dedos iam movimentando-se dentro de mim, me provocando tremores e dor. Ele tentou distrair-me com uns beijos nas minhas costas, mas o desconforto permanecia. Após algum tempo, ele retirou os dedos. Eu fiquei encarando o chão, ouvindo o ziper da sua calça de abrir e o som abafado do tecido a ser largado no chão. Eu corei ao imaginar o que ele estava fazendo, pois provavelmente, era isso mesmo… De novo ele se posicionou de joelhos segurando meus quadris e posicionou algo duro e grosso na minha entrada, eu logo presumi o que seria.

- Posso, Red? – Ele perguntou um pouco nervoso.

Eu apenas acenei que sim, fechando os olhos com força esperando um dor imensa. Não demorou muito até ele começar a adentrar em mim. Doeu mais do que eu estava esperando, mas podia ser bem pior, afinal, ele me tinha preparado com os seus dedos… Seu pénis entrava lentamente em mim, me fazendo morder o lábio para não gritar de dor, seu membro era bem maior do que eu estava à espera e bem grosso também. Ao fim de pouco tempo, já tinha colocado toda a extensão de seu membro dentro de mim, onde parou um pouco aguardando que eu me acostumasse. Foi complicado acostumar-me à ideia… Eu tinha mesmo Green a “comer-me”? Isso era algo que vagueava no meu cérebro… O desconforto ainda se mantinha e aumentou quando Green se começou a movimentar para a frente e para trás.

- Green… Está doendo… — Eu me queixava.

- Já vai passar, eu prometo. Já vai passar, Red. – Green me sossegava encostando sua testa a minhas costas.

Na tentativa de me distrair, Green me abraçou, voltando a beliscar meus botões rosados que estavam bem despertos.

- Ah… Green… — Eu gemi meio satisfeito com aquilo, deixando meus braços estremecerem um pouco.

- Sabe, Red, você pelado debaixo de mim é uma imagem muito excitante. – Green riu de lado continuando a torcer meus botões, sem machucar.

Eu contive alguns gemidos mordendo o lábio, Green dizia coisas muito vergonhosas e me tocava numa zona muito sensível onde eu amava que ele me tocasse. Os movimentos dele iam aumentando de velocidade gradualmente, começando a atingir pontos bem profundos dentro de mim.

- Se está sentindo bem? – Green perguntou arfando um pouco. Podia sentir seu corpo quente soar.

- S-sim… Mais ou me- Ah! – Eu gemi igual a uma puta quando ele me tocou num ponto próximo da próstata.

Ele sorriu, sabia que me tinha acertado no ponto que ele tanto procurava dentro de mim, voltando então a procurar acertar o local de novo, e de novo, e de novo… A dor estava a ser praticamente ignorada e a luxuria e o prazer estavam a tomar conta de mim. Comecei a jogar meu quadril de encontro ao seu, provocando estocadas mais fundas. Ambos gemíamos e arfávamos em uníssono, como se fossemos um. Entõ, senti algo querer rebentar dentro de mim, uma sensação de como se o copo estivesse prestes a transbordar, sendo que…

- Green… Eu vou gozar… — Eu avisei.

Green se apressou a abrandar as estocadas e quando ele tocou naquele ponto de novo eu explodi libertando todo o meu líquido que foi num jato direto ao chão. Eu me contraí, apertando o membro de Green que estava no meu interior, ao se sentir mais apertado também ele gozou no meu interior, logo descansando nas minhas costas. Ficámos um tempo parados, apenas ouvindo a respiração do outro e arfando. Após minutos maravilhosos assim, Green saiu de dentro de mim e me puxou para o seu colo de novo.

- Ai, Red… Eu amo-te… — Ele disse penteando meus cabelo.

- Green… Também te amo… — Eu disse o abraçando, sem nem ligar se eu estava todo grudado e sujo de “amor”, eu só queria sentir o seu abraço.

E ali fiquei, sentindo as caricias dele nas minha costas enroscado no seu pescoço, tentei esconder mais o meu rosto no seu pescoço e senti o seu perfume único. Me perguntava porque eu ainda não tinha acordado daquele sonho… Ou porque estava tudo correndo tão bem… Seja como for, eu já não queria acordar…

……

Ouvi o despertador, eram sete da manhã. Eu estava no meu quarto, em minha casa na minha cama. Senti alguma tristeza. Tinha mesmo sido um sonho… Eu não tivera feito nada daquilo com Green… Uma lágrima correu pela minha face, mas eu não podia fazer nada… Preparei para me levantar, mas senti uma mão me agarrar pela cintura. Olhei para trás, era Green. Ele estava dormindo do meu lado… Afinal, tinha sido verdade… Eu e ele tínhamos mesmo… O grau de felicidade em mim era tanto que eu não podia descrever.

