Notas iniciais
O capitulo de hoje basicamente foi escrito por uma Boreal fraca e tonta descrevendo toda sua experiencia medica. Literalmente ela descreve como foi cada passo pré operatório . . . Mas que operação Kazumi ? Leia e descubra o/~ Semana que vem voltamos a programação de Boreal normal . . . E tem coisa muito """linda""" vindo :} (leve esse "linda" pro lado que quiser)

Foi um choque pra mim saber que o pai do Nath queria falar comigo.

"O que ele quer ?" Perguntei assustada.

"Ele quer falar sobre seus exames desse fim de semana . . . Tem que ser hoje . . . "

Nath então me levou até um local longe . . . Parecia um hospital.

Era um prédio enorme.

Logo na entrada tinha um grupo de pessoas comendo, e outro grupo sendo atendido.

Parecia ser um local pra coisas rápidas, aquelas triagens.

Pude ver o pai do Nath num canto atendendo pacientes.

Ele sorria gentilmente apesar de tudo.

Alguns pacientes que se retiravam do local passavam por mim e o Nath chegando, e muitos cumprimentavam o Nath gentilmente.

Nath parecia ser muito respeitado e querido ali.

Perguntei curiosa sobre os pacientes.

"Ah, já atendi vários deles junto com meu pai . . . " ele respondeu sorrindo.

"Seu pai ? Ele não é empreendedor ?" perguntei.

"Sim . . . Cuidar de pessoas é meio que um hobby. Não cobramos ninguém nesse hospital. Tudo por nossa conta." ouvir aquilo me deixou muito feliz . . . Eles eram realmente pessoas gentis.

Nós então nos aproximamos do pai do Nath. Confesso que queria ir embora.

Eu tenho muito medo dele . . .Sei lá.

Ele nunca me fez nada mas por eu ter convivido pouco com ele eu tenho receio.

Ele é muito ausente da casa do Nath . . . Sempre está ocupado.

Mas as poucas coisas que ouvi dele sempre foram tensas.

Ele então viu nós dois e pedindo licença se aproximou enquanto tirava as luvas.

"Então vocês chegaram ?" Ele dizia.

Eu não sabia como me referir ou como trata-lo. Com formalidade ? informalmente ?

Francis então pediu para que acompanhássemos ele até uma sala.

Era aparentemente seu escritório . . . Entrei junto com o Nath e fechamos a porta.

Eu então me sentei do lado do Nath . . . Estava nervosa.

Estava um silencio no ambiente, o pai do Nath parecia arrumar coisas, nada relevante, só coisas na sala mesmo, até que finalmente se sentou.

Ele ofereceu algo pra beber mas eu recusei.

"Pai seja direto . . . " Nath falou impaciente.

"Ser direto ? Ok . . . Boreal, posso operar seu cérebro ?" ele falou sem mais nem menos.

Aquilo me assustou, não esperava por isso.

"Sim . . . Ele queria que eu fosse direto. Então pareceu assustador falando assim né ?" ele então falou rindo. Não sabia que o pai do Nath tinha esse lado "brincalhão". Se bem que . . . Péssima hora pra brincar né mesmo ?

"Isso não tem graça pai . . . Quando eu falei pra ser direto não disse pra não explicar nada." Nathaniel parecia impaciente.

Ele movia os dedos com grande inquietação.

"Boreal . . . Nathaniel me contou tudo. Que você irá passar pela bateria de exames . . . Isso me preocupou muito. Você guarda segredos que se eles colocarem as mãos vai destruir a vida de muita gente." ele completou.

"Mas . . . O que meu cérebro tem a ver com isso ?" perguntei assustada.

"Eles podem tentar invadir . . . Não sei até onde vai a tecnologia deles nem se possuem agentes com essa capacidade. Meu filho faz parte da organização já pra poder tomar conta de você. Porém nas suas condições atuais ele foi afastado. Por sorte não tentaram tocar nas memorias dele. Claro que vou querer estudar seu cérebro também, compreender ele melhor, mas o objetivo não é esse . . . "

"E o que essa operação fará ?" perguntei.

