As Três Faces do Medo.

4 Capitulo 3: Me chame de Naru!


Notas iniciais
Oieee... Gente tudo bem? Cá estou eu trazendo mais um capítulo eletrizante, sobre a vida dessa turminha da pesada que se metem em altas aventuras e... Certo isso ficou ridículo! Vamos ao capítulo antes que eu apanhe! Ps: Obrigada aos leitores que estão acompanhando a FIC, logo irei responder os comentários, prometo! [Capítulo Revisado e Repostado]

Abriu os olhos lentamente. Estava em uma cama macia e olhou em volta, esperando encontrar as paredes de cor creme do quarto do Internato, mas surpreendeu-se ao ver um quarto bem mobiliado e luxuoso. Não conhecia aquele quarto. Sentou-se rapidamente.

— Finalmente acordou — a voz fria chegou a seus ouvidos e o menino olhou assustado em direção a ela, deparando-se com um moreno parado próximo à porta do quarto.

— Quem é você? — a voz era alta, ligeiramente aguda e irritada.

— Eu estudo com você, Uzumaki — Sasuke viu o loiro levantar-se e caminhar até ele com uma expressão confusa. — Não se lembra de mim? Uchiha Sasuke!

— Estuda comigo? Onde estudamos? — o loiro inclinou a cabeça para o lado e franziu as sobrancelhas.

Sasuke estava começando a pensar que aquele desmaio era mais que queda de pressão. Logo quando chegou à casa, Sasuke ligou pedindo ajuda para o Dr. Kabuto, médico da família Uchiha. Este examinou “Naruto” e rapidamente chegou à conclusão de que o loiro havia sofrido uma queda brusca de pressão, causada por cansaço ou stress. Disse que quando acordasse era só dar algo para ele comer e estaria saudável. No entanto, o garoto parecia ter perdido a memória!

— Estudamos no Instituto Namikaze, na mesma sala, inclusive — cruzou os braços e pensou seriamente em chamar o médico de novo.

O loiro arregalou os olhos.

— Na escola do papai! — sorriu radiante. — Que legal, dattebayo! Mas... Como eu vim parar na sua casa?

— Você desmaiou na rua, então eu o trouxe para minha casa, já que era mais perto. Um médico já o examinou e disse que foi uma queda de pressão. Meu pai já ligou para seus familiares, pedindo para que viessem busca-lo. — o Uchiha viu o loiro virar-se de costas e começar a caminhar pelo quarto, observando tudo como se fosse uma criança curiosa. — Uzumaki! — ficou irritado por ter sido ignorado.

— Me chame de Naru, Sasuke-kun! — o garoto sorriu de olhos fechados.

Sasuke estacou diante daquele sorriso, um belo sorriso. Ele já o tinha visto, mas onde?

— Ôe, Sasuke-kun, você ‘tá bem, dattebayo? — passou as mãos em frente ao rosto do Uchiha enquanto este olhava para o nada.

— Claro que estou, idiota! — resmungou indiferente.

— Idiota? — o loiro ficou irritado. — Quem é idiota, bastardo?!

Sasuke ia responder, mas parou ao ver o loiro colocar a mão sobre o estômago e fazer uma expressão angustiada.

— Você está bem?

— Não... — fez uma careta de dor. — Eu preciso de... — cambaleou até o moreno, que o amparou. — Lamen, ttebayo! — gritou, depois gargalhou da fisionomia irritada do Uchiha.

— Idiota! — soltou o loiro.

— Bastardo — rebateu entre risos. — Né, né, Sasuke-kun, você tem lamen aqui na sua casa, datteba?

— Eu peço para a empregada preparar pra você. Vamos para a sala de jantar.

— Yoshi! — gritou erguendo o punho, depois saiu correndo do quarto e quase se chocou com Mikoto. — Desculpe... — murmurou culpado.

Mikoto sorriu gentilmente para o jovem e recebeu outro sorriso, só que maior e radiante.

— Cuidado com minha mãe, idiota!

A mulher repreendeu o filho com o olhar ao escutar a ofensa que este dirigiu ao loiro. O moreno deu de ombros em descaso.

— Eu sou Uchiha Mikoto. Fico feliz que esteja melhor — o sorriso calmo voltou à face da mulher.

— Prazer em conhecê-la, Mikoto-san. Pode me chamar de Naru, dattebayo!

