Notas iniciais
Esse capitulo vai ser um aquecimento pra descobertas Vai ter personagem novo (já na imagem) IMPORTANTE E vai ter Castiel sendo Castiel

Castiel me olhava com raiva, Lysandre não esboçava nenhuma reação.
Ficamos alguns segundos nos encarando quando ele finalmente entrou . . . Ele não dirigiu nenhuma palavra a mim. Lysandre só cumprimentou nós dois e entrou junto com o Castiel.

". . . O Castiel não falou nada ?!" eu falei surpresa.
"Eu estou tão feliz . . . Eu tinha certeza que ia sair com mais um roxo."
"Você não está espantado do Castiel não ter dito nada?!" eu falei assustada.
"Estar até estou . . . Tenho medo de como ele possa reagir mais tarde . . . Mas tô bem mais feliz que ele não veio me bater como sempre do que assustado com isso . . ."
"Você devia reagir mais Nath . . . " eu disse inconformada.
"Talvez . . . Mas sei lá, fiz tanta coisa ruim pro Castiel que prefiro deixar ele me bater."
"Deixar ? Você deixa ? Se acha tão capaz assim de bater nele de volta ?" eu falei rindo.
"Olha, não é por nada não mas mesmo sem ter a super força de vocês dois, eu sei me virar. Vim de uma epoca que eu tinha que saber brigar afinal. Fora que eu tenho vantagem sobre ele: Eu consigo usar bem meu cérebro." admito que quando o Nathaniel falou isso eu comecei a rir.
"Você esta mudado . . . Seu humor está melhor e tem andado mais sorridente . . . "
"Claro ! Eu estou contigo !" ele deu um sorriso tão sincero e radiante que me partiu o coração.
"Nath . . . Sabe que somos só amigos né ? Esse beijo por exemplo, foi algo mais carinhoso sabe . . ." nesse momento ele deu uma leve murchada.
"S-Sim eu sei. Mas me refiro a andar contigo mesmo . . . Nós antes mal nos falávamos . . . Agora você até dormiu lá em casa noite passada, e não parecíamos um casal afinal." eu cocei a cabeça e falei: "parecemos sim . . . E isso é preocupante. Sua mãe acha que estamos namorando . . . "
"E o que tem de ruim ?" ele falou.
"Pra você nada, mas pra mim é preocupante, não quero que as pessoas pensem coisas que não são reais. Além do mais, e se isso te prejudicar com as meninas ?" Eu falei rindo como se o Nathaniel pegasse todas.
"Eu já falei que não tenho interesse em nenhuma menina daqui da Terra . . . " quando ele disse isso, ele estava olhando fixamente pra mim, e bem, ele não demonstrou nenhum pingo de insegurança, o que me deixou bem nervosa e meu coração disparou bastante, devo admitir.
Tudo que fiz foi chama-lo pra entrar comigo e fingir que nada aconteceu.
No que estávamos entrando ele me puxou e começou a falar
"Só uma ultima pergunta . . . Você ainda está sem cabeça pra um relacionamento ?"
Eu fui pega de surpresa, mas logo respondi que sim.
"Porque ? Você agora vai viver mais . . . "
"Nath . . . Eu me conformei de ter matado uma pessoa porque você me ajudou a aceitar isso melhor. Não quer dizer que eu não esteja com remorso e vontade de chorar toda vez que penso nisso. . . Muito menos que eu vá repetir. . . Desculpe." Nathaniel sorriu mas pareceu decepcionado com minha resposta . . .

Nós entramos pra sala e nos sentamos.
Castiel sequer olhou pra mim, era um milagre vê-lo na aula . . . Ele sempre cabula . . .
No intervalo eu decidi que falaria com ele, e foi o que fiz.
Gritei ele no corredor mas ele me ignorou, ao chegar no pátio alcancei ele.
"CASTIEL ! PORQUE ESTÁ ME IGNORANDO ?!" Eu já puxei ele falando isso.
"ME DEIXA EM PAZ !!" Ele puxou o braço com força. Engraçado, antigamente qualquer movimento dele eu sentia uma força absurda vinda dele, agora . . . Parece que realmente temos o mesmo nível de força e que todos fazem cocegas em mim.
"NÃO DEIXO NÃO ! RESPONDE PORQUE TÁ ME IGNORANDO !" Eu virei ele de frente pra mim. Castiel me olhou com raiva . . . E depois de um enorme suspiro ele finalmente falou
"PORQUE VOCÊ MENTIU PRA MIM ?! VOCÊ FALOU QUE NÃO ESTAVA COM O NATHANIEL !!" ele gritava.
"Primeiramente . . . Eu nunca disse isso, apesar de não estar com o Nathaniel. Não sei de onde tirou essa historia de que menti . . .
Em segundo lugar . . . CARA VOCÊ NÃO PODE ME IGNORAR POR UM MOTIVO BESTA DESSES !! A VIDA É MINHA E EU SOU SOLTEIRA !!
Além do mais, foi só um beijo. Um selinho pra ser mais exata. Nada de mais,foi algo carinhoso."
"ah claro, claro . . . POR ISSO AGORA VAI SAIR BEIJANDO TODO MUNDO POR AÍ ?! DESDE QUANDO VOCÊ TRATA BEIJO COMO ALGO BANAL ?!" ele não parava de se alterar.