"O mesmo que fez comigo e minha família, irei implantar um chip no seu cérebro que impedirá toda onda deles de entrar . . . " ele falou.

Eu então olhei pro Nath assustada.

"Sim . . . Meu pai já fez isso em mim . . . " ele respondeu.

"O lado bom é que após passar por essa operação eles te deixaram em paz um tempo. Uma pessoa recém operada não pode passar pelas coisas que eles querem fazer contigo." Francis completou.

"Ma pra isso deve aceitar que mexam no seu cérebro . . . " Nath então falou apático. Ele não parecia concordar . . . Nem discordar.

"Mexer . . . No meu cérebro . . . ?"

"Precisamos que você e sua mãe assinem essa permissão . . . Pra caso aconteça algo com você" quando ele falou isso pra mim eu tremi . . . Eu não sabia o que fazer.

Estava em pânico.

Se eu não assinasse . . . Provavelmente seria pior . . . Mas pensar que iriam operar meu cérebro me deixava desesperada . . . Porque eu tinha que passar por isso ??

O Francis colocou um papel na minha frente que tinha todo o procedimento.

"Você terá até amanhã pra decidir . . . Temos que fazer essa operação até amanhã. Pode levar esse papel pra casa com calma e pensar na proposta. O bom é que nunca mais precisará passar por desespero de esconder suas lembranças de alguém."

"Quais seriam os riscos ?" perguntei nervosa.

"Morte cerebral obviamente é um deles. Estamos falando da parte mais importante do seu corpo. A que dá todo um sentido pra cada movimento seu. Pode vir desde paralisia completa até de apenas pequenos movimentos como ocorreu com o Nathaniel . . . "O pai do Nath ao falar isso me deixou em panico . . . Eu então perguntei assustada se o Nath havia ficado com as pernas paralisadas por conta dessa operação.

"Não. Isso aqui foi culpa da Ambre mesmo . . . " Nathaniel riu de leve batendo nas próprias pernas de leve.

"De onde vem essa tecnologia ??" perguntei.

O pai do Nath antes de se levantar falou sorrindo.

"Digamos que um velho amigo que me ajudou muito me entregou como alcançar esse tecnologia . . . " ali eu sabia de quem ele estava falando . . . Era "dele" não tenho duvidas !

E isso só atiçava mais minha ideia de que "ele" era um viajante. Como ele saberia desse chip ??

Porque ele nos ajuda tanto . . . ? Qual a importância que temos ?

"Me desculpem não poder ficar muito com vocês . . . Mas tenho muita coisa pra fazer ainda na clinica . . . Boreal . . . Pense na minha proposta. Pense no Nathaniel e no futuro de todos os envolvidos. No seu próprio futuro." ele falou colocando a mão no meu ombro e saindo.

O olhar do Francis parecia sincero . . . E eu estava em panico . . .

"As chances de algo te acontecer nessa operação são baixíssimas . . . "Nathaniel percebeu meu nervosismo e invadiu meus pensamentos enquanto segurava minha mão.

"Qual sua opinião sobre isso ? Eu devo me arriscar ?"

". . . Acho que sim . . . Se eles souberem a verdade . . . Capaz de banirem eu e minha família . . . Apagarem a memoria de todos os nossos amigos de novo e por fim isolarem ou ate matarem você e sua mãe . . . Se eles acreditarem na mesma coisa que a Ambre, da doença mortal do futuro ter vindo de vocês." Nath completou.

"Mas . . . E os meninos ? Eles sabem também . . . " respondi pensando no Armin e no Lys.

"Eles me preocupam bastante, confesso . . . Mas não temos como pedir permissão pros pais deles de forma discreta. Esse tipo de operação requer permissão. Caso meu pai se atreva a operar eles somente com a permissão deles próprios isso daria cadeia de qualquer forma e no fim, talvez descobrissem a verdade. Não podemos arriscar. No momento estamos focando em você pois você é o alvo atual da organização e seus pais sabem da situação toda."

