As Vizinhas - Interativa
1 Capítulo 1 Prológo + Fichas
Notas iniciais
P.O.V Ayato
— Piririm, Piririm, Piririm, alguém ligou pra mim… Piririm, Piririm, Piririm alguém ligou pra mim... — tudo o que me faltava nessa manhã de sábado: acordar com a voz do Kanato cantando funk. Eu tenho dúvidas se ele saber ler, quanto mais saber o que tá cantando (?). Coitado, quando a gente nasceu deve ter batido a cabeça no bisturi do médico (?). — Quem é? Sou eu bola de fogo, e o calor ta de matar, vai ser na praia da barra que uma moda eu vou lançar. Vai me enterrar na areia? Não, não, vou atolar.
Meu. Que. Merda. Se for pra cantar música que pelo menos seja decente, né…
Me revirei na minha cama, colocando o travesseiro na minha cara, o que diminuiu o volume daquela música, e enfim, tava quase babando já.
— Vai me enterrar na areia? Não, não, vou atolar. To ficando atoladinha. To ficando atoladinha. To ficando atoladinha. Calma calma foguetinha. — Laito saiu do banheiro, com uma toalha verde-claro na cintura e continuando com a música.
— Ah, fala sério… Ninguém pode dormir nessa casa? Se fude, mermão. — falei, saltando da cama, puxando o lençol e o travesseiro, pronto para ir pra sala, só que aí notei a situação. — E aliás, tava fazendo o quê no banheiro do meu quarto, sua quenga? — indaguei, franzindo as sobrancelhas.
— Então, é o seguinte: o chuveiro do meu banheiro quebrou, então fui tomar banho no banheiro do Shuu, só que aquela merda tem cheiro de Dolly Citrus com coliformes fecais (??). E o seu era mais perto. Fim. — explicou ele, cruzando os braços e pronto pra sair.
— Sei… — tossi levemente, estreitando os olhos. — Espero que dessa vez você não tenha feito uma invocação de orixás… ou… — fui interrompido por um berro estridente, que vinha do banheiro. — Laito, o que que você fez, merda!? — perguntei, irritado.
— AI MEU DESU! GARIBAAAALDA! — ele gritou, me ignorando e correndo pro banheiro. Revirei os olhos e corri atrás dele.
Bom, a única coisa que eu vi foi: um bode se afogando na banheira e a água e o MEU piso estavam todos melados de sangue. Affe, menstruação de bode (WTF???)
— GARIBAAAALDA! — berrou novamente, voando de onde estava (?) e se jogando na banheira. Sério, precisa disso gente? — Não morra! Irei lhe salvar! — ele dizia, apertando o pescoço do bode que tava se estribulichando feito um peixe (?) nas mãos dele.
— Pronto… Por favor, eu não tive que passar na frente de outros espermatozóides pra ver isso né! (?) — suspirei, indo lá pra ajudar mais o bode do que meu irmão. O que foi? Ele que trouxe o bode pra tomar banho, ele que se fode. Mas como vocês sabem que eu sou uma pessoa totalmente do bem, vou lá salvar aquela alma penada. qqq
— Ó diacho, segura aí! — estendi minha mão para Laito, que parecia mais uma mulher parindo um elefante do que alguém tentando salvar um bode (?). Mas eu acho que ele tava fazendo drama, por que o nível da água ia só até as coxas. Porra man. Parece que nasceu de 7 meses (??).
— Cof, levanta aí, cof! Não tô conseguindo segurar o Garibalda! Cof, cof. — ele falava, cuspindo água e com uma mão, segurava o Garibalda, tentando puxá-lo. Sim. Vocês leram certo. Não é A Garibadalda, e sim O Garibalda. O Garibalda, na verdade, é um bode hermafrodito (??) que o Laito arranjou no pet shop um dia desses e que iria adotá-lo. Coisa que eu duvido muito, já que um dia desses, em que ele tava bebâdo, tava quase fazendo uma orgia com o pobre Garibalda. É. Bodes também sofrem abusos sexuais (???).
