Notas iniciais
Antes de mais nada: Chino ao lançar o cap 30 me salvou adhuiasdh Afinal, eu ia improvisar a imagem com uma das imagens dela E o fato desse cap 30 ter a imagem perfeita pro cap de hoje, me ajudou muito c: O cap tava pronto mas tava sem imagem :c /sad E aqui se encerra "essa temporada" É engraçado me referir assim a fic asudhh xD Bem, esse REALMENTE é o ultimo cap desse arco. Tudo que ficou em aberto foi de propósito. O próximo capitulo será um prólogo entre esse arco e o próximo (igual teve da ultima vez) E o próximo arco pretendo desvendar TUDO que falta. (ou pelo menos mais de 90% das questões da fic) Eu chamo o arco seguinte de "arco do Lysandre" por focar muito nele, porém, vai focar nas pontas soltas de todo mundo De qualquer forma . . . Leia esse cap ciente que "a próxima temporada" já começa sábado que vem Então se for pra se desesperar . . . Fica a vontade c: Mas lembrem-se: A historia é uma montanha russa :} Boa leitura Aguardo muito capslock ♥ -q

Acordei em casa

Eu estava muito assustada depois do que aconteceu.

As lembranças eram nítidas. Aquilo claramente não havia sido um sonho ou algo do tipo . . .

Eu acordei já desesperada.

Eu estava com outra roupa e na minha cama.

Minha mãe e meu pai estavam sentados na minha frente.

"GRAÇAS A DEUS ACORDOU FILHA !" minha mãe me abraçou desesperada.

"CADÊ O NATHANIEL ?!" era a única coisa que eu conseguia pensar !

Afinal, a ultima lembrança que eu tinha dele era sendo perfurado pela própria irmã.

Minha mãe e meu pai abaixaram a cabeça e pareciam esconder algo . . . Aquilo fez subir um arrepio em mim . . . Eu senti meu coração gelar de tal forma que . . . Eu não consigo definir em palavras.

"Mãe o que aconteceu com o Nathaniel . . . ?" Eu tremia de medo de ouvir o pior.

"Filha . . . Não nos deram informação nenhuma sobre ele . . . Por favor se acalme porque--"

"EU VOU LÁ AGORA !!!" Eu já gritei me levantando e sendo segurada.

"Eles levaram o Nathaniel pra um hospital ! Pelo que o médico falou o ferimento fez um estrago enorme . . . Fique por favor ! Ele só me explicou o básico do que houve . . . Filha poderia me contar melhor o que aconteceu ?"

Eu me soltei desesperada ignorando minha mãe e ao tentar ir pra porta eu mal tinha forças.

"Eles colocaram você no soro por um tempo, até porque a Ambre chegou a feri-la também enquanto estava inconsciente. Por sorte a mãe do Nathaniel chegou a tempo do estrago ser maior e sua regeneração ajudou na recuperação . . . Os médicos da família do Nathaniel sabiam que você precisava de tratamento especial e guardam segredos, eles trataram você aqui em casa mesmo.

Sem mais nem menos trouxeram você e cuidaram devidamente de seus ferimentos . . . Mas você sabe o que vai ter que fazer pra ficar bem filha . . . "

Nessa hora olhei pro meu pai, ele aparentemente havia descoberto tudo, ou minha mãe havia contado . . .

"Eu não tenho força pra sair mais né . . . ? Me deixem sozinha . . . " falei irritada, triste, uma mistura de sentimentos.

Eles não pensaram duas vezes . . . Eles sabiam como eu estava, afinal, era uma grande perda.

Eu tinha acabado de resolver minha "vida" e decidem tirar ela diante do meu olho . . .

Eu não sabia como reagir . . .

Enquanto estava sozinha eu tentei ligar inúmeras vezes pra família do Nathaniel, só chamava e ninguém atendia.

Eu precisava saber o que estava acontecendo com ele . . .

Então eu lembrei de uma coisa: Armin.

Liguei desesperada pro Armin naquele momento.

"Plena madrugada você me ligando . . . Não me diga que é pra falar da sua tarde emocionante com o Castiel ?" Foi a primeira coisa que ele falou ao atender, e ele parecia de saco cheio como sempre.

"Nathaniel . . . Ele . . . A Ambre . . . " ao falar isso eu comecei a chorar, eu não conseguia falar. Não conseguia falar coisas horríveis sobre o estado do Nathaniel . . .

Um silêncio súbito ficou do outro lado da linha.

"Armin . . . Por favor . . . Venha aqui em casa, eu te imploro" Eu estava chorando muito, e era muito difícil pra mim falar qualquer coisa.

Ele continuou em silencio.

"Eu . . . Não tenho condução essa hora. . . " Ele falou muito apático, não aquele apático de sempre, mas algo como assustado mesmo.

". . . Tudo bem . . . Desculpe . . . " Eu desliguei sem pensar duas vezes.

Era insuportável a ideia de ficar ali deitada parada enquanto não sabia o paradeiro do Nathaniel.

Eu tentei entrar em contato com todos da casa. . . Até a Ambre ! Mas ninguém atendia . . .

Eu estava muito fraca, e meu corpo tinha marcas supostamente feitas pela Ambre.

Eram rasgos na parte do peito e alguns no rosto.

Era uma coisa profunda e nem se comparava aos rasgos que o Castiel fazia em mim . . .

Eu fiquei pensando me martirizando por horas . . . Era insuportável.

Eu estava sozinha, ninguém poderia me ajudar agora . . . Castiel não teria nem sentido pedir ajuda pra ele agora, Lysandre e Ken também não, Armin era minha ultima esperança, e bem, eu não pude contar com ele, e nem era culpa dele.

Sinceramente eu estava sem esperanças aquela hora.

Eu fiquei realmente por horas me martirizando no quarto. Eu me sentia uma aleijada.

Eu tentava levantar mas . . . Era inútil.

Foi quando eu ouvi algo na minha janela . . .

A primeira coisa que pensei foi no Castiel . . . Pleno principio de madrugada e alguém na minha janela . . .

Com grande dificuldade eu fui até a janela, eu realmente fiquei impressionada de como eu estava fraca.

De dia eu estava bem, em poucas horas e com alguns acontecimentos eu estava tão ruim quanto se não pior que da ultima vez que fiquei assim . . .

Se faz 2 meses que estou com esse pacto é muito. . . E eu já estou precisando da minha segunda vitima . . .

Ao abrir a janela, pro meu espanto, não era o Castiel . . . Era o Armin.

Ele diferente do Castiel não estava pendurado na janela, estava lá embaixo com um carro parado me olhando.

Provavelmente ele jogou algo na minha janela pra chamar minha atenção.

Eu não sabia o que fazer . . .

Meus pais estavam lá na sala até agora preocupados.

Eu estava fraca, não conseguiria fugir . . . Eles jamais me deixariam sair nesse estado mesmo sendo por um motivo nobre, até porque da ultima vez que eu havia saído, deu no que deu . . . Eu realmente estava sem solução.

Eu fiquei só olhando pela janela pro Armin, perdida, sem saber o que fazer.

Foi quando ele puxou o celular e começou a me mandar mensagem.

Ele perguntou porque eu não descia.

