As aventuras de uma Docete Ciclope
66 Capítulo 61
Notas iniciais

Acordei na manhã seguinte pronta para ir pra escola.
Eu realmente estou me sentindo como se fosse um casal com o Nathaniel . . . Isso não é nada bom.
Não quero que ele tire conclusões precipitadas sobre nós dois.
Dormimos abraçados e, bem . . . Qualquer um que visse aquilo acharia que somos um casal, e não, não somos.
Acho errado eu "brincar" com os sentimentos dele dessa forma, afinal, eu não quero nada com ele . . . Eu acho que não quero.
E mesmo que eu quisesse . . . Eu vou morrer.
Ter um relacionamento com alguém é pedir pra quem está comigo sofrer, principalmente com o Nathaniel que já sofreu o suficiente por minha causa.
Assim que eu acordei, ele também acordou, e parecia que foi por impulso, mas ele beijou minha testa enquanto falava bom dia.
Realmente não parecia intencional, devia ser assim que ele me cumprimentava de manhã quando minha outra eu dormia na casa dele.
Eu fiquei bem sem graça com a atitude ele, porque sei lá . . . Não somos nada e ele acaba me tratando como se fossemos algo . . . Eu não sou aquela Celeste com quem ele namorou.
Eu falei um bom dia um tanto quanto seco e já fui pro banho.
O resto da manhã ambos ficamos em silêncio, ele me deu mais vitaminas e nos arrumamos pra ir pra escola normalmente e nada de mais aconteceu.
Quando eu saía da casa a mãe dele veio até mim e me abraçou.
"Desculpa, tá ? Minha filha faz coisas horríveis . . . Eu não consigo controlar ela . . . Se cuide, por favor, e se mantenha viva . . . Pelo nosso querido Nathaniel." Ela falou baixo no meu ouvido, e logo voltou pra dentro de casa.
Foi uma despedida estranha.
No meio do caminho Nathaniel finalmente falou comigo.
"Eu contei pra minha mãe tudo que aconteceu . . . Espero que não se importe. Só falei o que seria relevante à ela." ele disse e voltou ao silêncio.
"Ah vamos lá, Nathaniel. Porque está tão calado ? Fale comigo." eu falei sorrindo e cutucando ele, eu realmente queria que ele se soltasse. Sei lá, não quero que fique um clima esquisito entre nós dois só porque nós fomos pra cama um com o outro.
"Eu reparei como você olha pro Lysandre . . . " Nathaniel soltou isso sem olhar pra mim, ele parecia incomodado.
"Já sei. Ficou com ciúmes ? Cara, não esquece que não temos nada . . . " sinceramente, agora me arrependo de ter dito isso.
"Sim, eu sei . . . Eu que . . . Meio que acabei me deixando levar. Mas a culpa não é sua, é minha mesmo por ter me deixado levar, esquece ok ? Logo passa." ele falou de uma forma que claramente eu via que estava impaciente.
"Nathaniel, não me leve a mal, você é um cara maravilhoso, atencioso, e o que fizemos foi ótimo. Mas não tem como eu pensar em relacionamento agora . . . Eu estou prestes a morrer, é tudo que consigo pensar."
"Sim, sim . . . Mas pode pensar no Lysandre, tudo bem. Provavelmente quando transou comigo pensou nele também né ?" Nesse momento eu e ele paramos de andar e ficamos nos olhando.
Eu, fiquei sem reação com o que ele falou, e acho que ele também ficou sem reação com o que ele mesmo falou.
Nunca esperei que ele pudesse ser tão grosso e tão áspero.
" . . . Desculpe. Eu . . . Eu to falando besteiras, não sei o que deu em mim . . . Eu . . . Eu estou estressado com a situação, me perdoe." Eu nunca pensei que receberia alfinetadas logo do Nathaniel . . . E eu não tinha nem o direito ou como retrucar . . . Ele tinha razão pra estar irritado.
"Eu que peço desculpas . . . Vamos ver como tudo vai terminar . . . Só não mude comigo, por favor . . ."
Ele deu um sorriso amarelo. Eu me sinto mal pelo que fiz com o Nathaniel. Ele sempre foi sensível e eu sei que ele gosta de mim, e pior, que namorou comigo. Me sinto um monstro.
É bem esquisito ter que agir normalmente com um menino depois do que fizemos. Nunca pensei que passaria por isso na vida . . .
Logo à frente vi Armin e Ken conversando na entrada do parque.