"Nath . . . Seja sincero . . . Vai me acontecer algo ?" eu tremia só de pensar nisso . . . Já passei por tanta coisa.

"Você acha mesmo que eu deixaria meu pai seguir com uma ideia que daria errado usando você ? Tem riscos como qualquer operação . . . Mas eu confio no meu pai. Ele é um ótimo neurocirurgião . . . " Nathaniel segurou minha mão gentilmente . . . Ele aprecia preocupado, mas suas palavras eram sinceras.

Eu estava em uma mistura de preocupação e nervosismo . . .

Nath me levou até em casa. Minha mãe não estava.

Ela havia saído para ir pro trabalho, hoje era um daqueles dias que ela saía pra cuidar do local.

Nath decidiu esperar minha mãe, ele queria conversar tudo com ela.

Eu ? Estava nervosa, tensa . . . Preocupada.

Muita coisa sempre está acontecendo na minha vida, mas ultimamente coisas terríveis tem sido mais constantes.

Por um lado as coisas melhoraram, por outro, pioraram. Não consigo por na balança.

Parece que todo meu azar vem seguido de sorte que vem seguido de azar e fica nesse loop infinito.

Eu estava tensa o tempo todo, e o Nath tentava me deixar pra cima e relaxada o tempo todo.

Conversamos sobre coisas variadas, tentamos passar o tempo enquanto minha mãe não chegava.

Confesso que consegui esquecer um pouco os problemas.

Jogamos, assistimos coisas, conversamos fizemos tudo que tinha direito enquanto aguardávamos minha mãe (tudo mesmo) que por fim, chegou.

Ela parecia encantada de ver o Nath (ah se ela soubesse o que tinha acontecido aquela tarde no meu quarto . . . )

Nath então falou com minha mãe . . . Eu estava sem jeito . . . E estava tensa.

Ela obviamente estava morta de preocupação, mas ela sabia que se eu não fizesse isso . . . Talvez acarretasse em nossa destruição . . . Não duvidaria dela ser a próxima a passar pelo procedimento.

No fundo eu torcia pra minha mãe recusar, mas ela não recusou. E como o Nath sabe como falar, só convenceu ela mais rápido.

Claro que ela demonstrou insegurança e hesitou, mas por fim, aceitou.

"Quando será essa operação . . . ?" Ela perguntou.

"Amanhã começamos os preparativos para depois de amanhã . . . " ouvir a palavra "amanhã" da boca do Nath me fez arrepiar totalmente.

Nath não ficou muito tempo depois, até porque o pai dele pareceu precisar dele no hospital.

Ele se despediu de mim, da minha mãe e foi embora com o papel de permissão.

Está tudo muito embaralhado ainda pra mim . . .

Minha mãe parecia tensa com a situação.

"Filha . . . Você está bem ?" ela perguntou.

Sua voz parecia distante . . . Eu estava de um modo . . . Estava incrédula.

Eu havia assinado o papel assim como minha mãe, e o Nath levou o papel com ele como já citei . . . Aquele papel decidiria tudo.

"Vão operar minha cabeça . . .O que acha ?" falei tentando rir e falhando miseravelmente.

"Sabe . . . Só estou tranquila porque é a família do Nathaniel . . . Eu vejo claramente nos olhos dele que ele quer seu bem.

Ele está preocupado, claro, mas demonstrou confiança em seu pai. Não acredito que ele te colocaria em uma situação de risco real." Minha mãe falou calmamente, era a segunda vez ouvindo essa frase no mesmo dia.

"De qualquer forma . . . Se ele não fizer isso as consequências podem ser piores . . . entre as opções atuais, operar o cérebro é a menor delas . . . "

Minha mãe me prometeu ir para a operação . . . Ela contaria tudo pro meu pai assim que ele chegasse,

Acho que seria difícil pro meu pai aceitar isso . . . Mas não tinha mais como voltar atrás.

