Notas iniciais
sei lá, tenho apego a esse capitulo por algum motivo lol Se quiserem dar uma olhada em como é a fronteira das dimensões, eu tenho um pinterest antigo de onde tiro ideias e junto conteudo pra enquanto faço as imagens e climatizações e tem uma pastinha pra isso lá deixarei o link nas notas finais C:

Abri meu olho ouvindo um ruído na rua.

Olhei ao redor, tentando me orientar, e percebi que estava em uma rua deserta de uma cidade estranha. Meu coração começou a bater mais rápido. O que havia acontecido? Como eu tinha chegado ali?

Eu tentei me lembrar de alguma coisa, mas tudo o que conseguia ver era uma imagem vaga de um laboratório e de um dispositivo que parecia uma máquina do tempo.

"Estou em outra dimensão", eu sussurrei para mim mesma, tentando controlar a ansiedade.

Eu olhava para os lados, mas não havia ninguém por perto.

Chamava os nomes dos meus amigos.

“Armin? Alexy? Nathaniel? Ambre? Azriel? Alguém!??” mas não tinha resposta.

Eu me levantei do chão e comecei a caminhar lentamente, observando tudo ao redor.

De repente, eu vi uma sombra se movendo no final da rua.

Eu dormi na noite anterior a esse dia, eu estava no esconderijo com todos esperando pro dia seguinte para que pudéssemos invadir o bunker.

O que estava acontecendo? Por que eu estava em uma rua deserta no meio do nada? Onde estavam meus amigos?

Em outra situação eu pensaria que foi só um sonho, mas infelizmente, não foi.

Eu via aquela sombra se aproximar de mim, e eu estava muito, muito assustada.

Eu comecei a andar mais rápido, tentando me afastar da sombra. Mas, a cada passo que eu dava, a sombra parecia ficar mais próxima.

Meu coração batia tão rápido que eu sentia que ele poderia sair pela boca a qualquer momento. Eu não tinha ideia do que fazer. De repente, eu tropecei em uma pedra e caí no chão.

Eu tentei me levantar, mas a sombra já estava sobre mim.

Eu tentei gritar, mas nenhum som saía da minha garganta.

Comecei a focar meu olho na sombra pra tentar identificar algo, e noquei que era… meu rosto…?

“B-Boreal…?” falei meu nome espantada e com dúvida.

Ela não parecia olhar pra mim, mas olhar além de mim.

Ela ignorava minha presença e simplesmente passou por mim, como se eu não estivesse no local.

Tentei toca-la, mas foi em vão, ela simplesmente parecia ser translucida.

Fiquei perplexa e confusa. Como era possível que a sombra tivesse o formato do meu rosto? Será que eu estava delirando? Era uma versão minha? O que houve?

Tentei me concentrar em algum detalhe ao meu redor que pudesse me ajudar a entender o que estava acontecendo, mas nada parecia fazer sentido.

De repente, ouvi uma voz chamando meu nome. Virei-me para a direção do som e vi uma figura familiar correndo em minha direção. Era Nathaniel.

"Nathaniel! Onde estamos? O que está acontecendo?", eu gritei, aliviada por finalmente ver um rosto conhecido.

Ele veio correndo até mim e eu o abracei desesperada, pude sentir que ele me abraçou com firmeza também, ele estava tenso com a situação, sem sombra de dúvidas.

Nathaniel parou ao meu lado, ofegante. "Eu não sei. Eu acordei em uma rua estranha, como essa." Fiquei aliviada por não ser a única nessa situação, mas ainda estava assustada e confusa.

"O que tá acontecendo… Vamos procurar os outros", eu disse a Nathaniel, e começamos a caminhar juntos pela rua deserta, procurando por qualquer sinal de nossos amigos.

“Eu vi uma imagem minha agora pouco Nath…” falei enquanto caminhávamos.

“O que quer dizer Boreal?”

