As aventuras de uma Docete Ciclope
39 Capítulo 39
Notas iniciais

Debrah e eu nos encontramos no parque.
Sim, eu saí em período de aula.
Eu não tinha psicológico pra continuar naquele colégio, não depois de tudo que descobri . . .
Eu realmente havia acreditado que eles se importavam comigo por ser EU e não por ser virgem.
Me senti iludida e usada, e só quem teria a informação que eu preciso, a resposta pra minhas dúvidas, era a Debrah.
"Toma um pouco mais de água. Você realmente estava chorando muito"
A Debrah me dava bastante água, ela foi bastante atenciosa.
Sinceramente eu não estou confiando cegamente nela nem nada, principalmente depois de ser traída por pessoas que eu confiava e conhecia há mais tempo, afinal, Debrah eu conheço há pouco tempo.
Mas eu preciso de mais informações, e até agora ela pareceu sincera.
"Debrah, me conte tudo, por favor. Tudo que você sabe."
A Debrah parecia bem séria.
"Eu sabia que você era a vítima dele . . . Eu não podia deixar isso acontecer de novo . . . "
"Debrah, porque você está preocupada comigo . . . ?" eu perguntei curiosa, afinal, eu sou uma estranha, é legal a atitude dela mas é esquisito ao mesmo tempo essa dedicação toda pra ajudar uma estranha.
"Você é como eu, Celes" ela falou sorrindo serenamente.
". . . Como você ?" O que ela quis dizer com isso ?
"Eu logo reparei assim que esbarrei contigo a primeira vez na entrada do colégio enquanto procurava o Castiel.
Eu sabia que você estava mentindo pra mim à respeito da localidade dele."
Eu fiquei bastante assustada com a afirmação da Debrah.
Pedi pra ela explicar detalhadamente.
"Celeste, eu não sou terráquea assim como você, simplesmente isso.
Não precisa se intimidar, eu sei que você não é uma menina com anomalia e sim que veio de outro planeta."
Eu fiquei muito MUITO assustada.
"m-mas . . . Como você sabe . . . ? Eu não . . . Como pode fazer uma afirmação dessas ? Isso não existe e--"
"Eu consigo ler a mente das pessoas, sendo que minha habilidade é limitada somente a mentes humanas . . . Assim que perguntei sobre o Castiel eu li a mente do Alexy e pude saber onde ele de fato estava, mas eu não conseguia entrar na sua cabeça, isso só afirmou que você era como eu, e mais, que mentiu sobre a localidade do Castiel. Mas tudo bem. Não levo mágoa."
Eu realmente me senti muito envergonhada. Ela pegou uma mentira descarada minha . . .
"Desculpe . . . " eu não tinha nada além disso pra falar.
"Tudo bem. Eu entendo. Só não entendo porque quis esconder o Castiel de mim . . ."
Bem, já que começamos a falar, acho melhor eu se sincera. Mesmo que ela não consiga ler minha mente.
"Eu tive medo . . . Dele brigar comigo por dizer onde ele estava, afinal ele é todo chato, e admito que fosse talvez um pouco de ciúmes. Eu tenho estado muito confusa sobre tudo, e eu já gostei bastante do Castiel no passado assim como gostei do Lysandre . . . Acho que nem eu sei mais o que se passa comigo, agora depois do que eu soube sobre eles piorou . . . "
A Debrah fez cafuné na minha cabeça de forma reconfortante.
Ela era tão serena.
"Obrigada por me contar. Sabe . . . Uma coisa que aprendi é que nenhum terráqueo presta . . . "
Eu estava com medo de responder e falar besteira, então permiti que somente ela falasse.
"Terráqueos sempre se aproximam das outras pessoas por interesse. Eu sofri isso e agora vejo você passar por isso. Sabe, desde que deixei meu planeta eu não tenho tido contato com outros além de terráqueos. É bem chato ouvir os pensamentos interesseiros deles a todo momento."
Eu decidi pedir pra ela me contar a história dela do início.
"Ok . . . Vou tentar não enrolar muito.
Eu admito que sou nova aqui, você tem jeito de quem vive na terra há bastante tempo.
Cheguei há mais ou menos 3 anos terráqueos.
Todos do meu planeta possuem a mesma habilidade que a minha, mas é inutil, pois a única espécie que encontramos até hoje que tem a mente fraca o suficiente pra ser invadida são terráqueos.