"Depois de 3000 beijos roubados, até do Alexy . . . Se eu continuasse achando beijo algo anormal estaria em apuros . . . Pra mim beijo já virou um "bom dia". Mas me diga . . . pra que esse rage todo ? Você também quer um beijo é isso ?" eu admito que estava rindo por dentro.
"N-NÃO ! SÓ NÃO ACEITO ISSO ! ALÉM DO MAIS ! ISSO AQUI É UMA ESCOLA ! NÃO É LUGAR PRA ESSAS PUTARIAS !!"
Quando ele gritou isso eu gargalhei . . .
"CLARO ! FALOU O SANTO ! O CARA QUE MATA GENTE DENTRO DO COLÉGIO ! NOSSA, QUANTA MORAL ! Na boa, esse seu chilique . . .Ou você gosta de mim , ou gosta do Nathaniel." pude ver o Castiel travar. Ele realmente não esperava que eu falasse isso.
"É o que ? Repete isso." ele disse apático.
"Sabia, acertei ! Bem que dizem que quando implicamos muito com uma pessoa gostamos dela . . . "
"EU IMPLICO MUITO CONTIGO !" ele gritou.
Aquilo me travou por uns segundos, pois ao responder isso ele acabou confirmando que gostava de mim . . . Admito ter ficado com muita vergonha, mas tentei manter a postura na frente dele.
"Sim sim . . . Mas implica bem mais com o Nathaniel. Se quiser eu posso tentar juntar vocês dois. Formam um belo casal, e ainda tem essa semelhança no "el" no fim dos nomes, fica mais bonitinho ainda." Eu estava rindo debochadamente mas por dentro estava gargalhando
As caras e bocas do Castiel eram impagáveis.
"PARA DE FALAR MERDA !! POR MIM ELE JÁ ESTAVA MORTO A MUITO TEMPO !!" quando ele falou isso decidi perguntar.
"Castiel . . . Se você quer tanto ver ele morto, porque nunca matou ele ? Você mata com facilidade mesmo . . . "
"Porque ninguém odeia ele . . . Se eu matasse ele iriam desconfiar de mim logo de cara. E eu quero viver pra ser livre, e não pra ficar em uma cadeia . . . "eu fiquei muito na duvida se ele foi sincero. Ele pareceu sincero . . . Mas não por completo sabe. Talvez realmente tenha algo por trás disso . . . Talvez ele ainda guarde boas lembranças da infância deles, Castiel não é 100% ruim afinal. . . Posso estar enganada, claro.
"Sério . . . Você e o Nathaniel estão juntos ?" Ele perguntou deprimido.
"Não, não estamos e eu já falei. E repito: porque isso é tão importante pra você ?"
"EU SÓ QUERO SABER !!"
"Castiel, a verdade é que eu nem devia estar falando contigo sinceramente . . . Você já fez muita merda comigo, inclusive me fazer matar uma pessoa . . . Sabe o quanto isso fica martelando na minha cabeça ?" Eu não me aguentei e comecei a meio que explodir com ele. Eu não conseguia aceitar tudo que estava ocorrendo até agora. Esse assassinato que cometi . . .
"Pra mim nunca foi fácil . . . Mas eu me acostumei mesmo assim."
"POIS EU NÃO SOU UM MONSTRO FEITO VOCÊ !" ele pareceu meio assustado, ele realmente não esperava ser chamado de monstro. E admito que bateu um leve arrependimento, mas na hora, eu não disse nada.
"E-Eu preciso ir, com licença, já estamos resolvidos." me retirei apressadamente da presença do Castiel naquele momento.
Ele pareceu bastante chateado com a forma que me referi a ele.

Próximo ao portão do colégio eu fiquei pensativa, e sozinha. Os meus amigos estavam espalhados por aí, e bem, eu não fiz questão de procura-los . . .
"Então estamos lidando com dois assassinos ?" Eu pude ouvir uma voz feminina vindo das minhas costas.
Ao virar, era a Peggy !
"P-Peggy ?! Do que está falando ?!" Eu ria sem graça. Sou péssima pra reverter essas situações.
"Não adianta dar uma de desentendida querida. Isso vai ficar ótimo como primeira capa de jornal. E não pense que estou falando do colégio." ela ria vitoriosa mostrando o gravador onde supostamente tinha toda minha conversa com o Castiel.
"P-Peggy . . . Não é assim ! Você entendeu errado !"
"Existe alguma outra interpretação pra frases como:
— Você me fez matar uma pessoa
— Pra mim nunca foi fácil . . . Mas eu me acostumei mesmo assim
Existe outra interpretação ? Me explique então" Ela ria vitoriosa. Ela tinha conseguido a manchete perfeita.
Espreitando as escondidas, fingindo que não existia entre nós, ela estava só esperando o momento pra dar o bote.
"Querida Boreal, saiba que tenho bem mais informações do que deseja que os outros saibam ao seu respeito" Ela com um sorriso maldoso apertou minha bochecha da forma mais debochada que poderia ter.
"O-O que você ganha com isso ?! Pra que vai arruinar a vida das pessoas ?!"
"Eu ganho reconhecimento. Eu ganho promoção de cargo ! Eu ganho influência ! Eu estou apenas correndo atrás do que eu quero, dos meus sonhos."
Eu não tinha o que falar nem como agir. . . Mesmo que me livrasse daquela gravação, quantas provas mais ela tinha contra mim ?!