"Esse fim de semana pareceu eterno." Armin falava rindo e se aproximando de nós.
Eu abracei eles.
"Ahh pior que pareceu mesmo ! Nunca pensei que um fim de semana me faria ficar com saudades !" Eu falava rindo.
Armin e Ken pareciam intimidados com a presença do Nathaniel, mas logo se soltaram quando eu falei "Ele me contou tudo e ele sabe o quanto vocês sabem"
"Que ótimo saber que estamos livres pra falar. E aí lembrou de quando foram namorados ? " Armin falava.
"Não comenta isso na frente do Castiel não, OK ?" Nathaniel pedia.
"OK . . .Eu entendo, ele é bem cabeça quente. . . E falando no diabo . . . " Castiel estava mais a frente com o Lysandre, na porta do colégio.
Estávamos chegando em cima da hora, e o sinal estava batendo para todos entrarem.
"Bem, no intervalo nos falamos melhor. Vamos, Celeste." O Ken falava.
"Eu não. Não vou pra aula hoje." respondi me sentando num banco.
"M-Mas como assim ? Esse tipo de ideia viria do Armin ou do Castiel . . . Você é a primeira a não deixar a gente faltar." Ken falava impressionado com minha postura.
"Ah, reclama não. Kentin. Ela tá sendo a favor de cabularmos aula e você vai reclamar ? To do lado dela" Armin veio sorrindo e batendo a mão na minha.
"Eu só não reclamo porque essa escola é uma zona . . . " Nathaniel completava.
"Gostei da postura caolha" e o Castiel concordava comigo . . . Só o Lysandre se manteve em silêncio.
Todos os alunos entraram, só restou a gente do lado de fora.
Era hora de eu passar tudo pros meninos e discutimos a respeito.
"Na boa, porque tenho que contar meus segredos pra esses nerds ?" Castiel estava inconformado.
"Não menosprezando a sabedoria do Lysandre, mas acho que tem mais chances deles descobrirem algo do que o qualquer um de nós. Uma solução, sei lá"
"Eles não, EU descobrir algo. Kentin é só meu assistente." Armin falava rindo enquanto Ken batia de leve nele.
É bom ver que estão tão próximos.
Tentamos resumir para os meninos. Mas sem muitos detalhes sobre o Nathaniel pois ele não queria que as informações chegassem no Castiel. Isso eu e o Nathaniel falaríamos em particular com eles.
"Basicamente: Os pais do Nathaniel usaram um ritual satânico pra trazer a Ambre de volta, e usaram o Castiel. Ela voltou com a alma podre do inferno como se fosse um demônio, e a alma dela é vinculada com o Castiel. Se ele morrer ela morre, se ela morrer ele morre. . . E agora ela fez esse pacto comigo também. Ou seja, se ele morrer e eu viver, ela continua viva. E temos que matar pra sobreviver, mas eu não quero matar ninguém . . . " expliquei rapidamente pra eles.
"Vocês já pararam pra pensar em quantas pessoas ela usa pra se manter ? Ela pode ser imortal à essa altura. Quantos pactos ela concretizou ?" Armin falava.
"Sim, já cogitamos isso . . . O problema é que não tem como fazer nada. Pelo menos não que saibamos" Nathaniel falou.
"Pensei em uma coisa . . . Se ela morrer . . . Todos os vinculados à ela morrem . . . ?" Armin perguntava curioso.
Todos olharam assustados pro Armin, ninguém poderia imaginar que logo ele pensaria nisso. Sinceramente, eu não me espantei, já conheço bem a capacidade do Armin de dedução.
"Sim mas . . . Eu pensei em uma coisa que eu não tinha pensado antes . . . Então se ela tiver feito pacto com uma massa e matarmos ela, um monte de gente vai de ralo ?" Castiel falou.
"Tudo só piora . . . " Eu estava sem esperanças.
"Calma, tudo é questão de investigação. Vocês agora tem eu pra auxilia-los. Eu me garanto" Armin falou muito seguro como sempre.
"Você se acha muito né, ô virjão"
"Me acho com motivo. Eu me garanto."
"Cara, você não é isso tudo" Cartiel e Armin começaram a discutir.
"Castiel, ele sabe coisas que ninguém sabe. Ele consegue descobrir coisas absurdas, acredite, ele pode se achar . . . " Eu tentei apaziguar sendo que deixando claro que o Armin tinha motivos pra ser assim.