“Uma sombra se aproximou de mim e essa sombra tinha o formato do meu rosto. Ela me ignorava e simplesmente desapareceu, eu… to tão confusa Nath…” eu sentia meu corpo tremer.

Nathaniel me puxou pra perto e tentava me acalmar.

“Vamos ficar ligados nisso. Pode ter sido… um fragmento de outras dimensões, não sabemos. Estamos na fronteira de todas as linhas de tempo e dimensões, Boreal, tudo é possível.” o que ele dizia fazia total sentido, mas ainda assim, me assustava.

Continuamos caminhando pela rua, tentando encontrar qualquer pista sobre onde estávamos e como tínhamos chegado lá. Mas a cada passo que dávamos, parecia que estávamos ficando mais perdidos.

Não havia nenhum sinal de civilização ou qualquer coisa que pudesse nos ajudar a descobrir o que estava acontecendo.

Depois de caminhar por alguns minutos, vimos uma figura ao longe.

Parecia ser uma pessoa, mas não conseguíamos ver muito bem quem era.

Começamos a correr em direção à figura, esperando que fosse um dos nossos amigos.

Mas, quando chegamos mais perto, percebemos que não era.

Era um homem estranho, vestido com uma roupa antiga e segurando um objeto que parecia ser uma lanterna.

Ele nos olhou com curiosidade e depois disse algo que não entendemos.

"Desculpe, não entendi", Nathaniel falou.

Eu segurei firmemente seu braço, assustada e o homem repetiu o que disse, mas ainda não conseguimos entender.

Ficamos parados, olhando para ele, tentando descobrir o que fazer em seguida.

Então, o homem nos estendeu a mão, como se estivesse nos convidando a segui-lo.

Nós hesitamos por um momento, mas decidimos segui-lo. Talvez ele pudesse nos ajudar a descobrir onde estávamos e como tínhamos chegado lá.

Começamos a segui-lo, e ele nos levou por ruas estreitas e sinuosas, que pareciam se estender infinitamente.

Finalmente, chegamos a uma construção antiga e misteriosa. Era uma casa grande, com janelas quebradas e uma porta velha e enferrujada. O homem nos levou até a porta e a abriu, nos convidando a entrar.

Ficamos um pouco apreensivos, mas decidimos entrar. Não tínhamos muito o que fazer, ele já sabia de nós caso fosse uma ameaça.

Quando entramos na casa, foi como se tivéssemos sido transportados para outra época.

O interior era decorado com móveis antigos e havia velas acesas em todos os lugares. O homem nos conduziu até uma sala, onde havia um livro aberto sobre uma mesa. Ele apontou para o livro e disse algo que ainda não conseguimos entender.

Então, ele apontou para nós e para o livro, como se quisesse que lêssemos algo.

Nós nos aproximamos do livro e começamos a ler. Era um livro antigo, escrito em uma língua que não conhecíamos. Mas, à medida que começamos a tentar ler, algo estranho começou a acontecer.

As palavras começaram a se mexer no papel, e as velas começaram a piscar. Então tudo se tornou um breu.

Eu me segurei com força no Nathaniel que me segurava com a mesma intensidade.

“Não vamos entrar em pânico.” ele dizia me pacificando.

Minha mente estava confusa com tudo aquilo e ainda tinha o bônus de que eu não conseguia lembrar como havia chegado a essa rua desconhecida.

As lembranças estavam turvas, mas eu sabia que algo havia acontecido.

E ai, quando nossa vista começou a acostumar com o escuro, notamos no meio da escuridão algo se mover, outra sombra, alta dessa vez.

Nós tentamos nos afastar, mas não tinha espaço, e estávamos com a sombra se aproximando cada vez mais.

Minhas mãos começaram a suar e eu sentia um nó no estômago.

"Quem está aí?" Eu perguntei em voz alta, tentando parecer corajosa.

Não houve resposta.

A sombra parecia estar se movendo de um lado para o outro, como se estivesse indecisa sobre o que fazer.

De repente, eu ouvi uma voz, uma voz que eu conhecia muito bem.