— Certo, Naru-kun — disse e depois voltou à direção que estava indo antes. — Até mais, meninos.

— Vamos, Sasuke, você me prometeu lamen, ttebayo! — falou escandaloso e saiu puxando o moreno pelo pulso.

— Para de me puxar, imbecil! — Sasuke ficou irritado. — Você nem sabe onde fica a sala de jantar.

— É mesmo, datteba... — largou o pulso do outro e coçou a nuca encabulado. — Aqui é tão grande, foi mal — deu um sorriso ”amarelo”.

O Uchiha girou os olhos e saiu andando na direção oposta à que eles estavam indo.

Quinze minutos e quatro tigelas de lamen depois, Sasuke estava começando a procurar o número do Dr. Kabuto na agenda de seu celular.

O loiro estava agindo de forma muito estranha. Ele não estava tímido – como era seu normal, na opinião do Uchiha –, e nem arrogante como estava naquela manhã. Agora ele agia de forma barulhenta, espontânea e estava sempre sorridente, além de comer como um ogro. Parecia até outra pessoa.

— “Será?” — Sasuke parou de mexer no celular e encarou o loiro.

— É falta de educação encarar uma pessoa enquanto ela come, panaca — “Naruto” resmungou irritado.

— Hm, idiota. Então pare de comer igual a um porco — deu um meio sorriso.

Antes que o loiro jogasse uma tigela vazia no moreno, três pessoas entraram no recinto.

— Mamãe, papai! — Naru lançou-se sobre Minato e Kushina. Estes o abraçaram carinhosamente.

— Estávamos preocupados, Naru-chan! — a ruiva tinha os olhos marejados.

— Não precisavam ficar tão preocupados, dattebayo! — sorriu de olhos fechados. — O Sasuke-kun é um cara legal e disse que me ajudou, ttebayo! — bateu amigavelmente no ombro do moreno, que apenas o olhou com indiferença.

— Ficamos agradecidos pela ajuda, Sasuke-kun — Minato acenou com a cabeça em direção ao menino e depois se virou para Fugaku, que havia entrado com eles na sala. — Mais uma vez, peço desculpas por ter demorado a vir...

— Eu entendo Namikaze-san — o Uchiha falou friamente. — É realmente verdade que a polícia irá interrogar os alunos de sua escola?

Minato sentiu-se desconfortável. Como aquele homem soube tão rápido?

— Infelizmente, sim. Mas não se preocupe, já conversei com Ibiki-san e o instrui para causar o mínimo de constrangimento possível nos alunos. No entanto, é algo que eu não poderei evitar — esclareceu com voz inflexível e profissional, afinal, não teria paciência para discutir com Fugaku e sabia que isso poderia acontecer.

— Os pais deverão acompanhar os alunos? — Mikoto entrou no ambiente e parou ao lado do marido.

— Sim. Os alunos não podem ser interrogados sem a presença de um responsável por serem menores de idade.

— Tudo bem, então — o Uchiha mais velho encarou o filho. — Irei acompanhá-lo amanhã, Sasuke.

O jovem assentiu.

— Vamos, filho. Nós já abusamos muito da hospitalidade dos Uchiha — Kushina colocou as mãos sobre os ombros de Naru.

— Não abusaram. Naru-kun é um jovem formidável — Mikoto sorriu. — Não querem ficar para o jantar?

— Agradeço o convite, mas é melhor deixar para uma próxima, Mikoto-san — Kushina sorriu educadamente.

— Tudo bem.

A família Namikaze Uzumaki despediu-se e foi guiada até aporta por um empregado. Naru, ao ver a mansão por fora, ficou impressionado com seu tamanho. Parecia um minicastelo.

Na sala de jantar, a família Uchiha comia em silêncio, que foi quebrado pelo patriarca.

— Eu quero você o mais longe possível daquele garoto, entendeu, Sasuke? — falava sem emoção na voz.

O adolescente encarou o pai. Estava confuso, apesar de não demonstrar. Sentia vontade de questionar o mais velho sobre o porquê de sua decisão, mas sabia que a coisa mais esperta a se fazer era aceitar em silêncio.

— Então porque o recebeu hoje, Fugaku? — Mikoto o encarou, inexpressiva, apesar de gentil. Ela ainda era uma Uchiha.