"Ah é ? Tipo o que ? A cor da calcinha das meninas do colégio ?" Castiel ria, ele não consegue não ser . . . Castiel.
"Não. Tipo que seus pais são agentes duplos." Nesse momento o Castiel se calou e ficou perplexo.
"É o que ?? Esse moleque é doente ? ! Cara, tu tá vendo serie de ficção demais." Castiel ria muito. Ele realmente parecia não saber de nada.
"Castiel. Pensa em uma coisa: A sua vida é um seriado de ficção já. Olha bem pra você, você participou de um ritual satânico, tem pacto de vida com uma menina, precisa matar pra viver . . . Você realmente acha que sua vida é normal ? Eu sinceramente acho que sou o mais normal desse grupo pois estou envolvido nas bizarrices de vocês porque eu quero."
"Você falou sério sobre meus pais ?" Castiel estava se conformando.
"Sim, falei . . . " Armin pegou o celular e mostrou a foto dos pais do Castiel trabalhando como agentes.
"Não acredito . . . " Castiel estava perplexo.
"É por isso que eles querem tanto informações sobre todo mundo . . . ?" Castiel parecia incrédulo, ele não podia crer que seus pais era agentes secretos.
"Bem, o foco atual não são seus pais, mas sim o ritual. Focamos nisso depois.
A pergunta é: Pra que virgens ?" Armin perguntava.
"Eu encontrei uns livros lá em casa sobre esses rituais, não me pergunte o que eles faziam lá em casa . . . Sei que tinha descrição sobre o que houve com o Castiel . . . Eu passei pra ele, lá dizia que pra desvincular a alma bastava sacrificar uma pessoa virgem . . . " Lysandre deu uma breve explicação.
Ficamos todos em silêncio por um momento pensando no que tinha acontecido, em soluções e mil coisas . . . Mas nada concreto vinha em mente, Armin parecia bem pensativo . . . Ele precisava de mais informações, as informações que estavam com o Nathaniel, elas seriam úteis . . . Decidi então falar em particular com ele.
"Armin ! Lembrei. Preciso te entregar um jogo, pode me acompanhar no armário rapidinho ?" Armin sacou logo, como sempre, e me acompanhou.
Chegando no armário eu falei "Armin, você tem que dar um jeito de chamar o Nathaniel e eu pra conversar . . . As informações dele são cruciais. Mas o Castiel nem o Lysandre podem saber."
Armin com um olhar curioso perguntou o porquê.
"Porque envolve meu relacionamento com o Nathaniel e viagem no tempo . . ."
Quando eu falei isso, os olhos do Armin pareciam brilhar, ele pareceu encantado com a situação.
"Pode deixar que vou pensar em uma desculpa pra puxar você e o Nathaniel pro canto . . . Aliás, como foi lá na casa dele ?" quando o Armin perguntou isso, eu hesitei um pouco em responder, mas . . . Decidi ser transparente com ele.
"Eu . . . Eu . . . Fui pra cama com o Nathaniel . . . " eu falei sem jeito e fiquei em silêncio, sem o que falar.
"Hmm, só isso ? Além de descobrir sobre o relacionamento de vocês e os lances do Castiel, teve mais alguma coisa ?" Ele perguntou fazendo pouco caso.
"Não . . . Peraí, você não vai falar nada ?" eu estava inconformada com a reação apática do Armin.
"Sobre o que ? Sobre você e o Nathaniel ?" Ele perguntou.
"É ÓBVIO ! "
"Quer que eu diga o que ? Parabéns pela transa ? Não tenho o que falar ué" Armin realmente parecia estar cagando pra situação.
"Eu . . . Eu nunca faria isso ! Principalmente com o Nathaniel ! Eu mal tinha contato com ele até então e . . . Eu não faria isso." ele me cortou bruscamente.
"Cara. É normal você querer se aventurar um pouco na situação em que se encontra. Você está passando pelos 5 estágios da morte. Você está no estágio 2, revolta. Você não aceita isso e quer aproveitar tudo e fazer tudo. Você também não cabula aula sabe, e o que está fazendo ?