Expliquei rapidamente pra ele a situação toda de que não poderia sair, e que teria que sair escondida independente da confiança que minha mãe tinha nele, fora que eu estava muito fraca.

Ela não iria querer que eu ficasse envolvida nisso tudo.

Enquanto eu mandava mensagem eu estava sentada na janela olhando pra ele . . .

Ele foi até o porta malas e pegou uma escada, silenciosamente ele posicionou ela na minha sacada e subiu.

"Armin ! De onde veio essa escada ?!" Eu falei espantada. Ele só tampou minha boca e bem baixo perguntou se eu tinha forças pra descer, balancei a cabeça positivamente e comecei a descer com ele, ele desceu primeiro e acompanhava meus passos caso eu caísse ou algo do tipo.

Após nossa descida ele abriu a porta do carro, me colocou dentro e silenciosamente fechou a escada e guardou.

Em poucos minutos estávamos longe da minha casa.

"De quem é esse carro ?" Perguntei em meio a nossa "fuga".

"Do meu pai. Por isso a escada no porta malas." ele respondeu seco.

"Ele sabe que você pegou o carro dele no meio da madrugada ?" perguntei novamente.

"Talvez."

"E ele não vai brigar contigo ?" perguntei pela ultima vez.

"Não. Diferente de você eu tenho um relacionamento de confiança com meus pais e ele provavelmente não vai brigar comigo. Ele sabe que sei me virar e que se eu estou fazendo algo do tipo no meio da madrugada não é porque quero brincar, bancar o rebelde ou algo do tipo." aquilo foi um pouco doloroso de ouvir . . . Porque o Armin provou pra mim com minha própria mãe que eu poderia confiar nela. . . Eu não me acho toda errada sabe ?

Porque são casos e casos. Sim, eu julguei mal minha mãe, mas se fosse outra mãe talvez não agisse bem a tudo isso . . . Não importa mais de qualquer forma.

Em meio ao silêncio, Armin dirigia pra longe e cada vez mais longe.

"Armin, pode me levar na casa do Nathaniel . . . ?" Eu falei.

"Eu já estou fazendo isso." admito que foi uma surpresa pra mim.

Ele estava concentrado e sério.

"O que aconteceu ? Resuma." sem olhar pra mim ele pediu informações.

". . . Ontem eu deixei o Castiel na casa dele, falei que não queria mais nada com ele e fui pra casa do Nathaniel. Eu queria me desculpar por tudo que fiz . . . Estou enxergando que fiz muita burrada esses dias.

Nós nos resolvemos, contei pra ele sobre a doença do meu pai que era similar a que ele enfrentou no futuro e que a mesma que matou a Ambre . . . Ela então invadiu o quarto dele e muito enfurecida e tentou me matar, mas o Nathaniel não permitiu e me defendeu com o próprio corpo . . . Eu estou bem fraca por conta do pacto com ela, e eu desmaiei em meio a isso tudo.

Tudo que lembro é dele com um buraco enorme no tronco.

Me levaram pra casa após eu também ser atacada pela Ambre e . . . Aqui estou. Ninguém sabe o que houve com o Nathaniel. Eu preciso descobrir . . . Ninguém atende minhas ligações. "

Armin ficou em silencio, ele parecia preocupado.

Chegamos em frente a casa do Nathaniel . . . Eu estava com medo de descobrir o que houve . . . Eu estava com medo de ouvir o pior . . .

Eu tentei sair do carro mas Armin só encostou na minha perna me mandando ficar dentro do carro.

"Mas Armin eu quero saber o que houve . . . E--"

"Não. Você está fraca. Pode deixar que você vai saber." Armin estava com uma postura totalmente diferente.

Ele não soltou nenhuma piada desde que nos encontramos . . . Aquilo era a prova de que ele realmente estava levando tudo a sério demais.

Armin então tocou o interfone.

Ninguém atendia . . .

Após uns 15 minutos esperando alguma resposta enquanto tocava repentinamente o interfone, ele já estava sentado no portão e quase desistindo. . . O portão se abriu . . . Ambre atendeu.

Eu já comecei a sentir uma bola no estômago, um enjoo horrível de raiva, desgosto, tudo.

Armin pareceu 'se armar' pra cima dela.

"Ambre . . . "

Ambre olhou pra mim, olhou pro Armin e sorriu.

"Ora, o que fazem aqui ? Veio pra que eu terminasse o que comecei mais cedo ?" Ambre falou indo pra perto do carro onde eu me encontrava, Armin então tomou a frente da Ambre e ficou entre ela e o carro.

"Só queremos saber como está o Nathaniel, mais nada." ele estava muito sério.

"Ah o Nathaniel ? Aquele inútil ? Ele morreu, obviamente. Achavam mesmo que um ser fraco daqueles ia sobreviver a um buraco enorme daqueles ? Se ele tivesse sido mais esperto teria feito o pacto comigo, talvez assim sobrevivesse." Ela ria vitoriosa.

Armin só voltou pro carro em silêncio e fechando as portas ele foi embora.

Ele não perguntou nada a mais . . . Ele só saiu do local.

Eu comecei a tremer mais e mais . . . Estava incrédula . . . Estou incrédula até agora.

Armin não falava nada, mas eu podia ouvir sua respiração profunda.

Após dirigir por alguns minutos ele parou na beira de uma ponte, a ponte que ligava a área onde eu morava com a área onde o Nathaniel morava e ele saiu do carro.

Ele não falava nada, só ficou parado olhando pro mar em silêncio.

Com grande dificuldade eu saí do carro e tentei ir até ele me apoiando nas coisas, em meio a isso eu caí. Eu ainda estou com a força sobre humana . . . Mas minhas pernas não estão aguentando o peso do meu próprio corpo.

Armin virou muito agressivo pra mim "EU FALEI PRA NÃO SAIR DO CARRO !!" Ele gritou enquanto eu estava caída no chão.

Pude ver que ele estava com os olhos lacrimejando. . . Ele formou um vinculo grande com o Nathaniel.

Ele e o Nathaniel viraram grandes amigos . . . Não é a toa que ele tomava as dores do Nathaniel quanto a mim.E ele não gosta de perder a postura, principalmente porque ele sabe que eu estava em estado de choque, ele perdendo a postura na minha frente na concepção dele, me faria fraquejar mais . . .

Ao ouvir ele gritar comigo e ver ele chorando eu desabei de chorar de vez.

Se eu já estava mal com a situação, aquilo me deixou pior . . .

Armin respirou fundo e foi até mim me ajudando a levantar.

"Desculpa . . . Eu . . . Não consigo pensar que não foi blefe o que a Ambre disse."

"Armin . . . Ele estava muito ferido . . . Eu . . . To com medo . . . " Então o próprio Armin me abraçou.

Estava mais frio que o normal o ambiente.

Talvez minha fraqueza tenha ajudado, talvez meu nervosismo, talvez o fato de ser madrugada os dois estarem em frente ao mar, talvez tudo misturado . . . Mas foi horrível.

Eu pude sentir no abraço do Armin que ele também tremia. Assim como pude sentir que ele também chorava, porém, segurando com todas as forças.