"Peggy . . . Por favor. Não faça isso. Podemos encontrar outra coisa juntas e . . . " eu suplicava, estava a ponto de chorar.
"E nada ! Eu vou usar as informações obtidas e NINGUÉM vai me impedir."
"OK, então isso mostra que vou ser obrigado a usar as MINHAS informações obtidas também não é mesmo Peggy ?" Ouvi uma voz masculina ao fundo da Peggy, era o Armin.
"Olá Armin." ela dizia rindo triunfante.
"Olá Peggy. Então planeja manchar a imagem da Celeste novamente ?" ele dizia apático como sempre.
"Isso não te convém. Não se meta onde não foi chamado."
"OK. Então também tomarei atitudes que não te convém . . . " Armin começou a digitar no celular do nada.
"Do que está falando ? Veio defender sua amiguinha e fica usando blefe. Apenas melhore Armin querido. Você está lidando com uma profissional, e não uma pessoa curiosa feito você. Sei tudo sobre você, se não quiser que eu te manche junto, não se meta no meu caminho." a Peggy parecia segura de suas palavras, mas isso não afetou o Armin.
"Ah sim, sim. A senhorita é assustadora, nossa. Sabe tudo sobre mim é ? Hmmm.
Mas . . . Me conte, você também vai manchar a imagem do Castiel né ?" ele perguntava com um leve sorriso no rosto.
"Já falei que não te importa minhas ações."
"Sim, você tem razão, não me convém. Mas. . . Acho que tem um casal que vai achar interessante em saber que a espiã deles está tentando ferrar com o filho deles. Eles vão ficar muito contentes com isso."
Nesse momento eu pude ver a expressão da Peggy mudando drasticamente.
"D-Do que você tá falando ?!"
"Ué. Nada que te convém. Prossiga com o que ia fazer." Armin levantou o celular de tal forma que todos presentes ali na situação pudessem ver, e começou a passar fotos como se estivesse vendo sozinho as tais fotos, mostrava os pais do Castiel e ele.
"P-Peraí . . . O Castiel é filho deles . . . ?"
"Pelo visto estou lidando com uma leiga né ? Por não saber uma informação básica dessas . . . " Admito que me deu vontade de gritar com o Armin, pois ele também não sabia que eles eram pais do Castiel. EU DEI ESSA INFORMAÇÃO !
Peggy estava pálida e sem reação.
"C-Como você . . . "
"Assim como você eu tenho acesso a muita coisa. E bem, como foi que uma pessoa falou comigo uma vez ?" Armin se aproximou da Peggy de forma ameaçadora completou a sua frase: "Ah lembrei ! Sei tudo sobre você, se não quiser que eu te manche junto, não se meta no meu caminho. Eu posso ser apenas um curioso como você chama, mas posso te garantir que minha curiosidade vale mais que seu profissionalismo. Que aliás, é um lixo, levando em conta que você ACHA que me conhece."
"É muito simples pra mim querido ! Basta eu acabar com você. Esqueceu que está lidando com uma profissional ?" A Peggy parecia estar pronta para fazer algo com o Armin, ela aparentemente tinha NO LITERAL algo escondido por trás das mangas. Talvez uma arma ?
"Vá em frente Peggy. Me mate. Mas saiba que os pais do Castiel vão adorar saber que você trabalha pro governo chinês, alemão, russo . . . Quantos mais ?" Peggy hesitou por um momento e com voz trêmula perguntou.
"Com você morto eles nunca saberão . . . "
"Claro. A menos que eu tenha acionado todos os arquivos secretos sobre tudo que possa me causar ameaça para ir ao publico caso eu não revise eles diariamente. Peggy querida, se você me matar, toda a informação sobre você vai pro ar em 48 horas, afinal, quem vai poder dar o checkup de todo dia nos arquivos ? Eu programei para que qualquer tipo de informação que eu tenha que possa me causar risco de vida vá ao ar em caso de emergência. E ninguém tem acesso aos meus arquivos . . . "
Peggy ficou quieta e engoliu seco
"É blefe" ela dizia.
"OK, tente a sorte então." Armin falou seguro.
A Peggy tremia, o Armin estava se mantendo calmo o tempo todo, mas as palavras dele soavam ameaçadoras.
Eu dou graças a Deus por ter conseguido a amizade dele. Definitivamente ele é uma pessoa que eu não desejaria pisar no calo.
Peggy saiu irritada e frustrada falando "isso não vai acabar assim !"
Assim que ela saiu eu pulei no Armin abraçando ele.
"ARMIN VOCÊ É O MAXIMO !" eu fui gritando pra cima dele.
"Eu sei, é bom que se lembre disso sempre." Ele falava rindo. A prepotencia dele é engraçada.
"De qualquer forma, aprenda a não falar certos assuntos publicamente assim. Você não se cuida nenhum pouco. O que seria de vocês sem mim ?" ele tinha razão . . . Eu vacilei em falar de assassinatos em publico.
"Ao invés disso, me explique o que houve. Eu me meti mas realmente não sei o que estava acontecendo . . . "
"aquilo que você falou dos arquivos é verdade . . . ?" Eu perguntei curiosa.
"Talvez sim, talvez não. Só me responda, de que assassinato estavam falando ?"
Eu hesitei um pouco mas logo respondi ele ". . . Eu matei uma pessoa antes de ontem . . ."
"humm interessante, e ?" Quando o Armin disse isso eu fiquei sem reação !
