Notas iniciais
OLHA QUEM APARECEU NO ULTIMO SEGUNDO PRA SALVAR O MUNDO O/ EUZINHA O/ consegui entregar no prazo YAAAAAAAASH -q Ainda é sabado bitch~ Vamos lá pros pontos: O capitulo ficou ENOOOOOOOOOOOORME. E tava MUITO maior. Eu me empolguei MUITO quando escrevi ai na hora de revisar reparei que tava com mais de 14 mil caracteres Então tive que me matar pra adaptar um monte de coisa desse capitulo pra estar no 107 Isso me ajudou a demorar MUITO pra postar Depois vem o ponto que demorei uma vida pra achar a imagem em resolução descente (porque não cheguei a terminar esse ap no AD já que eu gastei as PA tudo no halloween hehe) e por fim . . . Como podem ver eu mudei COMPLETAMENTE a imagem (só mantive MESMO a pose e olhe la) Ainda tem o ponto que fiquei adiantando o PB pois tinha que postar as 4 AM e não tinha terminado tava tudo errado 3 MAS O QUE IMPORTA É QUE EU CONSEGUI AINDA NO SABADO O/ lado bom: TEM BASTANTE COISA PRA LER TEM ARMIN PRA DAR E VENDER E O CAPITULO NÃO É PESADO Lado ruim: não tem revelação nenhuma o capitulo não é pesado QUANDO VEM A CALMARIA A TEMPESTADE ARREBENTA TUDO então . . . Acabei c: É isso Boa leitura Deusa Ciclope ama vocês o/ (se tiver erros muito tensos desculpa ;^; Eu tive que mudar MUITA coisa pra passar pro 107 ai só consegui revisar uma vez T_T)

"Você ouviu isso ??" Armin perguntou pra mim espantado.

"MEU DEUS ! TEMOS QUE LIGAR PRO NATHANIEL !!" Eu já falei pulando no telefone.

"Calma ! Vamos ver a noticia completa antes." Armin segurou minha mão e se concentrou na TV.

Na TV falavam que foram encontradas varias provas que iam de conta a benevolência dos de Cristo.

Tinha fotos da casa.

"Foi a Isabelle !!" Eu falei.

"Castiel ferrou com tudo . . . Meu Deus . . . " Armin dizia.

"Ahh Agora você fala isso né ? Mas na hora apoiou e riu."

"Não enche." Armin não me deu atenção e continuou a olhar pra TV>

"Mas . . . Só algumas fotos não seriam o suficiente pra dizer que os de Cristo são satanistas ou coisa do tipo. Até porque o único ritual que eles realizaram na vida foi com a própria filha e não existem provas disso . . . Certo ?" Armin estava pensativo.

"Que eu saiba não . . . Mas o dinheiro eles conseguiram unicamente com investimentos." Respondi.

Na TV mostravam do alto a casa dos de Cristo com aquele circulo enorme de gelatina . . .

Eu meio que me enterrei no sofá de raiva e vergonha pela situação alheia . . . Meu Deus . c. . Alguém pode matar o Castiel ?

Mas o que foi espantoso mesmo . . . Era a pessoa que deu depoimento.

Não mostram o rosto dela, mas eu reconheci o lugar e a pessoa.

"ARMIN !! ARMIN !!! RECONHECE ?!" Eu gritava sacudindo ele e apontando pra TV.

"Não . . . O lugar não me é estranho." ele prestava muita atenção.

"Meu Deus ! Que cérebro de ameba ! Fomos lá hoje !! A casa da namorada do Enzo. O cara que fomos matar." respondi.

"Ameba ? Eu não tenho memória fotográfica igual você e eu estava morrendo de sono. Nem vem com esse argumento fraco pra cima de mim."

"Tanto faz ! É a casa da ex dele !! É ELA ! TENHO CERTEZA !" eu falei.

"Então já temos uma pista . . . Pode ser que a Isabelle não tenha envolvimento direto. Talvez ela só tenha testemunhado e isso acarretado a uma investigação . . .

A ex do Enzo provavelmente sabia bastante . . . " Armin passava o telefone de uma mão pra outra.

"Então . . . O que a Ambre falou com ela quando saímos da casa dela ?" perguntei.

"Vamos perguntar pra ela. Vem." Armin então pegou minha mão e me puxou pra sairmos.

"Alexy vamos na casa do Nathaniel." ele gritava enquanto colocava um sapato.

"TANTO FAZ. NÃO ESQUECE DE TRAZER ENERGÉTICO." Alexy gritou de volta.

Particularmente não entendi mas também não questionei.

"Não íamos ligar pra eles ?" perguntei.

"Nós íamos lá de qualquer forma lembra ? Ligo no caminho. Aliás, você liga, eu dirijo."

Então Armin e eu fomos pra casa do Nathaniel.

No caminho liguei pra casa dele.

Ambre atendeu empolgada.

"Ambre ! Vocês viram as noticias ?" perguntei sem dar chance dela falar.

"N-Não . . . Meu Deus que houve ?" ela perguntava.

"TÁ TODA SUA FAMÍLIA EM CASA ?" perguntei.

"S-Sim . . . Meu pai ia sair agora com meu irmão pro hospital, mas porque ?"

"NÃO DEIXA ELES SAÍREM POR FAVOR ! Aliás, a Isabelle tá ai ?"

"Não . . . Ela não veio hoje. O que tá acontecendo Boreal ?" Ambre parecia confusa no tom de voz dela.

"Só me espera. Eu e Armin estamos indo praí." e logo desliguei sem permitir que ela questionasse mais.

"Podia ter um dia com um pouco mais de paz né ?" Armin falava.

"Ué . . . Não é você quem diz que gosta dessa adrenalina toda ? Que sua vida era chata ?" Eu ri guardando o celular.

"Sim . . . Mas é bom ter uns dias tranquilos as vezes. Quando se faz muito uma coisa repetidamente ela fica monótona.

É tipo comer a mesma coisa todo dia . . . Perde a graça.

É bom variar na hora de repetir a refeição. Por um tempero diferente, sei lá . . . " O Armin parecia tão desanimado . . . Eu estava ficando bem preocupada.

Ele realmente sempre demonstrou adorar isso tudo . . . Porque de repente ele tá assim . . . ?

Eu não sabia como chegar nele, até porque ele é muito fechado.

Mesmo com tanto tempo de amizade ele nunca foi de se abrir comigo.

As poucas vezes que ele falou dos sentimentos dele, ou ele já estava "curado" daquilo e usou a experiencia dele pra me dar sermão, ou foi quando ele escreveu no meu diário . . .

Eu queria ter coragem de chegar nele e sei lá, forçar ele a falar comigo . . .

Quando chegamos na casa do Nathaniel, Ambre nos recebeu.

Estava um empregado limpando o quintal.

"AMBRE ! MANDA ELES PARAREM AGORA !" Armin já chegou gritando.

"hã ? Boa tarde Armin ?" Ambre falou em um tom surpreso e debochado.

"É sério. Não tirem nada do lugar.

Deixa aquela mancha ali. Precisamos dela." Armin apontava pro circulo que Castiel fez.

"Isso tá nojento ! E tá atraindo insetos !" Ambre falava.

"DÁ PRA ME ESCUTAR ? EU SEI O QUE EU TO DIZENDO !" Armin pareceu estressado por uns segundos mas se recompôs logo.

Ambre se assustou e se desculpou . . . E o Armin se desculpou também em seguida.

Eu . . . Não conseguia entender o que estava acontecendo.

Ambre então nos levou pra dentro da casa.

O pai do Nathaniel estava em pé falando com o filho.

"Boreal ! Quanto tempo não nos esbarramos !" Ele falava sorrindo.

"Sim ! Quanto tempo ! . . . Eu não queria que depois de tanto tempo eu fosse trazer noticias ruins mas . . . " fui bruscamente interrompida.

"Vocês não viram o noticiário ? Estão acusando vocês de pactos. É uma coisa um tanto quanto idiota e que muita gente deveria achar piada, mas infelizmente com as fotos e provas que plantaram pra vocês fica difícil.

Filmaram o circulo que o Castiel fez lá fora com gelatina.

Vocês precisam provar rápido que não tem envolvimento nenhum com essas coisas. Já temos preocupações o suficiente pra mais essa!" Armin falava alterado.

"Vamos por vez . . . Primeiramente preciso ver essa matéria." Francis dizia com toda a calma.

Nós fomos no escritório do Francis todos juntos.

Logo Francis, Ambre e Nathaniel acharam o tal programa e assistiram.

Francis parecia pensativo.

"Ambre . . . Você notou que aquela pessoa que deu a entrevista era a ex do Enzo né ? O que você falou pra ela ?" eu perguntei.