"Boreal!" Era Alexy.

Eu não consegui conter as lágrimas de alívio. "Alexy! Onde você está?"

Eu gritei, procurando ao meu redor.

Ele então tocou meu rosto e tudo se acendeu de uma vez. A sala era completamente diferente, era como se estivéssemos na mesma sala onde adormeci na noite passada desde o início.

Pelo olhar do Nathaniel ele viu tudo que eu vi também.

Nath e eu nos encaramos assustados.

“Você viu o mesmo que eu né?” ele dizia o encarando.

“Sim… O que acabou de acontecer?” olhávamos pra todos os lados assustados e Alexy estava com um olhar confuso.

“O que rolou? Estavam usando algo sozinhos?” ele dizia fazendo gesto de cigarro.

“Para de graça Alexy! É sério!! Não estávamos aqui… eu acho…” eu falava confusa.

“Onde está o resto do pessoal Alexy?” Nath perguntou.

“Estão na estufa.” Alexy dizia.

“Estufa?”

“Sim. Descobrimos uma estufa aqui dentro com várias plantas que parecem ser experimentos. Muitas estão mortas e parece estar abandonado faz um tempo, mas existe, geral foi pra lá verificar. Querem vir?” ele perguntava.

Nathaniel e eu levantamos, ainda confusos, e seguimos ele.

Realmente era uma estufa com várias plantas, Rémy parecia animado, obviamente, ele ama plantas.

Violette parecia compartilhar do sentimento de satisfação.

“Demoraram pra aparecer. Estavam traindo minha confiança?” Armin dizia se aproximando de nós dois em tom de piada.

“Não seu idiota. Paramos em…como podemos chamar aquilo Nath?” eu tentava explicar.

“Eles estavam usando drogas juntos, certeza.” Alexy dizia rindo e levando um tapa no braço vindo de mim.

“Acordamos em uma rua estranha, não tinha ninguém, além de um homem que surgiu após caminharmos por muito tempo lá.” Eu cortei o Nathaniel pra falar.

“Na verdade pra mim, apareceu uma sombra com o formado do meu rosto que parecia não me ver.” falei.

“Ah sim, tem isso.” Nathaniel então seguiu explicando tudo que passamos.

O homem, a casa do homem, tudo se apagando e o Alexy surgindo.

“Realmente, eu diria que usaram algo.” Armin falava em tom de piada muito parecido com o de Alexy.

Repentinamente ouvimos gritos pouco a nossa frente, fomos correndo verificar o corredor de onde veio o grito, era a Violette e o Rémy olhando para Bia que beijou o Azriel do nada.

“O QUE HOUVE?!” eu falava surpresa e confusa.

Bia parou, olhou a gente.

“Boreal… Eu… lembro de tudo.” ela dizia me deixando ainda mais confusa.

Azriel a encarava confuso e em silêncio.

“Eu lembro da gente na outra linha. Eu lembro das coisas dessa linha, eu… lembro de tudo…” ela dizia novamente.

Eu, Nathaniel, Alexy e Armin nos encaramos confusos.

Poucos segundos chegou Armin do passado e Alexy do passado perguntando o que estava acontecendo.

Ele não fazia a menor ideia.

Explicamos rapidamente, e ele pareceu ainda mais confuso.

“Vamos todos nos reunir ali fora dos corredores da estufa.” ele dizia já virando as costas.

Começamos a chamar pelos nomes e aos poucos todos que estavam espalhados se reuniram.

Mas… Havia algo errado.

“Thomas, você estava com o Nathaniel do passado não é? Cade ele?” perguntei.

“Eu não vejo ele desde ontem, tá loca?” quando ele falou isso, Nathaniel e u nos encaramos assustados, quando repentinamente, Nathaniel pareceu sentir uma pontada na cabeça.

“Eu… lembro de ter ido dormir com a minha irmã quando… acordei na tal cidade.” Nath dizia com cara de dor.

