Notas iniciais
ESSE CAPITULO VEM COM CHEIRINHO DE DECOMPOSIÇÃO BOA LEITURA

Todos nós nos dirigimos ao carro do Nathaniel.

Eu ainda estava bastante apática, com motivo, afinal, duas mortes consecutivas uma delas sendo na sua frente não é pra qualquer um . . .

Diversas vezes Armin perguntou se eu estava certa que queria ir com eles para a casa do Lysandre, e bem, eu estava sim.

Armin estava claramente fazendo aquilo apenas pra não me contrariar tendo em vista que eu atualmente faço as coisas sozinha caso ninguém me apoie, mas ele sabia com clareza que eu não estava bem . . . Na realidade, acho que aquela altura todos sabiam.

Passei por momentos bastante traumatizantes pra que digam que estava tudo bem comigo . . .

Eu queria vê-lo.

Eu não aguentaria até o dia seguinte pra ter uma suposta resposta do que houve com o Lysandre.

Armin parecia mais preocupado comigo do que com todo o resto, e eu agradeço muito essa atitude dele.

As coisas estavam pesadas demais ultimamente . . . Eu precisava ter certeza que com o Lysandre, tudo estaria bem.

A casa do Lys é um tanto quanto distante do colégio, então a viagem daria tempo para minha desistência caso ela ocorresse, coisa que não aconteceu.

Azriel estava do meu lado, apreensivo.

Faltava ele roer as unhas ali, sinceramente, era visível seu desespero e preocupação com o Lysandre.

Por varias e varias vezes ele perguntou ao Castiel como o Lysandre estava, mas o Castiel não sabia responder, obviamente, afinal, ele estava indo na casa do Lysandre justamente pra saber o que estava acontecendo.

"Tem certeza que não tem noticia nenhuma ?" ele perguntava várias vezes, Castiel pacientemente sempre respondia que não . . .

Agora que Castiel sabe que Azriel estava apaixonado por Lysandre ele podia entender melhor sua preocupação excessiva. Se bem que a amizade de Azriel e Lysandre estava bem grande, e amizades extensas também geram preocupações, Armin que o diga . . .

Finalmente chegamos.

Uma linda casinha, ou melhor, casona.

Descobrir que aquele cenário todo lindo e fantasioso com flores, grama e animais por todos os lados pertencia a família do Lysandre era chocante.

Era um quintal ENORME com muita coisa, animal e espaço.

Imagino o Lysandre crescendo ali no meio daquele lugar lindo . . . O que explica muito do amor dele por animais.

Eu gosto de imaginar um Lysandre mais frágil e menos frio correndo por aqueles campos atrás de seus queridos coelhos . . . Me faz me sentir mais confortável . . .

Principalmente se comprarmos com a cena que vi e vivi aquele dia protagonizada pelo próprio. . .

Castiel foi apressadamente pra perto da casa, os pais do Lysandre já estavam esperando por ele.

Cumprimentaram o Azriel e o Castiel como se os vissem com grande frequência, o que explicava a amizade de Azriel e Lysandre, a mesma que o Azriel já havia citado pra mim.

Os pais dele me cumprimentaram de forma gentil e apressadamente pediram ajuda a Castiel e Azriel, com muito carinho.

Tão diferentes da mãe biológica dele . . .

Tão preocupados com seu filho . . .

Me pergunto como ela estava após a morte da Iris . . .

Aparentemente eles sabiam o porque das crises repentinas do Lysandre, eles já sabiam que a Iris tinha morrido e estavam bem sentidos com isso.

Por tudo que já me foi dito sobre os dois, ambos são muito empáticos, algo que acho ótimo.

"Ele se trancou no quarto e não sai por nada." a mãe do Lys dizia com sua voz nervosa e tremula.

"Tememos o pior . . . Ele ter se matado ou algo do gênero. Não temos força pra quebrar a porta nem ferramentas.

