As aventuras de uma Docete Ciclope
24 Capítulo 24
Notas iniciais

Castiel e eu entramos no ônibus.
Lá dentro Castiel foi direto pro fundo.
Vi que tinha um lugar vago na frente com as meninas, e o lugar ao lado do Castiel, por um instante pensei em me sentar com as meninas, mas . . . Fui pro lado do Castiel.
Nos sentamos lá no fundo do ônibus, e conversamos pouco durante a viagem, ele parecia preocupado com a situação do Dajan pro lado dele.
Soltei algumas piadas pra descontrair, e funcionou.
O humor dele estava voltando a ser aquele irritante.
Ele zoou minha falta de olho, disse que provavelmente seria pega logo na floresta por enxergar menos que os outros.
Por fim ele me deu um canivete: "toma, caso você se afaste de mim por algum motivo usa isso em caso de emergência, nunca se sabe quando estupradores doidos ou animais selvagens podem aparecer e você com essa deficiência visual vai ser mais vulnerável a tudo isso."
Eu completei com: "ou um satanista maluco querendo fazer um ritual comigo pode aparecer também" nós dois rimos . . .
Serio, sou masoquista em ainda ter coragem sequer de falar com ele naturalmente depois de tudo que ele me fez passar.
Ele tem uns lapsos de sanidade que me confundem muito !
Chegamos no destino, todos saíram e só sobrou nós dois no ônibus.
Ele deu um sorriso maldoso e perguntou se eu não queria ficar mais um pouco dentro do ônibus e aproveitar que estávamos a sós enquanto me encostava contra janela do ônibus. Seu humor definitivamente voltou com tudo.
Eu sinceramente não sei se ele falou brincando ou sério, sei que puxei ele pra fora do ônibus.
Ele ficou resmungando, e também não sei se os resmungos eram brincadeiras ou sérios . . . Apesar de tudo, acredito de ser uma brincadeira com fundo de verdade, claro, pois estamos falando do Castiel, e provavelmente qualquer brecha que seja dada, ele vai tirar proveito.
Saímos e os professores entregaram as armas.
Deixei que o Castiel fosse pegar as armas, pois ele sabe melhor o que será melhor para nós dois, afinal, ele é acostumado com essa corrida e com . . . er . . . Assassinatos.
Nesse período aquele rolezeiro maldito da praia que me deu o meu primeiro beijo (infelizmente) surgiu . . .
Trocamos meia duzia de palavras pois evitei falar com ele o máximo possível.
Não suporto sua presença e muito menos quero que ele pense que estou dando corda pra ele.
Pelo que entendi ele é sobrinho daquele professor grandão que o Ken fez oral, o Boris.
Que mundo pequeno, não ?
Ele começou a se engraçar comigo quando o Castiel veio gritando e colocando a mão em torno do meu ombro.
Nunca fiquei tão feliz de ver o Castiel na vida ! Admito que abracei ele e me deixei agir de acordo com seus atos pra escapar das garras do "Dakelicia". Eu realmente defini que tenho mais medo do estuprador aí do que do satanista.
O "Dakelicia" saiu rosnando, com a mão onde ficava a arma ele levantou e olhou de forma provocativa pro Castiel, ele deu uma pequena parada, puxou na blusa pra cima mostrando a arma, e saiu andando com aquele sorriso horroroso dele usando aquele aparelho ostentação cyano.
Os dois não paravam de se encarar.
Castiel me puxou até o fundo da floresta.
Ele pegou um mapa, a lista com coisas que devíamos fazer e pegar na floresta e 2 armas, me mostrou tudo.
As armas, uma era uma pistola de paintball e a outra era um taco de baseball de material mais frágil que um taco de verdade . . . Agora entendo o significado de "armas não letais"
Castiel me deu uma breve explicação, que aqui devíamos trabalhar com astucia e criar boas armadilhas, mas que muitos grupos pegam pesado e da um ruim muito grande no fim.
O mapa apontava pra onde teria comidas, objetos uteis e etc.
A lista entregue tinha itens que poderíamos pegar dentro da floresta e como montar determinadas coisas pra nos ajudar a sobreviver.