Ok. Prosseguindo: coloquei um pouco mais de força na minha mão e comecei a dar alguns passos atrás. Resultado: O Laito e o Garibalda conseguiram sair, com sucesso. O problema foi que EU, caí de cara naquela banheira cheia de menstruação e clorofila (?) e acabei engolindo um pouco de água. Eca.
— Valeu, brother. Não liga se tiver com gosto de urina… eu mijei aí dentro. — no exato milésimo que ele terminou de falar isso, eu pulei da banheira, enrolei o pé na toalha que o Laito deixou lá e bati a boca no mármore. Sei não, mas acho que fiquei banguela. qqq
— COMO É?! — berrei com todo o fôlego. — SUA PROSTITUTA DE QUINTA CATEGORIA DO BARZINHO DO ZECA CARIOCA! SUA MOCREIA COM PINTO CABELUDO! SEU… COMEDOR DE CÚ! SUA LÉSBICA! — xinguei, sem nem me importar se tava sendo ridículo.
Me levantei daquele chão e olhei para o bode, que já tava começando a comer a embalagem dos meus shampoos da Loreal Paris e parecia normal, como se nem tivesse se afogando na banheira a poucos minutos atrás e tive uma ideia muito louca, mas divertida.
— PORRA AYATO, PARA COM ISSO, CARALHO! — Laito gritava correndo pela casa, enquanto eu estava logo atrás dele, montado em cima do bode e com um chicote na mão.
— VAMOS, CORRA MAIS! — disse, rindo, enquanto derrubava os móveis todos. — VAI CHORAR AGORA, É? SEJA MACHO, SUA BISCATE (???)! — conforme iamos correndo pela casa (Explicando pra vocês: A gente não mora mais naquela mansão caindo aos pedaços, que devia ter sido construída na época que a minha tataravó brincava com os dinossauros (?). Nós compramos um apartamento num bairro da cidade e vivemos divando, por aí…).
Kanato tava rindo feito um bezerro com aids (?), realizando umas parada muito cabulosa na sala. Tava se remexendo todo, virando o corpo para trás que nem um caranguejo e… tinha um troço branco MUITO esquisito saindo dos olhos dele. Sei lá, acho que me caguei todo. q
Continuando a minha saga, depois de 37 minutos, eu ainda estava perseguindo o Laito com o Garibalda e tentava rir diabolicamente, mas mais parecia que eu tava com diarreia bruta, ou que minha merda tava saindo verde e cinza (???) Acho que a macumba que o Kanato tava fazendo passou pra mim. Treco contagioso do carai (?????)
— Laito! — gritou Subaru, quando passamos em frente ao quarto dele. — Acho melhor você raspar os cabelos do seu pinto. Tá parecendo a floresta Amazônica (?) — Ri alto. Aquele ruivo paraguai dozinferno, tava sem toalha. É, sem toalha. Lembram quando eu enrolei meu pé e quebrei um dente de ouro na mármore da banheira? Então…
— Ei, os dois! Que zorra é essa? Tão achando que isso é o que… Uma casa de prostituição? — Reiji apareceu na frente da gente, do nada, com uma máscara verde no rosto. Uma vez, confundi aquilo com geleia e comi. Tinha gosto de abacate (?).
Tive que arranjar um jeito instantaneo de frear o Garibalda, antes que acertasse o Reiji ou os cabelos do meu cú iam ser arrancados um a um. Puxei os pelos da cabeça e o bode se estrambelhou todo, feito um touro. Nesse meio tempo, eu fui arremessado contra a janela do segundo andar e estatelei todo no chão. E atrás de mim, tava um Laito pelado, um Kanato possuído, um Reiji com um troço comestível no rosto e eu, que com certeza tô parecendo uma lacraia contorcida (?).