E como ela falou, entre as opções atuais, essa era a menor delas.

Minha mãe passou um tempo tentando me reconfortar e me acalmar . . . Até que meu pai chegasse.

Ela parecia preocupada, mas acho que diante do meu desespero ela estava menos assustada que eu.

Afinal, duas pessoas em pânico não daria certo, então eu estando pior, ela tentou se manter forte pra me passar força como toda boa mãe faria . . . Não foi muito efetivo, mas . . . Ela tentou.

Meu pai chegou junto com o Armin, o que foi uma enorme surpresa pra mim.

"Armin ? O que faz aqui ? Com meu pai ?" perguntei.

"Eu estava chegando em casa e encontrei com o Armin. Ele vinha pra cá, então viemos juntos." Meu pai falava.

Era legal ver que meu pai, que tinha um certo receio até do Ken, tinha esse respeito e carinho pelo Armin.

Armin realmente é fantástico.

Ele conquista todas as pessoas com quem conversa, até uma pessoa difícil feito meu pai.

Armin e meu pai logo repararam que o clima estava tenso.

"Aconteceu algo ?" Meu pai perguntou.

"Filha . . . Pode me deixar a sós com seu pai ?" Minha mãe então pediu.

Eu peguei o Armin e o puxei pro meu quarto enquanto deixava aquele clima de tensão pra trás . . . Eu sabia que ela iria explicar o procedimento que eu passaria.

Obviamente Armin queria saber o que era e puxou o assunto comigo assim que chegamos no quarto.

"Esse fim de semana vão operar minha cabeça . . . " eu falei.

"O que . . . ? Qual o sentido ? Faz parte daqueles exames ??" Armin parecia muito assustado.

"Não . . . O pai do Nathaniel disse que vai implantar um chip pra que eles não consigam acessar minhas memorias nunca mais . . . " quando eu falei isso o Armin pareceu ficar mais calmo.

"Bem. . . Se foi o pai do Nathaniel acho que está tudo bem. Nathaniel não te colocaria em uma situação de risco real." e vamos pra terceira vez ouvindo isso . . . Estava quase sendo convencida.

"Minha mãe falou a mesma coisa . . . Mas . . . Meu medo permanece. Eu nunca operei nada na minha vida, e justo o cérebro ? Já tive que assinar um papel permitindo e tudo . . . Vendo assim parece ser algo muito complexo e ruim."

Armin então me pegou e me jogou na cama enquanto tacava o psp em cima de mim.

"Você vai relaxar e parar de pensar nisso entendeu ? Eu não ia ficar por aqui, mas já que terminou nisso . . . Vou ficar pra te fazer companhia. As chances de dar algo errado, principalmente nas mãos do pai do Nathaniel são baixas. No máximo talvez você vire uma ameba . . .De novo. Mas ai não verei muita diferença." por impulso eu chutei ele e ele começou a rir.

"Viu ? Esse é o espirito. Agora antes que você volte a ser 100% ameba, jogue esse jogo comigo pois quero aproveitar suas ultimas horas inteligente pra jogar modo co-op com você." ele falou já se sentando do meu lado e iniciando o jogo.

Armin não me deu chance de falar nada nem de pensar em nada que não fosse jogar ou falar qualquer besteira aleatória com ele. . . Eu gosto disso nele.

Sei que ele estava pensando muito no que ia acontecer por mim e por ele . . . Mas ele não me permitia pensar nisso de jeito nenhum.

No fim, eu realmente não pensei.

Adormecemos os dois jogando, ambos estavam provavelmente muito tensos com a situação que eu enfrentaria o dia seguinte.

Meus pais nos chamaram poucas vezes, e inclusive Armin passou um tempo conversando com eles . . . Mas não procurei saber o que eles conversaram.

Ele não me permitia sair do quarto sequer, e ele trouxe comida pra mim no meu próprio quarto enquanto discutia sobre varias coisas e criava briguinhas de brincadeira pra me distrair.