"Só falei que protegeria ela caso algo acontecesse . . . Ela parecia assustada . . . Porque ela fez isso ?" Ambre perguntou.

"Você é o demônio com quem o ex dela fez pacto e com certeza contou pra ela.

Ao ver você determinada a ir atrás do Enzo e provavelmente ter descoberto que ele morreu, ela não confiou na sua palavra, isso é óbvio desde o principio já que ela avisou pra ele que estávamos indo pra lá.

Ela nunca confiou nas suas palavras Ambre. Lembra que aquele barista falou que ela fazia tudo pelo Enzo ? Não precisamos pensar muito a respeito." Armin falava calmamente, porém, eu sentia a tensão vinda dele.

"Armin esperto, rápido e lógico como sempre não é mesmo ?" Francis ria.

Ali eu pude ver que ele realmente deve passar bastante tempo com o Nathaniel quando não estou por perto . . .

E é incrível como ele consegue cativar os pais de todo amigo dele.

"OK . . . Já sei como desmentir tudo isso.

Eu tenho a consciência limpa quanto a isso pois sei que nossa família conseguiu se erguer honestamente.

Só tivemos um pequeno empurrão mas nada a ver com demônios e pactos." Francis calmamente pegava o telefone.

"Vai ligar pra quem pai ?" Nathaniel perguntava.

"Pra imprensa. Vamos desmentir tudo. Eles acham que podem falar o que quiser de nossa família ?" Francis parecia se divertir um pouco com a situação apesar de tudo.

De repente eu comecei a me sentir enjoada ali no local.

Eu não sabia o que fazer.

Pedir pra ir pro banheiro estava impossível.

Eu simplesmente saí de lá sem pedir permissão.

Me usei da intimidade que eu havia adquirido do Nathaniel na época que namorávamos.

Conhecendo ele como conheço ele não vai se incomodar nenhum pouco com meu "abuso"> Esse incomodo é mais pessoal meu.

Enquanto eu estava no banheiro pude ouvir batidas na porta.

Eu estranhei, afinal, tinham muitos banheiros na casa do Nathaniel.

Joguei uma água na cara e logo saí.

Era o Armin.

"Enjoo ?" ele perguntou sem enrolar.

"Sim . . . " naquele momento senti uma mistura de enjoo por enjoo e enjoo por tristeza.

". . . Acho que você devia contar logo pro Nathaniel. . ." Armin falou desanimado.

". . . Você não acha que seria melhor esconder dele ?" perguntei.

"Você vai suportar guardar isso ? Além do mais, você ia gostar que te escondessem algo dessa gravidade você estando no lugar dele ? Se ponha nos dois lados . . . Acho que ele merece saber . . . "

"Se eu nunca falar ele nunca vai sofrer por causa disso . . . " respondi.

"Mas você vai falar. Eu te conheço. Então melhor que seja antes o possível. Já tá tudo de pernas pro ar mesmo. Então joga logo mais essa." Armin falava calmamente . . .

Ele tinha um olhar bem melancólico, mas ele não se deixava abalar e parecia estar bem estabilizado . . . Pra alguém que não conhece ele como eu conheço.

Saí de lá pensativa.

Depois disso o resto do dia foi bem cansativo pra mim . . . Eu não tirava meus pensamentos do que eu tinha que falar pro Nathaniel.

A imprensa veio toda na casa dele.

E nós só ficamos assistindo o Francis resolver tudo.

Ele foi muito pratico em tudo.

Não ouvi toda a entrevista, mas o que ouvi deu pra ver que isso se resolveria bem.

"Primeiramente gostaria de esclarecer que a forma como ganhei dinheiro é toda registrada.

Eu simplesmente investi certo no momento certo. Isso qualquer pessoa comum.

Então peço que antes de acreditar em fofocas, principalmente fantasiosas feito essas, que parem para analisar todos os fatos." ele respondia.

"Mas e aquele circulo que está em seu quintal ? É sangue certo ? Uma empregada falou que vocês pediram a filha dela pra sacrifício."

"Poderiam me acompanhar ? " Francis falou de forma polida com o entrevistador.

"Deem uma olhada nesse "sangue" e me digam . . . Ele cheira a morango não ?" Francis ria enquanto entrevistador analisava o local.

"Poderia explicar essa piada ?" o rapaz perguntava.

"É gelatina. Sabia que sangue falso caseiro é fito com gelatina ? Nesse caso foi feito com gelatina de morango, mas . . . Foi um amigo de infância do meu filho que estava querendo aplicar peças em uma das empregadas.

Ele simplesmente é muito elétrico e está passando uma temporada aqui na minha casa." Francis não perdia a postura.

"Mas . . . E a moça que falou que sua filha tinha um pacto com o namorado dela. Temos muita coisa que aponta que algo suspeito está acontecendo. Inclusive, por onde esteve sua filha esse tempo todo ? O que foi aquela cena que foi transmitida em rede nacional a meses a trás que envolvia sua filha ?" o homem era insistente.

"Minha filha estava desaparecida como todos sabem. E eu tenho uma vida reservada, logo, não vi necessidade de expor para rede nacional.

Aliás . . . Por eu ter uma vida reservada que gostaria de saber quem deu permissão para que filmassem o meu quintal sem permissão . . . " Quando Francis falou isso isso acarretou em uma pequena discussão com o entrevistador, que rebatia sempre com novas perguntas questionando a religião dos de Cristo.

Por fim . . . Francis venceu essa "batalha".

Eu ? Ainda estava pensativa.

"Ainda bem que fomos rápidos e que o Francis estava em casa. Porque esse problema foi solucionado de forma bem rápida." Armin falava se sentando ao meu lado.

Francis havia ido acompanhar a imprensa para fora de casa.

"Infelizmente não vou poder manter o emprego da Isabelle depois dessa acusação séria . . . " Nathaniel dizia se aproximando."

"Poderia indica-la pra alguém . . . Só pra não deixa-la sem emprego." eu respondi.

"Ótima ideia . . . " Nathaniel foi então bruscamente interrompido.

"Castiel já voltou ?" uma voz familiar falou conosco.

Era . . . O outro Castiel.

"Não . Ele não voltou . . . Se não for incomodo, poderia voltar pro seu quarto ? A imprensa ainda está aqui." Nathaniel respondeu.

"Eu vi o velho levando eles até o portão. A barra tá limpa." Azriel respondeu.

"Castiel é você ?" Armin falou um tanto quanto espantado mas em tom de zoação.

"Azriel porra !" ao ouvir isso na mesma hora eu coloquei a mão no rosto . . . Não pude acreditar.

Castiel foi clonado mesmo . . .

"Afinal . . .Você pode responder quem é você, o corpo no caso ?" Armin questionou.

"Não." Azriel então simplesmente voltou pro quarto dele e se trancou.

"QUE FOI ISSO ?!" eu exclamei.

"Já conversamos como ele . . .

Ele disse que não tem lembrança nenhuma sobre quem é o dono do corpo, só lembranças da vida dele mesmo. E inclusive ele não aceita falar nada sobre ele.

Nome, de onde veio, NADA. Só diz não lembrar e sempre desconversa ou se isola quando puxamos o assunto . . . Desculpa a confusão e por não ter respostas satisfatórias." estranho.

"Realmente viemos só pra ter respostas e avisar do problema já resolvido . . . " Armin respondeu e um silêncio pairou no lugar.

Nathaniel sorria e olhava pra mim e Armin sem graça.

Ele parecia esperar mais alguma coisa.

"Que houve ?" ele finalmente perguntou.

Armin olhou pra mim como se esperasse que eu contasse. Eu só abaixei a cabeça. Armin respirou fundo e falou que era nada e que estávamos indo embora.

"Podemos conversar depois Armin . . . ?" Nathaniel falou.

"Tudo bem . . . " Armin ainda desanimado só falou "vamos" e virou pra sair.

Enquanto o Armin saia eu respirei fundo e finalmente falei.

"Nathaniel eu to gravida . . . "

Armin virou de uma vez só e olhou pra mim espantado . . . O mesmo olhar foi lançado do Nathaniel pra mim.

"C-Como assim . . . ? Armin . . . ?"

Eu então balancei a cabeça negativamente e apontei pro próprio Nathaniel com muita vergonha.

Nathaniel ficou com uma cara muito chocada.

Ele olhava pros lados perdido.

Armin só parou do meu lado.

"Eu te diria pra sentar, mas você já tá sentado." Armin soltou esse comentário maravilhoso . . . Porque claro, ótimo momento pra fazer piada.