Ele me entregou a pistola de paintball e fez uns ajustes, ela estava atirando pedras.
Começamos a andar e procurar os itens, ele não parava de segurar minha mão pra eu não me afastar.
Ele demonstrava imensa preocupação, quase não fixava seu olhar em mim.
As vezes soltava uma piada ou outra pra descontrair o clima tenso, mas eu sentia tensão até enquanto ele brincava.
Foi quando um dos itens que havia sido espalhado estava depois de um rio, só tinha como um dos dois passar por ali.
Ele colocou a mão no meu bolso, puxou o canivete e colocou na minha mão
"Não importa o que aconteça, não solte esse canivete, e na primeira oportunidade enfie em quem tentar te ferir entendeu ? Não tente descobrir se a arma do seu oponente é letal. Já volto, temos que pegar esse item antes que outra pessoa pegue na nossa frente e tenha vantagem sobre nós. Me espere aqui. Se você sumir vou acreditar que te aconteceu algo."
Ele foi pelo rio após falar isso . . . Achei tão . . .Heroico.
Bem mais do que pegar um coração e me dar num saco de lanchonete . . .
Sentei num tronco ali perto e esperei por ele.
Dava pra ver ele longe, mas não dava pra falar a menos que gritasse BEM alto.
Ouvi passos atrás de mim.
Era o Dake !
Ao me virar ele estava apontando uma pistola pra mim.
Ele me mandou levantar de vagar e seguir ele, caso contrario ele atiraria sem pena na minha cabeça.
Eu fiquei sem reação e lembrei das palavras do Castiel sobre usar o canivete . . . Mas era uma pistola e estava apontada pra minha cabeça !
Ele poderia atirar a qualquer reação minha, eu só o acompanhei.
Me levantei devagar e fui com ele.
Eu tentei dar uns tropeções no meio do caminho pra meio que "diferenciar" o solo, assim facilitando a busca do Castiel até mim.
Se é que ele vai me procurar mesmo né . . .
Dake me levou pra um lugar escuro na floresta.
Ele colocou a arma na minha cabeça e começou a me alisar falando que se eu reagisse ele ia me matar ali mesmo.
Falou coisas como eu dar uma chance pra ele, que ele era um cara bom, que tinha me achado "gatinha" . . .
Eu estava contendo o choro, juro.
Ele começou a se aproximar de mim como da outra vez, sem em nenhum momento tirar a arma da minha cabeça.
Então eu tomei coragem e falei: "como você quer que eu queira algo contigo me ameaçando de morte ?"
Ele só respondeu: "é minha garantia de ou vai ou racha"
Eu estava desesperada demais. . . Já passava pela minha cabeça reagir com o proposito de levar um tiro ali mesmo !
Preferia pensar em ser morta do que ter aquele "Dakelicia" encostando em mim de novo. Acredito que ele não iria se resumir a um beijo dessa vez.
Mas então eu vi, vi que Castiel me achou, ele estava atrás do Dake ! Parecia irritado por eu não ter usado o canivete.
Mas logo ele percebeu que eu estava sendo ameaçada de morte por uma arma.
Ele gritou o Dake, Dake olhou e os dois tiveram uma breve discussão.
Castiel insistiu nas ofensas e patadas até que Dake apontasse a arma pra ele e tirasse da minha direção.
Nesse momento , o Dake não pensou duas vezes, assim que apontou pro Castiel ele atirou.
Eu não contive o grito, com susto do disparo acompanhado com o panico da situação.
Mas Castiel já havia avançado sobre o Dake com o bastão de baseball , por sorte o tiro acertou seu ombro.
Castiel e Dake começaram a brigar e Dake já pensou em vir em cima de mim novamente, provavelmente me usar de refém.
Castiel gritava incansavelmente pra eu correr dali que ele me encontraria mais tarde. Ele chegava a perder a voz me mandando correr.
Eu me senti uma monstra em deixar ele pra trás, mas ali eu só seria um estorvo . . . Eu corri como ele disse. Castiel é mais experiente com esse tipo de situação.
Na minha cabeça eu só pensava em buscar ajuda. Pude ouvir mais tiros ao longe . . .
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