“Mas não dormimos juntos, eu dormi com o Castiel.” Ambre respondia confusa.

“Cara, nenhuma informação tá fazendo sentido.” Armin do passado dizia.

“E… acho que eu lembro de ter dormido com o meu irmão, mas… não tem sentido…” Ambre parecia confusa.

“... Gente, onde tá a outra, Ambre?” Chani perguntou.

E na mesma hora todos se encararam MUITO surpresos.

O que estava acontecendo?

“Porque Ambre a Nathaniel do passado sumiram ao mesmo tempo…?” eu perguntei assustada, mas algo dentro de mim dizia que eu tinha uma noção do que estava se passando.

Os olhares confusos e preocupados se mantiveram entre nós enquanto todos tentavam entender o que estava acontecendo. Eu podia sentir a tensão no ar enquanto as peças do quebra-cabeça começavam a se encaixar na minha mente.

"Isso não pode ser uma coincidência", eu disse em voz alta, me referindo ao desaparecimento simultâneo de Nathaniel e Ambre.

Todos pareciam confusos e assustados, tentando juntar as peças do quebra-cabeça que estava se formando diante de seus olhos.

“Talvez nessa fronteira das realidades que nos encontramos, nossas versões estão se fundindo com as mais recentes?” Armin do presente dizia pensativo.

“Significa que o Armin do passado vai desaparecer…?” Alexy do passado dizia desesperado.

“Eu não sei também Alexy. Tá tudo muito confuso… O que você lembra Capucine?”

“Eu… É confuso… eu lembro de ter vivido várias coisas com vocês, mas por algum motivo, meu cérebro sabe que não vivi isso de verdade, não nesse corpo, mas, eu não consigo ir de contra, tem memórias da minha vida na minha linha temporal, e na sua ao mesmo tempo, Boreal. Seria assim que a Debrah se sentia…?” ela falava com olhar perdido.

“Eu também. É exatamente o que falou Capucine, me descreveu perfeitamente. ” Nathaniel adicionava.

Eu olhava pro Armin do passado apreensiva de ele sumir, afinal, estávamos próximo ao nosso objetivo.

“Se eu sumir, me fundirei com o do presente provavelmente, então ainda poderei ajudá-la se é o que está pensando.” eles falavam como se lesse meus pensamentos.

Acabei rindo ao notar que não importa a versão do Armin, temos essa conexão.

Violette e Rémy ainda estavam em choque pelo beijo inesperado entre Bia e Azriel, eles ainda encaravam ambos confusos.

“Isso tudo tá muito confuso… O que foi isso?”, perguntou Violette, com os olhos arregalados.

“Eu queria saber também…Eu não seio que está acontecendo… Foi como se um interruptor tivesse sido ligado e todas as minhas memórias voltassem de repente. Eu lembro de tudo o que aconteceu antes de me resgatarem no colégio. Lembro de ter vivido muitas coisas com vocês, mas eu sei que não vivi.”, repetia Bia, ainda confusa.

Azriel permanecia em silêncio, processando tudo o que estava acontecendo.

“Isso é loucura! Como podemos ter vivido coisas que nunca aconteceram? Se foram de outra versão nossas não tem como serem lembranças nossas!”, exclamou Rémy, tentando entender a situação.

“E tu me vem falar de lógica agora Rémy? Sério? Olha a nossa volta. Se olha no espelho. OLHA PRA TUA MÃE!” Armin falava exaltado.

Enquanto todos discutiam, senti uma forte dor de cabeça e me apoiei no Armin do presente para não cair.

“Boreal, o que aconteceu?”, perguntou Armin, preocupado.

“Eu… sinto como se minhas memórias estivessem se misturando. É como se eu estivesse vivendo duas vidas ao mesmo tempo”, respondi, tentando controlar a dor.

Foi então que um som estranho ecoou pelos corredores da estufa, interrompendo nossa conversa. Parecia uma mistura de chiado e zumbido, cada vez mais alto e agudo.