— Sasuke trouxe-o desacordado. Não poderia simplesmente largá-lo na rua, de qualquer jeito — respondeu indiferente. — O menino é filho dos Namikaze. Como ficaria a imagem dos Uchiha se eu tivesse feito isso?

— Então, porque você não quer que nosso filho tenha uma amizade com ele?

— Não o acho uma boa companhia para Sasuke — esclareceu dando o assunto por encerrado.

Nem Mikoto e nem Sasuke acreditaram na explicação, mas sabiam que não conseguiriam “tirar” mais nada do homem.

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Naru explorava todo o ambiente, curiosamente. A casa de seus pais não era tão grande quanto a mansão Uchiha, mas também não era pequena. A casa tinha dois andares, três suítes, um quarto simples, uma sala de estar, uma sala de jantar, uma cozinha e um quintal grande.

Levando em consideração a riqueza de Minato, somado à pequena fortuna que Kushina havia economizado com seu trabalho de corretora, a moradia poderia ser considerada simples, mas Naru sabia que seus pais não gostavam de esbanjar dinheiro. Eles gostavam de levar a vida de forma mais humilde possível, mas sem privações, e ele os admirava por isso.

— Está com fome, Naru-chan? — a ruiva indagou docemente.

— Não, mãe. Quero apenas dormir.

Naru era o que eles consideravam a personalidade de Naruto antes do período horroroso que o traumatizou. Ele não tinha qualquer lembrança sobre sua infância, nem sobre os traumas de Naruto, e também não tem memória sobre o que se passa com Naruto ou Kyuubi. E, por mais que eles desejassem que Naruto fosse mais parecido com Naru, sabiam que era impossível e que Naru não era o “verdadeiro” filhos deles.

— Boa noite, filho — o casal desejou, recebendo um beijo de Naru cada um.

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No dia seguinte, quando “Naruto” chegou à escola, todos os alunos encaravam-no espantados. Ele usava a camisa social branca do colégio aberta, sob ela uma regata laranja fluorescente, calça jeans preta, tênis laranja e uma faixa preta amarrada na testa. No entanto, não foram as vestimentas chamativas que os surpreenderam, mas sim o casal que o acompanhava: Namikaze Minato e sua esposa Kushina.

Minato era muito respeitado no mundo empresarial por ter transformado o negócio de seu avô Hashirama em um império econômico do ramo imobiliário com a ajuda de Kushina, a maior corretora de imóveis do País do Fogo.

No entanto, a paixão do loiro era educar, assim como de seu pai, e por isso criou o Instituto Educacional Namikaze. A metodologia de ensino do colégio tornou-se exemplo para outras instituições e esse sucesso garantiu ao Instituto Namikaze um grande crescimento e várias filiais pelo mundo inteiro.

Aos quarenta e cinco anos, Namikaze Minato era considerado o maior prodígio no mundo dos negócios de sua geração.

“Naruto” conversava alegremente com o dono do Instituto Namikaze e sua esposa, o diretor Jiraya também falou com eles e quando o menino o viu, se lançou sobre ele o abraçando carinhosamente, chamando-o do vovô.

Os alunos ficaram estupefatos diante dessas cenas, e isso piorou quando alguns pais obrigaram seus filhos a cumprimentar a família Namikaze.

— Namikaze-san! — o loiro olhou em direção a um homem sorridente, de cabelos castanhos e olhos verdes.

— Haruno-san! — cumprimentou o homem com um aperto de mão. — Como está?

— Muito bem, obrigado — o homem respondeu simpático. — Estas são minha filha, Haruno Sakura, e minha esposa, Haruno Azami.

A mulher tinha longos cabelos rosados, olhos castanhos, não era muito alta e sua expressão facial era de soberba.

— Prazer em conhecê-las — Minato sorriu para as duas e indicou a própria família. — Esta é minha esposa, Kushina — a ruiva sorriu inclinando a cabeça em cumprimento — e este é meu filho, Naruto — o menino sorriu e acenou.

— Hei, Sakura-chan, você é da minha sala, dattebayo? — Naru aproximou-se da jovem, que tentava conter a expressão de desprezo.

— Sim, eu sou — respondeu tentando soar simpática e um pouco irritada pelo menino fingir não lembrar-se dela.

— Ah... Então você conhece o Sasuke-teme?

