As estórias que não contamos em versos
1 O vento
Capítulo 1 — O vento
Miguel
—Sabe o que mais amo em você? Tua boca adoro poder senti-lá em meus lábios, é como encontrar o Nirvana, sentir um pouco do seu universo, Arabella.
—Olha o que o mais odeio em você? É quando faz essa cara de raiva, se faz de menina para conseguir o que deseja, droga, você consegue, admito, é difícil resistir.
-Lembro-me de quando te vi pela primeira vez, teus olhos cor de oceano, seu sorriso fugaz cruzando meu olhar deixando-me sem respostas. O vento trouxe você, como um roteiro aleatório em um momento de cinema. Eu lembro do nosso último abraço, cinco longos minutos, sem palavras, apenas, o vento que sopra nossas vidas. Nossas escolhas nos levaram para longe.
Arabella
—Bem o que mais amo em você, é quando pega o violão e cria alguma melodia aleatória, somos nós, seu jeito sereno e centrado, contra meu jeito de enfrentar o mundo se completando, somos uma balada indie.
—Odeio seu jeito racional de enfrentar os problemas, e também de deixar os tênis espalhados pelo apartamento. Às vezes, acho que é de propósito para me provocar e vê minha cara de raiva.
—Agora, eu vejo nossa música em nos vídeos que ainda não consegui apagar. Éramos a revolução. Será mesmo que vamos deixar os universais nos separarem. Ainda sinto adrenalina de nossas aventuras fluindo por nossas veias, e, agora mentimos um para outro, simplesmente vivemos a saudade.
Narrador
—A vida tem seus pequenos momentos, o vento nos leva para lugares distintos, cada pessoa que conhecer é um raro momento de mudar. Os universais estão aí, podemos ser um deles ou lutar, ser a liberdade, qual, o castelo de cartas iremos derrubar, a vida pode ser um jogo de poker, então jogue.
Fale com o autor