Eu estava cansada de viver sem poder explorar tudo e principalmente sem explorar essa habilidade.
Acho que se algo foi dado pra nós, temos que tirar proveito.
Então eu peguei minhas coisas e me mudei por conta própria pra Terra.
Meus pais inicialmente foram contra, mas sempre diziam que eu era gananciosa e rebelde e que não me parariam.
Sim, de fato eu quero ter tudo o possível, mas jamais me usei de alguém pra isso.
Até chegar na Terra . . .
Nos primeiros meses achei tudo incrível.
Conseguir entrar na mente das pessoas era o máximo ! Eu podia dar a resposta que eles queriam ouvir e deixar todo mundo feliz.
E assim estava conseguindo o que eu queria.
Eu sempre quis poder usar minhas habilidades e ser superior, eu sonhei, aliás, sonho em ser algo como "rainha da Terra".
Não queria maltratar ninguém, mas poder ser soberana e quem sabe guiar a humanidade a fazer coisas úteis, avanços tecnológicos, etc. Eu realmente estava disposta a partilhar meu conhecimento com os Terráqueos.
Tendo em vista que eu tenho uma aparência jovem, decidi me adaptar as roupas e encontrar meu estilo entre os terráqueos e me infiltrar em um colégio.
Eu já era formada, mas pensei: Passar a experiência da escola em outro planeta com outras habilidades deve ser legal.
Assim, comecei a estudar na Sweet Amouris.
Foi quando comecei a mudar totalmente minha opinião sobre tudo que eu sempre acreditei . . . "
Debrah parecia tensa enquanto falava, sua forma de contar me deixava presa e sem vontade de interrompê-la.
"Ao chegar no colégio eu conheci o Nathaniel logo de cara.
Ele tinha uma mente pura e bastante caridosa, eu via que ele realmente queria tirar minhas dúvidas e me ajudar no que pudesse.
Mas em poucos minutos conheci o Lysandre.
Era muito estranho entrar na mente dele.
Era esburacada, as informações mudavam de lugar frequentemente, e mudavam de forma também. Cheguei a pensar que ele fosse um de nós, e comecei a me aproximar bastante do Lysandre com a intenção de descobrir o que ele era.
Ele sempre foi caladão, isso me fez acreditar mais ainda que ele não era um terráqueo e que escondia sua verdadeira forma.
Afinal, ele tem informações distorcidas na cabeça e ele tem um visual incomum.
Em pouco tempo ele me apresentou ao meu maior pesadelo . . . Castiel . . .
Como eu sempre fiz, tentei entrar na mente dele.
E a mente do Castiel é a maior bagunça que eu já vi !
Parece que nem ele sabe o que ele de fato pensa.
A mente dele me faz sentir dor só de tentar entrar.
Aquilo me fez pensar que os dois eram amigos justamente por ambos não serem terráqueos.
Sendo que o nível de dores que eu sentia ao tentar entender os pensamentos do Castiel me fez acreditar que ele fosse de uma raça superior a minha, aquilo me encantou demais.
Eu comecei a conhecer mais e mais os hábitos terráqueos.
Na época eu era perseguida por um homem grande e musculoso, eu nunca entendi bem o objetivo dele, mas parecia que ele sabia que eu podia entrar em sua mente e ele próprio conseguia reorganizar os próprios pensamentos de forma que me confundisse.
A essa altura eu já sabia como agir, como os terráqueos funcionavam e estava muito realizada com meus amigos Lysandre e Castiel.
Minha vontade de perguntar se eles eram terráqueos ou não cada vez mais aumentava.
Mas eu temia . . . Se eles fossem terráqueos poderiam me achar doida por perguntar algo assim. Terráqueos são muito prepotentes e acreditam que não existe ninguém mais no universo além deles. Triste isso.
Foi quando finalmente . . . Achei o bloco de notas do Lysandre.
Lá estavam as informações sobre tudo que ele precisava saber pra VIVER.
Mas estava tudo codificado de uma forma que só ele compreenderia.
Muitas frases distorcidas e confusas . . .
Aquelas informações ficaram gravadas na minha cabeça, eu esperava que fosse compreender ele melhor lendo o bloco mas fiquei mais confusa.
Já fazia tempo que eu não tentava entrar na mente dele, nesse dia eu tentei, sei lá, estalo por conta do bloco de notas que eu havia lido mais cedo . . . E foi quando eu descobri o plano do Lysandre . . .