"V-Vamos pra um lugar mais reservado." Nathaniel dizia nos levando pra aquele pequeno escritório largado no primeiro andar.

Eu estava nervosa, meu coração parecia que ia sair pela boca.

Eu me sentei na cadeira e Armin ficou em pé escorado na mesa.

"Como assim eu vou se pai ?" Nathaniel não fez rodeios ao perguntar.

"Quer que eu explique como a criança foi gerada ? Se quiser meu irmão tem ótimos livros de anatomia. Podemos pegar pornôs também pra ter ajuda visual." Armin dizia.

"É sério Armin . . . Eu . . . Não sei o que dizer . . . Isso é verdade ?" Nathaniel falava chocado.

"Sim . . . e a criança é sua." Nathaniel parecia muito perdido . . . Eu imagino como a cabeça dele deve estar agora . . . Igual a minha.

Principalmente porque não estamos mais juntos e dificilmente voltaríamos.

"Eu não tenho muito o que falar a respeito . . . Só me resta ficar chocado com a noticia e . . . Obviamente fazer todo o possível pra ajudar ! Eu quero ser pai dessa criança obviamente. Estou contraditoriamente feliz e desesperado . . . " Nathaniel passava a mão na cabeça de uma forma nervosa.

"A questão é: Nós 3 temos que resolver isso juntos. Porque temos aqui a Boreal, o pai da criança e eu que estou atualmente com ela. Então não é tão simples assim."

"Você não quer que saibam que o filho é meu . . . é isso ?" Nathaniel questionava.

"Um pouco disso sim. Mas não é por minha causa. Penso na Boreal. Ela tem esse magnetismo todo, um olho só, e um monte de complexo . . . Por mim estaria tudo bem, mas . . . "

"Você quer dizer que eu não vou poder agir como pai do meu próprio filho ?" Nathaniel retrucava.

"Basicamente seria melhor assim . . . Pelo menos perto de outras pessoas . . . " Armin insistiu na ideia.

"Armin. . . Eu não consigo me imaginar fazendo isso. Até porque não é o que eu quero."

"E sabia que não seria fácil assim . . . Boreal, você poderia se retirar um instante ?" Armin falou de repente pra mim.

Eu não retruquei . . . Até porque o clima estava muito estranho.

Mas confesso que ao sair, eu quis voltar pra ouvir . . . Mas eu sabia que a sala era bem abafada e não teria como . . .Eles escolheram de proposito aquela sala pra conversar.

O assunto querendo ou não me envolvia . . . Eu confio neles, principalmente no Armin . . . E o Armin realmente nunca tomou alguma atitude sobre a minha vida sem me consultar antes, mas . . . Eu precisava saber o que eles iam conversar já que eu não podia ficar presente . . .

Do que eles iam falar ?

Tentei lentamente abrir a porta, só o suficiente pra sair som.

Caso reparassem eu ia inventar que voltei pra falar algo.

Mas no caso, minha tentativa foi bem sucedida.

Não dava pra ver eles, só dava pra ver levemente uma ponta da cadeira direita.

Mas dava pra ouvir . . .

As vezes ficava inaudível, mas o que ouvi foi o suficiente.

"Armin . . . Seu pedido está fora de cogitação. Eu entendo o que você falou a respeito da Boreal mas . . . Eu não consigo aceitar a ideia de ter um filho e fingir que não tenho ligação nenhuma com ele.

Eu quero ajudar.

Eu não esperava por isso. Mas já que aconteceu . . . Só me resta fazer a coisa direita." pude ouvir Nathaniel falando.

"Nathaniel, sua intenção é nobre . . . E você não tá errado. Mas entenda o lado da Boreal." Armin retrucava.

"É o lado dela ou o seu ? Será que realmente não tem parte da sua insegurança envolvida nisso Armin ?" Nathaniel respondeu de forma ríspida.

Armin não respondeu nada, só ficou calado.

"Tem sim . . . Óbvio que tem.

Ia ser hipocrisia minha falar que é 100% por causa dela.

Mas acredite . . . Pelo menos 80% da causa é unicamente minha preocupação com o que vai ser do psicológico dela.

Eu já to desgastado demais, então pra mim tanto faz o que vai ser da minha saúde mental daqui pra frente, mas a saúde mental dela . . . Ela precisa bem mais que eu pra enfrentar toda a barra que é a vida dela." eu não podia ver a expressão de nenhum deles . . . Mas eu podia deduzir pelos timbres.

"Armin . . . Eu não vou mentir pra você, você é meu amigo e uma das poucas pessoas que confio hoje em dia.

Eu ainda gosto dela, mas . . . Isso realmente não me afetou nas minhas decisões.

Desde o inicio da nossa amizade fomos honestos um com o outro. E eu sempre soube dos seus sentimentos por ela e sempre confiei em você ainda assim.

Eu não pretendo usar essa criança de pretexto pra recuperar ela. Até porque foi eu quem terminei com tudo." Nathaniel dizia.

"Nathaniel . . . Eu não tenho medo disso. Eu nem acho que você vai fazer esse tipo de coisa. Eu só não quero que ela tenha mais problemas na cabeça do que já tem.

Deve ser difícil pra você imaginar esse tipo de situação já que sempre viveu em berço de ouro e a unica vez que teve dificuldades mal teve interação social.

Mas pensa, o que vão falar dela ? Vocês ficaram muito tempo juntos sim, mas na hora de julgar ninguém vai procurar saber se você foram casados sequer.

A Charlotte já jogou na cara da Boreal uma vez que ela ficou contigo só por status social e que você descobriu e terminou tudo . . . " o silêncio então voltou pro local.

"Depois desse dia . . . A Boreal voltou com os complexos dela. Até porque a Charlotte fez questão de jogar na cara dela do quanto ela era anormal por causa da falta de um olho.

A Boreal tem muitos complexos, e precisamos dela com saúde mental descente pra que ela aguente tudo que está por vir.

Não sabemos o que pode acontecer.

Tudo tá caminhando pra um lado cada vez pior . . . "

"Armin . . . Eu . . . Eu não sei o que dizer nem como decidir isso . . . É muito complexo." Eu sentia no tom do Nathaniel desespero.

"Porque não fazemos assim . . . Vamos continuar a pensar com calma. Ninguém sabe ainda disso.

Até ela dar sinais visíveis de que está gravida teremos tempo pra discutir isso e tomar uma decisão os 3 . . . " Armin falava determinado.

"Certo . . . " Eles então voltaram para o silêncio.

Eu estava saindo ao reparar que o silencio estava muito extenso, porém parei quando vi que iam continuar o assunto.

"E a sua saúde mental Armin ? Como fica ?" Nathaniel falou.

"Tanto faz . . . Nunca tive mesmo."

"Armin . . . Você não pode falar tanto faz. Já falei pra você que se você quer cuidar dos outros tem que se cuidar primeiro.

Como quer dar estabilidade pra Boreal se você não consegue se manter estável." quando o Nathaniel falou isso pude ouvir o Armin rindo.

"E quando foi que eu tive a mente estável ? Nathaniel, você é a a única pessoa pra quem eu já me abri. E você sabe melhor que ninguém que eu nunca tive essa estabilidade aí.

Eu sou lógico, eu sou inteligente, eu reconheço tudo isso. Mas minha mente é uma montanha russa.

Isso tudo que acontece com a Boreal me ajudou bastante, nunca vou negar.

Mas . . . A frequência que essas coisas tem me atingido diretamente está me deixando mais frágil. Tem sido difícil manter a lógica acima das situações." Armin estava falando mais baixo . . . E aquilo me apertava o coração. Na hora eu confesso que me irritei um pouco, porque ele se abre com o Nathaniel mas ele NUNCA falou o que sente pra mim.

Só quando já estava com as coisas teoricamente resolvidas.

"Armin . . . Já experimentou falar essas coisas com ela ?Vocês estão juntos . . . Acho justo e--"

"Não vou. Ela não tem o mesmo preparo que eu. Eu já to acostumado a lidar com esse monte de pensamento horrível sobre a vida e consigo sobreviver com isso.

Ela precisa ficar longe dos problemas. Como vou poder apoiar ela se eu demonstrar que estou mentalmente abalado com tudo ? Conhecemos ela. Ela tem a mesma síndrome que você de se martirizar. Seria muito fácil pra ela se afastar só porque ela tá sendo a causa do meu estado mental, e vamos ser realistas, eu tenho segurado ela sozinho. Qualquer pancada que ela toma, eu quem to tomando. Ela só sente indiretamente, eu to tentando tomar todos os golpes. Se ela souber disso tudo ela não vai deixar que eu continue com isso." ali . . . Eu me senti um monstro . . . Eu tentava ouvir e pensar no que ele dizia e tentar ir de contra . . . Mas ele tinha razão.

