Notas iniciais
Oi seres místicos!!!
Deve ser algo bem "falta de criatividade" fazer uma fic do dia dos namorados, mas a ideia simplesmente brotou na minha mente e foi pura conhecidencia estar perto do dia dos namorados, então resolvi esperar esse dia chegar e postar ^^

Vou confessar que eu não sou desse tipo de garota que liga para o dia dos namorados e que acha que esse dia tem que ser perfeito e que você tem que passar o dia todo com seu namorado, mas eu também não vou recusar o convite do moreno mais lindo do acampamento pra jantar fora com ele bem nesse dia.

Caso você esteja se perguntando quem é ele, ele é o meu Percy.

Faz mais ou menos um ano que aquela guerra sinistra contra Gaia acabou. E quando eu digo sinistra quero dizer como foi estranho ser menos difícil derrotar a mãe do que o filho. Não que tenha sido fácil, mas Cronos se esforçou bem mais para acabar o a humanidade.

Bem, a vida tem dessas.

Também não me pergunte detalhes do que aconteceu depois dessa guerra por que a história aqui é outra (mas posso afirmar que todos os 7 da grande profecia estão bem).

Eu estava no meu carro indo para o apartamento de Percy para depois ir ao restaurante com ele.

Acho que eu posso revelar uma mudança que aconteceu depois da guerra. Eu e Percy estamos na faculdade em Nova Roma!!!

Como ele conseguiu entrar na faculdade? Querida, ele é o filho de Poseidon, um grande herói "protagonista" de duas grandes profecias e já foi um dos pretores disso tudo aqui... Bem, eu não fazia ideia de como ele passou, então eu inventei essa desculpa pra mim mesma pra consolar todo esforço que eu fiz para passar e ele... comia pizza e assistia séries na Netflix.

Estacionei o carro na frente do prédio, dei uma olhada no espelho do carro e sai. Passei pela portaria e entrei no elevador.

Eu ainda tinha um certo trauma dessas caixas de metal desde que tive que usar uma dessas para sair do tártaro, mas eu conseguia disfarçar muito bem isso principalmente quando ele tinha um espelho para me distrair. Ultimamente eu andava mais.. não vamos dizer vaidosa, mas cuidadosa com minha aparência. É bem difícil não ficar depois de todo esse tempo lutando e acabando com o cabelo bagunçado, cheio de pó de monstro, lama, areia, folhas, ar tóxico do tártaro e muitas outras coisas.

As portas se abriram no 5 andar e andei até a porta do apartamento. Toquei a campainha e esperei alguém atender.

Percy aparece com uma camisa social branca, calça jeans e um sorriso meio nervoso.

— Oi sabidinha — ele abre mais a porta para que eu entre e percebo que está tudo escuro. Eu ia perguntar porque ele não acende a luz, mas ele fecha a porta e me beija.

Coloco minhas mãos na sua nuca aprofundando o beijo, ele agarra minha cintura e me prensa contra a parede.

— Oi — digo sorrindo e sem fôlego — Porque tá tudo escuro?

— Bem... — ele coça a nuca, lá vem bomba — Eu fiz uma pequena mudança de planos pra hoje — ele da um sorriso sem jeito.

Levanto uma sobrancelha.

— Eu pensei melhor no jantar e percebi que não era uma boa ideia sair — ele diz, conclusão: pedi ajuda para Piper com a roupa para nada — Teria muita gente e não daria nem para conversar direito, então pensei em comer aqui.

Ele sorri esperando que eu também fizesse o mesmo.

— Tudo bem, mas você poderia ter me avisado.

— Achei que seria bom fazer uma surpresa e sei também que viria bem arrumada se achasse que iria sair.

— Na verdade não me arrumei muito — dou os ombros fingindo que eu não tive uma discussão com Piper pelo Skype por causa da roupa que iria vestir e ela me convenceu que meu vestido florido seria perfeito com um cinto vermelho grosso e sapatilhas vermelhas — mas você ainda não disse porquê tá tudo escuro.