"Como assim essa é sua reação ?! ARMIN EU MATEI UMA PESSOA !"
"Quer um alto falante não ? Tá gritando pouco. Acho que o colégio todo ainda não ouviu. Se quiser tenho um, te empresto, mas tá em casa." eu amo o jeito do Armin, sério, mas eu me irrito MUITO com ele . . . MUITO MESMO.
"Dane-se, matei uma pessoa e você tá fazendo pouco caso . . . É UMA VIDA CARA !"
"Eu já esperava que no desespero você fosse matar alguém . . . Só isso. Isso não me espantou." ele falava apático como sempre.
"Mas eu não matei porque quis ! Foi o Castiel que me fez matar . . . "
"Ah sim. Ele pegou sua mão e colocou pra matar outra pessoa, entendi." Armin debochava mais de mim.
"PARA COM ISSO ! . . . Ele criou toda uma situação pra que terminasse em morte . . . Ele convenceu um menino a me assediar e me deixou com um canivete. E ele fez a situação ficar desesperadora até que eu . . . Fiz sem querer."
"AGORA EU FIQUEI IMPRESSIONADO ! CASTIEL FEZ ESSE PLANO SOZINHO ?! Meu Deus . . . Existe vida inteligente na mente dele ?!" em outra situação eu riria, aliás, agora escrevendo isso eu estou rindo . . . Mas na hora não achei graça nenhuma . . .
"Armin estamos falando sério ou não ?! "
"Você quer que eu me impressione que você matou alguém ?! Cara, no fim foi como falei, em uma situação desesperadora você prezou pela sua vida, a diferença é que essa situação não foi sua morte."
"Mas Armin . . . Falar do Castiel quando eu to falando que matei alguém ? Isso é hora de soltar piada ?" eu estava muito contrariada com isso . . .
"Eu realmente estou mais impressionado com o fato dele não ser uma ameba. Ou quer que eu fique te lembrando que você agora é uma homicida ? Não tenho problemas quanto a te lembrar disso o quanto quiser." Ele soltava um leve sorriso maldoso. Ele se diverte sendo cruel com as pessoas . . .
"Esquece . . . " eu soltei isso irritada.
"Cara, não dá pra chorar o leite derramado. Só segue em frente. Aliás, fora isso como foi lá com o Castiel ?"
"Normal . . . Conversamos, comemos algumas coisas . . . Mas nada de grandeoso sabe. Acho que se não fosse pelo presunto lá teria sido uma festinha normal . . . Ele realmente não pretendia me matar, até me ameaçou na tentativa falha de me convencer a matar pessoas."
"Hmm . . . E o Nathaniel ? Vi que você chegou com ele . . . Estranhei." Armin perguntou com olhar curioso.
"Eu dormi na casa dele . . . Fugi de madrugada, eu tava desesperada. Eu ia te ligar, mas sei lá, você já não é muito de estudar, eu fiquei com medo de te atrapalhar, até porque não te vi online, aí vi o Nathaniel online e bem . . . Falei pra ele. Em segundos ele brotou lá em casa."
"Bem, se me ligasse eu não ia poder fazer muita coisa. Moro bem longe do colégio e não tenho condução fácil igual o Nathaniel, então, é, você fez bem em ter falado pra ele. Mas ficaram juntos de novo ?"
"Armin, que milagre é esse ? Está curioso sobre mim ?" Eu falei rindo.
"É normal ué. No fim das contas sou seu amigo e quero entender o que se passa, sem seus detalhes embaraçosos, claro. Antes que venha de gracinhas, não, eu não gosto de você, não da forma que você queria, claro." ele dizia isso rindo.
"QUEM DISSE QUE EU QUERIA QUE VOCÊ GOSTASSE DE MIM ?! De qualquer forma . . . Não ficamos juntos . . . Não na casa dele . . ."
"OK, onde então, no colégio ?" ele dizia.
"Foi só um selinho . . . Mas o Castiel viu e se irritou bastante."
"Parabéns. Agora assuma um relacionamento com o anjinho lá ou o Diabo vai ficar muito mais irritado." Armin é tão pratico que me irrita . . .
"Não ! porque eu e o Nathaniel não temos nada . . . Não vou assumir algo que não existe."
"Ah claro, vocês sempre que se veem se beijam, se tratam como namorados, mas você na sua demência insiste que não tem nada com ele. Não te entendo." ele coçava a cabeça e parecia meio irritado.
"Se irritou ?"
"Claro. Você fica trollando os sentimentos do Nathaniel. Eu me incomodo com isso. E agora tem mais o Castiel. Não sou a favor de ser cúmplice nessa historia de brincar com sentimentos das pessoas. Por isso evito ao máximo me envolver com os outros. E admito que é uma das poucas coisas que me irritam." Armin parece realmente se sentir incomodado com isso.
"Desculpe . . . Eu não sabia que isso te incomodava tanto assim."Eu disse.
"Tudo bem, sério. Eu já te falei que já tive bastante problema social no passado, isso meio que acaba me fazendo ficar um pouco rancoroso quanto a isso mesmo quando não é comigo. Como você é minha amiga eu me acho no direito de falar isso, mas no fim das contas, faça o que quiser de sua vida." soou meio fria as palavras do Armin e aquilo ecoou na minha mente.
Tentei soltar algumas piadas pra descontrair, e ele, como sempre, acompanhou bem meu ritmo.
Rimos um pouco e logo o Ken apareceu por ali.