Eu não conseguia evitar de me culpar.

Doía pensar que o Armin estava passando por tanta coisa que eu nem fazia ideia . . .

Como nunca nem julguei ou desconfiei ?

"Armin . . . Você sempre foi o pilar dela e isso é visível desde que eu estava com ela. Razão de eu achar a amizade de vocês admirável.

E sinceramente, você se tornou parte essencial da minha vida também. Não sou dependente igual a ela, mas é contigo que converso quando tenho problemas, você sempre tem conselhos bons e gosto de saber que você me vê da mesma forma.

Mas falando realmente como seu amigo . . . Você não pode se dedicar cegamente a isso.

Eu sempre fiz mais pelos outros do que por mim. Mas sinceramente, eu não tenho pensamentos suicidas ou coisas do gênero. Eu estou bem comigo mesmo.

Você não. Não tem como dar apoio pra alguém sem ter saúde pra isso. Você não vai viver sem deixar passar que está em um estado critico. Ela vai notar uma hora ou outra. Então é melhor que fale logo." Nathaniel estava sendo muito paciente.

"Um dia quem sabe . . . Ainda não é o momento.

Principalmente agora que temos diretora, organização, Castiel 2, Jade e ainda por cima a gravidez dela. É uma bola de neve.

Talvez assim quando der a calmaria eu esteja até melhor. Pode ser que o estress de muita coisa ao mesmo tempo esteja--"

"Armin eu te conheço. Você vai esperar que tudo melhore pra falar sobre isso. Caso não melhore as coisas você vai continuar calado.

E vamos ser realistas ? Quando algo melhorou ?

As coisas só tem piorado e os problemas aumentado.

Da ultima vez você viu no que deu.

Você assumiu abertamente no diário dela que estava em estado critico já. Que tava feliz que ia ter um reset na sua memória.

Naquela época você não tinha esse envolvimento todo sentimental com ela, muito menos com os problemas que tem acontecido.

Agora você precisa de tanto apoio quanto ela. Para de tentar ser super herói o tempo todo e tentar ter tudo sobre seu controle. As coisas nem sempre vão correr do jeito que você quer." Nathaniel não dava brecha pro Armin falar.

Mas na primeira brecha o Armin respondeu.

"A diferença entre eu e você é que eu não aceito que as coisas não andem do meu jeito.

Nós dois pensamos igual em muitos pontos, mas não nesse ponto.

Você se conformou com a Boreal da outra linha falando que não podiam ficar juntos por conta de algo que acontecerá no futuro.

Pela segurança da Boreal você obedeceu.

Eu ? Não aceito respostas contrarias das minhas expectativas.

E eu sim, estou me apoiando no fato de eu ter uma maquina no futuro pra ter certeza que as coisas vão correr do meu jeito."

"A Debrah já falou o perigo disso, tudo que você causou e--"

"E EU NÃO ACREDITO NELA !

Nathaniel. Ela esta tão confusa quanto eu.

Quanto eu ? Minto. MAIS QUE EU.

E não culpo ela. Ela tem a consciência de milhares dela ao mesmo tempo . . . É enlouquecedor só de pensar.

Ela não tem certeza que foi eu.

Eu faço coisas, eu sacrifico pessoas pelos meus objetivos, eu realmente sou insistente. Mas eu sou lógico, lembre-se disso.

Eu faria tudo que ela disse, mas teria que ter uma logica grande por trás e mesmo assim . . . Eu sei que destruir linhas temporais não vai solucionar nada.

Ela deu a entender que eu fiz de proposito.

Porque ninguém pensou que talvez eu esteja tentando impedir que elas se destruam ?

Porque EU sou o causador de tudo ?

É bem mais do meu feitio tentar salvar tudo e não destruir tudo . . .

Então eu confio em mim mesmo acima de tudo. E se aquele meu eu do futuro for realmente eu que estou falando contigo agora, significa que eu cresci bem e que meus pensamentos não me destruíram, pelo contrario, eu estou vivo. Saber que vivi mais uns 10 anos no minimo é espantoso pra alguém que tentou o primeiro suicídio com menos de 15 anos.

Logo, só vou continuar seguindo o ritmo em que estou. Se ele não for eu, vamos descobrir. Eu não vou contar nada pra Boreal no momento. Quando eu achar que devo eu falo."

Os dois ficaram em silêncio novamente.

Eu ouvi um barulho leve. Poderia ser um abraço, não sei.

Por vezes em meio ao silêncio eu ouvi aquele som que fazemos quando choramos ou tentamos conter o choro . . .

Eu não sabia bem de quem vinha o som, mas pelo dialogo deduzo ser do Armin.

Eles não falavam mais nada.

E as poucas coisas que falavam era inaudível . . .

Preferi me retirar antes que descobrissem que eu ouvi tudo . . .

Sempre que escuto as conversas do Armin com o Nathaniel eu me choco . . .

Fiquei aguardando eles voltarem na sala.

Ambre ficou comigo, e por muitas vezes perguntou se eu estava bem.

"Azriel . . . Esse anel é do Castiel ?" Ambre perguntou enquanto Azriel passava pra cozinha.

"Não, é do Enzo. Roubei ontem. Castiel pegou uma pulseira dele também." Azriel respondia.

"Faz o favor de não ficar agindo e indo na onda do Castiel tá ?

Você parece ser mais esperto." Ambre falou com cara de raiva.

"Prometo nada não." Azriel ria indo pegar uma maçã.

Ele estava com uma roupa menos espalhafatosa e parecia bem mais vivo.

"Azriel . . . Qual é seu nome de verdade ? Você não é a alma do Castiel desse corpo não é ?" eu perguntei sorrindo.

Ele me encarava.

"Não sou ele já falei. E não sei quem eu era."

De repente ele mordeu a maçã e saiu em direção a porta dos fundos.

"Eu falei que ele não quer falar sobre . . .

Ele já falou que não sabe quem era, que não lembra, que não interessa . . . Ele com certeza sabe e tá escondendo."

"Vocês não tem medo ? Não sabem quem é ele e mantem ele aqui . . . " perguntei.

"Eu to calejada quanto a medo. Sinceramente depois de tanto tempo vendo coisas estranhas eu não fico mais com medo de um idiota qualquer com super força. Até me espanto que ainda tenho sanidade . . . Foram anos da minha vida presa sem poder reagir, só pensar.

Mas . . . Meu pai tomou providencias. Tem seguranças por toda a casa.

Além do mais ele dorme com o Castiel. Então o Castiel protege a gente caso o Azriel faça algo. Mesmo sem super força ele sabe se virar bem . . . E bem, se o Azriel matar o Castiel saímos no lucro.

Porque assim tem menos chance dele engravidar alguma menina por ai e multiplicar essa genética estupida dele." Quando Ambre falou isso eu confesso que gargalhei.

Quem diria . . . Castiel é pior que eu na minha época de ameba.

Eu evolui . . . Ele regrediu . . .

Após aproximadamente 15 minutos(talvez um pouco mais), Armin e Nathaniel vieram.

Armin estava com o nariz levemente vermelho, nada perceptível a menos que se chegue bem perto.

Prometi pra mim mesma que iria esperar que ele viesse falar comigo . . .

Até porque ele provavelmente iria berrar por eu ouvir atrás da porta.

Mas isso não vem ao caso . . .

"Bem, viemos basicamente pra isso. Agora que tá tudo resolvido . . . Pelo menos parte dos problemas. Eu vou indo. Você vem Boreal ?" Armin perguntou.

É engraçado que ele não impõe que eu vá com ele mesmo eu estando na casa do meu ex.

Falei que eu ia obviamente.

Abracei a Ambre e em seguida me despedi do Nathaniel e logo me apressei pra ir pro carro com o Armin.

As vezes penso: o pai do Armin devia dar logo esse carro pro Armin. Ele usa mais que o proprio Arnaud.

No carro assim que entramos, Armin estava se posicionando pra irmos e eu estava muito agoniada com tudo que tinha ouvido. Involuntariamente eu abracei ele.

"Tá carente ?" Ele perguntou em tom de deboche.

Eu normalmente retrucaria e ele sabe disso . . . Provavelmente meu silêncio fez ele entender que tinha algo errado . . .

Mas Armin como sempre respeitou e não insistiu pra que eu falasse o que estava acontecendo.

Aos poucos ele só me abraçou.

Eu me sinto tão idiota por nunca ter notado o que ele passa . . .

Apenas seguimos nosso caminho pra casa dele.

