As Três Faces do Medo.

13 Capitulo 12: Prelúdio: Reencontro.


Notas iniciais
Esse veio super rápido! o/

Devido a velocidade de postagem, só revisei "por cima", o que me leva a crer que tem mais erros que o normal!

Obrigada a quem mandou Review (irei responder em breve), os novos leitores e quem favoritou! :)

Espero que gostem do capítulo! o/

Os olhos claros estavam fixos na pequena janela do avião, no entanto, estava óbvio que o jovem não estava se importando com a paisagem diante dele. A postura ereta e as feições calmas fariam qualquer um pensar que estava tranquilo. Mas, como qualquer pessoa, ele estava muito ansioso com a mudança.

– Você acha que ficaremos bem? – A pergunta sussurrada o fez virar-se em direção ao rapaz que estava sentado ao seu lado. – Sabe... Eu nunca pensei que um dia sairia do internato e agora estou a caminho de um lugar completamente novo.

– Eu queria poder te dizer que tudo vai ser ótimo e que nos adaptaremos muito bem, mas, na verdade, me sinto completamente perdido. – O ruivo disse no mesmo tom que o outro, nenhum deles queria acordar a jovem loira que dormia logo ao lado deles. Era Temari.

– Eu só espero não machucar ninguém, Gaara.

– Eu também espero, Juugo. – Voltou a fitar a janela.

– Estão precisando de alguma coisa, garotos? — Yahiko, que estava na poltrona da frente virou-se e sorriu pra eles.

– Você vai sempre nos tratar como crianças, Yahiko-san? – Gaara bufou e encarou o mais velho com enfado.

– Eu não os trato como crianças... É só meu jeito de ser legal. – Franziu o cenho e fez um bico. – Bando de chatos.

– Yahiko para de perturbar os garotos. – A voz de Nagato soou calma demais para parecer uma bronca.

– Mas amor... Eu só queria saber se eles estavam precisando de alguma coisa. – Voltou a sentar-se, mas ainda falava alto o suficiente para os dois jovens escutarem.

– Eles podem muito bem pedir, se quiserem. Admita... Você está entediado.

E o casal iniciou uma pequena discussão. Para Gaara e Juugo, que há pouco tempo tinham uma relação estritamente profissional com Nagato, aquilo era muito estranho. O Uzumaki era sempre sério e frio nas consultas, mas ali com o namorado ou marido, eles não sabiam definir, ele era calmo, alegre e gentil. Parecia mais leve e até mais jovem.

– Porque eles vieram com a gente mesmo? – Temari resmungou e bocejou em seguida.

– O Uzumaki vai apresentar os dois ao novo médico. – Kintoki, que estava ma fileira de trás junto da esposa, Karura, e do cunhado, Yashamaru, respondeu.

– E porque eu tenho que sentar perto deles? – Kankuro disse entre dentes.

– Porque você não é mais nenhuma criança pra ficar escolhendo lugares. – O patriarca disse seco.

– Não precisa ficar bravo, querido. Kankuro apenas não os conhece direito. – A mulher de cabelos castanhos sorriu gentil ao marido.

Gaara suspirou e novamente voltou-se para o próprio mundo. Talvez fosse difícil acostumar-se ao novo lugar, mas sua família estava ali e ainda tinha amigos com quem contar.

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Meus olhos estão ardendo... Meus braços doem... Minhas costas também... Não consigo mexer meus braços... Alguém me tire daqui! Por que o cheiro é tão ruim? Algo está apodrecendo... Deus! Eu estou apodrecendo.

Alguém me tire daqui!

As lágrimas não caem mais, respirar é difícil, meu peito parece estar se rasgando aos poucos... Por quê?

Alguém me tire daqui!

– Naruto! – Não consigo me virar... Socorro!

– Naruto! – Luz!

Algo está se aproximando... É calmo... Não dói... Quem é?

– Naruto! – Essa voz... Por favor... Chame outra vez... Não me deixe aqui!

– Vamos... Volta... – Olhos negros... Tão perto... Sasuke...

– Sasuke... – Obrigado...

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– Hei... Naruto... Não fique aí parado! Vamos brincar logo! – Me encara com um bico, segurando uma bola de basquete.