"E-Eu estava procurando vocês !" ele falou sorrindo.
Eu não tinha visto ele hoje até o momento.
Fui até ele dar um abraço caloroso nele.
"Você parece bem animado. Que milagre." Armin falava sorrindo de leve em direção ao Ken.
"S-Sim ! Eu quero muito que vocês venham comigo até minha casa hoje ! Quero mostrar uma coisa que ganhei." Ele estava muito empolgado, foram raras as vezes que o vi assim.
"Ah é mesmo ? E o que seria ? " perguntei apesar de tudo curiosa.
"Um cachorro !" ele falou isso muito eufórico.
Eu admito que fiquei bem animada também.
"Lembro que sua mãe não deixava você ter. Ela deixou ?!"
"SIM ! ELA QUEM ME DEU !!" Ele parecia uma criança. E aquilo foi tão fofo de se ver.
"Ah sério que vou ter que me locomover até sua casa pra ver . . . Um cachorro ? Eles são tão babões e bobos . . . " Armin falou isso bem desanimado.
"D-D-Desculpa . . . S-Se não quiser não precisa vir . . . " O Ken pareceu triste com a atitude do Armin, mas foi educado como sempre.
"Eu vou. É importante pra você mostrar pra gente. Mas que acho cachorros animais chatos acho."
"Cães são o máximo Armin ! Eles brincam, são fieis . . . Como pode dizer isso !?" Eu falei revoltada.
"Eu prefiro animais pequenos e fáceis de cuidar. Tipo ratos. Eu não curto muito a lambição e festinha que cachorro faz. Até gatos eu acho mais suportáveis que cachorros.Veja bem, cães mais sérios são atrativos pra mim." Ele explicou seu ponto de vista.
Ken ficou mais animado novamente ao ver que Armin iria pelo simples fato de ser importante pra ele mesmo ele não sendo amante de cachorros. E admito que fiquei bem orgulhosa da atitude do Armin.

Tivemos aula normalmente . . . Eu sinceramente cabulei.
Eu pensei em conversar com o Armin e falar tudo que aconteceu, mas . . . Eu não sabia se era o momento pra que o Ken ouvisse. Então decidi que falaria com o Armin sozinha primeiro e depois ele me ajudaria a decidir se havia chego o momento do Ken descobrir sobre o assassinato que cometi.

Na hora da saída, nos encontramos no portão.
Castiel passou direto por mim me encarando, eu realmente ainda estava sentida com ele apesar de tentar transmitir uma atmosfera agradável mais cedo.
Castiel não pareceu fazer questão de falar comigo.
Após alguns minutos aguardando o Ken, o Nathaniel veio até mim passando pelo portão.
"Vai pra casa agora ?" ele perguntava.
"Não. Eu e o Armin vamos na casa do Ken. Ele chamou a gente pra ver o cachorrinho novo dele."
"Que legal ! Bem, espero que se divirtam então." Nathaniel falou sorrindo.
"Mais tarde nos falamos." eu falei sorrindo pra ele.
"Ah sim. Amanhã eu trago suas roupas OK ?" Nathaniel assim que falou isso, nosso assunto foi invadido de voadora por uma tal menina que passava por ali . . . Era a Melody.
"Com licença. Me desculpe interromper vocês, mas ouvi uns boatos de que vocês estavam juntos ? É verdade ?" Ela perguntava me encarando de forma irritada. Claramente ela ouviu nossa conversa e se meteu porque não aceitava a ideia de pensar que eu e Nathaniel pudêssemos estar juntos.
Nós não estamos, e ele ia responder isso.
Mas na raiva ao encarar ela eu falei que eu e Nathaniel estávamos juntos.
"ESTAMOS ?!" Nathaniel estava espantado.
"Sim Nathaniel, estamos. Todos os nossos amigos sabem, não é mesmo Armin ?"
"Sim, já faz um bom tempo Melody." o Armin confirmou rindo de forma provocativa pra ela.
Melody saiu de lá irritada e Nathaniel me olhava assustado.
"OK o que foi aquilo ?" Nathaniel ainda não tinha caído na realidade, que minha intenção foi alfinetar a Melody.
"Rixa de meninas . . . Ignora que é melhor pra sua sanidade" o Armin respondeu rapidamente.
Então após isso o Ken finalmente chegou, e eu já estava me retirando com os meninos . . . Ao me despedir do Nathaniel ele me puxou e falou baixo de forma que só eu pudesse ouvir:
"Nós estamos mesmo juntos . . . ?"
Foi um pouco doloroso responder, mas eu o fiz . . . "Não . . . Desculpe. Eu só . . . Só queria afastar a Melody."
Nathaniel demorou um pouco pra me soltar, mas ele sorriu e me soltou em seguida apenas falando "divirta-se" de forma gentil.
Aquilo partiu meu coração . . .

Durante o caminho até a casa do Ken eu fiquei calada o tempo todo . . . Não conseguia tirar minha cabeça do Nathaniel.
Eu não parava de pensar em como ele foi gentil e educado comigo . . .
"S-Se estiver se sentindo mal podemos vir outro dia . . . " O Ken falava pra mim.
Sua frase me trouxe de volta pra realidade.
"Não tudo bem ! Sério . . . " em seguida . . . Entramos.
Ken instruiu Armin e eu avisando que o seu cachorro estava no jardim, que antes de ir ele avisaria para a mãe que havíamos chego. Como eu já conhecia a casa caminhei até o jardim com o Armin.