Dormimos cada um em uma ponta afastada da cama, porém, Armin segurou minha mão durante a noite toda, e sinceramente aquilo foi reconfortante e me deu muita força pra o que eu enfrentaria no dia seguinte.

Bem cedo o Nath já estava na minha casa pra me levar pra todo o processo pré-operação.

Armin já havia falado com o Nath aparentemente que ficaria lá comigo, e o Nath estava resolvendo as coisas para a operação e afins. Enquanto eu saía o Nath agradeceu o Armin por ter me feito companhia.

Vi que enquanto eu entrava naquele carro deixei um Armin, uma mãe e um pai apreensivos para trás . . . Era só uma operação, eu sei, mas . . . Era cerebral né.

No hospital, antes de entrar na sala, me limpei com uma substancia antibacteriana . . . E colocaram um troço fedido no meu nariz.

Passei 24 horas num preparo intenso de fazer varias coisas, até urinar tinha lugar certo e eles avaliavam o dia todo tudo que eu fazia . . . Mesmo com memória fotográfica eu estava tão nervosa que mal prestava atenção nas explicações do Nath. Ali eu poderia morrer, perder meus movimentos ou qualquer coisa do tipo. Levando em conta meu azar e magnetismo, aquilo me deixava mais em pânico ainda. O dia da minha cirurgia seria o mesmo dia que eu teria que fazer os exames na organização . . . O pai do Nath marcou pra esse dia de proposito, pois assim eu não teria como ir na organização fazer bateria de exames.

Ele colocou como se eu estivesse com algo . . . Inventou uma doença pra mim.

Nath cuidou e me auxiliou o tempo todo . . .

Sei que essa entrada deve ser um tanto quanto chata, se resumiu muito ao meu estado no hospital mas . . . Eu precisava expor esses pensamentos.

Antes de ir pra sala de operação me trocar e tudo mais eu abracei o Nath com força.

Eu chorava . . . Eu estava com medo. Me sentia indo para o abate.

Sabe, acho que enfrentar a Ambre me deu menos medo.

Eu repetia baixo no ouvido do Nath "não quero ir" e ele me abraçava forte.

Ele parecia não querer me deixar ir, mas estava dividido.

Tanto ele quanto eu sabíamos que aquele era o melhor a se fazer.

Eu estive acordada o tempo todo durante a operação . . . E aquilo era horrível !

Como pode uma menina de tão pouca idade já ter passado por tantas coisas ?

Se fosse só uma operação talvez eu não reclamasse, mas é um conjunto de coisas !

Eu estive anestesiada o tempo todo, porém, acordada durante a cirurgia.

Foram horas torturantes . . .

Eu devia ficar no hospital, sim, devia.

Mas por ser uma operação "ilegal" e pelo fato do pai e do próprio Nath serem médicos eu pude voltar . . . No caso, ficar na casa deles.

O pai do Nath é neurocirurgião, o Nath não, mas ambos tem conhecimento avançado no ramo.

Fiquei apenas umas 5 horas no hospital e logo fui levada para a casa do Nath, que tinha tantos equipamentos quanto o hospital (e mesmo que não tivesse eles tinham dinheiro pra providenciar quando quiessem).

Prepararam um dos quartos de hospedes para mim. Tudo esterilizado e devidamente limpo.

Foi ali que eu passei o resto dos dias a base de morfina e um soro especial para minha "especie" que funcionava como soro endovenoso . . .

Nathaniel passou todos os dias comigo, e seu pai e sua mãe iam frequentemente me ver.

A mãe do Nath era responsável por trocar minhas roupas de cama e afins. Não permitiam que nenhum empregado entrasse no quarto.

Pude ouvir logo no primeiro dia o Nath ao telefone enquanto acariciava meu rosto.

"Ela ficará aqui em casa até que esteja melhor tudo bem ? Ela está muito fraca ainda e não vai poder voltar pra casa . . . Mas a senhora tem livre acesso a minha casa para vê-la.