A rosada sentiu o sangue “ferver” ao escutar a forma como o loiro havia chamado Sasuke. Num impulso deu um cascudo no menino.

— NÃO FALE DO SASUKE-KUN DESSE JEITO, BAKA! — Estava enfurecida, e os pais da menina olhavam a cena envergonhados.

— Ai, Sakura-chan! Ele é seu namorado, por acaso? — Naru resmungou, massageando o local atingido.

Ela estacou. O rosto tornou-se vermelho, um sorriso bobo cresceu e seus olhos brilharam. Agora ela parecia em outro mundo.

Kushina riu diante da cena, fazendo o casal Haruno relaxar. Minato olhava o filho com uma sobrancelha arqueada. Um policial chamou Sakura para depor e a família Haruno foi em direção à sala onde os interrogatórios estavam sendo feitos.

— Naruto-kun... — uma voz gentil chamou.

Minato cutucou discretamente Naru, indicando a menina de cabelos azulados que se aproximava junto de um homem de longos cabelos castanhos e um jovem.

— Oi! — sorriu largamente para a menina.

— Como você está? — ela indagou corada.

— Eu ‘tô bem, dattebayo! — disse alegre.

— Minato-san, Kushina-san — o homem de cabelos castanhos acenou com a cabeça.

— Olá, Hiashi-san — Minato olhou para o jovem ao lado do Hyuuga. — Este é Neji?

— Sim. Ele mora comigo agora — colocou uma das mãos sobre o ombro do jovem, que tentava evitar olhar torto para “Naruto”. Este conversava alegremente com sua prima.

— A Hinata realmente se tornou uma bela menina, Hiashi-san! — Kushina disse e sorriu ao ver a morena corar, enquanto Naru a analisava criticamente.

— Verdade mamãe, a Hinata-chan é uma bela menina, datteba! — Hinata e Neji ficaram vermelhos, ela de vergonha e ele de raiva pela ousadia do garoto.

— Obrigado, Kushina-san. Ela se parece bastante com a mãe — pelos olhos do Hyuuga um ligeiro brilho de orgulho passou.

Muitos alunos foram obrigados a aproximar-se do jovem loiro. Este conversava com cada um deles como se fossem amigos de longa data. Isso deixava os outros pais satisfeitos por saberem que seus filhos se relacionavam tão bem com o filho do genial Namikaze Minato.

Já os adolescentes ficaram surpresos com a atitude do garoto loiro, mas para não levarem broncas, tentavam agir o mais naturalmente possível.

“Naruto” foi o último a ser chamado para depor. Os policiais, após ouvirem vários relatos sobre como este jovem era sempre vítima das brincadeiras dos três, decidiram que era melhor deixá-lo por último.

O garoto seria, na opinião deles, um grande problema. Ele era filho de um dos homens mais influentes do mundo, apresentava motivos para ordenar aquele ataque – sim, ordenar, porque ele não tinha perfil e nem força para fazer ele mesmo –, e, por último, tinha dinheiro para financiar algo do tipo.

Izumo, Kotetsu e Ibiki esperavam o jovem entrar na sala. Apesar dos pais estarem presentes na escola, a polícia não permitiu que eles entrassem na sala, a não ser que algum jovem parecesse suspeito ou desse uma pista concreta de que outro seria.

— Bom dia, ttebayo! — o loiro entrou na sala sorrindo, com as mãos cruzadas na nuca em uma pose relaxada.

Ibiki franziu o cenho, aquele garoto não parecia em nada com o jovem introspectivo do qual ouvira falar.

— Bom dia, Uzumaki-kun — Kotetsu respondeu, indicando com a mão a cadeira onde o loiro deveria acomodar-se.

— Uzumaki, vou direto ao assunto — o menino assentiu. — Você tinha convivência com algum desses jovens? — Morino mostrou as fotos das fichas escolares dos jovens.

— Penso que sim, nós estudamos na mesma escola, ttebayo!

— E você tinha contato com eles, alguma amizade?

— Não que eu meu lembre.

— Alguns alunos disseram que você era vítima das brincadeiras dos três, isso é verdade?

— Se eles disseram, então é verdade — fechou os olhos e assentiu, dando ênfase ao que falava.

Ibiki não entendeu a resposta e repetiu a pergunta.

— Eu já disse que é verdade... — fez uma cara emburrada. — Se os outros falaram, então é verdade.