Ao chegar no jardim não encontramos nada. segundos depois o Ken veio e reparou que o cão não estava lá . . . Ele foi até a arvore e gritou "Cookie vem cá !" olhando para as folhagens, um animal saltou no colo dele. . . Era . . . UM CÃO VERDE ?!
Eu pude ver os olhos do Armin se encherem de vida.
"Esse é seu cachorro ?!"
"Sim ! Uma graça né ? Infelizmente ele não pode sair por ser de outro planeta . . . Ele ia ser enviado de volta pro planeta natal dele, mas minha mãe decidiu me dar." O cão do Ken olhava pra gente.
Ele era . . . Fofo de uma forma estranha.
"E ELE TEM ALGUMA HABILIDADE ? ELE FALA ? " Armin foi até o cachorro empolgado. Ele tocava no cachorro muito feliz.
"Ele é bem mais inteligente que nós todos. Mas não fala." nesse momento a mãe do Ken chamou ele e ele foi lá.
Armin estava muito empolgado.
"Vamos fazer assim cachorro. Quando for pra responder sim você da um latido, quando for pra responder não, você dá dois latidos. Entendeu ?" O cão deu um latido.
"Bom menino !" O Armin acariciou a cabeça do cachorro muito empolgado.
Armin olhou de leve para trás e em seguida ligou o celular, conectou fones e me ofereceu um.
Eu não entendi bem, mas coloquei.
"Temo que terei que apagar a memória do Armin querido . . . " Eu pude ouvir no fone a voz da mãe do Ken.
"Mas o que é isso Armin ?" Eu perguntei
"Grampeei o telefone do Ken ué. Pra casos feito esse . . . "
"MAS MÃE ! ELE É MEU AMIGO ! EU CONFIO NELE !! Sei que é contra as regras permitir que gente de fora saiba sobre existência de vida alienígena . . . Mas . . . Ele não fica impressionado nem vai falar pra ninguém ! Ele me ajuda muito !!" Ken estava com tom de choro no som do celular.
"Não sei filho . . . "
"Por favor mãe ! Deixe ele em paz ! A própria Celeste que é de outro planeta confia nele !" Ken estava realmente desesperado . . . Eu não quero que apaguem a memoria do Armin.
"Armin . . . Vamos embora daqui . . . " eu pedia.
"Não, espere quero ouvir o resto."
"Armin, vão apagar sua memoria ! Não quero . . . "
"Você acha que se fugirmos eles não vão apagar ? São uma organização governamental imensa ! Eles me acham onde quiserem. Agora me deixe ouvir." Armin realmente tinha razão . . . Eu torcia pro Ken convencer a mãe dele . . . E assim aconteceu.
"OK Kentin . . . Vou deixar seu amigo em paz. Mas não garanto nada pelo seu pai. Seu pai não pode nem desconfiar que ele sabe sobre alienígenas e que você faz parte da mesma organização que a gente . . . Então ele vai ter que sair cedo daqui." nesse momento Armin desligou o celular sorrindo e voltou sua atenção para o cachorro.
"Antes de mais nada . . . Você gosta do nome que o Kentin te chama ? Cookie ? Acho meio escrotinho . . . " O cão deu um latido.
"OK . . . Tem gosto pra tudo . . . Você é do nosso sistema solar ?" o cão deu dois latidos.
E eles ficaram lá "conversando" dessa forma.
Ken apareceu rápido só pra avisar que estava ajudando a mãe na cozinha e que logo voltaria pra nos dar atenção, antes dele voltar aos afazeres, Armin falou "Eu ouvi ok ?"O Ken só sorriu e afirmou com a cabeça que sabia do que ele estava falando.
É ótimo ver que o Ken consegue ter essa conexão forte com o Armin . . . Ver ele evoluir nesse meio "social".
Assim que o Ken saiu ele voltou a atenção pro cachorro novamente.
"Er . . . Vai ficar falando com o Cookie o dia todo ? Poderiam dividir o assunto comigo pelo menos . . . " falei emburrada.
"Sim. irei falar com ele o dia todo, e não, não vou dividir o assunto com você."
"AH ENTÃO O CACHORRO É MELHOR QUE EU ?!" eu gritei.
"Claro. Ele além de ser mais inteligente que você ele é mais interessante e não interrompe a conversa dos outros. Não é Cookie ?" o Cookie deu um latido e o Armin ria de uma forma debochada.
"OK ! APROVEITEM A COMPANHIA UM DO OUTRO ! VOU PRA COZINHA COM O KEN !" eu saí de lá na hora REALMENTE irritada.

"Deixou o Armin sozinho ? Eu já ia voltar." Ken falou espantado.
"Não ! ELe tá muito bem acompanhado já." Ken pareceu não entender bem
"Ele ficou lá conversando com seu cachorro . . . " quando eu falei isso o Ken pareceu ter "bugado"
Ele ficou bastante confuso.
"Ele deu um jeito de falar com o Cookie . . . Decidi vir pra cá e deixar os dois a vontade" Eu falava irritada, mas o Ken ria e a mãe do Ken chegou a rir também.

Eu e Ken ficamos lá na cozinha ajudando a mãe dele com os lanches, foi bem divertido
Então retornamos.
Estava o Armin sentado na frente do Cookie com um gravador e um caderno anotando coisas.
