Notas iniciais
Bom gente,essa é a primeira fic que eu faço totalmente original,espero que vocês gostem

“Acorda Jessica” gritou meu avó, que estava na cozinha fazendo seu café quentinho de todas as manhas

Eu já estava cansada da mesma rotina, das mesmas pessoas, dos mesmos lugares...eu só queria fazer algo diferente na minha vida sabe?

Meu dia começou como todos os outros: Me levantei, botei o uniforme horrível da minha escola, penteei meu cabelo quase impossível de pentear e fui tomar meu café (pode parecer falta de higiene mais eu sempre escovei os dentes só depois do café, odeio o gosto da pasta com comida)

-Vai comer oque? — Perguntou meu avô super acordado como se não tivesse dormido

-sei lá, tem cappuccino? – Respondi, devolvendo a pergunta

-Tem, vai lá fazer o seu- Não sei não, meu avô deve achar que eu tenho força o suficiente de manhã pra fazer um cappuccino.

O Cappuccino era simples: Bota água quente no copo, abre uma caixinha com um pozinho, mistura com a agua e ponto! Bom...é simples se você não é preguiçosa como eu.

-Cadê a colher? – Perguntei pra mim mesmo até que eu vi que não avia nenhuma colher limpa. “Já sei” pensei, mais não, eu não sabia o que estava fazendo...

Abri o pote com o pozinho e simplesmente virei em cima do copo na esperança de cair pouco pozinho (O que logicamente não aconteceu)

-Droga, caiu todo o pote- eu disse lamentando a minha burrice

-Como eu posso ter uma neta tão burra? – Perguntou meu avô que apareceu magicamente atrás de mim

- Ai, perdi a fome- sai de lá com raiva, fui escovar meu dente, peguei minha mochila e abri a porta de casa pra ir pra escola

- Deixa eu te dar carona – meu avô disse

-Não obrigado, você não gostaria de ter uma pessoa burra em seu carro- fui em bora e fechei a porta com força. Eu não sou obrigada a aturar as humilhações de meu avô.

Cheguei em minha escola e como sempre sentei em um banquinho isolado no canto do pátio, avisto Luana correndo em minha direção

- Oi amiga- disse Lu sentando no banco comigo

-Olá Lu! Você está bem? – perguntei tirando os fones do ouvido

- To, e como vai sua vida de pessoa excluída pela sociedade? – ela perguntou. Bom, a gente brinca com essa coisa de nós sermos excluídas pela escola e tal

- Ai vai bem, invisível como sempre- disse sorrindo ironicamente –e a sua? -

-Vou bem, ser invisível tem as suas vantagens- ela disse se apoiando em sua mochila

- Ah, tem? Qual é então que eu não sei? — perguntei sem saber quais são as vantagens de ser invisível.

- Também não sei, mais não falam que tudo tem as suas vantagens? – ela riu e eu também. Assim era o humor da Luana: Sarcástico e louco

-Bom, um dia quem sabe vamos descobrir- falei sorrindo

-Ok, ta mais provável descobrir no próximo século mais vamos fingir que somos otimistas! – ela sorriu. O Sinal tocou e subimos pra nossa sala, a turma 8,2 que é a turma mais chata de todo o universo

Minhas aulas na Sexta Feira são sempre as mesmas: Eu mal escuto oque minha professora de Português está falando, durmo na aula de História, passo o recreio todo lendo livros na Biblioteca, volto pra aula, durmo mais um pouco e depois sou acordada pela Luana e pela Gabriela dizendo que a aula já acabou. Saio da escola, e volto pra casa sozinha. Parece ser legal ir sozinha até porque eu gosto de ser invisível porem nem é tanto assim porque andar sozinha por 40 minutos é muito chato.

Mais tem um lado bom: Eu gosto de pensar na vida e enquanto eu ia a pra casa e naquele dia eu não parava de me perguntar uma coisa: “Quais são as vantagens e desvantagens de ser invisível?”

Notas finais
Bom,vocês gostaram?Espero que sim...mereço reviews?