Notas iniciais
Minha vida está UM CAOS To com bastante problemas pessoais e isso acarretou na demora pra responder peço desculpas ;^; Eu estava tentando responder na hora que lia, mas terminou que foi vó passando mal, horario desandando,eu passando madrugada fora por conta de hospital então puft Essa semana espero que tudo passe tranquilamente e eu não demore pra responder ninguem ;^; porque cada semana que passa minha vida tá um caos maior /3 Sobre o capitulo . . . Finalmente o Nathaniel está de volta ! Fiquei feliz de ver que ate quem não curtia ele ficou sentido por ele ♥ Amo vocÊs serio ♥

"N-Nath . . . Tá tudo bem . . . ?" Perguntei nervosa e receosa . . . Eu não sabia como agir diante da situação em que eu me encontrava.

Eu estava feliz em ver que o Nathaniel estava vivo, obviamente, mas era um baque pra mim ver que ele estava em uma cadeira de rodas.

Nathaniel então se aproximou mais de mim, ele olhava fixamente pra mim, estava sério, sem esboçar sorriso.

"Quanto tempo Boreal . . . " Ele dizia.

"Eu . . . Eu queria ter vindo antes mas--"

"Minha mãe já me explicou tudo. Não gaste sua saliva." Nathaniel então voltou com sua cadeira para onde estava antes de eu chegar.

Ele parecia tão sério, tão sem vida . . . Era horrível.

"N-Nathaniel . . . Eu to tão feliz que você esteja vivo. Eu não conseguia parar de pensar nessa situação toda."

"Sim . . . Acho que Deus me mantém vivo pra brincar com a minha vida. Devo ser um boneco onde ele descarrega toda a frustração e fúria dele." O Nathaniel falou friamente.

Não só suas palavras soavam frias, mas seu olhar também.

"N-Nathaniel . . . Tá tudo bem . . . ?"

"Claro que não. Já viu meu estado ?!" Ele meio que gritou enquanto falava isso . . . E aquilo me chocou. Eu fiquei realmente sem o que falar, só conseguia olhar assustada pra ele, e ele ofegante olhava pra mim.

"Desculpe . . . " Nathaniel então moveu a cadeira de volta para onde ele estava inicialmente antes de eu chegar e encostou no banco.

Eu fiquei um pouco estática e tonta com a situação, mas logo me aproximei dele.

"Nath . . . Se quiser eu vou embora . . . Não esperava que fosse perturba-lo tanto."

"Não . . . Desculpa mesmo. Eu só . . . Estou estressado. Eu passei quase 2 meses sem falar com ninguém que não fosse médico ou meus pais . . . E quando finalmente saio daquele hospital eu simplesmente não posso andar . . . " Nathaniel parecia estar em uma pilha de nervos . . . E eu entendo o estado dele.

"Eu sei que pode soar cruel até certo ponto mas . . . Estou grata que você está nessa cadeira de rodas ao invés de morto . . . Eu estava . . . Perdida."

Nathaniel nesse momento sorriu, respirou fundo e finalmente falou algo mais "gentil".

"Como tem andado as coisas ?"

"Porque está falando de forma tão formal ? Você nunca falou assim comigo . . . "

"Acho que perdi o jeito pra falar com as pessoas . . . Desculpe novamente . . . " ele estava com um sorriso bem leve e sem graça . . . Parecia forçado.

"Pois eu dei sorte então ! Sou um alienígena ! Olha que maravilha ! Você então não perdeu o jeito de falar comigo." Nesse momento ele sorriu, e dessa vez não parecia forçado.

"Você mudou . . . " Ele dizia.

"Você também mudou Nath."

Nós nos olhamos por um tempo, e por fim, o Nathaniel elogiou minha postura.

"Você parece mais confiante. Está falando coisas que não falava antes . . . E está cada vez mais similar a você da linha temporal em que vim."

"Estou ? Deve ser confiança ! Eu descobri que tenho memória fotográfica Nath !"

"Isso explica muita coisa ! Inclusive sobre você da outra linha . . . Você nunca esqueceu de data de nada. Sempre teve notas altíssimas. Será que você sabia dessa sua capacidade ?" Nath questionou.

"Olha . . . Não sei. Pode ser só que eu era mais confiante mesmo. Eu nunca fui confiante comigo mesma . . . Saber dessa habilidade me tornou confiante. Talvez eu não soubesse na outra linha também e se soubesse ficasse ainda mais esperta." Nathaniel estava um pouco mais sorridente, porém, ainda aprecia forçado.