Ele me rondava e tentava aproximação por querer que eu fosse o sacrifício pro Castiel.
Castiel carrega alguma coisa dentro dele, não sei o que ao certo. Maldição, sei lá, que ele quer quebrar.
E pelo que eu entendi da mente do Lysandre, ele quem coordenava tudo, pois o Castiel não é uma pessoa muito esperta e ele nunca teve coragem de encostar em ninguém pra matar."
Nesse momento eu comecei a rir, impulso sabe, depois de ver os estragos que o Castiel fez eu fico na dúvida se ela está falando a verdade.
"Eu não posso ler sua mente, mas sei que acha engraçado por eu falar que o Castiel não tem coragem de matar alguém . . . E ele não tem. Ele aprendeu a ter, e quem fez isso com ele foi o Lysandre."
Era como se ela lesse meus pensamentos . . .
Lysandre . . . Eu não quero acreditar em nada do que a Debrah diz . . . Mas está cada vez mais difícil.
"Ali, descobri que eles estavam tentando descobrir se eu era virgem.
E ali, eu descobri o que significava essa palavra. Lá onde eu vivo não temos nomenclatura pra quem nunca teve relações sexuais. Aliás, nem sabia que esse tipo de coisa era importante no nível de poder se usar em um ritual.
De qualquer forma, eu ali já sabia que o que ele queria não era minha amizade, e sim, minha virgindade.
Então como pra mim isso não é nada de mais eu decidi trabalhar em perder isso.
Mas como eu faria de forma que desse certeza pra eles que eu não era mais virgem ?
Minha ideia foi de começar a namorar o Castiel.
Foi difícil, o Lysandre foi um grande empecilho.
Mas por fim, eu consegui conquistar o Castiel e perder minha virgindade com ele.
A essa altura do campeonato eu era inútil pra eles.
Eu estava me sentindo muito mal.
Pela primeira vez entendi os pensamentos de pessoas que se sentiam usadas.
Eles se aproximaram de mim somente pra isso.
Eu sinceramente não gostava do Castiel.
E depois de namorar com ele eu comecei a aprender a usar as pessoas.
Pois ele foi a primeira pessoa que eu usei.
Ele com certeza nunca gostou de mim de verdade, eu era só um prato fácil pra ele.
E eu não ligava de ele me ver dessa forma, afinal, pra mim isso realmente não era nada de mais. No nosso planeta atos sexuais servem apenas pra reprodução, não são vistos como algo sujo como aqui na terra. Então minha "educação" a respeito disso é diferente.
Eu vi que as pessoas na terra, principalmente homens, eram bastante vulneráveis a isso.
E comecei a me usar disso pra conseguir o que eu queria.
E cada vez mais eu me sentia vivendo no meio de um monte de lixo, porque na Terra isso é considerado errado, e os terráqueos usam uns aos outros sem pensar se alguém pode se magoar.
Os terráqueos se aproximam um dos outros sempre com interesse.
Seja sexual, seja por outro motivo.
Eu vi o quanto esse mundo era podre, e sinceramente, a essa altura eu não queria compartilhar minha sabedoria com ninguém daqui e sim governar esse bando de animal.
Com o Castiel aprendi algo que levei pra minha vida, que música influencia muito os terráqueos.
Musica, religião e sexo são as coisas que os terráqueos mais prezam.
Eles são capazes de serem escravos por esse tipo de coisa.
Foi quando comecei a me dedicar em aprender música. Tocar instrumentos, cantar, etc.
Eu queria que meu som dominasse a terra juntamente de minha sensualidade.
Através da minha música eu iria controlar cada terráqueo da Terra.
Mas eu falhei quando tentei dominar as pessoas no colégio.
Estava tudo indo bem. Todos seguiam meus passos e o que eu mandava.
Exceto 3 pessoas . . . Lysandre, Jade e Nathaniel.
Lysandre era praticamente impossível dominar ele.
Mas eu estava tentando pensar em algo.
Jade eu nunca entendi o que se passava, mas sua mente era muito confusa pra mim, eu realmente não sabia como atraí-lo pra minha armadilha.
Agora o Nathaniel, a mente dele era totalmente transparente.
Eu não entendia como eu não conseguia me aproximar dele.
E ele seria minha porta de entrada pro resto do mundo.