– Eu preciso terminar de amarrar o sapato, Sasuke! – Chato! Chato! Chato! Eu não consigo fazer isso muito rápido ainda!

– Você é muito devagar! – O moreno solta a bola, se agacha na minha frente e estapeia minhas mãos. Rapidamente da um laço no meu sapato. – Pronto, dobe. – Metido!

– Eu já estava terminando, teme!

– Sei! Vamos logo jogar! – Pega a bola e corre para um lugar mais afastado da praça, longe das outras crianças.

– Hei por que você não gosta do pessoal? Vai ser divertido brincar com todo mundo. – Como ele consegue correr tão rápido?

– Eu não gosto de todo mundo, dobe! – Ele é engraçado. Como a mamãe chama isso? Quem não gosta de outras pessoas... Ah... Já sei!

– Tissossia!

– O quê?

– Você é um tissossia! É assim que minha mãe chama quem não gosta de pessoas! – Eu sou demais... Sei todas as palavras difíceis!

– É antissocial, seu burro! Meu Aniki sempre me chama disso! – Joga a bola com força e me acerta na cabeça. Idiota! Doeu!

– Aí... Seu teme!

– E eu não sou isso... Eu gosto de brincar com você! – Ele disse mesmo isso? Legal! – Mas já que você quer brincar com os outros, eu vou pra casa! – Pega a bola e começa a se afastar.

– Não! Não! – Seguro seu braço e o puxo. – Vamos brincar, Sasuke! Eu quero brincar com você!

– Tem certeza que não prefere “todo mundo”? – Ele consegue fazer as melhores caretas de nojo.

– Eu prefiro mil vezes você. – Tento abrir meu melhor sorriso. Papai diz que esse sorriso consegue convencer qualquer um.

– Só mil?

– Tudo bem... Um milhão. – Chato! Eu tenho o amigo mais chato e mais legal de todos.

– Ok... Vamos jogar. – Lá vem aquele sorriso. Acho que se o papai visse o sorriso dele iria dizer o mesmo que diz sobre o meu sorriso.

O sorriso... Porque ele está se afastando? O que é aquela sombra estranha? Hei Sasuke! Volta aqui! Sai daí!

– Sasuke! – Senta na cama, os olhos arregalados fitando um ponto qualquer na parede. Buscando ainda a criança do sonho.

– Hei... Eu to aqui, fica calmo. – O moreno rapidamente se aproximou e segurou a mão do loiro.

Naruto o encarou, um tanto confuso, sua cabeça doía e as lembranças ainda dançavam em sua mente.

– Novas lembranças, Naruto-kun? – Itachi se aproximou segurando uma lanterna clínica.

– Acho que sim... – Murmurou, sem fitar o médico, estava encarando fixamente sua mão sendo segurada pela mão de Sasuke. Estranhamente aquilo não o incomodava.

– Certo... Olhe pra mim, por favor. – O médico estava ao lado do irmão e quando o Uzumaki o encarou, examinou seus reflexos pupilares com a lanterna. – Está sentindo alguma dor, enjoo ou qualquer outra coisa?

– Só um pouco de dor de cabeça. – Franziu o cenho ao terminar o exame e puxou a mão, afastando-se do contato com Sasuke. – Porque vocês dois estão aqui? Onde estão meus pais?

– Provavelmente já estão chegando. – Itachi respondeu profissionalmente. – E eu estou aqui por ser seu médico.

O loiro virou-se para o menor dos Uchiha, que o encarava um tanto sem graça.

– Eu... Er... Bom... – Encarou o irmão em busca de algum auxilio e recebeu apenas um olhar divertido como resposta. Porque estava tão encabulado? Não havia feito nada demais.

– Bom? – O loiro inclinou a cabeça para o lado.

Estava precisando da presença segura dos pais, mas não podia negar que a presença daquele moreno o acalmava. Hinata, provavelmente, estava certa: ele estava apaixonado por Sasuke. Só isso poderia responder os sonhos que estava tendo com ele, afinal era impossível que aquilo fosse uma lembrança, certo?

– Eu te trouxe aqui e te fiz companhia até outra pessoa chegar, oras! – Respondeu grosso e cruzou os braços.

O loiro sorriu e tocou delicadamente no braço do moreno, fazendo-o encará-lo.