"Mas sério . . . Como tem ido as coisas ? Faz tempo que eu não sei nada sobre você."

"Ken não lembra de mim, tentei contato com ele mas foi em vão . . . Armin também não, mas agora tem noção de tudo que aconteceu pois ele leu meu diário . . . Castiel está morto . . . " nessa hora vi o Nath ficar em silêncio.

"Ele está realmente morto então . . . ?" Deve ser difícil pra ele, mesmo com toda rivalidade eles eram amigos de uma forma estranha.

"Armin está querendo dar um jeito de voltar no tempo com o receptor . . . A pessoa que estava em posse do meu diário devolveu o receptor para o Armin."

"A pessoa ? ? Como assim ?" Nathaniel estava assustado.

"Sim . . . Alguém se apossou do meu diário. Depois que você foi perfurado pela Ambre, eu fui atrás dela com o Castiel.

Deixei meu diário com o Armin e aparentemente nesse período o Armin sabia que ia ter a memória apagada, teve acesso a informações a mais das quais ele não podia compartilhar e entregou o diário pra pessoa que deu as informações pra ele. Essa pessoa guardou meu diário e o receptor esse tempo todo e entregou pro Armin a algumas semanas. O Armin se refere a pessoa como "ele". Depois eu mostro pra você a entrada no diário que o Armin fez como recado pra mim."

Nathaniel estava concentrado em cada palavra minha e parecia pensativo . . .

"É um viajante temporal . . . Com certeza." ele falou pensativo.

"Bem, deduzimos isso também mas . . . "

"Não é dedução, é um viajante. Só um viajante poderia fazer isso tudo sem deixar rastros, saber como agir e informações cruciais . . . Tem mais . . . Por algum motivo eu acho que é a mesma pessoa que me trouxe pra cá." Quando o Nath falou isso eu fiquei um pouco chocada. Em momento algum eu havia cogitado a ideia "dele" ser a mesma pessoa que deu todas as informações e a oportunidade pro Nathaniel e sua família virem pro passado. Mas analisando os pontos . . . Tem sentido.

"O que levou você a essa afirmação com tanta certeza ?" perguntei.

"Não sei . . . É a única pessoa que eu acho que pode ser o viajante extra que não se encontra na minha família. Além do mais . . . Seu diário . . . Crucial ? Eu . . . Estou com minhas desconfianças . . . Preciso pensar . . . "

Eu e o Nathaniel ficamos em silêncio. Seu olhar melancólico não saia de seu rosto.

"Sua cadeira é temporária ?" Perguntei esperançosa.

"Duvido muito . . . Mas tanto faz. Tudo na minha vida vai de mal a pior, mais uma coisa não faz diferença."

"Não diga isso Nath ! Você está vivo e é isso que importa."

"Esse pensamento mesquinho . . . Se fosse em outra situação eu agradeceria minha vida, mas eu estou sempre passando por coisas horríveis desde que nasci. Porque Deus faz isso comigo ? Eu sempre me culpei por tudo e sempre acreditei que tudo que me acontecia era castigo, mas sinceramente ? Eu tive tempo suficiente pra pensar nisso . . . Eu era uma criança batalhando pra viver com minha família quando nossa vida quase foi tomada. Porque passávamos tantas coisas ? Eu estava sendo castigado porque ? E o Castiel ? Ele era uma criança gentil que ajudava a todos ! Porque ele passou por essas coisas horríveis ? É por essas e outras que eu não sei se vou continuar seguindo uma coisa que me odeia . . . " Era horrível ouvir aquilo do Nathaniel.

Mesmo sem ser religiosa eu sempre achei admirável a fé dele. Ali pra mim foi a maior prova de que ele não estava bem com tudo isso. Ele estava destruindo seu apoio, e sem esse apoio eu tenho certeza que ele vai cair mais feio que antes.

"Nath não diga isso . . . Uma das coisas que mais admiro em você é sua fé !" tentei amenizar.

"Fé em um Deus que me detesta ? Que descarrega todo o ódio dele em crianças que não fizeram nada ?!" Ele gritava ainda mais.

Sabe, pra mim é difícil discutir sobre religião quando não sigo nenhuma e nem acredito muito nessas coisas . . . Mas mesmo tendo certa descrença eu não queria ver ele perder a dele.

Eu realmente gostava de ver a fé dele nas coisas, ver ele depositando esperança em algo.

E eu não podia deixar aquela chama se apagar.