Eu avaliei a situação toda e . . . Além de eu estar pra ter um filho do Nathaniel, eu rejeitei o Armin e fico esquivando dele o tempo todo e ainda assim ele continua comigo me apoiando sem me cobrar nada . . . ele solta piadas e tudo mais, mas eu sei que são piadas.

. . . Como deve ser difícil pra ele soltar essas piadas . . .

Estou me sentindo muito mal com isso tudo . . . E eu decidi que iria compensar.

Quero que ele se sinta a vontade pra confiar os sentimentos dele pra mim.

Eu tenho uma visão tão inabalável e de super herói do Armin que esqueço que ele é só um adolescente normal.

. . . Nem tão normal assim . . .

Quantos meninos da idade dele conseguem fazer as coisas que ele faz ou se manter maduro e com humor diante de situações desesperadoras ?

Mas de qualquer forma. . . Eu me esqueço totalmente de considerar os sentimentos dele.

No caminho Armin passou em uma loja de conveniência e comprou . . . Energético . . .

"Ué . . . É o que o Alexy pediu . . . Tá . . . Explica . . . "

"Eu bebi todo o energético dele e ele tá me cobrando. Só isso." Armin respondeu com aquele olhar apático dele que tanto me irrita.

Parece sempre um "tanto faz".

Ao chegarmos a casa estava trancada e tinha um bilhete na mesinha da lateral.

Eu fui entrando enquanto perguntava o conteúdo do bilhete.

"Alexy está na casa de um dos milhares de namorados dele. Provavelmente o Castiel já foi pra casa do Nathaniel também.

Melhor parte disso tudo é que meus pais saíram pra uma viagem que diz respeito ao trabalho da minha mãe. Ou seja: Poderemos usar a sala com aquela TV enorme a noite toda !" os olhos do Armin brilhavam.

Ele realmente ama essa TV meu Deus . . .

"Eu não quero assistir nada não . . . Não to com paciência . . . "respondi indo pro quarto.

Armin veio correndo atrás de mim enquanto falava "VOCÊ TÁ ESQUIVANDO ! SÓ PORQUE QUERO VER HORA DE AVENTURA !" ele parecia uma criança meu Deus.

Eu confesso que eu não queria ver porque minha mente estava atordoada com as informações.

Eu precisava esparecer um pouco, e ver algo não ia me relaxar.

Deitei na cama dele toda tensa e fiquei vegetando olhando pro nada perdida nos meus pensamentos.

Armin jogou um pacote de balas do meu lado e foi pra mesa do computador pegar o note dele.

Era um saco da minha bala favorita.

"Haribo Star Mint ? Você comprou isso quando ??" perguntei abrindo empolgada.

"Quando comprei os energéticos do Alexy.

Eu ofereci pra ele no fim ficamos la comendo as balas enquanto ele mexia no note dele.

Eu realmente não queria fazer nada, só fiquei vegetando vendo ele fazer as coisas dele e comendo a bala.

Foi quando . . . Só tinha uma bala.

Nós dois começamos a nos encarar pra ver quem ficaria com a bala.

"Você deu o saco pra mim lembra ? Eu quem ofereci." eu falei pra ele.

"Mas eu quem comprei. Então eu quero essa bala." Armin tentou puxar de volta.

Por fim . . . Começamos a brigar por causa . . de uma bala.

É isso mesmo . . . Uma bala . . .

Avaliar a situação por fora me faz notar que temos um relacionamento bem divertido.

Ele sempre joga sujo e usa a força dele pra me imobilizar e ter o que quer, e eu já sabia que esse seria seu movimento.

Como previsto eu dei um jeito a todo custo de por a bala na boca antes que ele pudesse me imobilizar, com grande dificuldade, consegui.

Eu ria vitoriosa enquanto ele ficava emburrado e me fazia tentar cuspir a bala.

Ele fazia cocegas em mim e me sacudia.

Apertava a lateral da minha boca a todo custo tentando me fazer cuspir. Foi realmente uma luta não cuspir a bala.

"O QUE VAI GANHAR SE EU CUSPIR A BALA SEU IDIOTA ?!" eu gritei.

"NADA ! MAS PELO MENOS NÃO VAI FICAR CONTIGO ! NÃO ACEITO QUE CANTE VITORIA." ele continuava tentando me fazer cuspir.

"ACEITA QUE PERDEU UMA VEZ NA VIDA ARMIN !" Quando eu falei isso, o Armin parou.

Eu me senti com peso na consciência . . . Sei lá.

Depois de ouvir aquilo tudo que o Armin falou pro Nathaniel, qualquer atitude dele eu estou pensando que possa ter um sentido mais profundo . . .

E realmente acredito nisso, mas não posso deixar isso me fazer mudar com ele.

Eu acredito nele quando ele diz que realmente se diverte comigo.

Pensei que ele iria desistir, porem, me enganei.

Armin parou em cima de mim e me beijou.

Movimento que não previ dele principalmente por estar perdida nos pensamentos referentes a ele.

Ainda estou sem costume com essas liberdades que ele tem agora.

Sendo que . . .
Ambos se entregaram ao beijo. Ele é natural isso . . . Mas eu não.

Nunca dou o braço a torcer pra ele. Mas dessa vez . . .Não fui como sempre e tratei aquilo de forma natural.

Foi bem mais fácil que das outras vezes pra ser sincera.

Perdi totalmente o foco que era nossa brincadeira idiota com a bala pela forma como ele saiu me apalpando e puxando como sempre.

E em meio ao beijo, ele ousou como sempre.

Armin passava a mão sobre meu corpo, confesso que tive receio e vontade de afasta-lo em alguns momentos . . . Ele definitivamente é o que mais tem essas coisas com toque.

Não era porque estava me desagradando, mas porque minha cabeça ainda tem um pouco daquela confusão quanto a impor um limite pro Armin . . .

Mas depois do que ouvi . . . Ficou bem mais fácil ignorar minha mente e aceitar o que meu corpo e meu coração queriam.

Finalmente eu tomei coragem . . .

Eu não afastei o Armin em momento algum.

Minha mente ainda estava dividida entre quebrar essa barreira com ele e não quebrar.

Eu queria fazer isso com o Armin, mas parte de mim não queria por medo. Medo de perder nossa amizade talvez . . .

Muitas coisas passavam pela minha cabeça referente ao nosso relacionamento.

E eu não tinha certeza de nada na verdade. Acho que muito do bloqueio que tenho com o Armin é o mesmo tipo que eu tinha com o Ken. Amizade excessiva.

A diferença é que Armin facilmente conseguiu dar um chute e derrubar essa parede que tinha entre nosso relacionamento de amizade e amor.

O Ken não conseguiu.

Armin sempre sabe tudo que passa na minha mente, então provavelmente ele sabia que esse era o meu pensamento quanto ao nosso relacionamento . . .

Levando isso em conta, creio que ele não iria querer desperdiçar nossa amizade também.

Então provavelmente ele pensava nisso tanto quanto eu, porém, se sentia seguro pra continuar sendo meu amigo mesmo se dessemos errado como um casal provavelmente.

Acredito que ele seria como sempre foi, o pilar que nos carrega.

Se acontecesse de no futuro tudo dar errado, provavelmente Armin iria me forçar a continuar amiga dele e agira como se nada tivesse acontecido entre nós.

Levando tudo isso em conta, eu decidi que me arriscaria.

Eu decidi deixar tudo nas mãos do Armin e seguir meus instintos.

Se eu queria transar com ele, eu iria fazer e pronto.

Armin iria cuidar pra que tudo ocorresse bem. Era isso que eu pensava.

É um pouco infantil jogar toda a responsabilidade nele agora parando pra pensar, porém . . . Eu quero jogar pra ele porque confio nele e sei que ele fará as escolhas certas como já tem feito.

Eu me sinto horrível de pensar isso depois de ouvir o quanto ele está desgastado com tudo . . .

Mas é inevitável.

Armin já passou esse tempo todo gostando de mim em silêncio e apoiando meu relacionamento com seu melhor amigo.

Armin agora que finalmente conseguiu ficar comigo está sendo super paciente com minhas rejeições e tentando ao máximo me manter feliz e me mimar do jeito dele.

Armin agora que finalmente está comigo descobriu em menos de 2 semanas de relacionamento que sua namorada está gravida do seu melhor amigo.

Armin mesmo depois de tantos problemas prometeu ficar do meu lado custe o que custar.

Ele tem uma paciência que eu duvido que outra pessoa teria.

E atualmente enquadro o Nathaniel nessa lista de pessoas sem paciência sabe.

Ele é uma pessoa paciente mas ele não luta de todas as formas pra ter a resposta que ele quer.

Nathaniel se conforma com as respostas obtidas 90% do tempo.