– Obrigado, Sasuke.

O adolescente moreno descruzou os braços, voltou a segurar a mão do outro e deu um curto sorriso.

– Por nada. – Era bom estar ali, poder segurar a mão dele, senti-lo seguro e bem. Era confortável... Um dia poderia ser frequente, um dia talvez ele pudesse fazer mais por Naruto.

Itachi, diante da cena, suspirou... As coisas estavam ficando mais e mais complicadas.

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Os pais de Naruto avançavam quase correndo pelos corredores do Instituto. Eles estavam acertando os últimos detalhes da festa do Sabaku quando Jiraya ligou contando sobre o ocorrido. Minato deixou tudo nas mãos de Rin, sua secretária, e foi com a esposa para o Instituto.

– O que há com essas crianças, Minato? – A ruiva estava ofegante pela caminhada acelerada, mas a voz não soava menos furiosa por isso.

– Acalme-se meu amor. Você sabe o quanto Naruto rejeita toques, pode ser que não tenha acontecido nada demais. Lembra-se de quando ele ficou em choque por terem tocado nos cabelos dele.

– Ele tinha onze anos e mal sabia o que era ficar fora do internato. Mas nesses últimos meses ele tem melhorado. Conversa conosco e até tem uma amiga. É impossível que alguém tenha apenas tocado no cabelo dele. – A última frase saiu quase sibilada.

Minato parou e segurou a esposa, virando-a para si. Faltavam poucos metros para a enfermaria.

– Eu penso o mesmo, mas demonstrar tanto abalo por isso, só o fará se retrair e rejeitar qualquer tipo de ajuda. Temos que nos acalmar e esperar que ele queira nos contar. – Fitava seriamente os olhos da ruiva.

Kushina respirou fundo e assentiu.

– Você está certo. – Ficou na ponta dos pés e deu um beijo leve nos lábios do louro. – Obrigada.

– Vamos. – Segurou na mão dela e seguiu em direção à enfermaria. Entraram sem bater.

Itachi estava encostado em uma mesa em frente ao leito onde Naruto estava acomodado, ao lado do loiro estava Sasuke, ambos ainda de mãos dadas. Pareciam nem ter notado a entrada dos mais velhos.

– Então você acertou um soco no garoto, otouto? — Os braços cruzados e a sobrancelha arqueada, disfarçavam bem seu divertimento com aquela história.

– Ele mereceu... Estava me irritando faz tempo. – Rebateu irritado, mas teve a decência de sentir-se levemente envergonhado pelo ato.

– Vocês não são amigos? Eu não queria que brigassem por minha culpa. – O loiro disse cabisbaixo.

– Somos amigos e é por isso que o soquei. Amigos servem para isso também. – Fez uma expressão arrogante. – E a culpa não foi sua, ele procurou por isso. Se não tivesse te agarrado, não teria apanhado.

– Muito bem garoto Uchiha.

Os três viraram em direção a ruiva, que sorria radiante e ao seu lado Minato fazia uma expressão estranha... Desconfiança?

– Mãe, pai!

– Como você está filho? – Kushina sentou-se a beira do leito e só então percebeu as mãos unidas. Franziu o cenho, mas resolveu ignorar por hora.

– Estou bem melhor... Foi apenas um mal estar... – Apertou a mão de Sasuke com mais força.

– Seu avô disse que você foi carregado até a enfermaria. – Minato cruzou os braços. – Não foi apenas um mal estar.

Naruto abaixou a cabeça...

– Foi culpa de um garoto, Namikaze-san... Ele fez o Naruto ficar nervoso e desmaiar. – Sasuke tomou a frente.

– Ah é... E como você se encaixa nessa história, garoto? – Arqueou uma sobrancelha.

– Minato! – Kushina encarava-o indignada.

Itachi rapidamente captou a situação: ciúmes.

– Ele me defendeu pai e me ajudou. Acabou até brigando com um amigo por isso. – Naruto levantou a cabeça e encarou o pai. Azuis enfrentando azuis, como há muito tempo não acontecia.

Minato relaxou a postura e sorriu.

– Muito bem... Obrigado garoto. – Deu duas tapinhas nas costas do moreno. – Seus pais sabem que você está aqui?

Sasuke arregalou os olhos...