Nosso caseiro levou as ferramentas pesadas pra fazenda vizinha para ajudar em alguns serviços . . . e o Leigh está na cidade cuidando de assuntos pendentes de seu trabalho . . .

Além do mais . . . Você sabe que estou com vários problemas de saúde . . . Então não teria força de qualquer forma pra quebrar a porta . . .

Desculpa por ter chamado você de repente Castiel . . . " o pai de Lysandre dizia gentilmente.

"Não se desculpem ! Lysandre é meu melhor amigo de infância ! Eu fico é feliz que tenham pensado em mim pra tentar fazer algo por ele. . . Vou lá pro quarto dele." Castiel dizia gentilmente enquanto seguia o corredor.

Azriel pediu licença e correu atrás de Castiel sem dar pausa.

Os pais dele nos encaravam com um olhar melancólico enquanto viravam as costas e iam junto de Azriel e Castiel.

". . . Podemos ir ver o Lysandre ?" falei puxando a ponta da camisa de Armin.

Ele estava claramente hesitante, mas ele não queria dizer não pra mim, e por isso ele me segurou com força pelo ombro e foi comigo.

Nathaniel dizia que ia tentar parar os pais do Lysandre até ter certeza de que o Lysandre estava bem, afinal, eles eram idosos e dependendo do que fosse visto dentro daquele quarto, poderia ser traumatizante e até mortal para ambos.

Eu engolia a saliva com medo do que veria naquele quarto, mas eu tinha coragem o suficiente pra enfrentar e ver o que estava acontecendo.

Chegamos no local, em frente ao seu quarto.

A casa de fato era enorme.

Corredores e mais corredores.

O quarto dele ficava no andar de cima mais pros fundos e tinha uma porta de madeira enorme, parecia muito pesada e bem mais resistente que muitas portas de metais que vi na vida, além de ser muito bonita e claramente ter um trabalho artesanal bonito com muitos detalhes cravados na madeira. Ela possuía um ar . . . Vitoriano talvez ?

Classicamente Lysandresca.

Castiel começou batendo na porta e perguntando se estava tudo bem.

Não ouvíamos resposta alguma, nada, era silêncio absoluto.

Azriel estava cada vez mais agoniado.

"Lysandre ! Abre a porta ! Sou eu ! Castiel ! Azriel também está comigo. . . " Castiel fava batendo mais forte, mas eu podia sentir frustração e tristeza vindo do Castiel.

E o silêncio se manteve . . .

Azriel já quase chorando começou a implorar por resposta do Lysandre, porém, após notar que ele não teria nenhuma resposta vinda do Lysandre, finalmente Azriel arrombou a porta.

Tomei liberdade de dar alguns passos a frente pra ver o que acontecia.

Quando entramos no quarto . . . Vimos a cena mais perturbadora e deprimente possível.

Lysandre estava abraçado com o corpo morto de Iris nu e com os olhos cheios de lagrimas.

Aquele corpo que devia estar no necrotério.

". . . Eu tentei de tudo . . . Ela não volta . . . " Lysandre falava muito baixo quase chorando enquanto olhava pra longe, além do corpo morto da Iris que era a parte mais incomoda da cena toda. Ele fazia movimentos estranhos com as mãos e a cabeça . . .

Suas frases não pareciam ser diretamente pra nós, mas sim resmungos particulares soltos de forma avulsa. Provavelmente ele vinha repetindo aquilo enquanto estava sozinho . . . O que tornava a cena inda mais perturbadora e deprimente.

Ele parecia muito perturbado. Era horrível !

Eu pude sentir meu corpo repuxar completamente.

Eu não tinha digerido nem a morte da Violette direito . . . Em menos de 24 horas eu vi outra cena perturbadora.

Armin olhou pra mim rapidamente e me abraçou com força tentando ocultar toda a sequencia de acontecimentos no quarto do Lysandre.

Azriel tomou frente e foi correndo até o Lysandre enquanto levantava ele ele da cama, assim deixando o corpo morto de Iris cair sob a cama.

