Notas iniciais
Estava super animada pra esse arco da corrida, mas aconteceram coisas muito ruins essas ultimas semanas e estou bem desanimada. Como os capítulos estão todos prontos, só copiei e coloquei aqui. No facebook eu coloquei programação automática. Assim que dá 00:00 ele posta sozinho. No máximo tenho que mover pro respectivo álbum. Espero que gostem. Assim que eu me sentir um pouco melhor eu responderei a todos. Não deixem de comentar, é muito animador. Boa leitura.

A corrida estava cada vez mais próxima . . .
Comentaram que um dos responsáveis seria um tal de Jade . . . Esse nome não me é estranho.

Desde que citaram esse nome não parei de pensar sobre ele . . . Jade . . . Jade . . .

Nossos uniformes já haviam sido entregues.

Era uma roupa de educação física comum.
Continuei a caminhar pela escola aguardando a organização das equipes, o ônibus escolar que nos levaria para o local da competição, etc.
Pois bem, minha dupla sendo o Castiel, fiquei bastante tempo com ele, calada e com medo, obviamente.
Ele parecia incomodado com minha reação e ele falou: "Tudo bem, eu falo com a diretora pra me trocar, faço dupla com outra pessoa" e com um rosto desanimado ele foi se afastando.

Sinceramente me senti muito mal com a situação e fui atrás dele.
Expliquei que só estava assustada ainda com tudo que aconteceu, mas que gostava da companhia dele, e não é mentira . . . Por mais que atualmente eu preferisse estar com o Lys ou o Nath, gosto da companhia do Castiel.

Ele não se usou de sarcasmo, um momento raro: "vamos fingir que aquele episodio da praia nunca aconteceu ? Sério. Um dia eu espero que você entenda que eu realmente não quis te fazer mal nenhum . . . No momento, só quero recuperar sua confiança."
Foi legal sua atitude Castiel, mas . . . nunca tive confiança em você, e depois daquele ocorrido, muito menos . . . Mas isso não importa agora.
Não quero um clima ruim ainda mais sabendo que teremos que dar suporte um ao outro numa "batalha".

Comentei com ele que gostaria de saber quem são os responsáveis pela corrida, pra saber a quem recorrer exatamente.

Eu só sabia por alto que o professor Faraize e um tal de Jade ajudariam.
Ele me chamou pra ir ver os responsáveis.
Fui com ele até a sala dos professores, onde todos se reuniam. Castiel, nenhum pouco abusado, saiu entrando e perguntando quem seriam os responsáveis pela corrida, ao perguntarem porque ele ousou invadir a sala dos professores daquela forma, ele apontou pra mim.
Um exemplo de cavalheirismo !

De qualquer forma, descobri que Faraize, Dajan, Boris(que foi um dos professores que vi o Ken meses atrás . . . er . . . "fazendo prova oral") e Jade seriam os responsáveis.
Sendo que todos estavam bem inquietos a respeito de Dajan.

Dajan é membro importante do clube de basquete, o clube do qual Castiel faz parte.

Ele é o responsável pelo clube, aliás. Nunca falei com ele que eu lembre . . .
Castiel saiu inquieto da sala exclamando um "fudeu".

Dei uma olhada no Jade e . . . AH LEMBREI !
Jade deu um pequeno sorriso e acenou pra mim enquanto eu me retirava e ia atrás do Castiel correndo.

Acelerei meu passo e puxei o Castiel de uma vez, talvez ele pudesse me ajudar a lembrar melhor, odeio ficar com essa sensação de "falha de memoria", então, falei com ele.
Nos meus primeiros dias de aula eu tive que escolher um clube: Jardinagem ou Basquete.
Eu escolhi jardinagem, pois odeio educação física, Castiel debochou de mim na época, pois ele dizia que jardinagem era muito "fresco".
Lembro bem que no primeiro dia conheci o Jade, que era o responsável pelo clube.
Ele me pediu inúmeros favores, pois ninguém nessa escola tem pernas pra andar sozinho ou capacidade mental pra fazer as coisas sozinhos e gostam de mandar os outros fazerem por eles.

Bem, que seja.
Me recordo que ele pediu pra eu por algumas plantas nas salas.
E me recordo também que naquele mesmo dia o Nathaniel teve que dar um depoimento na policia depois que coloquei as plantas lá . . .

Se não me falha a memoria, depois desse dia, Jade desapareceu esse tempo todo, por isso que ele não me marcou tanto até porque . . . Lembro de muita fumaça . . . Minha memoria está bem embaçada e confusa a respeito dele, que estranho.