Ele meio que impedia que eu levantasse o rosto, eu tenho certeza que ele queria esconder que estava fraquejando ali. Ele tenta sempre ser o pilar de todo mundo, principalmente o meu.

"Armin . . . Me ajuda . . . ?" Eu falei.

"Com que . . . ?" ele perguntou sem me deixar olhar pra ele.

"Quero matar alguém . . . Quero recuperar minhas forças." ele então finalmente me afastou do peito dele e me olhou espantado. Armin realmente estava chorando, mas ali acho que interrompi suas lágrimas.

"Você decidiu isso sozinha ?"

"Sim . . . Me ajude a achar um criminoso . . . Eu . . . Sou contra matar criminosos também mas já que preciso sobreviver, eu prefiro que seja uma pessoa que fez algo errado . . . " falei.

"Sabe que estou orgulhoso né ?" ele então sorriu finalmente, tudo que fiz foi perguntar o porque, e recebi uma resposta que me reconfortou naquele momento.

"O Nathaniel voltou no tempo pra te manter viva, ele usou o próprio corpo pra te manter viva . . . Se você jogasse sua vida fora assim eu acho que EU ficaria muito irritado contigo por ter desperdiçado a vida dele assim." Armin falou gentilmente.

Em poucos minutos estávamos novamente no carro.

Eu não levei celular pois sabia que meus pais me ligariam sem parar . . . E eu queria fazer as coisas por minha conta . . .

Armin pegou um notebook no banco de trás do carro e começou a abrir inúmeros arquivos.

"Aqui está nossa vitima." ele dizia abrindo uma pasta.

Nessa pasta tinha varias fotos, mais outras pastas e um arquivo de texto.

"Quem é esse . . . ?" Eu perguntei.

"Esse homem se chama Viktor. Ele frequenta bares e boates do outro lado da cidade onde o Nathaniel vive.

Eu coleto informações de alguns criminosos volta e meia pra caso de emergência e de utilidade.

Esse homem seduz meninas em festas com o porte da Ambre: ricas, jovens e bobas.

O intuito dele é pegar o dinheiro delas e matar as vitimas depois.

Ele faz isso tudo de forma muito minuciosa.

Ele me chamou atenção depois de ter pego uma das meninas do colégio por engano, a Lynn.

Ela falava comigo as vezes, e o desaparecimento dela chamou minha atenção.

Eles "namoraram" um tempo antes dela desaparecer. Mas como tudo que ocorre com os alunos de Sweet Amoris, deu em nada e encerraram as investigações antes mesmo de começarem dando como se a menina tivesse fugido com o namorado. Eu não fiquei satisfeito e fui atrás já que procurar criminosos sempre foi um hobby meu."

Armin me mostrava as fotos do homem, ele inclusive tinha fotos do cara com as vitimas.

"Armin . . .Porque você procura coisas sobre criminosos ? Esse cara até tem sentido já que você conhecia alguém relacionado à ele mas . . . E os outros ?" eu realmente estava confusa com esse "hobby" dele.

"Falta do que fazer, só isso.

Sabe . . . Eu sempre falei pra você que acho minha vida sem emoção e sem graça, assim como já falei que gosto que dependam de mim. Eu sempre tentei por emoção na minha vida eu mesmo.

Essa é uma das minhas formas de tornar minha vida emocionante e sentir que as pessoas dependem de mim.

Ir atrás dessas informações é arriscado e é algo que ninguém tem coragem de tomar frente. Eu tenho.

É desafiador, porém . . . Desde que conheci você achei coisas mais interessantes pra me ocupar, afinal, alienígenas e seitas são mais interessantes do que um criminoso sedutor.

Só nunca fiz nada contra esse cara porque eu não tinha informações o suficiente pra por ele em uma cadeia. Ele já recebeu acusações antes e conseguiu se safar de todas. Eu precisava de algo mais convincente." Armin realmente é um cara estranho. Mas acho que entendo ele . . . Eu tenho uma vida sempre cheia de coisas acontecendo e o que mais queria era uma vida sem essas coisas.

A vida dele é sempre parada, então ele quer o oposto. No fim talvez se eu fosse como ele também quisesse uma vida "emocionante". Somos MUITO opostos mesmo.

Armin começou a dirigir pro centro das festas.

"Você sabe onde ele está hoje ?" Perguntei.

"Sim . . . E estamos indo em direção a ele."

"Como sabe onde ele está hoje ?" perguntei curiosa.

"Nesse curto período que mexi no note dei uma procurada . . . Tenho meus meios."

Armin de fato é um rapaz incrível. Mesmo com tantos defeitos ele consegue destacar suas qualidades muito bem.

Ao chegarmos no local, era um local que eu nunca pensei sequer que veria.

Era uma daquelas boates que você vê em filmes, o local se chamava Le 109 club.

Era um clube daqueles cheios de gente grandes e ricas, coisa que eu acho que jamais entraria.

"Primeiro de tudo . . . Temos que infiltrar você nessa festa. O problema é que estamos longe da sua casa, de madrugada, na rua, não temos roupa pra colocar em você nem nada !

Acho que vai dar errado . . .

Além do mais, não temos passe pra entrar na boate."

Eu estava de pijama . . . E descalça. Realmente seria complicado isso. Eu não podia deixar passar essa oportunidade.

Armin estava com a roupa que ele mais usa e um casaco preto aberto por cima . . . Me pergunto como essa roupa não está puída de tanto ser usada.

"E se eu tentasse montar algo ?"

"Montar algo ? Como ?" ele perguntou. Então comecei a puxar o casaco dele tentando tirar dele.

Eu tirei o cachecol do Armin e em seguida comecei a tirar a blusa dele.

"Acho que não é o melhor momento pra você decidir me agarrar não é mesmo ?! " Ele falou espantado.

"Não seu idiota, quero seu casaco. Vou tentar fazer algo pra mim . . . Nem que seja pra enganar . . ."

"Só tem gente de alta classe ali, você acha que eles não vão reparar que você tá usando um casaco masculino surrado ? Vai bancar a prostituta e tentar seduzir o segurança com suas coxas de fora ?" ele retrucou.

"Não custa tentar, aliás, tá de noite . . .Saí do carro" eu já empurrei ele e tentei dar um jeito

Tirei meu pijama e coloquei o casaco do Armin.

Por eu ser baixa ficou um vestido em mim, tudo que fiz foi alargar um pouco a gola até ficar caída nos ombros, depois amarrei a cintura com o cachecol dele.

Sinceramente ? Ficou uma merda !

Eu então abri a porta do carro e falei exatamente isso pro Armin: Ficou uma merda.

Ele olhou e no fim disse o mesmo . . . Ficou uma merda . . .

Armin então rindo enquanto me olhava de cima a baixo falou: "Você ficou sexy com essa roupa, mas . . . Pra se usar em casa apenas, pra uma balada tá uma merda."

"Muito engraçado . . . E agora ?"

"Vamos tentar uma coisa . . . Consegue se passar por uma menina feito a Ambre ? Ser bem materialista, fútil, chata e metida a rica ? Vamos precisar disso. Sem medo de menino dando em cima de você. Ambre é bem segura quanto a isso." ele falou olhando pra mim.