Foi difícil achar palavras pra retrucar ele já que eu não sabia como funcionava a crença dele, mas espero que minhas palavras tenham o atingido de forma positiva.

"Nath . . . Deus com certeza está se esforçando. Mas não tem aquela historia de livre arbítrio ? Ele não controla as atitudes das pessoas a sua volta. Acredito que ele tente, se esforce mas não de pra contornar tudo.

Se o Castiel sofreu, foi porque seus pais fizeram o ritual. Ele não tinha como controlar seus pais, no máximo proteger ele e tentar guiar o Castiel. E foi o que ele fez.

Você e sua família . . . E se o rapaz do futuro tiver sido enviado como uma forma de salvação ? Você mesmo disse que outras famílias se matavam por comida e que vocês se mantinham unidos.

Vocês tiveram essa oportunidade que as outras famílias não tiveram . . . "

Nathaniel se calou e não falou mais nada . . . Eu não sei o que isso fez pra ele.

Se minhas palavras o atingiram positivamente. Só sei que seu olhar estava menos melancólico e mais pensativo.

Talvez ele tenha pensado sobre o que falei.

Talvez ele tenha pensado sobre a vida . . . Nunca saberei.

Eu estava sentada no banco ao lado da cadeira do Nath. Estávamos em silêncio e era noite.

O vento era frio porém refrescante de alguma forma.

As luzes que se acendiam eram da mureta e não eram fortes demais.

Estava mais escuro do que quando eu cheguei . . . Eu realmente nem tinha sentido que havia passado tanto tempo.

"Nath . . . Você vai voltar a ir pra escola quando ?"

"Não sei . . . Estou um pouco sem jeito de sair de casa com . . . "isso" . .. " Nathaniel realmente não estava aceitando bem a cadeira.

"Eu vou contigo ! Mas volte logo . . . Quero que conheça o Armin logo . . . De novo" era engraçado dizer isso, e o Nath pareceu compartilhar do mesmo pensamento que eu e logo se pôs a rir coma situação de ter que conhecer o Armin "de novo"

"Porque quer tanto me ajudar . . . ? Pena ? Você não me deve nada." ele fechou logo a cara. Nathaniel estava sempre na defensiva. Eu nunca vi ele agir assim . . . Deve estar sendo tudo muito difícil pra ele.

"Não sei se lembra mas vou refrescar sua memória: Antes de você ganhar um rombo no tronco tínhamos nos reatado . . . E eu realmente queria isso.

Eu estou fazendo isso porque EU QUERO. Assim como você sempre me ajudou e ajudou os outros porque quis. Nunca teve nada a ver com pena . . . Ou estou errada sobre você ?"

Nathaniel então se silenciou e completou.

"E porque demorou tanto pra vir . . . Minha mãe falou que não conseguia contato mas . . . "

"LYSANDRE ME ENGANOU ! Ele falou que você estava morto, desligado da organização e quando ele atendeu meu celular, calhou de ser sua mãe ! Deve ter algo a ver com meu magnetismo, não sei . . . Só sei que ele simplesmente mentiu pra mim dizendo que era engano . . .Eu não consegui entrar em contato esse tempo todo. Acreditei que estavam com raiva de mim pelo que fiz com a Ambre."

"Sim fui afastado da organização por conta da gravidade do meu ferimento . . . Mas eles estão me mantendo com memória. Dizem que sou útil. . . Desculpe apontar o dedo na sua cara dessa forma . . .Estou muito tenso e preocupado com muitas coisas."

Nath então escorou a cabeça dele no meu ombro, aquilo me deixou feliz . . . E eu acabei soltando algumas lágrimas.

Era uma mistura de emoções, desde felicidade à tristeza.

"Não quero que nada mude entendeu ? Você estar em uma cadeira de rodas não significa nada. Gosto de você da mesma forma e quero ficar do seu lado." Eu então segurei a mão do Nathaniel e ele pareceu se emocionar. Mesmo mantendo o olhar melancólico parecia ter um agradecimento no fundo de seus olhos . . . Talvez ele estivesse com o mesmo sentimento que o Lysandre, medo de perda, julgamento.

Eu expliquei tudo que estava acontecendo desde o sumiço dele.

Sobre o Lysandre estar paranoico e ter se declarado pra mim.

Sobre a morte do Castiel ser suspeita devido ao corpo limpo dele sem hematomas ou qualquer ferimento.

Sobre a Iris ser irmã do Lysandre.