Ele chorava enquanto segurava o Lysandre pelos ombros.

"O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO ?!" Azriel gritava muito, mas dava pra sentir sofrimento em sua voz, não raiva.

"Ela não quer voltar . . . Não importa o ritual que eu faça ela não volta . . . " Lysandre dizia.

"Do que está falando ! Lysandre !! Lysandre . . . Você sabe que o ritual pega uma alma aleatória . . . Para com isso !!" Azriel falava chorando.

"Eu usei o ritual certo ! Eu usei o ritual pra trazer a alma dela ! Ela que não quis voltar !!! EU NÃO ENTENDO O PORQUE !! ELA NÃO QUER VOLTAR !!" Lysandre falava com voz frustrada e levemente rouca.

"Pera . . . você tem . . . esse ritual ???" Armin tomou frente como se aquilo tivesse trago ele de volta a realidade a nossa volta, entretanto, o Lysandre estava fora de si, provavelmente sequer ouviu o Armin.

"Porque a Iris não volta . . . ? Ela me odeia tanto assim . . . ?

No fim das contas ela me odeia igual minha mãe não é ?? Ela nunca ligou pra mim ! Só eu liguei pra ela !! POR ISSO NINGUÉM MERECE MEU SACRIFÍCIO !!!" Lysandre dizia olhando pro corpo da Iris e tremendo.

"PORRA LYSANDRE ! PARA COM ISSO !!" Castiel falou socando o Lysandre que caiu pro lado na cama.

Ele olhava para Castiel ligeiramente assustado.

". . . Olha o seu estado . . . Eu não quero ver você assim . . ." Castiel então se aproximou e abraçou o Lysandre.

Lysandre não chorava, não expressava raiva, não expressava nada.

Ele só olhava fixamente pro corpo morto de Iris sobre a cama.

"A Iris te amava muito. Ela enfrentava a víbora da Isabelle só pra te ver. Ela fazia das tripas e coração por você. Vária e várias vezes Iris te defendeu de inúmeras pessoas que te julgavam e falavam mal de você." Castiel dizia ainda abraçando o Lysandre que continuava sem expressar nada.

". . . Porque ela não volta então . . . ? Porque ??" ver aquela cena me partia o coração.

"As vezes as coisas tem que seguir seu fluxo Lysandre . . . Você acha que a Iris gosta de te ver assim ??" Castiel respondia olhando fixamente pro Lysandre que finalmente começou a chorar.

A ultima vez que vi o Lysandre chorar foi quando o Castiel supostamente morreu . . . E acho que não importa quantas vezes eu veja ele chorar, sempre vou ficar com o coração partido.

"Porque ela não me responde pelo menos . . . ? Porque . . . ?" Lysandre insistia.

"Lysandre, ela não tem como. Agora, você não devia ter pego o corpo dela no necrotério . . . " Castiel falava calmamente.

Azriel parecia se acalmar com a medida em que o Lysandre ia ameaçando.

Infelizmente . . . Nem tudo são rosas,e a calma do Lysandre gerou coisas terríveis.

"O Kentin . . . " Lysandre falou quase que inaudível.

"Sim . . . Ele matou ela . . . E hoje ele matou a Violette também . . . " Azriel falou tremulo.

Lysandre então começou a encarar o chão com um olhar vermelho e distante.

Foi quando ele voltou seu olhar para Iris e finalmente falou.

"Quem devia ter morrido era você, não elas duas" ele falava pra mim.

Doeu muito ouvir aquilo . . .

Aquilo meio que me despertou de meus pensamentos profundos e delírios.

Eu ? O que eu fiz ?

Até então não fazia sentido sua frase.

Todos olharam para mim e para o Lysandre assustados quando ele completou.

"Você me convenceu de que a Iris devia falar com o Kentin . . . Você matou ela." ele falava sério e convicto.

