As aventuras de um héroi chamado Preguiça
2 Os três pivetes
Notas iniciais
“— Renda-se! — gritou o grande o Uchiha, elevando sua espada, seus olhos brilhando em roxo enquanto encarava o Eremita- abaixe suas armas e me deixe fazer o mundo pacifico que sempre quisemos.
O Eremita simplesmente colocou a espada em riste, negando informalmente com a cabeça:
— Não posso Madara, você sabe que sua paz é falsa. Ditatorial. Nunca foi isso que eu quis. Por favor, desista.
— Minhas crenças não me permitem Hashirama.
— As minhas também não- disse preparando-se para avançar.
— Então creio que permaneceremos como inimigos- o próprio Madara entrando na primeira posição da esgrima.
— Realmente.
E eles sumiram num flesh de velocidade, enquanto todos os aldeões envolta tentavam acompanhar seus movimentos e falhavam miseravelmente.
A luta se manteve igual por alguns minutos, os dois espadachins lendários estocando, fatiando e defendendo ate que numa brecha o Grande Eremita mirou sua espada e...
— Hendricksen..
Mirou sua poderosa espada, Hasurame e..
— Ei, Hendy, Ugo..
Mirou sua poderosa Hasurame enquanto Madara...
— Ou, vocês estão surdos?
Enquanto Madara...
— Ei!
— Argh, o que foi Helena? Não vê que estamos lutando?- disse Hendricksen abaixando seu grave...quer dizer, sua Hasurame, enquanto Ugo..Madara, caia sentado, meio cansado e sentindo que iria perder pro Grande Eremita. De novo. Da próxima vez ele seria o Eremita.
— Eu vi mais... — ela disse meio tímida- ta ficando escuro Handy.
— Sim, Helena, é isso que acontece quando anoitece- disse Hnady sorrindo convencido. Meninas eram tão bobas, nem sabiam o que era noite.
Helena suspirou internamente.
— Eu sei Handy, eu quis dizer, esta ficando tarde, não é melhor voltarmos pra vila?
— Neh, não seja boba, se ficar escuro eu e o Ugo podemos lidar com tudo! Ne, Ugo?!
Ugo se levantou agora, abrindo um sorriso e defendendo o amigo.
— Sim! Pode vir qualquer coisa , já que o Handy é muuuuiiito forte- disse enfatizando o muito com os braços- mas ele é meio bobo, então eu tenho que pensar por nos dois.
— Oe, quem é bobo aqui?
Nessa hora soou um trovão, bem alto, enquanto as nuvens começavam a se organizar no que seria uma baita chuva.
—P-pensando bem, acho que é melhor irmos pra vila, j-já que que a Helena tem medo de trovões, né, Ugo?
— Sim, sim, a Helena tem medo de trovões, né Helena?
— Claro, estou apavorada.
E os três pirralhos foram andando. A vila não era tão longe assim, se eles seguissem o mesmo caminho pelo qual vieram, chegariam em pouco mais de uma hora e aqueles três conheciam aquele caminho como a palma de suas mãos. Num dia normal teria sido muito fácil ir pra casa.
Não era um dia normal. Estava escuro, chovendo e os três estavam apavorados. Handy com os trovões, Ugo com os animas da floresta e Lena com medo daquela noite especialmente sombria. Também não ajudava nem um pouco o demônio deitado em cima da arvore os fazendo andar em circulo em volta da clareira.
Confusão sorria enquanto Hendricksen tremia de medo com os trovões e aquele sorriso largo, cheio de presas e naquela face gorducha e felina era assustados.
Confusão era um gato. Grande, gordo, o pelo cinzento listrado de azul e dois olhos verdes que mais pareciam pântanos. Distante e solitário por natureza ele era tido por quem o conhecia como um dos mais usuais e perturbadores demônios do mundo.
Confusão seguiu o trio, se divertindo enquanto os fazia ver um animal que não existia, ou rodar ao redor de uma pedra por mais de dez minutos, ou bater a cabeça numa arvore, mas...ate ali ele estava sendo...infantil demais. Ele era Confusão, hora de mostrar o que realmente podia fazer.