Sobre o Armin não lembrar da gente mas ter noção de tudo e estar se esforçando tanto quanto antes.

Sobre a vinda do Dake e o quanto ele está ajudando no grupo.

E o que pareceu ter chamado mais atenção dele de tudo que contei: A diretora.

"Porque você estava na sala da diretora ?? A organização não te levou ? Policia ? Hospital ??"

"Não . . . Eu acordei lá e a diretora me olhava sorridente de uma forma creepy. O Armin desconfia MUITO disso e ele tem investigado isso com o Dakota . . .

Entretanto, de acordo com as pesquisas, todas as fichas estão normais e não tem nada suspeito. Armin parece ter ficado mais encucado com isso do que com os demais fatos em si"

A mãe do Nath veio ver a gente, Nathaniel parecia bem mais gentil e ele chamou sua mãe carinhosamente para perto de nós.

"Mãe, deseja algo ?" apesar de triste ele falava carinhosamente com ela, e aquilo em fez sorrir involuntariamente.

"Só vim ver se estava tudo bem. Fico feliz de te ver mais pra cima filho." Adelaide alisava os cabelos do Nathaniel.

"Mas está tarde. Logo dará 22:00. Acho melhor entrarem, está bem frio aqui fora." quando ela falou isso eu reparei o quão tarde estava e que eu devia voltar pra casa.

"Se quiser ligo para seus pais querida. Eu explico tudo e eles com certeza deixarão que durma aqui." Adelaide dizia.

"Não é esse o problema . . . Deixei um amigo em casa. Ele ia dormir lá em casa hoje. Acho meio errado deixar ele sozinho."

"Amigo ? Quem ?" Nathaniel pareceu incomodado, mas como sempre posou como se não estivesse.

"O Armin. Ele tem feito minha casa de quartel general. E hoje ele ia dormir lá em casa por conta de maior parte das coisas estarem lá. Minha mãe sabe de tudo e está ajudando e apoiando" ao falar isso o Nath pareceu aliviado. Me atrevo a dizer que ele ficou com ciúmes por uns segundos, e aquilo foi fofo e me fez sorrir.

Nath então ligou para um táxi e ficou próximo do portão esperando comigo.

Pra mim era incrível como ele se movimentava tão bem com a cadeira. Eu nunca fui acostumada ou sequer vi pessoas em cadeiras de rodas, essa é a verdade, então ver o Nath naquele estado se virando tão bem sozinho foi espantoso pra mim.

Eu evitei puxar assuntos pois sabia que ele estava chateado, então só fiquei ali contemplando o silêncio de sua companhia.

É engraçado como quando estamos com pessoas que gostamos e consideramos agradável, qualquer coisa parece melhor e divertira.

Até algo banal como ficar sem fazer nada em silêncio.

"Parece que finalmente você está alta não é mesmo ?" Nathaniel falou sem mais nem menos rindo de leve.

Parecia um pouco triste porém eu via esforço vindo dele pra tentar descontrair o clima, simplesmente tentei seguir seu ritmo.

"Pois é ! Uma hora eu sabia que ia crescer depois de beber tanto leite ! Demorou mas foi !" nós dois rimos um pouco e logo ficamos sérios nos encarando.

Pude ouvir o Táxi chegar.

Adelaide abriu o portão e antes de eu ir ela me abraçou enquanto agradecia enquanto pedia que eu retornasse, retribui o abraço e em seguida me abaixei para abraçar o Nathaniel.

Eu queria poder beija-lo, eu sentia tanta falta dele e mal tive contato físico com ele . . .Mas pelo seu estado mental eu optei por não fazer nada, somente o abracei.

Eu não sabia quais eram suas intenções comigo, com as pessoas, com a vida, então preferi não ousar.

Ali eu soube suas intenções, pelo menos comigo.

Ele me beijou.

Sim, como despedida ELE tomou a iniciativa e me beijou.

Um beijo rápido mas que me fez entender bem suas intenções.

Eu tive medo dele querer se afastar de mim e fiquei muito grata e feliz de ver que não era sua intenção.

"Até amanhã" ele dizia sorrindo.

Eu entrei no Táxi e pude sentir que meu sorriso não saia do meu rosto.

Era contra minha vontade, e aquilo era maravilhoso.

Armin voltou a ser meu amigo, agora Nathaniel estava vivo e disposto a continuar com o que começamos . . . Tudo me fazia sorrir.

Mas logo meus pensamentos eram inundados pelo Lysandre e sua postura mentirosa seguido de um Castiel morto e um Ken sem memória . . .