Ele possui uma família influente e religiosa, e eu pretendia me usar disso.
Essas coisas pra mim não eram nada, de onde eu vim não temos crenças.
Eu tentei afetá-lo da forma que eu tinha em mãos: Sexo.
Ele me recusou da pior forma possível, ele ficava estressado e não se entregava fácil como todos os terráqueos que eu havia seduzido.
Aquilo me frustrava e me irritava muito.
Foi quando em uma de minhas tentativas o Castiel descobriu.
Meu castelinho começou a desmoronar. O pouco que eu havia montado.
Castiel ficou muito irritado e ele tentou bombardear minha casa.
Um aluno o denunciou e ele mudou sua cor de cabelo, afinal, o menino não sabia nome e nem viu o seu rosto.
Eu, sumi, até hoje.
Ele com certeza sabia que eu ainda estava viva, afinal, tenho uma banda de sucesso.
Mas . . . Eu precisava voltar aqui e tentar do zero, começar de onde deu origem a toda minha revolta . . . "
Essa história foi . . . Impressionante !
É impossível não acreditar em nada que a Debrah falou.
Eu sentia sinceridade vinda dela.
Mas muitas dúvidas me surgiram . . . "Debrah . . . Quero fazer algumas perguntas, se me permite . . . A primeira de todas é: Você nunca descobriu pra que o Castiel precisa desse ritual ?"
A Debrah respondeu firmemente "Nunca. Só sei que ele quer se livrar de algo que aconteceu com ele. Pouco me importa, ele usa as pessoas."
A partir daí muitos tabus surgiram na minha cabeça . . .
Porque ele precisava disso ?
Porque o Lysandre se envolveu dessa forma ?
"Celes, eu voltei porque queria entregar pra ele um livro de rituais que eu consegui onde tinha um ritual que permitia você descobrir se a menina era virgem ou não sem precisar praticamente estuprá-la como ele fazia . . .
Ele pegava as meninas do colégio, deixava elas inconscientes e as levava para o porão, lá ele despia elas e tentava descobrir se elas eram virgens dessa forma.
Se ele fizer o ritual e sacrificar uma menina não virgem, poderia dar algo errado. Mas eu não sei de nada.
O livro foi minha forma de me aproximar dele de novo, pra conseguir prosseguir com meu plano de dominação."
Isso explica aquela menina no porão . . . Ele não estuprou ou matou ela . . . Ele queria saber se ela era virgem . . . Provavelmente ele queria me levar pra lá com o mesmo intuito.
Mas . . . E aquele corpo que tiramos há pouco tempo do porão antes do show ?
"O Lysandre por algum motivo é muito fiel ao Castiel, e por ele ser astuto, ele ajuda o Castiel em tudo que ele é ruim. No caso quem escolhe as vítimas e aconselha o Castiel em tudo que ele deve fazer e agir é o Lysandre."
Ouvir isso me fez chorar novamente.
Era muita crueldade . . . Lysandre e Castiel me viam só como um pedaço de carne esse tempo todo . . . Não acredito.
"Qual foi a reação do meninos mais cedo quando viram que você era virgem ?" Debrah me perguntou.
Verdade, eu havia me esquecido completamente.
"Eu acho que aquilo estava com defeito . . . Porque você disse que reagiria, mas o troço não teve reação nenhuma quando me aproximei . . . "
Debrah falou com toda facilidade do mundo "é porque você não é virgem, somente."
Eu me assustei e comecei a rir "claro que não, Debrah. Eu sou sim. Aliás, eu só beijei um menino na minha vida e foi a força. Não tem sentido eu beijar antes de . . . er . . . "
Ela riu, ela consegue falar desse tipo de assunto com bastante facilidade, coisa que eu não consigo.
"O circulo não falha. Você não é virgem."
Eu já estava alterada, como eu não sou ?? Não tem sentido algum !
"Nunca passou na sua cabeça que o colégio é enorme e tem muita menina lá ? Não tem sentido todas não serem virgens, principalmente todas sendo terráqueas e tendo pudores."
Agora que ela falou . . . É verdade . . .
E eu nem consigo imaginar a Violette, Melody ou a Iris não sendo virgens.
"Isso passou na minha cabeça na época, então tentei descobrir o que poderia ser, mas nunca consegui descobrir. A mente de todas elas não tem memória nenhuma a respeito de terem perdido a virgindade . . ."