“O que é isso?”, perguntou Chani, com medo. De repente, uma luz forte tomou conta do ambiente, cegando todos nós por alguns segundos.

Quando finalmente conseguimos abrir os olhos novamente, percebemos que não estávamos mais na estufa. Estávamos em um lugar completamente diferente, cercados por árvores altas e exuberantes, com um sol brilhante no céu.

“Onde estamos?”, perguntou Alexy, olhando ao redor com curiosidade.

“De novo isso…” Nathaniel dizia com um olhar deprimido e em choque.

“Todos estão vendo dessa vez?” perguntei encarando todos e notando que sim, estavam vendo o ambiente a nossa volta.

“O que tá acontecendo…?” Rayan falava olhando pra todos os lados.

“O Armin do futuro iria cair bem agora…” resmunguei baixo.

“Boreal… Que memorias você estava tendo?” Armin perguntava pra mim enquanto todos caminhavam entre as árvores tentando entender o que estava acontecendo.

“Eu… não sei. Eram coisas que eu já vivi, mas como se eu estivesse vivendo diferente. Eu não sei explicar. Será que eu misturei com alguma versão minha que viveu a mesma vida que eu?” perguntei em choque.

“Não tem nada de diferente que possa traçar?” Alexy perguntava.

“Sim… Uma… sala branca. Eu não lembro daquilo. Eu consigo ver com clareza essa sala branca, mas… Não tem sentido.” eu sentia minha cabeça doer enquanto tentava lembrar com clareza.

Eu fechei meu olho novamente com muita dor, chegava a sentir enjoo de tanta dor, e quanto abri eu estava em uma sala branca, completamente branca, sentada em uma cama.

Eu olhava pros lados e não tinha nada além de moveis brancos.

Era estranho.

Vi o Armin entrar pela porta e vir na minha direção, era o Armin do futuro, mas com uma roupa casual.

Eu tentava falar, mas não saia som algum.

Ele me deu água e começou a conversar comigo, mas sua voz estava abafada e eu não entendia nada que ele estava dizendo.

Eu fechei os olhos e quando abri estava no corredor novamente com todos a minha volta.

“Mais uma acordou!” Armin do passado gritava.

“Otimo, só falta o Castiel e o Armin do presente.” Nathaniel dizia.

Cada minuto que passava eu me sentia mais confusa.

“O que houve?” perguntei pro Alexy que estava próximo.

“A mesma coisa de antes, mas agora com todos. E você estava dormindo até agora. Armin do passado foi o primeiro a acordar.” dele respondia me dando água.

“Quem acordou primeiro?” perguntei.

“O Rémy.” eu ali fiquei meio apreensiva, pois ele parecia estranho o dia todo.

“Onde ele está?”

“Ele foi na direção da estufa.” sem aviso me levantei e fui até lá.

Estava sendo um dia muito difícil para mim.

“Rémy…?” chamei seu nome.

Ele se virou rapidamente pra mim, estava com a cara vermelha e parecia ter chorado.

Ele estava em silêncio, eu só abri os braços e ele agarrou meu tronco enquanto estava de joelhos e enterrou seu rosto em minha barriga e começou a chorar mais e mais sem falar nada.

Desde que Rémy decidiu deixar o loop temporal em que estava preso há tanto tempo ele demonstra medo constante de voltar pra aquilo. Eu não posso culpá-lo, ele está cansado de reviver tudo pra tentar viver. Mas agora, meu pensamento era apenas: será que ele lembrou das outras versões dele?

Se o cérebro dele pegar lembranças das outras versões dele, isso seria muito traumatizante…

“Lembrou de algo Rémy…?” perguntei.

Ele balançou a cabeça negativamente, aquilo me deu certo alívio.

Fiquei acariciando seus cabelos enquanto ele chorava mais.

Eu sabia que aquela situação era muito difícil para ele e eu queria fazer algo para ajudar. Perguntei se ele queria conversar e ele acenou positivamente com a cabeça.