"L-Lyandre eu . . ." eu não sabia o que dizer nem como responder.

"Eu sabia o que estava fazendo. Eu sabia proteger ela . . . Mas eu decidi te ouvir . . . A culpa é sua.

Você provavelmente sabia que ela ia morrer ! Você estava tentado ser amiga do Kentin de novo !" Lysandre falava com raiva na voz, porém, com grande serenidade.

"Lysandre para !" Azriel gritava.

"Boreal é um monstro ! Ela matou minha irmã !!" Azriel começou a chorar compulsivamente novamente enquanto implorava para Lysandre parar.

Ele me olhava com raiva, com os olhos lacrimejando completamente.

E eu estava em um estado de desespero.

Armin me puxou aos poucos de lá, foi bem fácil pra ele.

Dessa vez eu não fiz força contra.

Estava em choque e desesperada.

Armin me tirou de lá.

Nathaniel estava o tempo todo com os pais do Lysandre e ao ver nós dois saindo apressadamente ele veio perguntar o que houve.

"Pergunte pro Castiel e Azriel . . . Não podemos ficar mais.

A proposito, não deixe que os pais do Lysandre entrem no quarto por enquanto . . . " Armin falou antes de me puxar de lá sem dar chance do Nathaniel perguntar mais coisas.

Pegamos condução para casa.

Eu estaca em choque, grande choque mesmo.

E a pergunta que não quer calar: Eu realmente sou a culpada por tudo ?

Parte de mim crê que sim . . .

A imagem do Lysandre falando aquelas coisas pra mim e me olhando era intensa em minha mente . . .

Lysandre me olhava com tanto ódio . . . Eu estou conseguindo um número grande de gente me odiando ultimamente . . .

Armin se mantinha em silêncio.

Só me acariciava calmamente no ombro enquanto me abraçava . . . Ele sabia com toda a certeza o que estava acontecendo em minha mente, nem que fosse por alto.

Armin sabia que eu não responderia nada, então provavelmente ele não iria me perguntar nada do tipo "tá tudo bem ?" ou falar frases como "vai ficar tudo bem" ou "ignore ele", até porque não é do feitio dele dizer coisas do tipo.

Armin me conhece bem o suficiente pra saber que no meu estado atual eu não daria ouvidos a nada que ele dissesse a respeito do assunto . . . Manias que eu agradeço que ele tenha preservado de antes de sermos namorados.

Experiencia de amizade serviu pra que saibamos os limites um do outro e isso definitivamente é ótimo . . .

Quando chegamos em casa, meu pai ainda não tinha voltado.

Armin subiu comigo e me levou até o quarto, onde me joguei na cama e por lá fiquei.

As obras no andar de baixo continuam . . . E acredito que nem tão cedo terminariam, era muita coisa pra ser feita, afinal, iriam por equipamentos de alta segurança ali, os sons me incomodavam bastante.

Armin fechou a porta pra abafar o som e se sentou do meu lado com 2 consoles portáteis, um pote de doces e se escorou em mim mexendo no celular.

Pude ver de relance que ele estava mandando mensagem pro Alexy mas não li nada.

Acredito que ele estava comentando a situação toda e também estava perguntando como ele estava.

Eu ignorei completamente a conversar continuei encolhida.

Armin continuava a me dar atenção corporal, com caricias. Até que ele notou que eu estava aliviando o corpo e me soltando aos poucos e na primeira oportunidade ele enfiou um doce na minha boca.

Não ri, não me irritei, mas confesso que por dentro me senti bem com sua atitude e me encolhi em suas pernas abraçando parte de seu tronco.

Armin continuava silencioso respeitando meu estado.

Ele literalmente só dirigiu a palavra a mim ao notar que EU estava a vontade pra isso e que EU havia puxado alguma especie de assunto . . . Sempre respeitando meu espaço.

"Lysandre tem razão . . . ?" eu falei.