– Não... – Murmurou e se virou para o loiro na cama. – Eu preciso ir. Nos vemos amanhã na festa dos Sabaku?

– Sim... – Sorriu. – Até amanhã, Sasuke.

– Até. – Pegou a mochila que estava no chão, próxima à cama e colocou nas costas. – Tchau Aniki, Kushina-san e Namikaze-san. – Saiu quase correndo.

– Já que seus pais estão aqui já posso ir. Qualquer coisa me ligue, Naruto-kun. – O médico guardou seus pertences na maleta que estava sobre a mesa e virou-se para o paciente.

– Tudo bem...

– Tchau. – Acenou e saiu.

– Então quer dizer que o jovem Uchiha socou o amigo por ter te agarrado? – Minato sentou-se ao lado o filho na cama e passou um dos braços pelos ombros do mesmo.

– E depois vocês ficaram o tempo todo de mãos dadas? – Kushina sentou-se do outro lado e também abraçou o jovem pelos ombros.

– Conte-nos mais sobre isso, filho. – Falaram ao mesmo tempo, enquanto espremiam o jovem entre eles.

Naruto corou o máximo que seu corpo permitia e abaixou a cabeça.

– Er... Ele... Er... Hm... – Apertava as mãos uma na outra.

– Ótimo... Você não consegue formular uma boa resposta. – Minato sorriu de lado. – Primeiro você nos apresentava uma amiga e agora nos deparamos com isso.

– Qual a próxima surpresa, querido? – Kushina sibilou.

– Eu acho que estou gostando dele. – Murmurou.

O casal trocou um olhar espantado e ficaram em um silêncio constrangido por algum tempo.

– Isso foi inesperado. Achei que você iria dizer algo como: “não é nada demais ele apenas me ajudou” ou “parem com isso e vamos pra casa”. – A ruiva tentou imitar a voz do adolescente.

Minato se levantou, ainda em silêncio, o adolescente o encarou e arregalou os olhos ao ver a expressão sombria do mais velho.

– Pai... O que foi?

Ele deu uma curta risada...

– Eu vou matar aquele maldito moleque! – Virou-se com tudo, mas Naruto se esticou e conseguiu agarrá-lo.

– PAI! – Usou toda sua força pra puxá-lo de volta. – E se no lugar do Sasuke fosse a Hinata? O senhor diria isso?

– Claro que não! – Rebateu prontamente. Naruto arregalou os olhos e sentiu-se pequeno diante do olhar do mais velho. – Eu não bato em mulheres.

– Mas eu bato! – Kushina deu um sorriso ladino.

Naruto os fitou bobamente...

– Mas...

– Não importa se é um homem ou uma mulher. A questão é perder você, perceber que você esta crescendo e começando a caminhar sozinho. – O Namikaze voltou a abraçar o jovem.

– Poderia ser até Gaara ou Juugo, que conhecemos há tempos, e ainda ficaríamos com ciúme e uma louca vontade de bater na pessoa. – A Uzumaki se uniu ao abraço e o loiro voltou a ser espremido entre os dois.

– Vocês continuam me tratando como uma criança. – Resmungou.

– Você terá sessenta anos e será avô... – Minato murmurou.

– E ainda será nossa criança, nosso pequeno bebê. – Kushina completou.

O loiro mais jovem riu e a risada transformou-se em uma gargalhada, que foi acompanha pelas gargalhadas dos dois mais velhos. A mudança estava chegando, aos poucos, com cuidado, mas se aproximava cada vez mais. O passado esquecido estava sendo abandonado... Aos poucos...

Será?


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– Onde você estava Sasuke? – Fugaku indagou seco, assim que o adolescente entrou na sala e estava prestes a subir as escadas.

– Eu saí com uns amigos, já que foi o último dia de aula. – Sasuke realmente tinha combinado de sair, mas as circunstancias não haviam deixado.

– Que amigos? – Cruzou os braços, adotando a postura mais ameaçadora possível. Sasuke sabia que ele queria perguntar, na verdade, se ele tinha saído com Naruto.

– Os de sempre pai. Só aqueles que o senhor escolheu como os melhores. Lembra? – Sorriu de lado.

– Você está me afrontando? – Sibilou.