". . . Sério que vou ter que me passar por uma Ambre da vida ?Olha não garanto nada . . . Não sou atriz . . . E você mesmo já falou que sou uma péssima mentirosa."

"Vamos tentar . . . Tenho um plano, só segue ele." ele então tirou o cachecol da minha cintura e colocou no meu pescoço. em seguida cochichou pra mim enquanto me puxava em direção da entrada do clube "reclame que te fizeram algo. Vou agir como se tivesse te encontrado por aqui, reclame alto, faça o que a Ambre faria."

Começamos a nos aproximar. As pessoas olhavam pra gente.

"EU TÔ CANSADA DESSA CIDADE !! QUERO VOLTAR ORA PARIS ! ISSO É UM ABSURDO !!" eu gritava sendo segurada pelo Armin.

Um dos seguranças começou a se aproximar.

"O que está acontecendo ?" O segurança falou com aquele timbre grosso.

"Então . . . Eu encontrei essa garota subindo a rua, ela estava com as vestimentas todas rasgadas e me pediu pra traze-la até aqui. Disse que estava aqui, saiu com um rapaz daqui e ele assaltou ela."

Admito que olhei surpresa pois não esperava essa mentira, mas tentei entrar na historia.

"EXATAMENTE ! MEUS TIOS NÃO VÃO GOSTAR NADA DE OUVIR SOBRE ISSO ! AH MAS FAÇO QUESTÃO !!! ESSE LUGAR VAI ABAIXO !!

ME LEVARAM TUDO !! EU PENSEI QUE AS COISAS FOSSEM MAIS SEGURAS POR AQUI, MAS TO VENDO QUE NÃO !

O CARA SÓ NÃO ABUSOU DE MIM PORQUE ESSE RAPAZ APARECEU !! ME DEIXE ENTRAR PRA USAR UM TELEFONE !" Eu gritava.

"Entrada proibida. Desculpe."

"É O QUE ?! VOCÊ SABE COMO QUEM VOCÊ TÁ FALANDO FOFO ?? NÃO TEM MEDO NÃO ??? EU SOU SOBRINHA DOS DE CRISTO ! ADELAIDE E FRANCIS !" O segurança se espantou mas manteve a postura.

"Muitas pessoas inventam mentiras pra entrarem no nosso clube. Desculpe mas sem identificação não poderão entrar.

"E QUE IDENTIFICAÇÃO EU VOU TER FOFO ?? EU FUI ASSALTADA VOCÊ É SURDO ?! AHH MAS VOU CONTAR TUDO PRA ELES, VOU SIM. ESSA ESPELUNCA VAI CAIR ! AÍ VAMOS VER QUEM VAI PRECISAR DE IDENTIFICAÇÃO QUERIDO. NÃO PEDI NEM PRA FICAR NESSE LIXO DE CLUBE ! PEDI PRA USAR UM TELEFONE PRA LIGAR PROS MEUS TIOS ! MAS DEIXA SÓ."

O homem parecia receoso . . . Ele parecia estar com medo de eu dizer a verdade e o pescoço dele rodar nessa brincadeira.

"S-Se for só o telefone tudo bem." ele disse.

Eu então me virei pro Armin e agradeci alto "Obrigada menino. Daqui eu me viro." Eu sorria pra ele.

"A-Ah ! S-sim . . . de nada . . .Er . . . " Armin então cochichou rápido "Sério, eu te amo. To rindo internamente. Pense seriamente na carreira de atriz, até eu acreditei aqui. Aliás, lembrou meu irmão." ele falou e saiu rindo.

Eu estava dentro . . . Agora seria tudo comigo . . . Eu estava bem fraca, e gritar me deixou meio tonta.

O segurança pelo visto reparou e me colocou sentada enquanto buscava um aparelho telefônico pra mim.

Eu comecei a avaliar o local ao meu redor . . . Era muito bonito de fato, tinha muitas luzes.

Não sei se todo clube é assim, mas esse de fato era lindo.

Eu lembrava bem da fisionomia do rapaz que eu devia matar, mas estava receosa com tudo.

Eu estava sozinha, fraca em um local desconhecido e contando uma mentira ENORME.

O que eu faria quando o segurança voltasse ?

Se eu tivesse como falar com alguém da família do Nath talvez tudo desse certo, mas . . . Estava fazendo isso tudo justamente por causa deles.

Eu tentei pensar rapidamente em algo.

Tentei pensar o que a Ambre faria no meu lugar . . . É muito difícil pensar como ela.

Pra começar ela é rica, eu não faço ideia de como pensar feito rico, sinceramente.

Mas me esforcei pra pensar em algo . . .

Quando o segurança voltou com o aparelho eu comecei a ter uma crise de choro da mais histérica possível.

"MEUS TIOS VÃO ME MATAR !! E MINHA PRIMA AMBRE MAIS AINDA !!! ELA FALOU PRA EU NÃO ME AFASTAR DELA ! PORQUE EU FIZ ?! ELES NÃO SABEM QUE VIEMOS PRA CÁ HOJE !! ESTÁVAMOS DE CASTIGO ! E AGORA ?!" eu chorava.

"Menina . . . Er . . . Aqui o telefone." o segurança dizia sem jeito.

"Eu . . . Eu vou tentar ligar pra casa dos meus tios"

Eu tentava falar alto pra chamar bastante atenção, era difícil e constrangedor, mas . . . Eu tentei.

Liguei pra casa do Nathaniel na esperança da Ambre atender. Até porque eu lembrava de ter ouvido a Ambre falar de já ter vindo nesse clube antes.

Eu tentei varias vezes e ninguém atendia.

O segurança estava desconfiado já, foi quando ela finalmente atendeu.

Ela estava estressada e reclamando de quem estava ligando pra ela aquela hora da noite.

Eu então coloquei no viva voz e cruzei os dedos pra que ela não falasse nada comprometedor.

Tentei moldar o que ela falava.

"AMBRE ?! SOU EU ! CHARLOTTE !" Eu gritei mudando a voz e tentando enganar a Ambre me passando por uma das amigas, dela já porque vi que as amigas dela chamam os pais da Ambre de tio e tia . . . Achei que talvez isso pegasse direito.

"Charlotte ?! Que voz é essa ?! tá rouca ?" Ambre gritou espantada.

"VOCÊ NÃO VAI ACREDITAR !! DEPOIS QUE NOS AFASTAMOS MAIS CEDO EU ACABEI SENDO ASSALTADA AQUI PERTO DO "LE 109" ! DÁ PRA ACREDITAR ?! EU TO COM A ROUPA QUE UM RAPAZ ME DEU NA RUA ! LEVARAM TUDO !! ELE QUERIA ABUSAR DE MIM !!" eu gritava chorando e jogando verde, afinal, não sabia se as duas tinham se visto hoje.

"Nossa Charlotte . . . " Ambre falou, e por incrível que pareça, ela parecia preocupada de alguma forma.

"Você não pode falar pro tio FRANCIS DE CRISTO vir me buscar não ?" eu gritei o nome mais alto e olhei provocando o segurança.

"Infelizmente não. Aconteceu umas coisas aqui em casa e ele teve que sair . . . E os empregados estão dispensados hoje, então nem motorista posso mandar pra você. Aff você só se mete em furada . . . Sempre isso." eu acho que acertei de cagada em ter escolhido a Charlotte pra ser minha "personagem".