Só fica ciente de pensar bem se essas coisas você não tá fazendo por puro impulso. Porque se você não morrer, pode se arrepender . . . Até se morrer pode se arrepender. Mas . . . É. Só pensa bem antes de fazer. Eu sou um cara impulsivo e faço o que bem quero, você sabe bem disso, mas meus impulsos não são carnais, são prazeres mais pessoais, tipo jogar, ler e coisas que não envolvem outras pessoas. Claro que tenho interesse em ter relacionamentos e coisas do tipo, mas tenho uma mente mais "quero uma única pessoa". Lety era o oposto, ela se sentia bem ficando com vários homens, e eu não à julgo por isso, só por ter me tratado mal. Se você se sente bem assim, vai em frente, mas eu acho que você está se precipitando." eu gosto de falar com o Armin. Ele sempre fala o que pensa e sempre tem algo bom pra falar, fora que ele não dá nenhum tipo de crise.
"Obrigada, Armin, vou pensar bem sim . . . "
"Agora sobre o Nathaniel, só tenha paciência. Ele te ama, e bem, se vocês transaram você sabe que isso pra ele deve ter sido uma facada no peito, depois de ter te perdido pra sua falta de memória ou sei lá o que, ele de repente fica contigo de novo mas você só se aventurou ali, é chato, principalmente porque você está tratando ele normalmente.
Mas, ele é maduro e vai entender. Mesmo se um dia você decidisse ficar com ele, acho que ele te aceitaria de braços abertos."
"Eu nem sei quem eu gosto sinceramente . . . Eu só penso que posso morrer a qualquer momento." Eu queria chorar.
"Se acalma. Já te falei, não é ? Que eu to na sua retaguarda ? E você viu quanta gente está disposta à te ajudar ? Mas você tem que querer ser ajudada. Agora não pensa nisso, vamos voltar . . . " no que estávamos voltando Lysandre veio correndo.
"Voltem rápido ! O Kentin está tentando se matar !" ao ouvir isso eu fiquei desesperada.
Nós três corremos desesperados até o local.
Podia ouvir os gritos de longe do Ken, ele falava pra soltarem ele.
"KEN !!! O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO ??" Eu cheguei já gritando.
"EU QUERO TE AJUDAR ! EU NÃO VOU DEIXAR VOCÊ TER SUA VIDA ARRUINADA PELA AMBRE !" Castiel e Nathaniel seguravam o Ken desesperados.
"Do que você tá falando, Ken ?! VOCÊ SE MATAR NÃO VAI SOLUCIONAR NADA !"
"VOCÊS PRECISAM DE UMA PESSOA VIRGEM PRO RITUAL NÃO É ?! EU ME OFEREÇO !" Ken gritava muito, eu tinha medo de que chamasse atenção dos professores.
"PORRA, MOLEQUE ! PARA COM ISSO ! VOCÊ NÃO TÁ AJUDANDO ! SÓ TÁ PIORANDO TUDO !!"
"EU NÃO POSSO DEIXAR QUE ELA MORRA !!" Ele tentava se soltar e estava com um canivete na mão, eu fui pra cima dele de uma vez enquanto ele gritava e segurei a boca dele pra tentar fazer ele gritar menos, afinal, alguém poderia vir . . . E em seguida abracei ele.
"Ken se acalma ! Por favor . . . " o Ken me abraçou de volta e começou a chorar falando que não ia me deixar morrer, eu não me contive, chorei junto.
"Kentin, se você se importa tanto com ela e quer ficar perto dela, pensa, se você se matar e ela viver, você não vai aproveitar a companhia dela e ainda não vai aproveitar sua vida." Armin falou calmamente.
"E . . . E se ela morrer eu também não vou aproveitar a companhia dela nem a vida a minha vida . . .Então pelo menos eu morrendo vou saber que ela vai poder viver. " As palavras do Ken desceram rasgando.
Aquilo silenciou todo mundo.
"Você sabe tudo que ela passou até agora, Armin ! É errado eu desejar que ela tenha uma vida decente ! ? Eu não vou perder nada se eu morrer ! Mas ela vai . . ."
"Ken, para de falar besteira ! Você acha que seus pais vão ficar como ?? E EU ? ! ACHA MESMO QUE QUERO SUA MORTE ?! Já falei, não aceito que se matem por mim. Muito menos você que tem me apoiado tanto ! Tira essa ideia da cabeça, por favor !" Eu segurava o rosto do Ken e olhava fixamente nos olhos dele. Eu estava tentando convencer ele, ele parecia muito decidido.
Foi difícil, demorou bastante, mas ele se acalmou.
O clima que já estava fúnebre, piorou.
Castiel pegou o canivete da mão do Ken e guardou no bolso.
Após um longo silêncio Castiel decidiu falar.
"Ken, eu não tenho certeza, mas acho que sua morte seria em vão . . . Só a pessoa que faz o ritual que consegue desvincular esse troço. A caolha que tinha que te matar, não você se matar. Ia ser um suicídio a toa."
