As aventuras de uma Docete Ciclope
58 Chapeuzinho adormecida no pais das maravilhas - Parte 5
Notas iniciais

Em uma manhã iluminada e cheia de graça, um benevolente cordeiro de nosso senhor tem seu coração tocado pelo espirito santo. Ao iluminado em questão, um principe de coração puro, é revelado paradeiro de uma jovem dama, fadada a viver eternamente trancafiada em seus próprios sonho. O jovem toma para sí, a missão de resgatar aquela pobre alma que fora privada das graças de nosso senhor. Por anos o jovem se dedicou ao treino para combate armado. Sobrevivência, furtividade e todo tipo de tecnica que sería util para aquele momento. Mas, acima de qualquer coisa, o mesmo sabia que possuia em suas mãos a maior arma que o homem poderia ter contra o mal. A fé em nosso senhor.
Sentindo então a chegada do dia de completar sua missão, o jovem, da sacada de seu palacio, falou ao seu povo:
—Meus queridos irmãos e irmãs! Venho hoje a vós anunciar, que hoje parto em uma jornada para um reino distante, com intuito de salvar uma alma perdida, escravizada pelo pelo egoismo e pela vaidade.
—Muitos me disseram: "Mas príncipe, vossa alteza sequer conhece esta jovem. Por que se arriscar e se envolver em um problema que não é seu?" Para esses lembro das palavras de nosso pai celestial, como relatadas em Mateus 25:35-40:
—Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram'. "Então os justos lhe responderão: 'Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar?' "O Rei responderá 'Digo a verdade: O que você fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram'.
—Essa deve ser nossa forma de pensar, e acima de tudo, nossa forma de agir, pois de nada vale pensamentos virtuosos sem atitudes que lhe façam juz. -falou o jovem principe em um tom um tanto exaltado- pois como está escrito em Gálatas 6:2, "Levem o fardo pesado um dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo." Sendo assim eu dividirei o peso do fardo desta jovem! E para aqueles que ainda tiverem duvidas sobre minha decisão, peço que lembrem-sese de José 15:12: "Meu mandamento é este: Amem-se uns aos outros como eu os amei." Cristo sacrificou-se por nós, por seu amor a nós! Devemos agir da mesma forma para com o próximo. É nosso dever!
Com essas palavras no coraçãoo o jovem viajou bravamente até o rio que demarcava a fronteira entre o território da Rainha Vermelha do Reino de Copas e as terras da Fortaleza Radiante do feiticeiro demoníaco.
Sabendo que o poder de cristo estava ao seu lado, o bravo cavaleiro liderou as tropas do reino aliado de copas em uma investida contra a primeira torre mágica. Os ratos raivozos foram cautelosamente combatidos e logo a torre foi levada ao chão. Infelizmente para o jovem príncipe, as tropas de ratos raivosos pareciam não acabar, e a cada instante, mais um pequeno contingente parecia juntar-se ao combate.
Temendo que o Chapeleiro infernal viesse pessoalmente ao campo de batalha, o jovem decidiu abandonar seu pelotão e invadir na frente. Os soldados de copas serviriam como um chamariz para atrair a atenção do feiticeiro satânico.
Ao chegar próximo a segunda torre, um pelotão de ratos raivosos surgiu correndo em investida contra o jovem cordeiro. Mas Deus é fiel e logo enviou uma horda de coelhos angelicais para combater as criaturas nefastas. O jovem sabia que os coelhos eram criaturas de pureza absoluta e que derrotariam as trevas facilmente. Essas criaturas eram tão fascinantes, e o mesmo era tão grato a elas, que até mesmo seu cavalo branco tinha sido batizado com o nome de coelho para representar a pureza infinita dos mesmos.
Como a batalha entre os coelhos da luz e os ratos das trevas ocorria aos pés da torre, a mesma alvejava os pequenos seres enquanto o santo cavaleiro adentrava o covil do servo de Satan.
Uma utima torre restava e ele não tinha tempo para pensar em uma estratégia. Entregando-se nas mãos de nossos senhor e salvador, pediu pela proteção de divina de seu anjo guardião e mergulhou no perimetro da torre. Imediatamente a mesma disparou contra o guerreiro santo, mas as chamas do inferno foram repelidas pelo poder de Deus, permitindo assim que o jovem atravessasse a torre remanescente sem um único arranhão ou uma queimadura sequer.
Ao chegar ao patio da fortaleza o benevolente príncipe avistou a princesa perdia. Havia passado anos se preparando para aquele momento. Todo o suor e sangue derramado, vieram a valer seu preço. Estava certo de que naquele momento, deparava-se com a mais bela jovem de que já se teve noticia. Era perfeita a um nível assombroso.
O jovem então desviou de sua mente qualquer pensamento impuro e concentrou-se em sua missão. Só então um pensamento que até então nunca existiu em sua mente manifestou-se. Em meio a uma terrível aflição ele se deparou com uma terrível realidade:
Ele não sabia o que fazer.
Não podia sair com a princesa desacordada. Havia uma batalha sendo travada lá fora e estariam vulneráveis demais. Não poderia protegê-la com a mesma desacordada. Chegou assim a conclusão de que o primeiro passo seria acordá-la. Mas como acordá-la?
O jovem tentou sacudi-la, mas não foi o suficiente frente a profundidade de seu sono. Abriu então seu cantil e derramou água sobre a face da mesma. Alice se debateu violentamente, tentando não se afogar em sonhos. Mas na realidade, sequer músculo se moveu. Seu corpo ficou inerte como sempre esteve nas ultimas décadas.
Foi então que a consciência do principe retornou aos seus dias de infância. Lembrou-se de como as princesas, nas historias que sua mãe contava, despertavam após um beijo do príncipe encantado.
O rapaz analisou calmamente a situação: Ela era uma princesa, ele era um príncipe. Ela estava adormecida e ele certamente era encantado pela pela graça divina do nosso senhor Jesus Cristo. Tudo se encaixava perfeitamente, exceto o fato de que Deus não havia mencionado isso em nenhuma das revelações. Não era correto abusar de uma jovem desacordada, beijando-a sem o seu consentimento.
Pensando mais a fundo, não acreditava que essa hipótese fosse sequer viável. Os dois não eram comprometidos, relacionamentos devem ser feitos com sentimento, e não por mero prazer físico. Beijo é uma manifestação de amor e amor é um sentimento divino. Não poderia sujar transformar isso em um ato vazio. Fora que, uma vez desmaiada, ele estaria “tecnicamente” abusando de um incapaz, algo que constitui crime. E definitivamente crime não é algo de divino.
Foi então que o jovem ajoelhou-se e começou a orar para que a jovem despertasse. Entretanto, o tempo passou e a jovem não despertou, fazendo o principe concluir assim que havia interpretado errado suas revelações.
Frente a todos os fatos, o príncipe bateu em retirada, retornando para seu reino para estudar a palavra de deus de forma a conseguir compreender melhor o plano de seu pai para sua vida.
E assim, Alice permaneceu adormecida pela eternidade e o chapeleiro viveu feliz para sempre.
Fim
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