As aventuras de uma Docete Ciclope
189 Capítulo 184
Notas iniciais

Foi divertido obrigar o Castiel a usar a roupa de empregada e escrever no meu diário.
Além de que foi informativo . . .
É bom saber o lado dele da historia.
No fim, ele saiu correndo pela cidade vestido de empregada, gerou certo caos e muitas risadas para Armin e eu.
Engraçado que ao questionarem sobre ele vestido de empregada a primeira coisa que o Castiel fez foi colocar a culpa no Armin e em mim, pobre coitado, foi "desmascarado" sendo chamado de mentiroso por nós dois, e obviamente acreditaram na gente(mesmo que brincando, afinal, todos sabem que Armin e eu somos capazes de tal ato, mas só pra irritar ele vale a "crença" em nossa palavra).
Após ele ter nos trancado em casa fingimos que chamamos a policia, mas na realidade o Armin só usou um sistema de sons da casa pra criar um alarme policial falso, funcionou bem.
. . . Sabe, Castiel mesmo sendo do passado me passa o clima que eu tinha com ele do meu presente . . .
Sinto falta do meu presente.
Acho que agora entendo bem a gravidade da situação toda. . .
Eu reclamava tanto da vida e da minha situação, mas no fim das contas eu sinto falta da vida que eu levava.
Era complicada mas . . . eu já não sei quem são as pessoas a minha volta.
Mesmo todos sendo as mesmas pessoas, são pessoas distintas.
É algo completamente surreal e estranho . . .
Mas . . . Acho que entendo o peso do Castiel com a situação toda.
Além de ele ter sido enfiado nisso tudo "a força" é muita coisa acontecendo.
Além do mais, mesmo ele sendo um "Castiel diferente" a vivencia dos dois na infância foi a mesma, e creio que a rejeição e desconfiança que ele tem com quem se aproxima é padrão com todos os Castieis que possam existir. . .
Eu queria poder fazer mais por ele sabe . . .
Será que, sei lá . . . Tem como fazer todos serem felizes ?
Todos os Castieis.
Todas as Boreais.
Todos os Lysandres.
Todos.
. . . Lembro bem do Armin dizendo que pra um ser feliz outro tem que ser triste.
Que a felicidade de um sempre vai custar a infelicidade de outro não importa o quanto lutemos pra que tudo fique bem.
Eu entendo . . . E tem lógica mas . . .
Teria como fazer um meio termo pelo menos pra todos os envolvidos ?
Creio que sim mas . . . Como ?
Afinal, no estado atual que nos encontramos não temos NADA.
Doí ver tudo isso a minha volta . . .
Bem, sei algo sobre o Lysandre agora, a visão sobre ele tanto através de seu melhor amigo quanto pelo namorado dele. (ou talvez ex amigo e ex namorado se considerarmos a situação atual)
Sei o que meu pai me passou sobre o Nathaniel.
Mas . . . O Armin é uma incógnita pra mim.
Quem poderia me dar mais informações sobre ele se não ele próprio do futuro que vive em uma linha atemporal ?
Sim, eu decidi ir atrás do Armin presidente.
O Armin do futuro já havia me dito que não sabia nada sobre ele, e ele realmente pareceu sincero a respeito dessa situação com o Armin "do mau".
Bem, estava cada vez mais perto de nosso retorno para o passado, a ansiedade batia forte.
Decidi então ir até a casa do Armin.
A área onde estávamos era isolada e meio que "no quintal" do Armin.
Cobríamos a área superior da cidade por conta disso.
Existia um sistema que o Armin usava pra fazer construções em alta velocidade.
Ele isolava somente a área receber a construção em uma especie de "zona temporal" onde ele fazia SOMENTE aquela área avançar no tempo, fazendo então a construção de uma casa inteira ser feita em poucos minutos.
Algo incrível e inexplicável pra uma pessoa sem conhecimento feito eu.
Armin sempre foi uma pessoa espalhafatosa.