Handy se afastou assustado, vendo o bandido a sua frente. Ele era alto, feio, com todo o rosto rasgado com cicatrizes e carregando uma navalha, que ele apontou direto pro garoto. O garoto olhou pra trás, vendo seus companheiros assustados e ouvindo na sua cabeça o que ele achava ser a voz do bandido:
“ Venha garotinho, lute comigo, ou isso ou eu vou rasgar seus amiguinhos ao meio”
Ugo também. Ele levantou os olhos e viu quase que a mesma coisa que Handy, excerto que o bandido dele mais lembrava a morte, vestido de um manto rasgado e, completamente careca e os dentes podres na boca. Pra ele seus companheiros também estavam atrás dele.
Pra Helena foi bem pior. Ela viu, chorando e gritando enquanto seu amigos de repente olhavam um pro outro, medo e raiva nos olhos de cada um. Nenhum dos três percebeu quando Confusão tinha trocado os gravetos por armas de verdade.
Hendricksen foi o primeiro a atacara, ele empunhou a foice sem o mínimo de destreza mas consegui mante lá no ar tempo o suficiente pra chegar perto de Ugo e deixa lá cair pesadamente.
Ugo tentou colocar o facão na frente, conseguido parar a foice e eles trocaram alguns golpes e estocadas mal feitas por um tempo mas a lamina de Handricksen acabou descendo e cortando seu braço. Ele gritou com o corte, se deixando cair e derrubando a navalha.
Handy viu o bandido cair e levantou a foice. Cara, ele realmente não queria fazer isso, mas o medo que ele sentia, o instinto de sobrevivência dele e uma raiva que ele não sabia de indo vinha- vinha do gato acima deles- o fizeram descer a lamina em direção a Ugo enquanto Confusão dava risadas que nenhum dos três podia ouvir.
O golpe nunca acertou o alvo.
Logo após um segundo de..bem...confusão, e sim, isso é uma puta redundância, ao ver os três simplesmente congelarem, Confusão sentiu sua mente se esclarecer e em seguida se sentiu apavorado.
Você já se perguntou por que Preguiça estava nos Sete Pecados Capitais? Ele era diferente, mal se movia direito, desgostava tanto de se mexer que preferiu aprender a flutuar do que simplesmente andar, dormia dezesseis horas ao dia e raramente participava das guerras. Por que alguém assim era considerado um dos demônios mais poderosos da Noite?
Por um motivo bem simples:
Pesadelo
Confusão ficou estático, repentinamente em silencio, encolhendo-se o máximo que conseguia e tentando fingir que não existia, enquanto o demônio maior falava perto do seu ouvido, tão perto que ele se perguntou como não o tinha notado ali:
— Oe, Confusão...por que raios você esta no meu território? Hein? Quer morrer gatinho?
Confusão achou melhor simplesmente continuar fingindo que era só uma formiga. Talvez assim Pesadelo não ficasse irritado.
— Bastardo, olha pra minha cara enquanto eu falo com você- disse Pesadelo subindo um pouco a voz, só um pouquinho.
Confusão virou de imediato e teria baixado os olhos ainda mais se o Pecado a sua frente não o tivesse puxado pela orelhas, forçando-o a encara-lo.
A partir do ponto que Pesadelo acordava a aparência de Preguiça mudava também. Os cabelos pretos geralmente emaranhados agora estava aprumados e espetados. Os olhos de um castanho nublado agora pretos e vincados com veias vermelhas. As presas felinas dele cresceram e se jogaram pra fora do sorriso, que era meio dormente e meio cruel. As unhas cresceram e se tornaram garras afiadas e brancas feito osso, as mesmas garras que estavam quase arrancado fora seu escalpo
— L-Lorde Pesadelo, é-é uma h-honra estar na presença de um dos senhores do inferno. C-como posso ajuda-lo?
De repente Pesadelo suavizou o aperto, abrindo um sorriso gentil..gentil demais.
— humm...ok, quer me ajudar, hein? Firmeza.. que tal se você me dizer, pra começar, por que você me acordou? Ou por que... — a intenção assassina do demônio era tão grande que parecia que poderia esmaga-lo como a um inseto. E podia — ...estava rindo daquela altura? Ou por que esta fazendo duas crianças se matarem no meu território?