— Mas eu quero saber a sua verdade — o homem inclinou-se em direção ao loiro.

— Eu já disse a minha verdade. Por que vocês ficam fazendo essas perguntas idiotas? — falou irritado. — Vocês não deveriam perguntar onde eu estava ontem? Ou se eu sei de alguma coisa que possa dar uma pista sobre o assassino? É sempre assim nas séries da TV! — gesticulava empolgado.

— Primeiramente: não houve assassinato, apenas agressão — Izumo esclareceu. — Onde você estava ontem, depois da aula?

— Na casa do Sasuke! — sorriu. — Eu comi lamen e ‘tava muito bom. Foi um dos melhores que eu já comi, dattebayo! — os olhos azuis brilharam.

— Depois que saiu da escola, você foi direto para casa do Sasuke? — Ibiki tomou a palavra.

— Não me lembro — Naru fez uma careta, como se o gesto pudesse ajudá-lo a se lembrar.

— Como não se lembra? — o interrogador chefe estava ficando muito irritado.

— Não lembrando, oras! — a expressão do loiro fechou-se. — Sasuke disse que me encontrou desmaiado na rua.

— Você foi agredido ou algo assim? — Kotetsu indagou, ficando entre o chefe e o menino.

— Acho que não. O médico disse que foi uma queda de pressão — deu de ombros.

— Você não se lembra do que fez depois de sair da aula, Uchiha Sasuke o encontrou desmaiado na rua e você passou parte da noite lá, estou correto? — Ibiki viu o loiro assentir.

A história dele encaixava-se com a que o garoto Uchiha havia contado pouco antes, mas, ainda assim, o Morino estava desconfiado com o período entre a saída da aula e o desmaio. Aquele garoto era o único, até agora, com motivos para cometer um crime de vingança, por isso resolveu apelar. Pegou as fotos dos jovens, tiradas quando eles foram encontrados e jogou-as em frente ao menino.

— Foi você que fez isso? — o Morino parou atrás do jovem, pousou suas mãos nos ombros dele e falou perto de sua orelha.

Estranhou os olhares de seus subordinados em direção a Naruto, eles pareciam ter pena do garoto, mas ignorou.

— Responda! — sentiu os ombros do menino tremerem e segundos depois o loiro se inclinou para o lado, vomitando.

Ele tentava tossir, soluçar e balbuciar, ao mesmo tempo. Os três policiais ficaram momentaneamente paralisados, mas depois foram ajudar o garoto.

— E... Eu... — murmurou. — Eu não fiz isso... — soluçava e lágrimas grossas rolavam por sua face. Afastou-se da mesa aos tropeços e ficou o mais longe possível dos interrogadores. — Quem fez isso? Vão me atacar assim também? — chorava descontrolado. — Eu não fiz isso! Eu não quero sofrer assim! — se abraçou. — Eu quero meus pais! — sussurrou sentando-se no fundo da sala, encolhido, o corpo magro chacoalhando pelo choro.

Izumo saiu da sala e voltou com Minato e Kushina ao seu encalço. A mulher, em questão de segundos, estava abraçada ao filho, acariciando lentamente os cabelos loiros e sussurrando palavras de conforto, tentando acalmá-lo.

Minato olhou Ibiki tentando entender o que ele havia feito, então seu olhos caíram sobre as fotos na mesa. Ele ficou chocado e enjoado.

A imagem mostrava três pessoas jogadas no chão em meio a uma poça de sangue. As roupas rasgadas davam visão a machucados horripilantes, os rostos muito inchados, estavam com um tom arroxeado por causa das agressões e, para completar, fraturas expostas.

Aqueles meninos deveriam ter sofrido demais. Minato passou a acreditar, naquele instante, que eles estavam vivos por milagre. Só que a vontade de descobrir quem havia feito algo tão horrendo não justificava mostrar tal imagem forte a um adolescente.

— Você mostrou essas fotos a meu filho, Morino? — a voz do Namikaze soou baixa e ameaçadora. — O que eu disse sobre traumatizar as crianças? Você não tinha permissão para mostrar essas fotos a nenhum dos meus alunos! — aproximou-se do outro e o segurou pela gola da camisa.

— Me solta, Namikaze ou eu vou te prender por desacato a autoridade. — o mais alto respondeu neutro.