"Se divertiram . . . ? Mas que isso ?!" Eu falei espantada olhando pro gravador.
"Vocês não vão acreditar ! O Cookie me passou toda a mecânica de uma maquina do tempo !" Ele estava com os olhos brilhando mostrando o bloco dele cheio de anotações.
Quando eu e Ken ouvimos isso gritamos um "COMO ASSIM" mútuo.
Eu contei já pro Ken tudo que aconteceu com o Nathaniel . . . Não detalhes sórdidos como fiz com o Armin, mas contei, então ele já tem alguma noção de que temos uma maquina do tempo em mãos.
"ANTES DE MAIS NADA: COMO CONSEGUIU TODA ESSA INFORMAÇÃO SÓ COM SIM E NÃO DO COOKIE ??!" Eu gritei.
"Ele late em código morse. Foi bem fácil, ensinei pra ele." CLARO QUE O ARMIN NÃO PODE PARAR DE ME SURPREENDER.
AFINAL, É O ARMIN.
Ele . . . Entende código morse . . .
O cachorro eu nem me espanto, mas o Armin . . . Eu também não devia me espantar, essa é a verdade.
"VOCÊ ENSINOU CÓDIGO MORSE PRO COOKIE EM MEIA HORA !?" eu gritei.
"20 minutos pra ser mais exato . . . Só expliquei pra ele qual som representava cada letra e ele entendeu."
"E ELE SABE LER ?!" eu estava realmente espantada, mesmo ele sendo um cão alienígena eu . . . God . . .
"Sim sim. Incrível né ? Você levou quanto tempo pra aprender a ler ? 3 anos ? 4 ? Ele não deve ter nem isso e sabe ler. Diferente de você ele não é uma ameba . . . " Ele ria debochadamente.
Eu chutei ele com tudo.

"OK . . . Então agora você sabe como funciona maquinas do tempo . . . " eu falei pensativa depois que me acalmei.
"SIM ! E VOU ESSE FIM DE SEMANA NA CASA DO NATHANIEL !! OU SEJA . . . "
"Você vai poder consertar a maquina !" O Ken estava muito empolgado.
"EXATO ! AGORA TENHO TOTAL PRECISÃO QUANTO A ISSO ! Antes eu ia avaliar com calma, mas não tinha certeza se de fato eu conseguiria . . . Agora é praticamente certo que entenderei a mecânica."
Só minha vida mesmo pra UM CACHORRO ensinar como funciona uma maquina do tempo pro meu melhor amigo que ENTENDE CÓDIGO MORSE.

A mãe do Ken veio desesperada.
"Meninos . . . O pai do Kentin está chegando." Ela achava que eu e o Armin não sabíamos de nada.
"Ah é melhor eu ir não é mesmo ? Não quero trazer problemas." Armin falou tranquilamente enquanto guardava as coisas.
"E-Eu contei p-p-pra ele mãe . . . " O Ken falou como se tivesse contado pra ele. Provavelmente ele não quer que a mãe saiba que ele usou equipamento da organização com o Armin.
Afinal, essas escutas e coisas espiãs são tudo do Ken . . .
"Ah sim, me desculpe tudo bem querido ? E muuito obrigada por guardar o segredo de nosso filho e da Celes"
Armin ria de forma serena "nah, é o que amigos fazem."
Eu decidi ir com o Armin, abracei ela e o Ken e dei até logo.
Armin parecia triste de deixar o Cookie.

"EU AMO CACHORROS !" Armin falava empolgado folheando seu bloco.
". . . Legal hein . . . " eu falei fazendo pouco caso como ele faz comigo.
"Ué, tá com ciumes de um cachorro ? Você continua sendo minha alien favorita. Pode deixar. Só é uma pena que a habilidade de falar tenha sido dada pra você e não pro Cookie. É aquela velha historia de darem habilidades pras pessoas erradas. Ele de fato é MUITO melhor que você, aliás, sua inteligencia é infinitamente inferior a dele e a minha, mas eu gosto de você. É bom andar com gente inferior as vezes pra se sentir exaltado." ele falava rindo.
Eu comecei a bater nele e ele não parava de rir.
"Fiquei bem feliz hoje em ver que o Kentin está melhor" Armin interrompeu bruscamente com um leve sorriso sincero. Ele parecia satisfeito.
"Armin, você gosta de meninos igual seu irmão ?"
"Hã ? Não porque ?"
"Amigos se preocupam um com outro, eu sei, mas sei lá . . ."
"Eu só tenho você e o Kentin como amigos. O que tem de errado de ficar feliz em ver ele feliz ?" ele respondeu com cara de que a ideia dele era obvia.
"Você não me trata com essa preocupação toda." Eu emburrei a cara mesmo que brincando.
"Claro que trato. Mas ele eu amacio mais na hora de falar, contigo não. Primeiro porque apesar de tudo ele falha bem menos que você, você faz tanta merda que não tem como amaciar pro seu lado. Só com essa minha ignorância pra fazer você entender. Você só aprende levando esses "tapões" que dou. E segundo que eu meio que me identifico com ele, então isso me faz saber como tratar ele. Você é bem mais fácil de lidar que ele nesse ponto. Mas ele se torna mais fácil de lidar por conta da identificação que tenho com ele." Quando o Armin falou isso eu fiquei beem confusa.