Fomos caminhando juntos em direção a um banco perto da estufa, onde nos sentamos.

Eu sabia que não poderia fazer muito, mas queria ao menos tentar ajudá-lo a se sentir melhor.

"Rémy, eu não posso imaginar como deve ser difícil para você passar por tudo isso. Mas quero que saiba que estou aqui para te apoiar. Se você quiser conversar ou desabafar sobre qualquer coisa, eu estou aqui para ouvir", eu disse, tentando confortá-lo.

Ele me olhou no olho e pude ver a tristeza em seu olhar.

"É tão frustrante, você sabe? Eu sinto como se estivesse preso nesse loop temporal para sempre. Mesmo que tudo esteja diferente agora, não consigo evitar de me culpar por ter parado tudo… Olha a nosso redor, tudo destruido… Eu quero sair daqui, mas parece que não importa o que eu faça, eu sempre acabo voltando para o mesmo lugar. É uma sensação horrível", ele desabafou.

Eu entendi o que ele estava sentindo.

"Eu sei que é difícil, mas você não está sozinho nessa. Todos nós estamos passando por isso juntos. E nós vamos encontrar uma maneira de sair daqui, eu prometo. Agora não tem mais volta, você sabe disso né?", eu disse, tentando ser positiva.

Ele pareceu se acalmar um pouco e eu senti um pouco de alívio ao vê-lo sorrir.

“Esses flashes de todos? E se lembramos de algo que não devíamos? Por que está acontecendo isso agora? Porque nossas versões estão se fundindo?” ele falava apreensivo.

“Eu também não sei Rémy… Eu tô tão confusa quanto você. Mas sinto que tudo isso vai acabar em breve. Seja pra bem ou pra mal.”

“E você, lembrou de algo mãe?” ele perguntou.

“Eu agora pouco estava… em uma sala completamente branca com o Armin do futuro.”

Quando falei isso pensativa, pude notar o Rémy me olhando com espanto.

“Sala… branca?” ele dizia.

“Sim, um quarto, na verdade. Estranho né?”

Ele pausou suas expressões completamente antes de falar sem me olhar: “sim sim… estranho…” eu sentia que tinha algo estranho em sua expressão, algo a mais.

“O que houve?” perguntei.

“Nada não er… Obrigado por estar aqui por mim", ele disse, abraçando-me.

Eu, confusa, abracei-o de volta, sabendo que não podia fazer muito nem tirar a força o que ele estava sentindo.

"Sempre que precisar, estarei aqui", eu disse desconfiada da reação dele.

Ele se levantou assustado e foi até Armin do passado correndo me deixando ainda mais pensativa.

Priya se aproximou de mim e eu contei pra ela tudo que tinha acontecido.

Nós ficamos sentados ali por um tempo, conversando sobre coisas aleatórias, mas eu sabia que o que ele precisava era apenas alguém para conversar e desabafar, alguém envolvido diretamente nisso tudo…

Armin do passado? Nathaniel? Muitas pessoas que seriam uteis desapareceram nesse período de mudanças de dimensões estranhas que estávamos vivendo, e eu estava com medo…

Eu temia dormir, eu temia andar, eu temia piscar…

Estamos deixando grupos acordados pra tomar conta uns dos outros com medo de tudo se repetir. Escrevi isso enquanto tentava me manter acordada, era meu turno, mas preciso pedir para alguém me cobrir, minha pálpebra está fechando, estou exausta.

A vida é cheia de altos e baixos. Todos nós passamos por momentos difíceis em nossas vidas, mas também temos momentos de alegria e felicidade. É importante lembrar que tudo é temporário e que as dificuldades podem ser superadas. Se você está passando por um momento difícil, não desista. Encontre apoio em amigos e familiares, ou procure ajuda profissional se necessário. Lembre-se de que você é forte e capaz de superar qualquer obstáculo que a vida lhe apresentar. E não se esqueça de apreciar as coisas boas na vida e celebrar as pequenas vitórias.

Notas finais
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