–--
Já era domingo e pelas janelas, dava para se ver que a lua subia cada vez mais e se presumia ser cerca de umas 22:00 horas da noite. E eu aqui, passando o resto do sábado e o dia todo do domingo na cama, me recuperando da queda. Tava parecendo um tetraplégico e eu acho que realmente estou, se duvidar…
— Ei, Ayato-kun! — escutei umas batidas na porta do meu quarto. Com certeza, devia ser o Laito.
— Ah, vai embora, traveco. — respondi, mal humorado. Vocês acham que eu esqueci o episódio com o Garibalda? Não, não mesmo. Sou o tipo de pessoa que guarda rancor. Me lembro como se fosse ontem. Mas foi ontem (?).
— Embora é o escambau, você vai me ouvir e vai ser agora! — escutei ele abrir a porta. Pelo menos ele estava vestido… Mas espera, como assim ele tem a chave do meu quarto? E pra que raios ele tem a chave?! Realmente, anda acontecendo umas paradas cabulosas nessa casa… Acho que vou telefonar pra algum pai de santo dar um jeito no Kanato.
— Agora que você já está aqui, o que você quer? — indaguei.
— Olha lá. — ele apontou para a janela. Virei minha cabeça lentamente, por que o meu pescoço doía muito. Me deparei com um caminhão de mudanças, e umas duas garotas conversando com algo. Pelo cheiro — eu ainda sou um vampiro, certo? — deduzi que tinha mais oito, deviam estar dentro da casa, ou seja, são dez ao total.
— Hmm. — balbuciei, estreitando os meus olhos para obter uma visão melhor, mas a escuridão da noite e a pouca iluminação da rua atrapalhavam. — Elas tem um cheiro até… agradável. — comentei e Laito sorriu.
— Sim. Nossa vida vai ficar ainda mais interessante… Não acha? — cerrei os olhos. Quando ele diz isso, nunca tem nada bom. Digo por experiência própria.
— O que você tá tramando? — perguntei, cruzando os braços. Ele se limitou a dar uma risada baixa.
— Nada, nada… — ele murmurou. — Enfim, acho bom você descansar ou a gente vai ter que te levar num fisioterapeuta. — ao escutar aquilo, fechei a cara.
— Me erra, seu gay lambido (?), anda, vai embora. Tô querendo dormir…
— Claro, nesse estado você também não pode fazer nada. — emendou debochadamente.
— Se fode Laito. — grunhi.
— Ai, calma… Tá nervoso por quê? A Tinker Bell ainda não veio te buscar?
— VAZA! — gritei, jogando a primeira coisa que vi na minha frente nele: um livro qualquer que acertou o meio daquela testa de girafa que ele tinha. Ui, sei que isso vai ficar com um hematoma feio.
E depois de uma discussão básica com aquela criatura, lancei minha alma mortal: o meu gás natural tóxico. Em outras palavras para que vocês, leitores, possam entender, sim, é um peido. Só que não é um peido qualquer e sim, O peido. Fiquem aí, é tudo gás nobre… Só sei que depois que intoxiquei a atmosfera do meu quarto, ele se retirou na velocidade do flash.
Enfim, fiquei sozinho e finalmente, pude dormir tranquilo.
E enquanto isso, no facebook…
Laito Sakamaki
Mano, que porra foi essa no quarto da Senhorita Fada Fairytopia? Cê mete o que nesse teu cú ensebado? Se amanhã eu acordar com cheiro de peido (??), a culpa é sua. — com Ayato Sakamaki.
247 likes, 21 comentários e 3 compartilhamentos.
Shuu Sakamaki Se eu fosse você, enfiava uma estaca no cú dele, até sair chocolate de fruta do conde (WTF?).
Reiji Sakamaki Será que até nas redes sociais vocês ficarão sem modos? Ayato, seu asqueroso! Peide no banheiro!
Ayato Sakamaki O cú é meu e eu peido onde eu quiser. Vão se foderem.
Kanato Sakamaki CHURROS! (??)
Visualizar mais comentários…
Fale com o autor