Armin não aceita que NADA ocorra fora de como ele planejou.

Armin por muitas vezes pareceu ser cuidadoso quanto a me deixar o mais confortável possível com a situação.

Ele não me pressionou ou forçou nada, foi tudo bem natural.

Armin beijava e acariciava meu rosto e meu corpo. Ele definitivamente tem muito mais essa coisa de toque do que o Castiel ou Nathaniel.

A sensação de nervosismo por ser extensa me deixava com medo do que estava acontecendo, ou no caso, do que estava pra acontecer.

Porém, Armin realmente foi o mais cuidadoso possível pra que eu não me assustasse, ele sabia que eu estava com medo de fazer isso com ele . . .

O fato dele ser mais cuidadoso que o Castiel e mais experiente que o Nathaniel fez MUITA diferença.

Tudo que passei com os dois foi maravilhoso, não irei cuspir no prato que comi.

Vivi momentos bons com eles e adquiri muita experiencia de vida.

Mas . . . Eu não consigo evitar de comparar e chegar sempre na mesma conclusão: Armin está sendo melhor.

Não me refiro unicamente a sexo. Mas de modo geral . . .

Porque ele não saí do meu lado, e eu preciso disso.

Não só por termos conhecimento amplo sobre um e o outro mas porque ele realmente é zeloso comigo independente do que esteja acontecendo.

E a maior prova disso foi a situação em que nos encontrávamos . . .

Ele estava sempre preocupado se ia me incomodar mas sem perder seu habito de me alisar toda.

Ele realmente explorava cada canto do meu corpo e descobria sozinho quais regiões e movimentos eram mais sensíveis em mim. Algo que sinceramente era novidade pra mim.

O problema é que ele sempre estava se usando daquilo que ele descobria que eu tinha gostado e depois parava sem mais nem menos pra me fazer ter mais vontade.

Armin ao mesmo tempo que foi zeloso comigo e tentou me manter confortável enquanto ligava mais pro fato de eu me sentir bem do que pro fato de ele se sentir bem, ele era cruel.

Mas não uma crueldade ruim . . .Se é que existe um lado bom nessa palavra.

Após o Armin ver que eu estava solta e a vontade, ele começou a ficar mais s mais bruto.

Armin sabia explorar cada canto do meu corpo pra usar contra mim.

Ele literalmente me torturava de uma forma que . . . Não sei definir, mas me deixou muito mais empolgada do que todas as relações que tive.

Ele fazia coisas pra me agradar até me deixar confortável com a situação, quando ele via que eu estava confortável com a situação simplesmente parava UNICAMENTE PRA ME IRRITAR.

Armin sabia tudo que eu gostava pois leu no meu diário, e sim, ele se aproveitou desse conhecimento.

Armin era sempre dominante DEMAIS. Confesso que preferi. Inclusive isso encaixa bem com a personalidade dele que tanto busca ter controle de todas as situações possíveis.

Por muitas vezes ele fazia algum movimento e quando ele via que eu estava desesperada por mais parava repentinamente e ficava me assistindo desesperada. Era muito cruel . . . Mas . . . Ele sabia como fazer de forma que não irritava.

É irritante pensar que isso foi bom no fim das contas.

Basicamente: foi Armin o tempo todo. Tentando me irritar e me deixar na vontade como tudo que ele faz na vida. FIM.

Tornou até mais exaustivo . . .

Ele sabia bem o que estava fazendo e sabia MUITO BEM me fazer depender e implorar. . . Porque não me espanto com isso vindo dele ?

Nunca imaginei que justo o Armin iria ser o mais experiente e excitante.

Confesso que torço pra que ele não toque nunca mais no meu diário, porque seria constrangedor demais saber que ele leu meus pensamentos referentes a nossa transa.

Além do mais, tem informações que não quero que ele leia aqui sobre eu ter ouvido a conversa dele . . .

Creio que se eu pedir pra ele respeitar minha privacidade ele vai respeitar . . .

Fora que eu elogiei ele e muito ele... Isso aumentaria seu ego DEMAIS.

Serei sincera, ter a liberdade que tenho na casa do Armin e estar sozinha com ele é a melhor coisa do mundo.

Eu simplesmente pude por qualquer roupa que vi na frente e perambular pela casa sem medo de ser pega e ouvir uma bronca ou receber olhares tortos, diferente de como era com o Nathaniel.

Os pais do Nath eram legais, mas . . . É constrangedor.

Acho que mesmo que a mãe dele me visse eu ia ficar menos constrangida, afinal, ela é . . . Doida ?

Desde que fiquei com o Armin eu confesso que me tornei um tanto quanto relaxada. (na verdade de antes)

Antes eu tentava estar sempre bem arrumada, mas com o Armin ?

Ele já me conhecia de cima a baixo, não tinha sentido algum eu me arrumar toda pra fingir ter um visual diferente e arrumado pra ele. Ele sabia como eu era arrumada e desarrumada de muito antes de sequer sonharmos ficar juntos.

E aquele sentimento de amizade se mantinha forte apesar de todo nosso envolvimento carnal, então eu realmente me sentia a vontade pra ser relaxada.

Me levantei e fui até o armário do Armin.

Tinha um casaco especifico dele que eu sempre pegava desde antes. Ele leva esse casaco na mochila pra caso do tempo esfriar muito, mas maior parte das vezes não usa e eu quem termino pegando. Sempre foi assim.

Era um casaco que ele mal usava, bem velho na verdade.

Mas eu adorava o formato do casaco e o tecido, não sei porque.

Quando eu me levantei pra procurar o casaco o Armin ainda na cama com um jeito um tanto quanto preguiçoso e olhando pra mim começou a falar comigo.

"Uma pergunta que já foi respondida mas quero saber por você . . . Aquela tatuagem na sua bunda. . ." Antes que ele terminasse eu falei.

"Você sabe que o Castiel escreve o nome dele em tudo ! Até o Lysandre tem o nome do Castiel tatuado. Não significa que ele comeu o Lysandre." eu falei impaciente.

"Olha . . . Não seria estranho descobrir isso . . . Vai que . . . " eu só dei um soco leve nele enquanto passava pra porta.

"Mas sério, ele fez a tatuagem e você não sentiu por conta da super força né ?" Armin se levantou vindo atrás de mim.

"Isso mesmo." respondi.

Armin então parou do meu lado sorrindo enquanto eu pegava um copo de água.

"O que foi ?" perguntei.

"Eu ganhei" ele dizia.

Realmente não entendi na hora, até que ele completou.

"A bala. Eu fiquei com a ultima bala." quando me toquei do que ele se referia eu joguei a água do copo nele que desviou e pegou só um pouco na calça dele.

"VOCÊ VAI LIMPAR ESSE CHÃO COM A LÍNGUA ! OLHA SÓ ! VOCÊ MOLHOU A COZINHA TODA !" Armin gritava.

"A casa é sua. Você que limpe. Eu sou visita e derramei sem querer." nesse momento eu coloquei o copo no lugar e fui direto no armário pegar algo pra comer.

"Intimidade é uma desgraça . . . " Armin resmungava me olhando com ódio.

Eu fiquei em pé assistindo ele arrumar e rindo. Até esqueci dos problemas naquele momento.

Armin então por fim passou reto e se sentou no sofá com o cookie.

Eu fui pra la em seguida e o Armin me empurrou de uma vez com o pé me fazendo quase cair no chão.

Ali começamos a briga de novo.

Ele me imobilizou com uma unica mão e com peso do corpo e começou a lamber minha barriga

Ao reparar que minha respiração tinha começado a mudar de ritmo ele falou com Cookie "se alguém chegar avisa."

Armin não mede esforços pra tomar esse tipo de atitude . . . E . . . Eu fico tonta só de pensar.

Armin estava colocando as mão embaixo do casaco quando o Cookie latiu.

Rapidamente nos arrumamos no sofá

"... deixa eu adivinhar. estavam transando" Alexy dizia com cara de nojo.
"Não. Mas bem que poderíamos se não tivesse chego agora." Armin respondeu.

"Que bom que cheguei a tempo de atrapalhar." Alexy ria vitorioso.

"Vou lembrar disso quando trouxer seus namoradinhos pra cá. Aliás, pensei que fosse demorar. Quando você sai só volta no dia seguinte." Armin falava.

"Nossos pais viajaram, acha mesmo que eu ia passar a noite fora ? Amo ficar com essa casa vazia. Pena que você tá nela mas tudo bem. Sempre foi assim."

Naquele momento eu senti um enjoo enorme . . . E voltamos aos sintomas . . .

A partir daquela hora eu não parei mais de me sentir mal.

Passei a noite toda com enjoos e me sentindo tonta.