– Fugaku deixe o garoto em paz. Ele tem o direito de sair com os amigos e ser ácido! Ele é um adolescente. – A voz jovial tomou o ambiente e em seguida Sasuke viu o homem alto e de longos cabelos rebeldes parar ao lado de seu pai. – Olá, Sasuke-kun. Quanto tempo, não é?

– Tio? – O mais jovem murmurou surpreso.

– Eu mesmo... Um pouco mais velho e grisalho. – Sorriu e abriu os braços.

Sasuke hesitou por alguns momentos, mas abraçou o mais velho. Sentiu-se completamente desconfortável e rapidamente acabou com o contado.

– Você cresceu muito, Sasuke-kun. Quase não parece o mesmo e está tão bonito quanto sua mãe. – Segurava o menor pelos ombros.

– Obrigado. – Falou sem graça e se afastou. – Eu vou indo... – Sumiu escada acima.

– Você e sua irritante mania de se meter onde não deve. – Fugaku encarou o outro com olhos estreitos.

– Isso soou dúbio, querido primo. – Sorriu malicioso.

– Cale-se, Madara. – Girou os olhos e começou a caminhar em direção ao seu escritório. – Temos que terminar de acertar o seu retorno. Você não pode fazer negociações sem estar ativo na Corporação.

– A burocracia vai acabar matando a capacidade criativa do ser humano. Pode escrever o que digo, querido primo. – Falou teatralmente, mas seguiu o mais novo.

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Itachi estava na cozinha preparando o jantar, com a ajuda de Shisui. Na verdade enquanto o primeiro cozinhava o segundo apenas experimentava. Shisui sabia cozinhar, mas não cansava de repetir que preferia mil vezes a comida de Itachi.

– Você vai amanhã à recepção dos Sabaku? – O advogado estava sentado no tampo da mesa e fitava as costas do mais novo.

– Desce da mesa, Shisui! – Repreendeu, mas foi prontamente ignorado. Suspirou. – Nós vamos à recepção dos Sabaku. O convite que recebi de Kushina-san me dá direito a levar um acompanhante.

– Eu odeio essas festas, Itachi! Porque você não leva uma garota? Sei lá, alguém da clinica! Tenho certeza que qualquer uma adoraria ir com você. – Soltou maliciosamente, mas com uma pitada de divertimento.

O médico se virou, estreitou os olhos em direção ao mais alto e o segurou pela gola.

– Desce da minha mesa. — Disse entre dentes e o puxou com força, fazendo perder o equilíbrio e quase cair, mas ele conseguiu se firmar a tempo e colocar-se de pé. Itachi ainda o estava segurando. – Eu não vou pra essa maldita festa pra me divertir, Shisui. Também não tenho tempo pra nada sério com ninguém. E se você quer tanto que eu vá com uma mulher, coloque um maldito vestido! – O soltou e voltou a virar-se para o fogão.

– Calma cara, eu só quero que você relaxe um pouco. Você tem um objetivo a cumprir, mas sua vida não pode se resumir a isso. Você é jovem Itachi! Merece um pouco de diversão.

Shisui viu o mais novo desligar o fogo e apoiar as mãos na pia, a cabeça baixa e os ombros tensos. Aproximou-se lentamente e tocou os longos cabelos.

– Eu estou tão perto, Shisui. – A voz soou cansada. – Tão perto... Não posso falhar agora.

– Você não vai falhar, você nunca falha. – Deu uma curta risada. – Chega a ser irritante. Além disso, eu estarei lá para garantir que tudo saia perfeito.

Itachi se virou e encarou o amigo de perto, um meio sorriso cansado brincava nos lábios finos.

– Obrigado! – Resmungou.

– Por nada! – Deu de ombros e abriu um sorriso traiçoeiro. – Então quer dizer que você gostaria que eu colocasse um vestido? Sempre soube de sua paixão por mim, mas acho que um vestido combinaria mais com você!

– Você é um idiota! – Empurrou o mais alto e começou a arrumar a mesa para o jantar.

– Você também é. – Sorriu e ajudou o outro.

Notas finais
Madara na área! u.ú
Shisui de vestido deve ser um arraso! kkkkk
Naruto soltando uma bomba na cabeça dos pais... Esses adolescentes sem consideração! kkkk

Espero que tenham gostado!

Review?