"Então . . . Me mate, Celeste, por favor." Ele falou baixo, mas bem audível.
"Ken, para com essas ideias." Eu falei
"A pessoa virgem . . . Não precisa ser do sexo feminino ? " Nathaniel perguntou.
"Eu acredito que sim. Mas não temos certeza" O Lysandre respondeu o Nathaniel.
"Se eu soubesse teria me arriscado . . . Seria uma forma de compensar todo mal que fiz . . . " Nathaniel começou a dizer coisas similares ao Ken.
"Não, Nathaniel ! Você também não !"
"AH ESSE EU APOIO DE SE MATAR ! TESTA ! SE NÃO FUNCIONAR NINGUÉM LIGA !" Castiel se alterou.
"Infelizmente não posso mais . . . " Nathaniel olhava pra mim. . . Eu podia entender bem o que significava aquilo, e receio que o Castiel talvez tenha entendido . . . Mesmo que nem ele tenha certeza, pois ele se calou.
"Afinal, o que houve com os virgens dessa escola ?" Armin perguntava.
"Um virgem perguntando o que houve com os virgens ? Que piada."
"Pra sua informação, meu caro Castiel, eu não sou virgem. Não que isso seja um mérito, é só uma palavra que define se o sujeito fez sexo ou não, não influencia em nada. Nunca vou entender porque isso é importante em rituais. Nem porque a sociedade considera tão importante perder a virgindade." Armin sempre tem respostas, é incrível
"Nossa, com quem você perdeu a virgindade ? Com sua boneca inflável de anime ?"
"Com a minha ex, Lety. Aliás, acho que só de uma pessoa falar olá pra ela, perdia a virgindade automaticamente" O próprio Castiel não se aguentou e riu da piada.
Os dois têm tendências a se darem bem.
"Então os únicos virgens aqui são o Ken e o Nathaniel ?" Lysandre falou.
"Não sou virgem . . . " Nathaniel respondeu envergonhado.
"QUEM FOI A LOUCA ???!" Castiel falou gritando.
Nathaniel desviou o olhar, e admito que eu acabei ficando em silêncio e desviei também como se fosse comigo. Bateu uma vergonha na hora.
"Lysandre não se incluiu na lista . . . Você não é mais ?" tentei desviar o assunto.
"N-Não . . . É . . . Porque estamos falando disso mesmo ?" ele parecia envergonhado, eu não conseguia evitar de ficar com raiva pensando que poderia ter sido com a Iris.
"Vamos mudar de assunto, gente ! Que diferença faz se todo mundo aqui é virgem ou não ?? Eu não vou matar nenhum de vocês e acabou. E acredito que o Castiel também não." eu tentei mudar de assunto rapidamente.
"Obvio que não. Só mataria esse viadinho loiro mesmo. Só uma coisa em deixa encucado . . . . Kentin, tu não tinha uma confusão lá que pegaram você com 2 professores ?" Castiel ria.
Eu gritei com o Castiel pra ele parar, mas não precisei . . .O Ken fez ele parar.
"Mas eles não fizeram nada comigo . . . Só me fizeram . . . Fazer aquilo neles e dizer que eu fiz por notas altas." ele falou isso e se calou.
Todos ficaram quietos na hora.
Eu senti que o Armin pela primeira vez ficou sem o que falar . . . Ele tentava falar algo mas não conseguia.
"Sério . . . ? Malz . . . N-Não foi minha intensão . . . " Castiel parecia muito sem graça.
"Ken . . . Porque você nunca falou nada ?" Eu perguntei
"P-Por que não . . . " Ninguém conseguia falar mais nada depois disso . . .
O assunto havia se desviado tanto e terminou de forma tão . . . dramática . . . Pobre Ken . . .
Isso explica porque ele deu aquela crise toda quando soube que eu fui violentada . . . Ele parecia revoltado de eu reclamar do assédio mesmo sem lembrar, é isso . . . Ele deve lembrar do que ele passou todos os dias. E eu fui uma monstra que tratei ele mal, que falei pro colégio todo, que debochei dele . . .
Como ele conseguia gostar de uma menina cruel feito eu ??
Meu Deus . . .
Não me aguentei, eu me levantei e fui para o vestiário me trancar.
Eu estava muito mal, eu estava tonta, eu . . . Precisava chorar.
Minha cabeça está prestes a explodir . . .
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