Mansões, tecnologia avançada e tudo de mais bizarro sempre fez parte da vida dele, ou de seus desejos.
Desde suas brincadeiras sem noção, objetos, fantasias, tudo do Armin é peculiar e eu notei esse padrão só depois de passar tanto tempo com ele.
Me pergunto se eu não faço parte desse gosto "peculiar" dele por conta da minha aparência.
Ele não é o tipo que busca uma vida simples, mas sim, sempre sofisticada.
Aventuras, protagonismo, etc.
A casa no topo de tudo era a dele, algo enorme e digno de um filme.
Avisei para o Armin que sairia aquela manhã em busca de respostas.
Tudo que ele falou foi basicamente pra eu não ir pro quarto do Armin . . . Meu Deus.
A mente dele mesmo em uma situação desesperadora dessas gira em torno de sexo.
OK, que eu já peguei outro Armin alem dele mas, sem exageros por favor.
Mesmo que eu tivesse tido qualquer pensamento "errado"(o que não é o caso), eu não teria como ter esse tipo de interesse com a situação que nos encontramos.
Aliás, a situação atual não me permite pensar em nada além de desespero com o passado, presente e futuro.
Enfim, eu fui para a tal casa espalhafatosa do Armin.
Como estávamos praticamente no "quintal" dele foi bem pratico de visita-lo, sem grandes burocracias ou andando muito.
Assim que cheguei e fui tocar no botão que supostamente seria sua campainha a porta já se abriu com um guarda, mordomo, sei lá, algo que trabalhava pra ele pedindo pra que eu entrasse.
"Senhor Dunard te espera." o homem dizia pedindo pra eu acompanha-lo.
Era confuso e estranho, afinal, ele já sabia que eu iria ?
Eu o acompanhei em silêncio enquanto admirava a arquitetura da casa.
Era bem sci-fi e eu pude reconhecer um milhão de referencias nerds das mais variadas nas paredes, monumentos e até na estrutura.
. . . Ele pode ter um milhão de anos que vai continuar sendo o Armin.
Não tem jeito.
Chega a ser ridículo pensar nele mais velho, presidente e com essa coleção de coisas em casa.
Segui até o fim do corredor e lá vi, o Armin em uma sala isolada se sentando em uma poltrona confortável.
"Eu te esperava." ele dizia me encarando com tom misterioso.
"Prevê futuro agora ?" falei rindo e me sentando em uma das poltronas em sua frente.
"As vezes. Mas nesse caso eu vi na câmera mesmo. O que deseja ?" ele falou em tom tranquilo, já parecia menos robótico que as nossas conversas anteriores.
"Quero respostas." fui direta.
Levando um copo de chocolate quente até a boca ele falou em tom de deboche.
"Sempre procuram pessoas mais inteligentes na sala de aula pra pedir cola e respostas, mas saiba que eu não darei as respostas assim."
"Ótimo momento pra fazer piada, nossa Armin. Serio, responda, quem é o Armin que está com o Nathaniel e o Lysandre ? Você tem muito mais conhecimento que todos nós juntos . . . Deve saber quem é ele e porque ele está fazendo isso tudo certo ?" perguntei.
"Se quer respostas busque-as no passado ao invés de pedir cola." ele falou.
"Porque buscar ?! Cara, vamos para a cova dos leões sem informações sobre eles ?! Tipo, acho que não é hora pra bancar o espertinho que oculta segredos Armin !" gritei levantando e batendo na mesa em sua frente.
"Não é uma brincadeira de minha parte e a situação do Armin não é relevante o suficiente pra falar.
Ele tem os motivos pessoais dele assim como eu tenho os meus.
Não quero que a sua descoberta a respeito do passado daquele Armin afete em algo, principalmente porque você é coração mole, qualquer coisa se poe na situação dos outros.
Ter empatia tem limite, mas você não conhece esse limite e cuida demais das pessoas quando se envolve com seus problemas pessoais, você chega a ficar mais burra quando quer ajudar alguém.