"E o que faço agora ?! Seu irmão não pode me buscar ?" eu falei pra tentar pegar informações enquanto tentava enganar o segurança.

Ambre ficou em silêncio um tempo, ela parecia pensar.

"Não Charlotte . . . Ele não tem como te buscar. Quer que eu liguei pros seus pais ?!" ela falou.

"NÃO !! NEM PENSAR !! EU VOU PENSAR EM ALGO AMIGA. TCHAU" Antes que ela começasse a falar algo eu desliguei.

O segurança parecia reconhecer o numero e ter acreditado em mim.

Eu ria pra ele vitoriosa e ele parecia tremer.

"Jovem dama, gostaria que eu pedisse um táxi pra leva-la até sua residência ?" ele falou.

"Agora tudo que quero é um copo de água ! VOCÊ VIU O SUSTO QUE EU TOMEI !? EU FUI ASSALTADA SEU IMBECIL ! VAI BUSCAR ALGO PRA MIM OU JÁ SABE !!" eu tive uma vontade absurda de me desculpar com ele . . . Nunca fui tão grossa assim com um estranho.

"Mandar" nos outros é horrível . . .

Admito que fingir ser outra pessoa estava divertido divertido apesar dessa parte de ter que ordenar os outros . . . Eu pensei que fosse cagar com o plano todo, afinal, sou péssima mentindo.

Então ouvi uma voz masculina vindo atrás de mim

"Com licença . . . Não pude evitar de ouvir a historia toda. Você está bem Charlotte ?" Ao me virar era ele . . .

"oh, Olá ! Er . . . "

"Viktor." ele respondeu com um olhar galanteador. Era esse o nome ! Ele ao se apresentar só confirmou tudo.

Não posso negar, ele era atraente.

"Oh sim Viktor . . . Então, eu tenho que ir pra casa dos meus tios, mas eles não podem saber que estou aqui . . . Desde que tentaram abusar de mim e me assaltaram eu não sei como vou fazer.

Eu sou muito boba também . . . Sempre caio nisso, pior que não tomo jeito." falei expressando tristeza.

"Você tem que tomar mais cuidado. As pessoas por aqui são gentis mas o mundo tem andado muito perigoso, não podemos confiar em qualquer um. Você deu sorte que eu estava passando por aqui." Ouvir aquilo me fez remoer um ódio. Porque eu sabia o que ele queria e o que ele fazia com as vitimas . . . E ele estava agindo como se fosse um bom rapaz.

"Sim tem razão ! Que bom que você parece ser um bom rapaz não é mesmo ?" eu tentei rir como quem queria algo com ele e acariciei a gola da blusa dele, mas dentro de mim eu estava com raiva dele. Pensar que ele fazia isso com outras meninas me fez ter ódio.

Ele riu de volta e provavelmente entendeu logo minha provocação

"Depende da sua definição de bom. . . Eu estou em um hotel aqui perto, na mesma rua, quer me acompanhar ? Estou de carro, posso te levar até a casa dos seus tios. Eles são Francis e Adelaide de Cristo né ?" ele falou sorrindo e acariciando minha mão.

"Sim. Eles são bem conhecidos não é mesmo ? Confesso que é maravilhoso ter tios tão influentes e ricos."

"Então, me dê o endereço deles que levo você até eles." Ele dizia alisando meu braço. Aquilo estava me irritando, eu estava com vontade de perder a compostura, mas . . . Era pelo Nathaniel afinal.

"Tudo bem . . . Mas antes preciso trocar de roupa . . . Você disse que está em um hotel aqui perto né . . . O que acha de irmos lá ?" Eu cochichei no ouvido dele. Pra mim aquilo estava sendo muito decadente, e sinceramente eu devo agradecer ao Castiel se estou conseguindo ser desinibida com esse tipo de situação, pois foi com ele que eu "aprendi a ser assim". Por mais que sejam situações diferentes e com o Castiel eu fizesse porque queria . . . A "tática" é a mesma.

Ele pareceu ter se animado e logo me chamou. Foi nos fundos pagar a conta e o segurança perguntou onde eu iria.

"Encontrei um amigo aqui e ele vai me levar pra casa. Caso minha prima me ligue fale exatamente o que acabei de dizer. Depois me resolvo com ela." Eu acenei pro segurança e voltei a me apoiar no Viktor enquanto saía de lá.

Inventei uma torção inexistente no pé.

No caminho pro hotel (que era realmente praticamente do lado da boate) vi o Armin parado no carro.

"Viktor querido, pode me ajudar a ir naquele carro ? Aquele rapaz me ajudou, quero agradecer."

Viktor educadamente sorrindo me levou até o carro do Armin.

"Olá Armin, é esse seu nome né ? Vim agradecer novamente pela ajuda." Eu falei.

"Ah que isso. Só fiquei aqui pra saber se ocorreu tudo bem, agora vejo que encontrou um amigo né ?" ele disse sorrindo.

"Sim ! Ele vai me levar pra casa. Aliás, poderia deixar seu numero de telefone ? Pra eu te ligar depois e marcar de te devolver sua roupa, afinal, ser pobre deve ser complicado. Você fica reutilizando a mesma roupa sempre né ? Se quiser até te envio junto roupas novas." Eu falei pra alfinetar ele.

Ele mudou o riso pra algo "sem graça e irritado"

"N-não precisa devolver, obrigado pela preocupação . . . " baixo ele falou que me odiava e aquilo quase me fez rir.

Me despedi e entrei no hotel com o Viktor.

Eu estava muito nervosa . . . E se algo desse errado ?

E se o Viktor conseguisse me matar ?

Eu nunca pensei que entraria em uma enrascada tão grande . . .

Minha primeira vez indo em um hotel e é com um criminoso . . . Minha vida é errada em tantos aspectos, sinceramente . . .

Ele insistia muito que eu desse o endereço dos meus "tios"

Sinceramente aquilo me incomodava.

"Eu preciso falar com eles antes . . . Fora que se eu for pra casa agora eles vão brigar muito comigo . . .Porque não aproveitamos a companhia um do outro e de manhã vamos até a casa dos meus tios ? Mas antes você vai ter que me comprar roupas novas. Pode deixar que eu te pago assim que chegar na casa dos meus tios, afinal, eles possuem MUITO dinheiro." Eu falei enquanto tentava ousar pra cima dele.

Novamente sou grata ao Castiel por ter me "treinado" . . . Eu realmente não me imagino conseguindo com tanta facilidade agir dessa forma ousada se não fosse toda a experiência que vivi com o Castiel.

O que importa é que minha ousadia pareceu animar o Viktor.

Ele veio pra me beijar mas eu desviei ele ficou com um grande carão, afinal, eu dei "mole" e de repente estava recuando.

Eu não conseguia achar uma desculpa pro fato de eu recuar . . . Afinal, eu realmente não queria nada.

"Então Viktor. . . Antes me conte um pouco sobre você. Trabalha ? " eu falei abrindo o primeiro botão do casaco dele.

"Sim . . . Sou empresario." ao ouvir isso aquilo me deu mais raiva.