"Armin, você e o Ken não tem NADA a ver. Ele é gentil, tímido, fofo, medroso. . . Você é ríspido, mesmo anti social consegue facilmente se socializar com qualquer pessoa, nada te intimida . . .Onde está a identificação ?"
"Não é na personalidade, é nos sentimentos e problemas. Ele apesar de tudo passa por coisas que eu passo. Só que ele lida com os problemas diferente de mim." quando ele falou isso lembrei de uma coisa e logo comentei.
"A mãe do Ken falou que ele passava a mesma coisa que eu . . . Mas não entendi bem, e agora você falando isso de identificação fiquei ainda mais confusa . . . "
"Ele tem depressão . . . A mãe dele provavelmente achava que você também tinha." Armin falou.
"Ah mas eu tava bem deprimida sim e--"
"Ter depressão é diferente de estar depressivo . . . As pessoas adoram confundir." Armin me cortou seco já respondendo.
"Eu realmente não entendo como funciona."
"Eu não vou te chamar de burra porque além de muita gente se confundir quanto a depressão você talvez só não conheça esse tipo de doença ou sentimento por ser algo incomum pra sua especie mas . . . Depressão, a que o Kentin ou eu temos, é uma doença." quando ele falou "que o kentin e eu" eu fiquei meio assustada com o "eu".
"Você tem depressão ? Mas . . . Você está sempre brincando e soltando piadinhas."
"Uma pessoa com depressão vive normalmente sabe, não precisa ficar triste 24 horas por dia pra ter esse diagnostico." ele falava sério.
"Mas Armin. . . Então como funciona ? Eu tenho ? Não entendi . . . "
"Não sou médico, mas afirmo com quase certeza que você não tem depressão, só estava triste mesmo. . . Depressão não precisa de um motivo necessariamente pra existir. Cada pessoa reage de uma forma, mas depressão te deixa indisposto, sem vontade de fazer nada, dá uns vazios do nada . . . São sintomas diversos todos negativos, falta de vontade de viver faz parte . . ." com que ele foi explicando eu fui ficando mais confusa e assustada . . . Eu já senti essas coisas e sempre achei normal, sei lá, passa rápido, mas . . . Eu tenho uma vida toda bugada, agora o Armin ? Armin não tem motivos pra isso. Ele só tem problemas sociais e mesmo assim se vira muito bem.
Esses meus pensamentos eu não guardei pra mim, eu expus pra ele. E ele logo me respondeu.
"Já falei, depressão não precisa de um motivo. Uma criança morrendo de forme pode não ter depressão e levar a vida mais zen possível e um cara podre de rico com uma vida supostamente perfeita pode ter diagnostico de depressão. Muitos motivos e efeitos levam a isso . . . Insegurança, desgraças . . . "
"Castiel já tentou se matar . . . Ele tem isso ?" eu perguntei.
"Como falei, não sou medico . . . Mas acho que o Castiel só tem problemas mesmo. Ele claramente age como se algo resolver os problemas dele ele venha a ficar satisfeito novamente. E o problema dele é a Ambre. Tenho certeza que se ele se livrasse dessa ligação ia viver normalmente. Assim como você que tem um monte de problema e leva tudo numa boa. O Kentin no lugar de vocês por exemplo, já teria surtado."
"E você no nosso lugar ?" ele ficou quieto por uns instantes, mas logo completou."acho que me viraria bem por conta da minha astucia. Mas . . . Não sei. Não sei com certeza quanto tempo suportaria . . . Admiro vocês dois." Ele parecia chateado em falar disso. Nunca vi o Armin ficar abalado com nada, é a primeira vez.
"Não é só tomar uma vacina e curar a doença ? Ou não existe vacina pra isso ?" no que perguntei isso ele começou a gargalhar muito.
"Sério ?! Eu realmente me pergunto se sua especie realmente é superior a minha. . . Olha o tipo de pergunta.Claramente tenho a inteligência superior a sua."
Eu só empurrei ele e rimos . . .
"Um dia você vai entender melhor o que é depressão. Não se tem um controle sobre ela nem sobre os sentimentos . . . Bem . . . Infelizmente eu vou ter que ir, logo não terei trem pra voltar pra casa devido as reformas que estão tendo na ferrovia perto de casa."
"E se voltar de ônibus . . . ?" eu falei
"Você ama minha companhia né ? Eu acho que toda menina gosta de falar as coisas pra mim. Devo ter cara de conselheiro amoroso." ele colocava a mão na cabeça.
"hey ! Eu não te peço conselhos amorosos" quando empurrei ele de novo ele falou "Mas fala dos seus relacionamentos. Não suporto mais ouvir relacionamentos de meninas."
"Você tem outra amiga menina por um acaso ?" Eu falei fingindo estar emburrada.
"Meu irmão. Sempre que ele saí com um rapaz vem correndo me contar até a cor da cueca do cara . . . Urgh . . . " O Armin fez uma cara de náusea que me fez rir muito.

Eu e o Armin passamos um tempo juntos no parque, eu consegui convencer ele de ficar comigo mais um pouco antes de pegar um ônibus. (Sim, ele desistiu de pegar o trem)
Ele tentou me explicar sobre o que ele falou com o Cookie . . . E conversamos sobre jogos e coisas casuais.
Adoro passar tempo com o Armin, foi um ótimo fim de tarde.
Acompanhei ele até o ponto de ônibus e me preparei psicologicamente para enfrentar meus pais ao chegar em casa . . .

Notas finais
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