Mas Castiel ao me ver com dificuldade de contar o resto da historia me interrompeu e disse enquanto puxava no bolso um maço de cigarro: "Jade tinha uma plantação de maconha. Todo mundo que entrava pro clube de jardinagem era preso pouco tempo depois pois ele viciava os alunos e fazia eles plantarem as maconhas dele pra ele, viciando os alunos ele podia fazer emboscadas pros mesmos. Aquele dia, o loiro viado foi preso porque você colocou um vaso com maconha na sala dele e pegaram. O Jade sumiu porque o viadinho loiro confessou que o Jade era o dono do vaso de plantas e confessou todo o resto a respeito do Jade."

Eu fiquei boba.
Serio isso ? Pode isso ?
Eu tive que perguntar . . . Se o Nathaniel sabia porque não denunciou antes ?
Castiel só respondeu:"Porque não tinha nada a ver com ele. Ele acredita que não precisa se meter nos problemas dos outros, que Deus vai resolver tudo por ele e dar castigo as pessoas, essas porras aí. E eu nunca fiz nada porque tava pouco me importando com o que o Jade fazia ou deixava de fazer"

Isso faz muito sentido.
Eu fiquei sentindo um cheiro estranho o dia todo aquela vez, e talvez isso tenha ajudado a minha memoria ter ficado tão "embaçada" a respeito do Jade.
Castiel comentou algo sobre ele dar biscotinhos com maconha pros alunos pra viciar eles aos poucos, e perguntou se eu havia pego algum . . . Meu silencio respondeu por mim.
Pelo visto Jade foi solto e agora está ajudando nessa corrida. Não consegui parar de olhar pra ele desconfiada.
Lembro que ele prendeu uma flor na minha cabeça, eu até fiquei bem corada e tudo . . . Ele foi todo meloso e romântico comigo, mas minha memoria é muito vaga sobre aquele dia.

Aliás, eu não gosto de caras que tentam aproximação comigo, muito menos dessa forma . . . Gostaria de lembrar o que ocorreu aquele dia de fato.

E agora que o Castiel falou . . . Acho que era uma folha de maconha, não uma flor.
Gostaria de lembrar o que houve aquele dia, não vou parar de pensar nisso . . .

Castiel continuava com um olhar frustrado, mesmo enquanto me respondia ele parecia distante.
"Castiel . . . Tá tudo bem ? Desde que falaram do Dajan e do Jade serem responsáveis pela corrida e do sumiço do Dajan, você ficou estranho" eu perguntei pra ele.
"Eu matei o Dajan . . . " ele falou frustrado enquanto tragava o cigarro sem olhar pra mim.

Pera . . . Como assim . . . ?
Porque ? como ele não foi preso ??
Foram coisas que passaram na minha cabeça, e que sim, eu perguntei, provavelmente eu estava bem pálida enquanto perguntava.
Ele respondeu: "Matei aquela vez pra dar o coração de presente pra você. Eu tinha acabado de voltar da lanchonete com o seu lanche quando ele apareceu. Nunca nos demos bem. Ele simplesmente tomou o lanche de mim e comeu na minha frente me provocando. Eu fiquei puto, começamos a brigar e por fim, matei ele . . . O resto você já sabe."
Eu não parei de pensar e perguntar de onde saiu a ideia doida de me dar o coração do Dajan, Castiel respondeu: "oras, o cara roubou seu lanche, eu matei ele, peguei o coração dele e te dei ! Qualquer menina ficaria doida com isso ! No fim eu fiz por você, mas você já saiu explodindo e nem me deixou contar a historia toda. Já quis ficar toda cheia de raivinha só de ver o coração no saco."
Claro Castiel, qualquer menina ficaria doida . . . Doida MESMO.
Ele acha que vive num conto de fadas ? Que tem que matar a Branca de Neve e me dar o coração dela ?
Ou naquelas épocas medievais em que era heroico matar um "monstro", animal selvagem, assassino e entregar o coração como prova de amor e coragem ? Pelamor.

. . . Perai . . . Ele matou o garoto e só agora se preocupa com o que fez ??
Serio isso ??
"ninguém nunca se importou com o Dajan, não pensei que alguém iria perguntar sobre ele logo agora . . . AQUELE INFELIZ NEM FAMÍLIA TINHA ! Só torço pra que esqueçam isso logo e não chamem a policia . . . Ou serei obrigado a repetir tudo que aconteceu meio ano atrás . . . "
Nesse momento ele jogou o final de cigarro no chão, pisou, virou as costas e andou na direção onde se encontrava o nosso ônibus.

Eu . . . Eu não sei o que fazer, falar ou sentir . . . Só sei que dessa vez não tenho como ficar estática aqui como sempre faço quando fico perplexa, tenho que ir pra essa corrida,infelizmente . . . E assim o fiz.

Notas finais
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