Estava tão forte que era difícil pegar no sono sequer.

Armin me deixou no quarto e Alexy varias vezes foi no quarto ver como eu estava . . . Acho que estraguei a noite feliz do Alexy coitado.

"Como você tá com dificuldade pra dormir eu trouxe esse remédio.

Não vai te fazer mal,é natural, só pra te apagar um pouco. Provável do enjoo passar.

Alexy foi muito gentil e atencioso.

E de fato, logo eu havia relaxado e dormido.

Só acordei na manhã seguinte.

Armin dormia do meu lado calmamente.

Levantei realmente sem enjoo nenhum . . . Ao ir na cômoda eu notei algo. Havia uma maquina de tatuagem no canto da mesa. Eu estranhei . . . Até que finalmente notei.

Eu tinha uma tatuagem no peito escrita "Armin" naqueles garranchos dele.

Armin estava dormindo, eu já acordei ele no soco.

"COMO PODE ?!" Eu gritava.

Armin parecia perdido, mas logo começou a rir.

"Ahh achou a surpresa ?!" ele dizia.

"POR ISSO ME DEU CALMANTES ONTEM !! NÃO FOI NADA PRA ME RELAXAR !!" eu gritava e batia nele sem parar.

"NA VERDADE FOI PRA VOCÊ DORMIR POR CAUSA DO ENJOO ! E quem deu foi o Alexy . . . Mas aproveitei a situação e--" Antes que ele terminasse eu já fui pro banheiro e me tranquei.

Eu estava muito irritada.

Enquanto eu tomava banho, me acalmei aos poucos.

E pensei: Não vou me estressar com o Armin. Vou tentar relevar por conta de como ele estar.

Claro que ia impor limites depois dessa mas . . .

Saímos os 3 e eu não parava de reclamar com o Alexy o que o Armin havia feito.

Alexy me dava todo o apoio o tempo todo e xingava o Armin junto comigo.

Isso me relaxou, confesso.

Assim que chegamos no colégio ouvimos logo de cara uma gritaria.

"CHEGA CASTIEL !! ISSO FOI O CUMULO !!" Nathaniel gritava.

Eu, Armin e Alexy nos aproximamos perguntando o que acontecia.

Estava ele e o Castiel discutindo.

"FODA-SE ! FICOU FODA PRA CARALHO ! FOI A MELHOR ASSINATURA QUE FIZ NA VIDA !!" Castiel gritava.

"Nathaniel . . . O que houve ?" Armin perguntou.

"ESSE BOÇAL DO CASTIEL TATUOU MINHA PERNA ENQUANTO EU DORMIA !! Eu sabia que ele dormir lá em casa não ia ser bom . . . SABIA ! E ELE AINDA VEIO PRO COLÉGIO QUANDO FALEI QUE DEVIA FICAR EM CASA !!" Nathaniel gritava.

Confesso que por saber o que era a tatuagem eu prendi o riso mas acabei gargalhando, e o Nath ? Olhou com carão pra mim.

"EU TATUEI MESMO ! EU QUERIA SABER SE ELE REALMENTE NÃO SENTIA NADA NA PORRA DA PERNA ! AI FUI LA E TATUEI. SAIU PERFEITO PORQUE ELE NEM SE MEXEU." Castiel berrava.

Eu ria cada vez mais.

"Você também tem tatuagem do Castiel ! E torta por sinal . . . " Nathaniel gritou pra mim muito bravo.

Alexy quem estava gargalhando agora.

"Vocês são foda. Reclama de tudo." Castiel então sentou na cadeira de rodas dele e saiu de lá.

"Pera . . . Que cadeira de rodas é essa ??" falei espantada.

". . . Ele me fez comprar isso pra ele . . . Agora ele se recusa a andar e fica usando essa cadeira em todo canto."

"Ele realmente levou a sério essa ideia de usar cadeira de rodas . . . " Armin dizia enquanto Castiel se afastava.

Ambre chegou em seguida.

"Cadê o Castiel ??" Ela esbravejava.

"Acabou de sair daqui . . . Que foi ?" Armin perguntou.

"ACREDITA QUE ELE ENTROU NO MEU QUARTO ONTEM E ME TATUOU ??? EU NÃO TO ACREDITANDO ! ELE SÓ ESPEROU EU TOMAR UNS CALMANTES PRA INSONIA QUE ESTAVA TENDO E FEZ ISSO !!"

Eu então falei pra Ambre enquanto voltava a rir "bem vinda ao clube."

"Todo mundo tomando calmante ontem, credo." Alexy falou.

"Vou deixar um lembrete de nunca adormecer perto do Castiel nem aceitar nenhuma bebida dele . . . " quando Armin falou aquilo minha mente deu um estalo . . . Eu ia me vingar da tatuagem que ele fez.

Nos separamos.

Nath foi pro grêmio, Ambre foi pra nossa sala, Alexy pra dele e eu e Armin fomos pro jardim.

Eu ainda estava emburrada com a tatuagem . . . Até porque eu tenho o habito de usar blusas decotada . . . Como eu faria ?

Armin puxou minha blusa um pouco pra baixo e começou a rir da tatuagem.

"RI MESMO ! RI ENQUANTO PODE !" eu falava.

"Ah vai . . . Pelo menos assim vão saber que estamos juntos." Eu só olhei ele irritada.

Nessa hora a Bia . . . veio até nós toda feliz e viu minha tatuagem exposta com a mão do Armin puxando a blusa.

Eu fiquei MUITO sem graça e ela ficou muda por uns segundos antes de finalmente dizer algo.

"Pera ! Vocês dois estão namorando MESMO né. . . ?" Bia falou chocada confirmando o que ela já sabia.

Eu fiquei sem jeito de responder devido a situação gerada, mas o Armin não se segurou nenhum pouco e falou que sim como se aquilo fosse maravilhoso pra ele pois ia se livrar da Bia.

"D-Desculpa Bia . . . " falei sem graça, eu sei que não devo satisfação pra ela, mas eu me senti mal pela Bia, pelo que o Armin falou pra ser mais exata.

"Desculpa por que ? Ela não é nada minha nem nunca tive interesse nela !" Armin falou emburrado. A vontade de espancar só aumenta.

Bia abaixou a cabeça e tremia, eu cheguei a achar que ela estava chorando e fui tentar consola-la. Já tivemos essa conversa antes e estava tudo bem mas . . . Sei lá.

"OLHA O QUE VOCÊ FEZ ARM---"

Bia então me interrompeu drasticamente sorrindo.

"Então agora . . . Você é a Boreal-Sama ?! Tá confirmado isso da própria boca do Armin-sama né ?!" Bia falava empolgada.

Soltei um "hã" inconscientemente enquanto o Armin se jogava em um banco falando "eu desisto"

"B-Bia . . . Oi ??" eu falei sem ter o que dizer na verdade.

"Se o Armin-sama te escolheu é porque você é o máximo igual a ele ! Já falei sobre isso ! Então você agora é a rainha do castelo de copas e ele é o rei !! AHH QUE MAXIMO !! DEIXA EU SER A PRINCESA !!" Eu realmente não entendo como a mente da Bia funciona . . .

"Ah é mesmo !" Bia me puxou repentinamente.

"Você contou pra ele ?" Ela falava enquanto encostava levemente na minha barriga, e logo entendi.

"Ah . . . S-Sim . . ." falei sem graça.

"E ELE ?! GOSTOU ? ADOROU ?? AMOU ???" Ela parecia muito empolgada, mesmo.

"Ah . . . Sim . . . Ele . . . . G-Gostou . . . " Eu estava muito sem jeito de mentir pra Bia . . . Mas eu ia falar o que ?"

"Boreal . . . Você viu meu irmão ?" Ambre se aproximou repentinamente.

Bia se afastou um pouco e parecia nervosa perto da Ambre, que por sinal, além de não ter notado sorria gentilmente pra Bia.

"Não . . . Ele não tá no grêmio como sempre ?" perguntei.

"Não . . . A Melody me pediu pra entregar uns papeis pra ele . . . Vou ter que entregar depois, pois não sei onde ele foi. Aliás, esse evento esportivo ? Vai demorar quanto tempo pra ser organizado ? A escola está toda arrumada e nada ! Voltamos a ter aulas normalmente mas nada desse evento. Eu já voltei e o meu irmão falou que começaram esse preparativos a uma vida." Ambre estava impaciente e pensativa com a nossa situação atual.

Eu então me toquei que a Bia estava nervosa.

"Bia ? Tá tudo bem ?" perguntei.

"S-Sim . . . É que a Ambre . . . "ela começou a cochichar tímida, foi quando Charlotte passou me empurrando.