— É só você ir pra sala — ele faz sinal para que eu fosse na frente.

No meio da sala tinha a típica mesa redonda, mas nela havia dois pratos, talheres e velas. Tinha velas por toda a sala na verdade, deixando um clima bem aconchegante.

Eu estava mesmo impressionada com Percy por fazer algo tão lindo, claro que não é como aquela noite em Paris, mas está tudo muito lindo.

— Percy eu...

— Achou legal, incrível, adorável, fofo? — ele pergunta ansioso.

— Eu amei — lhe dou selinho e o abraço. Ele apoia a cabeça na minha me dando um longo abraço — Eu tô com fome — minha voz sai meio abafada.

— Senta lá e você vai adorar o que eu fiz.

— O que você fez!? — me pergunto baixo. Percy pode ser filho de uma grande cozinheira, mas cozinhar não é muito a cara dele.

Me sento na cadeira e espero ele voltar.

— Aqui — ele põe o prato na mesa junto com uma coca e se sentar na minha frente — sei que você adora lasanha.

O cheiro estava ótimo e estava saindo aquela fumacinha de tão quente, isso só me deixou com água na boca.

— Você mesmo fez? — pergunto ainda totalmente desconfiada colocando um pedaço no meu prato.

— Ca-claro — ele coça a nuca.

— Você comprou congelada — rio da cara dele e coloco uma garfada na boca. Podia ter sido comprada pronta, mas mesmo assim estava boa, só não estava melhor que a lasanha da Tia Sally.

— Pelo menos tá gostosa — ele ri — sei escolher lasanhas muito bem. Obrigado. De nada.

Começamos a conversar banalidades como a faculdade ou como às vezes é um pouco chato quando a sra O'Leary lambe a sua cara. Lembramos também de muitas coisas que passamos, principalmente as mais patéticas como eu ter pisado na cara dele quando estávamos escalando a morada de um ciclope.

— Eu já estou satisfeita — digo terminando meu copo com coca.

Me levanto levando meu prato para a cozinha e ele me segue fazendo o mesmo.

— Meus deuses, você lava a louça! — digo rindo e deixado o meu prato na pia limpa.

— É, e pelo visto você não vai lavar a sua né? — ele diz levantando uma sobrancelha, meu sorriso some e eu também levanto uma sobrancelha — err... eu tava brincando.

— Owwt é tão fofo — aperto a bochecha dele e volto para a sala — por que a gente não assiste alguma coisa? — me jogo no sofá e ele se senta do meu lado.

Eu pego o controle da TV e aperto o botao de ligar, mas ela não ligava. Apertei várias vezes e nada.

— Annie, err... melhor não... que tal fazermos outra coisa?

— Por que ela não liga? — cruzo os braços chateada — eu ia começar a terceira temporada de Orphan Black hoje.

— A gente pode... — ele foi se aproximando de mim devagar.

— Não! Eu quero ver a Helena! Eu quero clones! — digo fazendo bico.

Eu sei que eu tô sendo bem irritante, mas vocês sabem como é ficar viciados em uma série, e se não sabem, é como oxigênio, não dá pra viver sem.

— A gente podia ir para sua casa ver se a televisão pega lá — ele diz.

— Mas eu não quero voltar pra casa, eu tava pensando em dormir aqui. Os meus vizinhos estão botando aquelas músicas irritantes de novo.

Me levanto e vou até o quarto de Percy ver se a pequena TV do quarto estava pegando.

— Annabeth, não — Percy vem atrás de mim.

Aperto o interruptor para acender a luz e ela não acende. Desligo e ligo várias vezes, mas nada.

— Por que tudo que eu toco agora não quer funcionar? Sou algum tipo de destruição ambulante? — eu não estava brincando, talvez eu tenha deixado algum deus nervoso e ele tenha me lançado uma maldição de destruição.