Armin ficou em um longo silêncio até que senti seu longo que se estendia cada vez mais antes de soltar completamente o ar.

"Não, ele não tem razão Boreal, definitivamente não tem . . .

Lysandre sempre fala merda, principalmente quando tá irritado, você já devia saber disso." ele dizia.

"Você diz isso porque quer que eu fique bem . . . " respondi.

"Desde quando eu minto pra fazer as pessoas se sentirem melhor ? Omitir posso ate fazer as vezes, mas mentir não.

Sei que já te magoei varias vezes por falar a verdade na sua cara e nada mudou.

Você pode ser uma ameba o quanto for e fazer muita cagada direto, mas se tem uma coisa que eu não apoiaria ou deixaria de jogar na sua cara é caso tivesse feito uma merda do tamanho da que o Lysandre está te acusando. Você não fez sequer sem querer." sabe, o Armin não falou nada de mais . . . Pelo contrario, ele me "defendeu" mas suas palavras me fizeram chorar na mesma hora.

Armin parecia confuso, me lembrava um pouco aquele Armin sem memória que não sabia como reagir comigo.

Acho que ele não esperava esse meu choro repentino . . . Normal, nem eu esperava esse choro dessa vez.

Armin perdido me deu uns tapas leves com olhar sem graça, ele realmente estava perdido e avaliando como pessoa de fora da situação, foi fofo.

Em meio ao meu choro, tudo que fiz foi agradecer.

Eu não queria ouvir nada.

Nem palavras doces nem amargas . . . Naquele momento, só aquele silêncio com os trejeitos sem jeito do Armin eram o suficiente pra me acalmar . . .

E foram 100% funcionais, pois eu adormeci.

Adormeci profundamente e posso dizer que dormi bem, pois durei até o dia seguinte.

Só no dia seguinte fui acordar já descansada.

Não tínhamos aula, afinal, fim de semana . . .

Sabe, foi nostálgico acordar sem o Armin no quarto e vê-lo chegar do nada com um lanche em silêncio.

A diferença de agora pra época que eu estava "vegetando" é que agora ambos se falavam.

"Tá se sentindo melhor ?" Armin dizia se sentando do meu lado. Eu não sabia bem o que responder então fiquei em silêncio e só peguei a comida da qual ele colocou do meu lado.

Armin bagunçou meu cabelo enquanto se levantava e ia até a janela.

Repentinamente ele falou surpreso "acho que temos visita logo de manhã, creio que vai te animar." e então desceu.

Não fiz questão de entender ou saber de quem ele falava, só continuei a comer.

Repentinamente, alguns minutos depois da saída de Armin, Azriel entrou pela porta do quarto desesperado.

A nostalgia só aumentava.

Aquela época em que eu "vegetava" Azriel frequentemente vinha me contar seu dia e sua montanha russa de sentimentos.

E não foi diferente . . .

A unica diferença é que agora eu estava me um clima horrível até com ele . . E bem, a noticia que ele falou não era nada esperada.

"Desculpa vir de repente !! É que eu não consegui dormir e bem . . .Eu sempre te conto tudo . . . Eu precisava falar . . . Desculpa ! Desde a época que você estava apática eu meio que te usava de caixinha do desabafo . .. " Azriel falava com aquele jeito meigo impossível de destratar.

Só olhei pra ele e sorri de leve deixando claro que ele poderia falar comigo o que quisesse e quando quisesse.

Eu sei bem que o Armin usou o Azriel de "truque" pra me fazer me soltar, afinal, se funcionou uma vez, porque não funcionaria novamente ouvir as fofocas dele não é mesmo ?

Ele então sentou de repente do meu lado e se aproximou bem.

Azriel olhava fixo pra ele enquanto sorria pra tranquiliza-lo e bem . . . Meu olhar e meu sorriso de "serenos" mudaram pra "espanto" ao ouvir o Azriel falar: "Boreal, o Lysandre me beijou ontem . . ."

Notas finais
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