Então não vou me responsabilizar por isso, se quer respostas busque você mesma, mas eu acho que as respostas de sua pergunta não passam de estorvo e não serei o responsável por da-las." ele falava friamente.
Só consegui me calar e olhar frustrada pra baixo.
Era horrível a minha situação . . . Era algo que ia alem de curiosidade mas eu tinha medo.
"Se confiar em mim tudo fica mais fácil. Até agora não fiz nada pra prejudicar nenhum de vocês, pelo contrario." ele completava.
"Mas . . . " antes que eu pudesse prosseguir ele me cortou.
"O dia do retorno de vocês está próximo. Pelo que notei estão praticamente recuperados e prontos para o treino final. Se não tiver mais questões pra resolver comigo acho melhor voltar pra casa.
Repouse. O dia será longo amanhã e provavelmente voltarão amanhã mesmo para o passado." ele completava.
"Mas . . . já ?? Precisamos de mais instruções e---"
"Terão as instruções que faltam amanhã." ele falava friamente.
". . . Vai ser assim pra sempre ? Digo . . . sua personalidade. Você se fechou completamente e da pra ver que está infeliz. Dá pra me tratar um pouco melhor pelo menos, sabe, eu já te vi rindo com meu pai." eu disse.
"Felicidade é um sentimento passageiro e é comprovado cientificamente que ninguém tem felicidade plena. Felicidade são picos que sentimos quando algo nos deixa eufóricos e nos permite sentir essa sensação de satisfação seja prolongada ou curta, mas nunca eterna ou prolongada por dias, sempre vem picos de tristeza, frustrações e qualquer sentimento negativo para diminuir esses picos.
A diferença é que existem pessoas que sentem isso com frequência e pessoas feito eu que nunca sentem esse sentimento." ele dizia friamente.
"E isso é péssimo . . .todos precisam ser felizes." eu disse piedosamente.
"Eu não preciso disso. Não agora.
Quando tudo isso acabar posso me concentrar nisso de ser feliz se eu ainda estiver vivo."
"'Se ainda estiver vivo' . . . o que quer dizer com isso ?" falei assustada.
"Que é hora de se retirar da minha residencia." Armin dizia me encarando.
". . . Só . . . passe bem, por favor . . . Eu quero todos os envolvidos bem . . ." falei antes de me retirar.
". . . É por isso que você não deve saber sobre o outro Armin. Você é piedosa demais, tá ai, tendo pena de mim e pensando na minha felicidade mesmo eu te tratando supostamente mal.
Tipico. O que mais esperar de uma ameba feito você ?" ele dizia sem notar que aquilo me afetava.
Ouvir aquele Armin, aquele Armin velho e frio falando "ameba", algo tão tocante e significativo pra mim, foi duro.
Eu acabei encarando ele inconscientemente chocada, eu senti um filete de "Armin" ali.
Acho que ele se tocou do que havia acontecido e disse rapidamente que não era nada de mais e que não tinha significado algum pra ele o que ele disse.
Em casa fiquei pensativa o tempo todo com o que me foi dito, pensando sobre o outro Armin e até mesmo sobre ele me chamando de ameba, o problema principal naquele momento foi o Armin, o do presente, ter notado e ficado pra baixo com is.
. . . A graça que teve com o Castiel no dia anterior se foi completamente . . .
"Armin comunicou a todos os residentes daqui dessa área, no caso, somente nós os 'cavaleiros' dele para comparecermos amanhã ao laboratório.
Diz ele que vai dar uns ajustes em todos nós e nos mandará de volta para o passado." Armin dizia em tom melancólico.
". . . ele me falou . . . " eu disse por alto me jogando contra a cama e meio que me sufocando com o travesseiro.
"Tá tudo bem Boreal ?" Armin questionava.
"Tá . . . Só que . . . Eu to com muito medo de voltar. Mas também tenho medo de ficar . . . Não sei mais qual será nosso destino . . . Tanta gente morreu nesse processo todo e . . . Não sei como reagir." ali Armin me abraçou dizendo que sentia medo também. Ele realmente parecia assustado.