É que acho melhor que ela fique por aqui caso o estado da Boreal agrave." Pude vê-lo falando com minha mãe . . . Na hora eu estava muito tonta ainda e não consegui prestar atenção em muita coisa . . . Tudo girava e meu olho pesavam ao mesmo tempo que queriam ficar abertos.

Tive alguns efeitos um pouco diferentes dos pacientes convencionais Terráqueos, mas aparentemente tudo fluiu como se eu fosse uma terráquea comum.

Pelo que Francis falou meu sistema era muito similar ao de um Terráqueo comum, visualmente idêntico, mas as funções não.

Eu passei 3 dias em estado semi-vegetativo.

Não me movia, não falava e mesmo "acordada" eu me sentia dormindo.

No terceiro dia começaram a diminuir a minha dose de morfina e aquilo me gerou um tanto de dor. Eu comecei a tomar remédios orais. . . Mas finalmente pude me mover, antes sequer eu podia me sentar, e aquilo era agoniante.

Nath passou todos os dias do meu lado e foi basicamente meu medico particular.

Ele cuidou da parte de fisioterapia, troca de medicamentos, tudo . . .

E sempre acharei incrível como ele faz tantas coisas, e ainda mais incrível como ele faz essas coisas em um estado que muitos os considerariam incapaz.

Claro que ele tem limitações, mas todo temos. E ele enfrenta tudo e se sai sempre tão bem

.

Acho que vou ficar sem escrever um tempo . . . E por um repouso longo . . . Quantas semanas ? Uma ? Duas ? Um mês ?

Essa dor de cabeça está me matando . . .

Confesso que a primeira coisa que corri para ver era se tinham cortado meu cabelo . . . Mas pela explicação que me foi dada, existem vários tipos de operações, e mesmo que sua maioria precise raspar a cabeça, é só uma parte do cabelo e mesmo assim . . . Não são todos os casos.

Eu estava com um pouco de falta de cabelo na parte lateral . . . Parecia um undercut aquilo na minha cabeça, e era um tanto estranho me ver com esse "corte" de cabelo.

Eu sei que a recuperação total levaria em media 1 mês . . . Mas que fazer atividades pequenas como andar ou escrever eu vou conseguir fazer com menos tempo, como já estou fazendo.

Sendo que facilmente me sinto cansada só de fazer esse pequeno esforço que é escrever.

Desculpe não ter escrito muitos detalhes . . . Estou com grande cansaço e falta de coordenação . . . Meus dias provavelmente não serão muito emocionantes, então dificilmente escreverei até me recuperar totalmente.

Nathaniel disse que comparado a outros pacientes eu estava me recuperando muito bem, e minha dicção estava ótima pra uma operação tão recente . . . É algo bom de se ouvir.

Agora irei me deitar . . . Até porque quero estar disposta.

Armin, minha mãe e Lysandre vieram me ver.

Notas finais
Processo de como é feita as imagens da fic: https://youtu.be/NIwbgsfiLG4 Faça sua pergunta referente a fic ou leia perguntas frequentes com suas devidas respostas no link abaixo: http://asaventurasdeumadoceteciclope.kazumitakashi.com/pergunta Video Bonus: https://youtu.be/4kEMGSWb8qU Fic no tumblr + todas as imagens bonus: http://asaventurasdeumadoceteciclope.kazumitakashi.com Youtube: http://youtube.com/kazumitakashi informações de ultima hora no twitter http://twitter.com/kazumitakashi Blog (possui coisas relacionadas a fic) http://blog.kazumitakashi.com Tumblr http://kazumitakashi.com —--------------------------------------------------------- Essa historia é postada somente no facebook, social, wattpad, tumblr e aqui. Por favor ! Se vir em outro lugar me avise ! Álbum da historia no facebook: http://tinyurl.com/knbb8mn Link do Social spirit: http://socialspir.it/3446819 Wattpad: https://embed.wattpad.com/story/65603520-as-aventuras-de-uma-docete-ciclope Minha conta no amor doce: http://amordoce.com/profil/KazumiTakashi