Ele não subiu a voz, mas não teria um efeito maior nem se ele tivesse gritado. Infelizmente pra Confusão ele nem teve tempo de responder. Pesadelo simplesmente atravessou o mão na barriga de Confusão, que arregalou os olhos e engasgou com o próprio sangue.
Em seguida Pesadelo ascendeu suas mão em fogo. Chamas em um tom vermelho ardente que fizeram o gato soltar um grito que ninguém conseguiu ouvir.
As chamas queimaram e ferveram o sangue e os órgãos de gato, ele chegou a sentir o cálcio dos seus ossos começando a derreter e logo em seguida, quando o demônio maior tirou a mão, as chamas tinham sumido e a pele do gato estava inteira, mas sobraram cinco vincos, cada um pra uma das garras de Pesadelo, desfigurando permanentemente seu pelo e marcando sua barriga. Confusão só caiu no chão, chiando baixinho.
— Suma da minha vista- Ele simplesmente abanou a mão, atravessando o Gato que se dissolveu em fumaça multicolorida.
O demônio soltou um suspiro, enquanto sua visão nublava lentamente e ele voltava a ser Preguiça, seus membros ficando bambos de cansaço enquanto sua magoi fluía do seu corpo, o abraçando e o tirando do chão.
Ele dirigiu um olhar meio aberto e meio fechado pro trio...cara, ele tinha impedido de Confusão mata-los, seria problemático limpar o chão, mas e agora? E sim, foi só por isso que ele o impediu. Isso e por que o acordarão. Ei, Preguiça não era um demônio por nada, o que você esperava? Flores e chocolates e uma eterna bondade da parte dele?
...
Hendricksen acordou, sentindo seu mundo girar e olhou em volta, tentando reconhecer o ambiente. Era uma casa que ele não conhecia, de um andar e com o teto baixo, espaçosa mas sem praticamente nada. Tudo o que havia ali era uma magnifica cama, que de imediato ele sentiu vontade de deitar, as paredes cobertas por estantes cheias de bugigangas e alguns colchoes espalhados pelo chão, incluindo o que ele mesmo estava.
Ele poderia ter prestado atenção nas armas encostadas nas paredes, ou nos grimorios raríssimos de magia empilhados nas estantes mas o que lhe chamou atenção foi o cheiro.
Era um cheiro de comida, peixe assado com limão e vinho. Handy rolou da cama, se pondo de pé meio bambo, e apenas seguindo seu instinto: saciar a fome. Quando ele passou pela porta da qual saia o cheiro a sena que viu, o deixou, por algum motivo, muito irritado.
Não era uma cena tão incomum. Tinha quatro pessoas. Um garoto sentado encima da mesa, lendo. Ugo. Um deles cozinhando num grande forno de barro. Esse ele não conhecia. Helena, também sentada encima da mesa e parecendo incrivelmente feliz ao ouvir seja lá o que fosse que estavam lhe dizendo e o ultimo, e esse lhe irritou profundamente.
Ele não conhecia o sujeito. Nem alto nem baixo, moreno e os cabelos pretos emaranhados. Ele parecia bem satisfeito enquanto contava um caso qualquer e alisava os cabelos de sua Helena.
....Agora, ele poderia fazer duas coisas. A coisa esperta que seria tossir, ou dizer “ oi” ou qualquer outra coisa que chama se atenção para si e perguntar o que ouve ou a coisa idiota, usar o fato de não conhecer o cara de pretexto, pegar o rolo de maça a sua direita, agir que nem uma criança e nocaute alo por estar mexendo com os cabelos de sua Hele...quer dizer, por sequestra-los.
É claro que Handy agiu da maneira idiota. Ele catou o rodo e, num movimento totalmente desordenado levantou o rolo de maça acima da cabeça e veio correndo ao mesmo tempo que gritava, mirando bem na cabeça do estranho.
Eu preciso mesmo dizer que ele falhou miseravelmente?
Quando Handy estava a menos de um metro dele e pensava que ele seria um alvo fácil, Preguiça de um passo pro lado, e esticou a perna. O garoto tropeçou dando de cara com o assoalho.
E ele levantou irritado, pegando o rolo de massa e tentou de novo, e de novo, e de novo e falhou miseravelmente todas as vezes, sempre tropeçando naquela maldita perna que parecia sair do além só para derruba ló.