"AMBRE AMIGA ! VOCÊ TÁ DE VOLTA !" Charlotte abraçava a Ambre que estava com um olhar claramente desconcertado.

"Que estilo diferente Ambre. Tá tentando mudar um pouco né ?" Li dizia olhando pras roupas da Ambre, que eram roupas bem menos peruas.

"Sim . . . Er . . . Viram meu irmão ?" Ambre perguntou mostrando os papeis.

"Não. Mas conta pra gente por onde esteve, vamos." Charlotte já saiu colocando a mão no ombro da Ambre e saindo com ela.

Ambre me olhava como se pedisse socorro, coitada.

Ken veio falar comigo. Foi uma surpresa pra mim.

"B-Boreal ! Posso falar contigo um momento ?" ele dizia nervoso.

Pude ver o Armin com a cara fechada . . . Armin não se meteu, mas também não se afastou.

Alexy então veio até mim com tudo. Sinceramente nem sei de onde ele veio.

"CUNHADINHA ! PODE VIR COMIGO NO BEBEDOURO ?" Alexy dizia já envolvendo o braço no meu.

Ken pareceu sem graça e eu nem tive tempo de responder o Alexy pois ele já veio me puxando.

"Posso ir contigo Alexy-sama ?" Bia falou vindo atrás de nós.

"Fica pra próxima querida." Alexy ria falsamente enquanto virava as costas e me puxava.

"Próxima vida . . . Pode ser ?" ele dizia o que me gerou risos. Sinto pena da Bia . . . Só eu acho ela fofa ?

"Alexy . . . Porque fez aquilo ?" perguntei quando nos afastamos.

"3 motivos simples.

Primeiro: Defender o trouxa do meu irmão que ficou lá parado sem reação. Eu gosto do meu irmão e não quero gente voando em cima da unica cunhada que tive na vida SEM CONTAR A LETY.

Segundo: Defendi meu território também.

Quero o Kentin na minha coleção de maravilhas masculinas do mundo.

Terceiro: Tenho uma proposta de vingança sobre a tatuagem."

Eu ouvi atenciosamente cada palavra e mais tarde colocaríamos em pratica.

Alexy se diverte aprontando com o irmão.

Eu fui pra casa do Armin de novo. Minha mãe não estava concordando muito pois eu estava fora direto . . . E eu tenho que voltar a ficar mais em casa, de fato.

Então só fiquei mesmo pra por o plano em pratica.

Alexy na hora de preparar a comida, ele colocou calmantes na comida do Armin.

Armin em poucas horas estava MUITO apagado . . . Então colocamos o plano em pratica.

Eu tatuei o Armin com a mesma maquina que ele usou em mim.

Eu fiz questão de dormir depois e acordar antes dele só pra assistir o show.

Armin acordou com uma tatuagem no pescoço escrita "Boreal"

Ele não havia visto.

Fui bem carinhosa com ele a manhã toda.

Até que chegou o momento em que ele foi tomar banho . . .

"O QUE É ISSO ?!" ele gritava saindo do banheiro só de cueca.

"Vingança !" eu ria.

"Pera . . . TÁ MALUCA ?! É PERMANENTE ??" ele gritou.

"Sim ! Usei sua maquina. Vingança !!" Eu gargalhava.

"TU É DOIDA ?! A SUA É DE HENNA !!! A MAQUINA ERA SÓ PRA TE POR PANICO !"

" . . . MENTIRA ! NÃO É NADA DE HENNA !! O PROPRIO ALEXY FALOU QUE VOCÊ PEDIU AJUDA DELE PRA FAZER A TATUAGEM !"

Armin então foi na gaveta e pegou uma solução que ele tinha.

Ele se aproximou e esfregou no meu peito . . . Saiu um pouco das letras.

". . . ai meu Deus . . . " eu expressei assustada.

Alexy surgiu gargalhando MUITO.

"EU TO COM SEU NOME TATUADO PERMANENTEMENTE NO MEU PESCOÇO !! NÃO TINHA UMA ÁREA MAIS CHAMATIVA NÃO ?"

"Eu ia . . . tatuar na sua testa porque o Alexy deu a ideia . . . Mas achei que ia ser exagero demais."

"VOCÊ É SEM NOÇÃO !" ele gritou

"EU ?! VOCÊ QUEM É !! COMO EU IA SABER QUE A TATUAGEM ERA DE HENNA ??? VOCÊ NEM FALOU NADA !!

ALEM DO MAIS A CULPA É TODA SUA !!! EU SÓ REAGI NATURALMENTE A SUA BRINCADEIRA !! É CASTIGO !!"

"ALEXY !! PORQUE MENTIU ?!" Armin socava o Alexy.

"AI É SÓ UMA BRINCADEIRINHA ! RELAXA. NEM TÁ TORTA A TATUAGEM."

MINHA SORTE FOI QUE A BRIGA DESVIOU DA MINHA ATENÇÃO E FICOU TODA FOCADA NO ALEXY E NO ARMIN.

No fim, Armin mal falou comigo o dia todo.

Na verdade ele não falou com ninguém.

Eu confesso que não fiz questão também. Sei que no dia seguinte ia estar mais calmo.

Quando eu estava indo pra casa, Castiel veio até mim (com aquela cadeira de rodas ridícula.)

"Boreal ! O Demon tá contigo né ?"

"Demon ?" perguntei confusa.

"Meu cachorro !"

"Ah sim. Porque ?"

Quando perguntei eu sabia o que era, e ali eu me senti muito mal . . . Eu estava muito apegada ao Charlie.

"Bem, quero buscar ele né. Posso ir lá agora ?" Castiel dizia.

Eu estava muito nervosa e gaguejava muito.

Não falei com o Castiel o caminho TODO.

Só fiquei pensando no Charlie . . .

Subi e fui chamar o Charlie no meu quarto.

"Charlie, o Castiel veio te buscar." confesso que falei tremendo . . . Eu me apeguei muito ao Charlie. Muito mesmo.

Sei lá . . . Eu sabia que se o Castiel voltasse ele ia ter que ir, mas eu já havia me conformado com a morte do Castiel e eu realmente me acostumei com a presença do Charlie.

Mesmo quando não faço nada ele ta do meu lado.

Ele dorme sempre comigo e . . . Ficar sem ele vai ser meio doloroso.

Eu então desci as escadas com o Charlie, deprimida, mas tentando disfarçar.

Chegando na porta, o Charlie foi correndo pra cima do Castiel.

Castiel realmente parecia MUITO feliz de ver o cachorro dele.

Realmente é o bem mais precioso pra ele, ele sempre deixou isso claro.

"COMO SENTI SUA FALTA ENTEI !" Castiel falava abraçando seu cachorro que se envolvia no corpo do Castiel.

Meu sorriso apesar de tudo foi sincero. Mas dava um aperto no peito . . .

"Nossa seu pelo tá lindo ! Pelo visto você foi muito bem tratado né ?!" Castiel alisava o pelo do Charlie todo empolgado.

"Bem . . . Vamos ?" quando ele disse isso o Charlie veio se despedir de mim.

"Charlie ! Vou sentir sua falta do meu lado viu ? Mas vou te visitar na casa do Nathaniel, prometo." falei rindo.

Aquilo me deixou muito abalada, mas eu tentei não fraquejar, pelo Charlie e pelo Castiel.

Castiel se aproximou todo sorridente e bagunçou meu cabelo.

"Valeu mesmo por ter cuidado tão bem do Charlie. . . . DIGO, DO BLANKA." confesso que comecei a rir. Ele chamou pelo nome que dei.

Castiel voltou a chamar o Charlie. . . E Charlie parecia muito confuso e triste . . . Ele ficou parado . . .

Não queria ir embora e nem ficar.

Acho que não fui a unica a me apegar a ele.

"Você não quer ir . . . É isso ?" Charlie entendia bem o que falávamos e ele deu a entender com seus movimentos que queria ir.

"Então porque não vamos logo ?" Castiel perguntou.

Então Charlie deu a entender que queria ficar.

Castiel ficou olhando pro Charlie por longo tempo, até que ele virou as costas e enquanto saia falou.

"Quer saber, fica ai com a Boreal mais um pouco. Eu to sem casa mesmo.

To de favores na casa do Nathaniel. Quando eu arrumar uma casa eu venho de buscar." Eu confesso que não pude evitar de ficar feliz.

E o Charlie pareceu demonstrar o mesmo.

Castiel sentou na cadeira de rodas ridícula dele e foi embora . . .

Acho que os últimos dias foram legais . . . Bom, deu pra amenizar a tensão . . .

Sinto que isso vai durar pouco tempo . . .

Notas finais
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