— Foda-se! — o loiro rosnou. — Você não deve saber, porque foi transferido para Konoha há pouco tempo, mas meu filho foi sequestrado quando tinha seis anos de idade. Desde então ele desenvolveu uma sensibilidade psicológica. Mostrar algo do tipo para ele é simplesmente burrice. — Empurrou o outro homem, que estava ligeiramente surpreso. — Você deveria ao menos ter pesquisado sobre os alunos, antes de interrogá-los!

— Eu não sabia. Você deveria ter contado — o investigador rebateu.

— Não é uma história que eu goste de ficar revivendo muitas vezes e tento ao máximo evitar que minha família lembre-se daquele período, mas eu também não esperava que você fosse mostrar uma imagem como aquela para uma criança.

— Ele tem dezessete anos...

— Eu tenho quarenta e cinco e me senti enjoado quando vi! — rebateu ainda furioso e apontou um dedo para o Morino. — Eu não gosto de conseguir “favores” por causa do meu dinheiro, Ibiki, você sabe disso. Mas se meu filho sofrer qualquer tipo de trauma por sua causa, eu darei um jeito de acabar com sua brilhante carreira aqui e em todas a vilas, cidades e províncias do País do Fogo! — saiu da sala, acompanhado de sua esposa e filho, sem dizer mais nada.

O homem suspirou tentando se controlar. Ele conhecia Minato desde pequeno; os dois estudaram juntos antes de ele se mudar de cidade e o loiro sempre foi uma pessoa calma. Só perdia o controle quando mexiam com alguém que ele gostava. Sabia que era alguém de boa índole, mas que seria capaz de cumprir a ameaça que fez.

— E então, chefe? Você acha que o garoto é o culpado? — Kotetsu perguntou ainda meio zonzo pela explosão do Namikaze.

— Uzumaki Naruto não seria capaz de mandar matar uma formiga, quem dirá ordenar o espancamento de três colegas de escola — Izumo refletiu.

O chefe concordou. Realmente, Uzumaki não seria capaz de tal ato, mas alguma coisa ainda o deixava inquieto com relação ao caso.

Sabia que os únicos que poderiam esclarecer algo eram as vítimas que ainda estavam hospitalizadas, e eles só teriam permissão para interrogá-los depois de saírem do hospital. Isso graças a uma ordem judicial conseguida pelos pais dos meninos, que achavam que eles mereciam um descanso antes de sofrerem pressão da polícia.

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Eles estavam na clínica de Tsunade, sentados na sala de espera. Minato conversava com o novo psiquiatra de Naruto dentro do consultório do mesmo e Kushina ainda tentava acalmar o filho, que vez ou outra começava a chorar, com medo de ser atacado.

— Está melhor? — Kushina perguntou suavemente.

— Sim, mãe — o menino murmurou abraçado à mulher. — Eles voltaram, né? O que eles fizeram, mãe? — os olhos azuis fitaram os verdes da ruiva.

— Nada demais filho — ela sorriu e acariciou o rosto dele. — Não se preocupe com isso agora. Não está curioso para saber quem é seu novo médico? — mudou de assunto e sorriu para Naruto.

— Acho que sim — tentou retribuir o gesto da mãe, mas seu sorriso era apagado. — Eu queria ter tido a última consulta com o tio Nagato e ter me despedido antes de ele viajar. — abaixou a cabeça e novas lágrimas começaram a molhar seu rosto.

— Não fique assim, pequeno — Kushina começava a ficar desesperada.

— Boa tarde, Kushina-san, Naruto-kun — uma voz grave atraiu a atenção de mãe e filho.

— Boa tarde, Itachi-san — a ruiva disse em tom cansado.

Naruto encarava o moreno que estava ao lado de seu pai, chocado. Cabelos pretos, pele muito clara, olhos negros e frios. Características que lhe lembravam Sasuke. O homem caminhou até parar à sua frente e agachou-se para fitar os olhos azuis de Naruto.

— Meu nome é Uchiha Itachi. Serei seu novo psiquiatra — deu um pequeno sorriso.

Notas finais
Minato é meu herói! *olhos brilhando* Mas acho que a sorte do Ibiki foi ter sido ameaçado por Minato, se tivesse sido Kushina... *medo* E aí gostaram? Merece comentários? O Itachi foi fofo no final? Beijoooss