E nenhum dos outros se meteu. Gula, o cozinheiro, simplesmente deu de ombros. Na verdade, se Preguiça mata se o pirralho bem ali o máximo que ele faria seria arquear uma sobrancelha. Ugo simplesmente dispensou um olhar e continuou a ler. Os livros daquele lugar eram os muito bons, ele tinha que lelos enquanto podia. Helena acabou desistindo depois de algum tempo gritando e decidiu apenas esperar a “luta”- lê-se esporro- acabar.
Depois da vigésima ou trigésima queda, ele já não se sabia, Handy levantou e apontou um dedo bem pro meio da cara do sujeito com olheiras:
— Oe, tiozão, para com isso!
— Hum? Parar com o que?
Handy circulou o cara com os braços e depois, mais especificamente, o maldito pé e em seguida gritou como se tivesse salientado seu ponto o suficiente:
— Isso!
— Te derrubar?
— Sim! É pra você parar!
Agora Preguiça estava mais confuso ainda:
— E....por que eu pararia?
— Por que- falou o garoto mostrando o muque que não estava la nem nunca esteve- por que eu sou forte!
— Tá, e dai?
Handy olhou pra ele como se fosse um idiota:
— Se você continuar com isso eu vou perder, merda! Eu não posso perder, eu sou forte! Muuuuuiito forte.
Agora quem olho pro garoto como se fosse idiota foi o próprio Preguiça e em seguida mudou pra um deboche inofensivo.
— Hora, simples então. É só que eu sou muito mais forte que você- nessa hora surgiu uma ideia na cabeça dele, talvez o suficiente pra deixar aquele moleque menos irritante- eu sou..- nessa hora ele pegou Helena no colo, ao estilo noiva – forte o suficiente pra proteger a princesa! E você?
— Claro!
— Certeza?! Os caras la fora tem pelo menos a minha força- ele apontou um dedo zombeteiro pro garoto- e você nem me tocou pirralho.
Talvez se ele não tivesse levado uma surra a poucos segundos, ou se o outro não estivesse com Helena no colo, Hendricksen poderia ter continuado aquela discussão, mas depois de tomar um esporro daqueles e vendo sua namora..amiga, no colo de outro ele calou a boca, cerrando a mandíbula e tentando segurar o choro de raiva, saiu correndo pra fora da casa.
Preguiça conseguiu ler nos lábios de Gula:
“ Por que você salvou esse moleque?”
“ Sei lá. Me deu na telha”
...
Handy saiu correndo, atravessando a distancia que suas pernas bambas deixaram, chegando ate um laguinho a alguns metros da casa e ficou sentado ali por horas..neh na verdade foram só alguns minutos e Preguiça fazendo o tempo passar mais devagar pro garoto ter tempo de esfriar a cabeça.
Depois de mais algum tempo Preguiça se aproximou, sem esconder sua presença. Ele nem falou nada antes de Handy dispara um “ Cala a boca”
— Manolo, tu grita demais. Tá gritando por que?
— Por que você não pode ficar aqui!!
— hum? Por que não?
— Por que você me derrotou!
— E...
— E se você me derrotou então eu não sou mais o mais forte e se eu não sou o mais forte então não posso proteger a Lene ou o Ugo.
— Hummm...então não pode proteger seus fieis companheiros por que eu sou mais forte que tu?
— É!
— Hora, mais simples ainda pirralho, se você quer ser mais forte então aprenda com o mais forte. Se eu te ensinar você cala a boca?
Hora...não é que fazia algum sentido?
— S-sim...
— Beleza então.
— Ei?!
— Que é marmanjo?
— Você ensina o Ugo também?
— Ensino. A princesa também. Mulheres são fortes, cara. Você não ta ligado do quanto. Com raiva elas ficam mais fortes que eu!
— Uou, mulheres são incríveis!
— Ne?!
.........
— Ei, Tio?
— Fala pivete
— Qual o teu nome?
— Meu nome?
— Sim..
— É falta de educação perguntar o nome de alguém sem dizer o seu antes.
— Oh, verdade. É um prazer conhece-lo Mestre, meu nome é Handy e eu vou te superar
“ Não, você não vai” pensou o demônio “ mas você pode tentar”
— Eai, meu nome é Preguiça.
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