"E namorada, tem ?" Eu abri o segundo botão nesse momento.

"Não, infelizmente as meninas sempre me deixam . . . "

Cada vez me irritava mais.

"Você estava fazendo o que na no Le 109 ?" perguntei enquanto abria mais o casaco dele discretamente e descaradamente ao mesmo tempo.

"Esfriando a cabeça dos problemas . . . Não esperava achar uma menina peculiar feito você.

"Meu olho não te incomoda ?" perguntei enquanto me aproximava dele.

"Não. E algo que nunca vi, não nego, mas acho bonito até. Estranho não ?"

"Sim . . . Estranhíssimo." Eu sabia que ele ou falava aquilo por achar que eu era sobrinha do Francis ou porque eu tenho esse magnetismo estranho . . . Talvez pelos dois.

Ele parecia animado com meus movimentos . . . Ele parecia realmente acreditar que eu iria ficar com ele.

E aquilo era o que eu precisava.

A guarda dele tinha baixado.

Ele sendo um rapaz charmoso devia ser algo em que ele facilmente se garantia, a própria aparência e lábia, por isso procura sempre meninas fúteis.

Eu então comecei a jogar ele lentamente sobre a cama e subir em cima dele.

Ele realmente parecia empolgado com a situação, e eu me sentia enojada com aquilo, principalmente porque eu estava com muito ódio de como ele me tratou bem . . . Justamente por saber que era tudo encenação e que ele fazia isso com todas as meninas pra conseguir o dinheiro delas e a morte delas depois.

Essa noite seria a ultima dele.

Abrindo o resto da roupa dele eu eu olhei fixamente pra ele, aquela luz tênue batendo em seu rosto e em seu peito.

"Juro que você não vai se arrepender" ele falou rindo.

Aquilo fez meu sangue borbulhar.

"Espero que eu não me arrependa mesmo . . . "

Era muito difícil, eu tremia. . . Apesar de estar fraca eu sabia que eu poderia fazer o mesmo que a Ambre se eu me soltasse mais . . . Até porque infelizmente no local não tinha nada perfurante . . . Foi a primeira coisa que procurei.

Ele então começou a acariciar minhas coxas . . . Nesse momento eu fechei os olhos e entreguei toda minha força a minhas mãos.

Empurrei com força meu braço contra o tronco dele.

Foi . . . Horrível ! Acho que poderia ter sido menos pior se eu tivesse encontrado algo perfurante . . . Diferente da Ambre ou até mesmo do Castiel eu não tenho estômago nem sangue frio pra isso . . .Eu fiquei em pânico de sentir o sangue dele escorrer nas minhas mãos e sentir parte das vísceras dele . . .

Eu queria vomitar.

Ele ainda estava vivo e olhava pra mim.

Eu levantei desesperada com as mãos ainda cheias de sangue . . . Ele tremia enquanto olhava pra mim . . . Ali, me arrependi amargamente de ter ido até o fim com isso, mas ele me fez ter ficado menos decepcionada comigo mesma

"V-Você . . . quem devia . . . Estar morta." foi a ultima coisa que ele falou. E em suas ultimas palavras eu pude sentir raiva . . .

Eu me senti bem em ouvir isso pelo simples motivo de que essa frase me fez voltar a realidade e ver que matei um criminosos em potencial.

Todas as vidas de meninas que ele deve ter tirado foram vingadas agora.

Mas eu me sentia um lixo . . . O maior lixo do mundo.

Matar ele foi pior do que ter matado o Dimitry. Talvez pela forma como matei . . .

Após lavar minha mão eu estava me sentindo mais forte e decidi usar o telefone de quarto pra ligar pro Armin.

"Armin . . . Pode subir pro quarto 20 ? Vou deixar seu nome na recepção. . ." falei desanimada.

Ele não perguntou muita coisa, só respondeu um "Tá" e desligou.

Então liguei pra recepção.

"Olá, gostaria de saber se pode subir mais uma pessoa pro quarto. Eu e o Viktor chamamos um amigo nosso."

A moça falou que teríamos que pagar pela cabeça extra, ao perguntar a quantia era uma quantia bem grande PRA MIM afinal . . . eu estava zerada . Mas era um valor pequeno apesar de tudo."Só um instante, vou ver com o Viktor se ele tem dinheiro." Então fui no corpo morto do Viktor na cama e procurei a carteira . . . Tinha MUITO dinheiro.

"OK, pode mandar subir, tenh-- ELE VAI PAGAR. O Viktor vai pagar."

Em alguns minutos o Armin estava batendo no quarto, o carro dele estava estacionado bem próximo ao Hotel.

Eu corri pra abrir a porta, com cuidado, claro, pois ninguém podia saber que eu estava com um cadáver no quarto.

Ao abrir a porta o Armin estava sorrindo enquanto falava "Então está pronta pra nossa noite selvagem no hotel ?" Eu só pulei no pescoço dele de uma vez abraçando ele com força.

Ignorei a piada dele, e ele amoleceu rápido me abraçando de volta.

"Armin foi horrível ! Eu senti a carne dele, o sangue . . . FOI MUITO PIOR QUE MATAR O DIMITRY !!

Eu quero arrancar meu braço . . . A sensação é muito ruim . . . Eu não acredito que fiz isso . . . " Eu chorava muito. Estava em estado de choque.

"Nathaniel não gostaria nada disso ! Eu sou um monstro !!"

Armin então me colocou sentada em uma cadeira e acariciando meu ombro ele falou "Primeiro que o Nathaniel não ficaria irritado coisíssima nenhuma. A prioridade dele era te manter viva.

Ele deixou claro que se fosse matar por você ele faria e sempre apoiou a ideia de você matar mesmo ele sendo contra. Agora . . . Só me pergunto uma coisa . . . Porque ao invés de usar o braço você não enforcou ele ou usou a almofada ? Você mesmo fraca é mais forte que ele . . ."

Quando ele falou aquilo, confesso que devo ter ficado com cara de paisagem . . .Eu realmente não pensei nisso . . . Acho que o fato de ter visto recentemente a Ambre usar o braço acabei imitando inconscientemente . . .

"Fica difícil assim . . . Você é uma mula . . . "

Ficamos um tempo lá.

Armin fez todo um clima.

Quando eu já estava calma após o que aconteceu ele falou.

"Agora que se acalmou precisamos nos livrar desse corpo . . . E a única pessoa que consigo pensar pra isso é o Castiel . . ." quando ele falou isso eu me desesperei.

Eu tinha "terminado" com o Castiel hoje, não podia simplesmente chamar ele pra isso. . .

"É isso ou você vai presa." quando ele disse isso admito que fiquei em pânico.

"OK o que faço então ?" Falei desesperada.

"Vou ligar pro Castiel e pedir ajuda . . . Enquanto isso pague pra mais um poder entrar no quarto . . . A mulher do Hotel deve achar que tá acontecendo um gangbang aqui" Armin pegou o celular rindo e começou a discar pro Castiel.