- Hum… – Senti ele acordar e vi seus olhos abrirem. – Bom-dia, Red. Dormiu bem?

Eu acenei feliz com um sorriso no rosto. Ele também sorriu para mim, depois apoiou os braços do lado de minha cabeça e ficou sobre mim, me olhando nos olhos. Me beijou apaixonadamente deixando nossas línguas se encontrarem de novo e ele guiou o beijo até o ar ser preciso novamente.

- Red… Não tenha medo, ok? Eu não te vou abandonar nunca. Eu prometo. Não tem de ter medo do que você é. – Ele leu meus pensamentos.

- Mas… Como eu posso ter a certeza que você não me vai deixar? – Eu questionei duvidoso.

- Bem… Se eu disser que namoro com você conta? – Ele riu, mas eu entendi o pedido.

- Claro que conta. Eu adoraria ser seu namorado. – Eu pisquei indicando que aceitava.

- Eheh… Obrigado… — Ele acariciou minha face. – Venha, Red. Temos de ir na escola.

Ele se levantou e correu a se vestir. Ele tinha razão, tínhamos de ir para a escola, mas… Como as pessoas iriam reagir? Olhei para ele, parecia bem confiante, então me deixei levar pela confiança de meu seme e também me fui preparar, tentando não pensar no que a galera da escola ia dizer.

……

- Oi, pessoal! – Acenei ao chegar à escola com Green e acenando.

- Oi, Red! Tudo bem, cara? E com você Green? – Gold perguntou quando chegamos do lado dele.

- Tudo, e com você? – Eu perguntei também.

- Sim, tudo legal. – Ele respondeu com um sorriso na cara.

Yellow olhava para nós intrigada, o que me estranhou.

- Yellow, que se passa? – Perguntei ao ver a expressão de estranheza na cara da moça.

- Você e Green… Nunca vieram juntos na escola… Se passou algo? – Yellow perguntou intrigada roendo uma unha.

Eu avermelhei, o que ela iria pensar se eu dissesse? Ela era minha Ex… Iria levar a mal…

- Yellow, não faça essas perguntas, você sabe que eles dois são amigos. – Blue deu um tapa na testa da menor.

- Não, Yellow tem razão. Se está passando algo. – Green disse com o seu ar distante de sempre.

- Sério? É algo sério? – Silver entreviu preocupado.

- Não. Apenas – Green colocou um braço em torno de meus ombros –eu e Red começamos a namorar.

Senti meu rosto esquentar, o que eles iriam dizer? Era agora… Era agora que eles me iriam julgar e afastar por eu ser gay e Green iria se afastar de mim para não ser visto como tal.

- Red… Isso é verdade? Você e Green estão mesmo namorando? – Yellow perguntou curiosa.

Eu acenei que sim com a cabeça, sem coragem para os encarar, esperando a indignação e a repulsa deles.

- Isso é fantástico! – Blue exclamou, eu levantei a cabeça confuso.

- Oh, eu realmente amo yaoi! Vocês dois juntos são um casal mega-fofo! – Yellow aplaudiu.

- Então… Vocês não me vão julgar? – Eu estranhei.

- Porque havíamos de te julgar? Você é nosso amigo. Para além disso, eu e Silver também assumimos um namoro há uns tempos. – Gold assumiu puxando o ruivo para um beijo bem na nossa frente.

Após uns segundos, Silver o empurrou, se sentindo observado.

- Cai fora, seu baka. Na frente de todo o mundo não. – Silver tentava disfarçar o rosto rubro enquanto afastava Gold dele.

Após uns risos, também Green me beijou e em vez de ouvir interjeições de nojo, ouvi interjeições de fofura, como “oh” e “kawai”. Afinal, todos meus amigos me apoiavam naquele momento e não sentiam repulsa de mim e Green não me abandonava nem queria distância. Ele estava ali comigo e meus amigos também…

“Meus medos não passavam de medos.”

Eu agora era feliz, pois podia ser quem era sem ter o problema de me rejeitarem.

Notas finais
Oi de novo!
Gostaram? Eu, realmente, não gostei do final... Mas eu ainda não sei muito bem como se acaba isto...
Deixem suas sugestões para melhorar nos comentários! E deixem o que gostaram também.
Até mais!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!