. . . Todos estamos . . .
Naquele abraço aconchegante nos mantivemos o resto da noite, em total silêncio.
Dormir era difícil mas agir também
Sentia um peso enorme como se meu corpo fosse chumbo.
Só olhava pra cima e pensava como seria meu amanhã . ..
A manhã seguinte foi corrida e muito agitada.
Fomos acordados bem cedo por uma sirene que tocava só na nossa área, o resto da cidade estava livre daquele maldito som.
Tomamos café da manhã e fomos todos carregados diretamente de casa por um grande pelotão de guardas.
Eu me sentia realmente um soldado pela postura implementada na situação.
Fomos levados a uma área aberta do laboratório da qual eu havia visto muito por alto, pois a área do laboratório quase não nos foi mostrada.
Em fileira, em um local com vários acentos de espera ao ar livre, aguardamos a entrada do Armin que não demorou nada, não chegamos sequer a sentar, e vale lembrar que ele agia como um general.
Talvez um roleplay mental dele ?
Talvez ele levasse a sério mesmo . . .
Tanto faz.
Sem muita surpresa notei que ele estava acompanhado de meu pai e do Alexy.
Meu pai esteve com ele o tempo todo desde que voltamos . . . raros os momentos que não os vi juntos.
Ambos conversavam normalmente, até sorriam . . . Meu pai desde que chegou nessa bolha atemporal ele não desgrudou do Armin, definitivamente.
Eu não tive chance de falar com ele separadamente ou sequer saber o que eles conversaram nesse período todo de "grude".
"Hoje serão enviados para o passado após preparo físico extra e principalmente após obterem conhecimento de tudo que está acontecendo no passado, pelo menos o básico, e o mais importante, todo o plano. Pode ser que cheguem lá e esteja diferente, mas terão preparo de qualquer maneira. " Armin dizia.
"Mas . . . Como vamos aprender coisas físicas e conhecimentos temporais em um dia ? Vai se usar de viagem temporal ? Você disse que nos enviaria hoje mesmo mas ainda hoje pretende nos treinar. Isso não faz sentido Armin." Nathaniel questionou.
"Te conhecendo como conheço Nathaniel, sei de sua capacidade e sei que aprende tudo com grande facilidade, você sempre foi o senhor perfeito, sabemos bem que conseguiria tudo facilmente, mas no caso , não, eu Vou transferir todos os dados e conhecimentos necessários pro cérebro de vocês usando tecnologia mesmo.
Tudo que demorariam anos aprendendo aprenderão em minutos de download pro cérebro de vocês."
"Tem chance de dar errado ?" Bia perguntou nervosa.
"Sempre existe chance de algo dar errado, mas a chance é minima, se der errado no máximo frita o cérebro de vocês. Ai é só eu montar um novo corpo clonado pra pessoa fritada e transferir seus dados armazenados no meu computador das lembranças geradas pra pessoa voltar a vida." Armin dizia cheio de si.
Armin então, sem delongas, colocou todos sentados em cadeiras especiais que saíram de umas portas de metais com válvulas grandes e vermelhas nelas.
Sem muito dialogo ele mandou que todos nós nos dirigismos cada um a uma das cadeiras.
Ali ele enfiou coisas que pareciam agulhas assustadoras em todos, uma na cabeça e outra agulha no braço.
Era horrível, sério, parecia um filme de terror.
Invenções assustadoras e agulhas enormes sendo enfiadas na gente.
Mesmo com super-força fiquei apavorada ao sentir aquela coisa perfurar meu cranio com tanta facilidade.
Eles usavam uma maquina que você controlava a intensidade da força pra conseguir atravessar o osso de crânio, no caso, Castiel, Azriel, eu, fomos pessoas que provavelmente usaram uma potencia mais elevada.
A mãe do Armin teve que ser sedada pois não se calava no processo, tipico dela.
E o Pierre . . . bem, ele ia voltar inconsciente mesmo pro passado.