Muito curiosa eu decidi perguntar "existe alguma forma de descobrir o que está se passando ? Sei lá, minha mente ? Tem como entrar nela ? De alguma forma, sei lá. E se comigo for diferente ? E se tiver algo no meu subconsciente ??" eu estava desesperada.
"Tem como, mas você teria e me dar acesso a suas memórias . . . "
Eu não pensei duas vezes.
Eu quero descobrir tudo o que se passa aqui.
Ela pediu pra eu relaxar e me deu instruções confusas, de tipos de pensamentos que eu devia me focar.
Foi demorado, mas depois de um tempo ela finalmente falou.
"Jade"
Eu gelei.
Eu perguntei pra ela o que tinha ele, mas dentro de mim eu já sabia a resposta.
"Sua memória está bastante confusa a respeito do ocorrido, mas você possui fragmentos perdidos, acho que a droga humana não tem o mesmo efeito na gente . . . E acredito que temos a resposta de porque TODAS as meninas desse colégio não são virgens."
Eu comecei a chorar muito.
Minha vida foi arruinada.
Eu queria ter uma vida de terráqueo normal . . . Eu . . . Eu entendo porque a Debrah odeia terráqueos.
Eu chorava muito, de uma forma que nunca chorei.
Eu tremia, eu sentia enjoo e nojo.
Imaginar tudo que me aconteceu me deixa o mais frustrada possível !
Debrah completou "Você quer se unir a mim ? Contra os terráqueos ? Só temos eu e você aqui. Seria mais gente pra acabar com esse mundo infeliz . . .
Eu não quis responder a Debrah, só gritei pra ela:
"POR QUE EU NÃO POSSO CONFIAR NO KEN ?? MAIS CEDO VOCÊ ME DISSE ISSO ! O QUE O KEN FEZ ?!"
Eu não queria perder o Ken, ele era minha ultima esperança, mas eu precisava saber toda a verdade.
Ela respirou fundo e falou: " Lembra do homem parrudo que me perseguia ? Ele era de uma organização secreta que toma conta de qualquer um que não seja da terra.
Como eles chamam, "aliens".
Ken é filho dele . . . E ele é treinado pra fazer a mesma coisa . . . Você é o alvo do Ken.
Se você fizer qualquer coisa fora dos padrões terráqueos ele tem permissão pra te impedir e até te matar."
Não . . . É mentira, não é ?
Esse tempo todo o Ken nunca gostou de mim ou foi meu amigo . . . ?
NEM O KEN ??
É mentira . . .
Eu estava enlouquecendo . . .
"Eu falei, nunca confie em nenhum deles, eles só nos machucam . . . Eles se machucam e machucam os outros"
"Debrah . . . Por quê . . . ?" eu falei chorando demais.
"Terráqueos são cruéis e insensíveis. Acredito que Nathaniel está do seu lado só pra te ajudar. Mas não por se importar contigo, mas porque ele se sente obrigado. No fim terráqueos só fazem boas ações quando querem algo em troca ou quando são obrigados. Nathaniel se acha obrigado a ajudar todo mundo por conta de suas crenças, eu não acho que seja o que ele realmente quer fazer . . . "
No fim . . . me vejo rodeada por pessoas falsas . . .
Minha vidinha de merda desmoronou em poucos minutos.
Ninguém é de confiança.
Nem quem eu achei que fosse . . . Sinceramente, o Ken ?
Não acredito . . . Aquele jeito "stalker" dele era armação . . .
Castiel nunca gostou de mim, só queria me usar pra merda de ritual dele . . .
Lysandre se aproximou de mim pra me usar tanto pra se aproximar da menina que ele gosta quanto pra me sacrificar.
E agora essa do Jade . . . Eu dou graças a Deus por não lembrar de nada . . .
Sentia minha cabeça apitar e pesar, acho que era minha pressão.
Debrah me deu apoio e me levou até em casa.
Vi que meus pais não haviam chegado ainda . . .
Eu só queria meus pais.
Só isso . . .
Chamei por eles varias vezes . . .
Foi quando a Debrah comentou "Celes . . . Seus pais estão com o Ken . . . Eu não sabia como te contar."
Ali eu apaguei.
Era muita informação.
Meu corpo estava muito tenso, minha mente estava muito sobrecarregada.
Eu . . .
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