— Na verdade... — Percy me leva para a sala novamente — é que tá sem energia.

— Como assim? Eu lembro de ter subido de elevador — me sento no sofá de novo.

— Eu meio que... talvez... tenhaesquecidodepagaracontadeenergia — ele diz rápido e se senta do meu lado.

— Você esqueceu? Como... — então algo me veio na cabeça — Essas velas... não eram pra mim, não é?

— Não.. Quer dizer, também. Mas serviu para iluminar o apartamento e para agradar você.

— Mas Percy, era só a gente jantar fora... ou você não tinha dinheiro? — comecei a achar que ele talvez tivesse mentido sobre isso também.

— Não, eu tinha dinheiro sim. Só que... — ele coça a nuca — quando eu fui fazer a reserva hoje de manhã, já estava cheio. Eu não fazia ideia que estaria lotado!

— Então, isso que você fez aqui foi porque você não conseguiu fazer a reserva e não pagou a conta de energia?

— Também tem o fato de eu ter tentando cozinhar antes da energia acabar, mas eu acabei queimando tudo e tive que ir comprar comida as pressas. Me desculpa Annie, eu tentei. Mas eu também não podia simplesmente cancelar tudo. Era pra hoje ser meio especial — ele murmurou a última parte e abaixou a cabeça decepcionado com sí mesmo.

Eu não podia acreditar que ele tinha conseguido me enrolar a noite toda, mas eu tinha que confessar que tudo que ele tinha feito me impressionou. Talvez ele não tenha conseguido me dar a noite que ele queria, mas, como eu já disse no começo disso tudo, eu não ligo muito para essas coisas. Então mesmo que eu e ele tivéssemos passado a noite comendo pizza no sofá, seria perfeito.

E, vamos lá, foi fofo o jeito que ele tentou consertar as coisas.

— Pra mim foi especial — digo e ele levanta a cabeça para me olhar — O jeito que você fez para tudo ficar meio romântico foi incrível Percy. E só de estar com você, já é algo especial.

Eu agarro seu pescoço o abraçando forte e ele passa os braços em volta da minha cintura.

— Eu te amo sabidinha

— Também te amo cabeça de alga

Ele me beijou e eu retribui, eu sentia como se nada tivesse ao nosso redor, só nos dois. Talvez algumas garotas não fossem gostar que o Percy tenha mentido, mas só de eu ter tido um dia normal com ele, sem nada estranho pra nos atrapalhar, foi legal.

(N/Autora: E é nessas horas que surge um monstro quebrando a janela só pra estragar o clima ... ok parei)

— Eu soube que o pretor iria pro cinema com a namorada dele aqui perto — ele sorriu de um jeito sapeca. Solto uma risada.

— Tá pensando o mesmo que eu? — dou o mesmo sorriso.

— Se você estiver pensando em sentar algumas filas atrás deles e ficar jogando pipoca até ver Frank se transformar em um urso...

— Com certeza — me levanto a vou até a porta — acha que a Hazel vai ficar muito chateada?

Ele abre a porta e vamos até o elevador, eu aperto o botão e esperamos ele subir.

— Chateada? Por ver os seus amigos queridos aparecerem de surpresa? Não, acho que não. Ela nos ama.

As porta de metal se abrem e nos entramos.

— Vai ser legal — ele passa o braço pelos meus ombros e me abraça de lado — Vamos apenas nos vigar do Frank pela aquela manhã nos estábulos.

— A vingança é um prato que se come frio — falo e caímos na risada até entrar uma senhora no elevador e nos olhar estranho.

Notas finais
Olá de novo!
Espero que tenham gostado *-*
Gostaria de te roubar alguns insignificantes segundos da sua vida para fazer uma pequena autora feliz. Clica aqui em baixo pra deixar um comentário, só um Oi basta ^^
Te vejo na próxima... ou não sla ¯_(ツ)_/¯
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!