Por hora, vamos nos concentrar somente nas coisas boas não é mesmo ? Sim.

Cheguei em casa e estava o Armin e minha mãe na sala conversando.

"Ué, voltou ? Pensei que fosse dormir na casa do Nathaniel" Armin dizia.

"Não. Voltei por sua causa mesmo !"

"E como ele está filha ?!" Minha mãe parecia desesperada por noticias, isso me deixava bastante feliz.

"Ele está bem na medida do possível . . . Porém, ele agora está em cadeira de rodas . . . " o silêncio tomou conta da sala.

Ninguém falou mais nada.

Era como se a minha frase tivesse sugado todo o som do ambiente, até as respirações.

Mas meu pai trouxe som de volta ao local ao entrar na sala dando boa noite.

"Boa noite pai." Eu respondia.

"Que clima tenso é esse ?" Ele perguntava enquanto voltávamos para o silêncio anterior.

"Eu vou subir pro meu quarto com o Armin ok ?" Eu interrompi antes que eles começassem a falar disso. Eu realmente não queria falar sobre isso. Até mesmo porque eu me sentia mal de ver tratarem esse assunto como algo tão delicado.

Não que não fosse mas . . . Eles exageravam na cautela, e isso tornava tudo mais desagradável. Eu estava incomodada pelo Nath que sequer estava no ambiente.

Eu acho que se eu julgar o estado em que o Nath se encontra dou direito das pessoas me acharem incapaz por conta de um olho só.

Muitos me tratam como se eu tivesse visão limitada, e isso é incomodo. Mas ao menos eu nasci assim.

Nathaniel vai passar por toda uma adaptação nova.

Eu me tranquei com o Armin no quarto.

". . . Nathaniel tá paraplégico . . . ?" Armin repetia.

"Pode ser temporário. Nem ele sabe responder."

"Pela gravidade do ferimento que você descreveu no diário acho que é definitivo."

"PARA DE FALAR ESSAS BOSTAS ARMIN ! ELE VAI MELHORAR !" ouvir que é impossível ou que o problema é definitivo pra mim é horrível.

Se bem que . . . Não é um problema . . . Certo ?

Ele está vivo e é totalmente independente. Acho que o problema só existe porque a vida dele é problemática, mas a cadeira de rodas em si não é um problema real.

Então . . . Se for definitivo, nada irá mudar. NADA.

"Onde está o Lysandre e o Dakota ?" perguntei cortando o Armin que se deitava na minha cama.

"Foram pra suas devidas casas. O clima ficou bem tenso depois que você saiu. Até o Dakota concordou, e pra ele concordar é porque a coisa realmente estava tensa."

"Como está o Lysandre ?" Eu estava preocupada . . . Na hora da raiva eu falei algo que não devia.

Eu ia recusar ele de qualquer jeito, mas a forma como fiz . . . Reconheço que exagerei.

"Bem . . . Como era de se esperar ele não está nada bem . . . Sei que se chateou com ele mas fale com ele depois. Ele errou MUITO mas ele realmente tem uma vida muito complicada e gosta muito de você.

Basta olhar um pouco pra ele pra ver que ele é dedicado a você.

Ele só quer . . . Atenção e carinho. O garoto foi jogado no lixo, tem consciência de como deve ser horrível saber que seus pais te consideravam nada mais que lixo ? E ele perdeu muita gente importante . . . Lysandre entre nós todos e todos os que li descrições em seu diário, é o que tem mais problemas psicológicos, eu não tenho duvidas." Eu já estava pensando em me desculpar, mas as palavras do Armin só serviram pra reafirmar.

Eu então decidi escrever no diário, passar a limpo tudo.

Deitei em um lado da cama para escrever enquanto ele se deitava do outro lado e mexia em seu note.

Estava tudo indo bem, quando fui interrompida . . . Minha mãe me chamou lá em baixo gritando.

Eu falei pro Armin que já voltaria e atendi o chamado de minha mãe na sala.

"Você tem visita Boreal" Ela dizia nervosa enquanto dava espaço para alguém passar atrás dela em minha direção.

Era o pai do Ken.

"Boreal . . . Vim apenas deixar um aviso para você e sua família. Não tentem qualquer aproximação com meu filho de novo." Ele dizia sério.

Eu realmente não havia entendido.

O pai do Ken parecia estar carregando muita raiva em seus olhos enquanto olhava fixamente pra mim.

Notas finais
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