Alexy criou umas lembranças falsas pro Pierre já pra não traumatizar MAIS AINDA o menino.
E bem, como eles tem noção do passado, eles adaptaram as lembranças.
E ali começou o 'download'.
Quanto mais o tempo passava mais eu me sentia com conhecimentos novos
Eu sentia como se soubesse lutar coisas que nunca lutei ou sequer ouvi falar.
Eu estava adquirindo conhecimentos que nunca estudei na vida ! E eu posso garantir que não sei nem nunca tive contato com esse tipo de informação já que tenho memoria fotográfica . . .
Era . . . assustador !
Porém, incrível !
Ficamos por aproximadamente 8 horas ali deitados.
Enquanto o "download" era feito recebíamos proteínas na veia que nos ajudavam a relaxar e a nos "alimentar".
Após horas todos se olhavam espantados.
Era uma sensação nova.
Como se tivesse passado anos de estudos em poucas horas.
O único que não fez nada foi meu pai, ele ficou parado em pé ao lado do Armin o tempo todo em que estávamos deitados passando pelo tratamento todo.
"Pai . . . porque ?" perguntei.
"Eu já fiz isso bem antes de vocês."
"Agora estão prontos para voltem no tempo" Armin dizia digitando um código em um pequeno monitor que acionou um buraco no chão elevando assim uma especie de capsula gigante dali.
Era a maquina do tempo ao que tudo indicava.
Ela tinha a cor azul e lembrava uma entry plug do Evangelion sendo que em versão gigante.
"A maquina está programada pra deixa-los em local seguro.
Já tem gente esperando vocês lá no passado para guia-los. Ele está tomando conta de tudo enquanto estão aqui."
"Ele . . . ele quem ?" Azriel perguntou.
"Vocês podem perguntar tudo pra ele quando chegarem lá. A maquina já está ligada e não temos tempo para conversas, entrem logo." e assim um por um seguiu até o interior da maquina em fila ordenada pelo próprio Armin.
Eu era a ultima da fila . . .
Quando chegou minha vez de entrar no dispositivo eu senti algo me puxar por trás.
Era o Armin.
Armin me abraçou por trás antes de me deixar ir pra maquina.
Só estava nós dois, todo o resto já havia entrado.
Era a primeira vez que ele havia sido carinhoso comigo desde que cheguei na cidade.
"Obrigado por nunca ter mudado comigo mesmo eu sendo um monstro com você . . . E obrigado pro ter me permitido te ver novamente . . . Posso morrer tranquilo agora." ele dizia no meu ouvido com a voz rouca.
Aquilo me deixou muito abalada na hora.
Senti meu corpo tremer e as lagrimas rolaram pelo meu rosto naquele momento.
Eu . . . Só consigo imaginar o que ele passou mas jamais vou saber na pele . . .
Tudo que levou ele a se tornar o que ele é agora . . .
Armin não me permitiu falar nada, nem agir.
Quando tentei me virar pra retribuir o abraço só senti ele segurando meu braço e me empurrando com cuidado na maquina enquanto ele a fechava apresadamente.
Me agoniava.
Morrer ?
Ele pretendia se matar ? O que ele quis dizer com essa despedida.
Eu batia na porta enquanto via a luz piscar e seu rosto sumir do lado de fora em meio a luz.
Era isso . . .
Será que eu o veria de novo ?
Será que ele se matou ?
Eu . . . eu não sei.
Só sei que a maquina parou.
Os comandos e tudo referente ficaram com o Armin do futuro.
Armin do presente se aproximou e perguntou se estava tudo bem . . . ele notou que não estava.
Obviamente ele notou . . .
Não importava muito.
Minha mente estava confusa . . .
E quando aquela porta se abrisse . . . estaríamos de volta no passado.
O medo tomava conta do meu corpo.
Como está o passado ?
E agora . . . ?
Minha mão suava enquanto segurava a mão do Armin ansiosa e com muito medo do que estaria por trás daquela porta . . .
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