"Castiel . . . Não precisa gritar. Olha vou te passar o endereço de onde estou. Não dá tempo de explicar, mas preciso que venha pra cá urgentemente. Estou em um hotel e tem um homem morto aqui. Preciso que encubra.,quando chegar eu te conto tudo . . . PARA DE GRITAR ! VOU EXPLICAR JÁ DISSE ! SÓ VENHA LOGO. Meu carro está na frente do Le 109, sabe em que rua fica né ? Cordier em St Malo. Estou no quarto 20 no Hotel Elizabeth." Eu podia ouvir que a conversa entre o Armin e o Castiel estava complicada.

Eu não conseguia parar de olhar pro corpo morto do Viktor, sentir sua carne na minha mão e pensar no Nathaniel . . . O dia foi . . . Horrível.

Após ele terminar de falar com o Castiel no telefone ele parou na minha frente.

"Pronto . . . Castiel está vindo a muito contragosto. Ele xingou muito por eu ligar pra ele essa hora da noite pra falar de assassinato . . . Enfim. Você não vai ser presa creio eu." Armin sorria gentilmente pra mim.

"Acho que eu devia . . . Eu fiz algo horrível . . . "

Armin então parou na minha frente e olhando fixo no meu olho ele falou "olha, eu sempre to te zoando e tudo mais, mas . . . Sério, não fica assim. Eu realmente to feliz que você tenha matado esse cara.

Primeiro porque ele merecia. E segundo porque você merece viver mais.

Ele merecia ir preso, você só está sobrevivendo. É como se vivesse na floresta ! Pelo menos você não matou um inocente. . . Então para com isso. Você já tem coisa demais pra remoer nessa sua cabeça de vento, pensar nesse traste morto não vai ser bom pra você."

"Como consegue ficar tranquilo ?! Tem um homem morto aqui no quarto !" eu gritei.

"E se ficar gritando assim vamos presos então para porque não to afim de ir pra cadeia.

Eu não tenho pena nenhuma de gente ruim feito esse cara, só isso.

Eu não sinto remorso de saber que ele morreu. E sinceramente ? Eu sei que magoa aquilo que eu falei na sua casa, sobre invejar vocês, mas é verdade, eu tenho raiva desse tipo de gente, e seria prazeroso pra mim matar esse tipo de gente."

"Já te aconteceu algo . . . ?" perguntei por parecer que ele tinha uma raiva grande de criminosos.

"Diretamente a mim não. Mas não preciso de um trauma pra ter nojo desse tipo de gente."

Mesmo com as palavras do Armin eu não conseguia parar de pensar no que fiz . . . Eu não acho que eu conseguiria ser igual o Castiel que "acostumou" com isso . . .

Eu olhava pro corpo do Viktor e tremia só de ver e pensar que foi eu quem fiz aquilo.

Armin estava gentil de uma forma que eu nunca tinha visto . . . Ele por varias vezes me abraçou e falou coisas que apesar de terem um pouco daquele jeito "Armin de ser" dele, foram reconfortantes e gentis. É um lado novo do Armin que eu conheci hoje e que particularmente me agradou bastante.

Enquanto eu fiquei viajando nos meus pensamentos sobre tudo que tinha acontecido nesse dia estranho, tudo isso que eu e ele vivemos essa noite esquisita e corrida as escondidas, eu olhava pela pequena janela no canto da cama, foi quando ele me abraçou por trás e ficou ali em silêncio um bom tempo.

Ele provavelmente reparou que eu estava tremendo bastante . . . Ele não falou nada em momento algum, parecia realmente que ele queria que eu me acalmasse.

Por algum motivo eu senti como se ele estivesse tenso com a situação também de alguma forma.

Talvez aquele abraço não fosse unicamente pra me acalmar, mas também pra acalmar ele . . .

Após um bom tempo ali parados, vi a moto do Castiel chegando . . .

Eu então apertei a mão do Armin que estava em torno da minha cintura e apontei pra janela.

"Ele chegou" eu dizia.

Ele não estava com um rosto nada bom, e à distancia dava pra ver isso.

Castiel estava com o nome lá em baixo já na lista de permissão . . . Ele só tinha que subir direto.

Então ele finalmente chegou e bateu na porta.

Eu não saí da frente da janela e fiquei com um tanto de medo de falar com ele, admito.

Armin foi atender a porta.

"Castiel querido. Demorou hein ?" Armin falou debochando do Castiel estava com um daqueles troços onde guarda guitarra, tipo uma maleta e ele ao entrar no quarto e fechar a porta não parava de olhar pra mim e pro corpo morto na cama.

"MAIS CEDO VOCÊ FALOU QUE NÃO QUERIA NADA COMIGO ! O QUE TÁ FAZENDO NO QUARTO DESSE HOTEL COM O ARMIN E QUASE SEM ROUPA ?!" eu estava muito sem graça e sem o que dizer . . . Realmente não queria ter esse confronto com o Castiel . . . Não agora.

"Quer mesmo saber detalhes do que fizemos nesse quarto Castiel ?" Armin ria enquanto soltava essa provocação.

Castiel estava à um passo de sair do quarto.

"CASTIEL NÃO É NADA DO QUE ESTÁ PENSANDO !!" eu gritei pro Castiel.

"Se bem que se fosse . . . Que mal tem ?

Vocês não são nada mesmo. Se ela quiser ficar comigo você não tem nada a ver com isso, afinal, só porque vocês tiveram seus rolinhos não quer dizer que ela é presa a você.

De qualquer forma, já falei e repito: não tenho interesse nenhum na dona ciclope aí." Armin disparou contra o Castiel.

Castiel então se aproximou da cama . . . Ele olhou pra mim de relance e aquilo me deixava desconfortável, Armin ao reparar se meteu.

"Então . . . Detalhando como você queria: Boreal matou esse cara. Ele é um criminoso que seduz meninas de classe alta pra rouba-las e mata-las depois. E agora não sabemos como nos livrar do corpo, afinal, nem eu nem ela somos tão experientes quanto você com isso né. Por isso chamamos você aqui."

"Antes de mais nada . . . Ela matou porque quis ?" Castiel perguntou.

"Sim . . . Eu quis matar. Estava fraca e decidi isso." eu finalmente consegui dirigir a palavra ao Castiel.

"Eu realmente não esperava por isso . . ." Castiel então foi perto do corpo com a maleta que ele estava.

Parecia uma maleta de guitarra comum, case que se chama ? Não sei bem . . . Só sei que não entendi porque ele trouxe a guitarra dele.

"Pergunta básica: pra que trouxe sua guitarra ?" Armin parecia tão confuso quanto eu.

"Você não é o gênio ? Porque não deduz" nesse momento o Castiel abriu a maleta e tinha serra, uma faca afiada e mais coisas cortantes enroladas no canto da maleta.

"OK . . . Você não vai fazer isso vai ?" Armin perguntou. Realmente não entendi de cara.

"Sim, e aconselho os dois a irem pro banheiro ou coisa do tipo, porque se pra ficarem com esse corpo aqui vocês estão com essa cara de quem comeu e não gostou, acho que não vai ser confortável ver o que vou fazer." ele então completou.

Armin sem falar nada me puxou pro banheiro e trancou a porta.

"Armin, o que tá acontecendo ?"

"Digamos que o Castiel vai usar winrar no corpo do Viktor" eu provavelmente mantive a cara de paisagem. Realmente não entendi até o fim, e Armin não fez questão de explicar.

