Notas iniciais
Finalmente uma apresentação descente do Lysandre. Agora ele vai começar a ter um foco maiorzinho, amém !

Ferias, finalmente.
Não posso ir embora da escola e não ganhei dinheiro devido notas baixas . . . Pelo menos tenho ferias daquele inferno.
Decidi ir pra praia por uns dias.

No primeiro dia eu esbarrei com o Lysandre na praia, aquele amigo do Castiel que ele disse que tocava com ele na mesma banda mas no fim das contas não estava no porão . . . Pois é.
Ele é sempre bem caladão, não é de falar muito, acho que nesse ponto ele não será um incomodo.
O problema é que eu queria alguém pra conversar, e ele é a pior companhia possível pra isso.
Fora que ele tem fama na escola de ter uma memoria minuscula.
Eu sinceramente fiquei espantada quando o Castiel falou que o Lysandre era musico, pois . . . Como ele consegue lembrar como tocar as notas certas e etc se o nível de esquecimento dele é alto como dizem ?
Eu sei que assim que cheguei vi o Lysandre de costas, sentado, de frente pro mar, obviamente fui cumprimentar ele, no que toquei no seu ombro . . .
A cabeça dele estava coberta de sangue !
Cara . . .desde que vim pra essa escola eu acho que já vi mais sangue do que uma pessoa que trabalha com isso !
Eu já nem me espanto mais !
É Castiel brigando e matando coisas, é Nathaniel brigando, agora Lysandre. Admito que fiquei com receio de perguntar o que houve.
Ao perguntar, ele virou-se apático, como sempre e falou um "oi" sem graça.
Eu perguntei o que houve com a cabeça dele, ele só colocou a mão na cabeça e disse "nossa, tá sangrando bastante não é mesmo ? o que será que houve ? "
Como assim . . . ? COMO ASSIM CARA ?! SUA CABEÇA TA SANGRANDO NUM NÍVEL QUE POSSO ENCHER UMA GARRAFA D'ÁGUA PRA BEBER ! E ELE NEM SABIA DO SANGUE ATE EU COMENTAR ? !
. . . Bem . . . começou a chover, dia maravilhoso. Mal cheguei na praia e já começa uma chuva, encontro o Lysandre cheio de sangue e bem . . . Eu nem guarda chuva tinha.
Nesse momento o Lysandre foi um cavalheiro, sem falar absolutamente nada (como sempre) ele tirou a blusa e colocou sobre nós.

Ficamos lá . . . calados e esperando a chuva passar, porque ele não queria sair de lá, e eu, bem . . . O clima estava estranho demais pra eu me mover. E quando falo do clima, não me refiro a chuva, e sim, o clima entre eu e ele mesmo.
Escorria chuva e escorria sangue, tentei limpar e me sujei, ele agiu indiferente, eu desviei o olhar pra não ver aquilo. E ele ? Bem, continuou com aquela cara apática olhando pro nada . . .
As vezes me pergunto se ele lembra como pensar . . .

Notas finais
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