Após o Castiel ter acabado o "serviço" dele saímos. (demorou bastante por sinal)

E não havia sinal do Viktor só de muito sangue no local.

"Castiel o que você fez . . . ?" eu perguntei.

Ele estava todo sujo de sangue. "Sério que não sabe ?" Ele então deu 3 batidinhas com a mão na case de guitarra dele.

Eu admito que me arrepiei quando entendi . . .

"Como você consegue ser tão frio com isso ??" Eu falei tremendo.

"Eu faço isso desde criança . . . Uma hora ia ter que me acostumar. Mas não pense que gosto disso. Até prefiro que tenham me chamado sinceramente . . . Não valeria a pena vocês destruírem o psicológico de vocês tentando fazer isso."

"Como guardou o corpo todo dele nessa maleta ??? E a cabeça cadê ?! "

"Eu cortei tudo de forma que coubesse . . . Agora o problema é que temos que limpar esse quarto rápido. Tem como pedir produtos de limpeza pro pessoal do Hotel ? Provavelmente passaremos horas aqui . . . " Castiel perguntou.

"Temos bastante dinheiro, talvez dê nem que seja subornando eles" Armin falou puxando a carteira do Viktor.

Aquela noite parecia eterna . . . E durou até grande parte da manhã

Esse fim e inicio de dia foi muito tenso.

Armin pegou meu pijama no carro dele pra que eu colocasse de volta.

Não dormidos, passamos a noite limpando o sangue e tentando não deixar rastros. Armin chegou a sair pra comrpar produtos, e negamos serviço de quarto.

Castiel foi e voltou com as roupas de cama varias vezes. Ele comprou uma roupa idêntica assim que abriu a primeira loja de manhã cedo.

Após um longo trabalho, finalmente parecíamos ter limpado tudo.

Castiel, eu e Armin deixamos o quarto e pagamos no andar de baixo.

"Onde está o quarto membro ?" a moça perguntou.

"Ele decidiu ir antes . . . Pior que ele deixou nas nossas costas ! Falou que ia pagar e no fim foi embora deixando a divida pra gente . . ." Armin chiou.

"Como não o vi passar ?"

Castiel chegou perto do balcão e falou "baixo"

"O nome disso é dormir em serviço. Tome mais cuidado na próxima vez." Paguei acima do valor real de propósito, pra não dar motivos pra moça achar algo e pra pensar que éramos de classe alta.

E finalmente voltamos para o carro.

"Obrigada por toda a ajuda Castiel . . . " Eu agradeci muito sem jeito.

"Tudo bem . . . " Ele parecia desconfortável com minha presença também.

"Eu . . . decidi que devia matar pra ter forças porque . . . Quero ir atrás da Ambre." Eu falei.

Até então nem pro Armin eu tinha exposto meu plano direito.

"Você é doida ?? Sabe que se matar ela vai morrer junto né ?" Ele estava desesperado

"por isso estou falando contigo . . . Se você não concordar eu penso em outra forma mas . . . Eu espero que concorde. Sei que sua vida é importante mas . . . Isso tudo está insuportável !"

Castiel estava muito receoso com o que eu falei, ele parecia com medo.

"Castiel . . . Ela matou o Nathaniel."

Quando eu falei isso ele olhou pra mim com um olhar de desespero que acho que nunca vi . . . Eu já vi ele com olhares de desespero outras vezes, mas esse ? Foi diferente.

"Ela . . . Matou o Nathaniel . . . ? É mentira não é ?" Ele não parecia ter forças pra perguntar.

Ali vi claramente que apesar da rivalidade ele tinha preocupação com o Nathaniel. Aquela expressão não era um espanto qualquer.

"Não Castiel . . . Eu estava na hora e ela confirmou tudo." eu senti um aperto de ter que falar isso . . .

"Não acredito . . . Não é possível ! COMO ELE DEIXOU ISSO ACONTECER ?!" Castiel estava muito alterado.

"Ela tentou me matar e ele impediu . . . Eu . . . Não aguento mais isso Castiel . . . Eu vou atrás da Ambre e quero te deixar ciente disso." eu repeti . . .

Castiel ficou ali parado olhando pro nada então entrei no carro com o Armin.

"Amanhã vou resolver as coisas com ela no colégio . . . "

Armin então saiu com o carro . . . Eu me senti péssima com minha frieza . . . Mas não tinha outra forma de dar essa noticia.

"Pra onde vamos agora senhorita ciclope ?" Armin falou em tom de brincadeira, mas ele estava tenso.

"Quero voltar em casa . . . Quero pegar meu diário e meu celular . . . Agora que estou recuperada será mais fácil. Podemos dormir no carro próximo a escola ?" perguntei.

Ele respirou fundo e concordou em silêncio.

Eu voltei em casa, pela mesma janela que saí, meus pais estavam acordados, eu pude ouvir, e provavelmente eles estavam em pânico com minha ausência, eu teria que fazer tudo correndo . . . E foi o que fiz.

Peguei meu celular, meu diário, peguei uma roupa mais apresentável, sapato e saí antes que notassem.

Reparei no espelho que já estava cicatrizada das coisas que a Ambre fez no dia anterior . . . Todas as marcas que eu tinha no corpo . . . Infelizmente a marca que mais doía não tinha cicatrizado, que é a que ela vai pagar hoje.

Bem . . . Eu voltei pro carro e troquei de roupa no banco traseiro mesmo.

Agora, estou no carro com o Armin esperando dar a hora tão aguardada.

Já conversamos um pouco e dormimos também . . .

Passei boa parte da tarde escrevendo tudo isso . . . Estamos aqui o dia todo esperando pela Ambre.

Armin saiu pra pegar lanche pra gente, afinal, será um dia longo e precisamos estar recarregados, principalmente eu.

Estou terminando de escrever . . . Talvez sejam minhas ultimas palavras nesse diário . . . Eu não sei.

Não sei o que vai acontecer hoje . . .

Talvez a Ambre me mate.

Talvez ao matar a Ambre eu morra . . . Só sei que entregarei esse diário ao Armin . . .

Com isso encerro o que está escrito aqui.

Se eu sobreviver, provavelmente pegarei meu diário de volta.

Se eu morrer . . . Armin, você tem o direito de fazer o que quiser com esse diário. Confio em você.

Se quiser queimar, publicar, escrever . . . Faça o que quiser.

É embaraçoso pensar que você provavelmente vai ler e está lendo tudo que escrevi . . .

Já que lerá mesmo . . . Saiba que você sem duvidas é uma das pessoas mais importantes pra mim, se não a mais importante !

Porque ? Você é meu pilar, e sem um pilar eu caio, logo, você conseguiu se destacar entre as demais pessoas.

Acho que consigo imaginar minha vida sem muitas pessoas . . . Mas sem você ? É bem difícil viu ?

Bem, aqui fica meu breve adeus.

Agora vou seguir com o que vim cumprir . . .Que a propósito, pelo que avisto de longe, não estarei sozinha.

Castiel está vindo com o Armin e o Lysandre.

Foi bom escrever esse tempo todo. . . Foi relaxante e divertido . . .

Sentirei sua falta diário bobo . . .

Notas finais
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