As Tontas não vão ao céu
4 Capítulo 3 – New Eden
Notas iniciais
Enfim Pietro chegou a New Eden. E a cada segundo que passava, sentia-se mais e mais deslumbrado. Após desembarcar no tão comentado solo americano, a primeira coisa que ele fez foi cumprimentar Maxwell Turner, um cara simpático e fluente em cinco idiomas diferentes que havia se comprometido a ajudar Pietro. Como o combinado, ele esperava o frances com uma plaquinha em seu dialeto local. O moreno ficou bastante aliviado com isso, já que desconhecia os Estados Unidos. Tudo o que sabia do país havia aprendido através de filmes – bem ruins em sua opinião – e noticiários.
– Olha. – Maxwell tinha os cabelos prateados, um piercing na orelha e apesar das tatuagens não aparentava ter saído da cadeia. – Antes de mais nada eu acho importante te avisar dos perigos que te esperam...
Pietro franziu o cenho, enquanto os dois dirigiam-se para fora do aeroporto.
– Perigos?
– É, você sabe. Eva Sabatelle. – Max pigarreou rapidamente, olhando o fotografo de soslaio. – Você sabe quem é ela?
– Não exatamente. – começou hesitante. – Sei que ela é uma CEO muito dedicada e perfeccionista.
– O diabo é perfeccionista. O Autor de Game of Thrones é perfeccionista. – parou subitamente, colocando as mãos no ombro de Pietro, comovido pela ingenuidade do garoto. – Aquela loira é mais perversa que o próprio satã. Trabalhar com ela não é diga-se de passagem uma benção divina. Eva sente o cheiro do medo, cara. Ela... – ele respirou fundo. – Eu vou ter que te explicar como as coisas funcionam por lá. Todo cuidado é pouco com aquela louca.
(...)
A estrondosa gargalhada da mulher ecoou por toda a sala e, muito possivelmente por todo o prédio. Eva calou-se subitamente, sentindo-se bem perto de ter um colapso nervoso. A sua frente estava uma morena, de cabelos desgrenhados e olhar de louca. A maquiagem estava borrada e ela não parecia exatamente feliz por ter Eva ali.
– Do que está rindo? – vociferou a morena, com os lábios crispados em desdém.
– De você! – Eva respondeu sem hesitar. – Você é tão patética. – limpou uma lágrima traiçoeira. – Não é possível que continue sendo a mesma ingênua e estúpida de sempre. – exclamou a loira, rindo diabolicamente.
A morena fitava-a zangadamente, desejando que os guardas estivessem ali por perto para afastar a maldita Sabatelle.
– Não é possível que você continue viva. – a voz dela soou robótica, desprovida de qualquer tipo de emoção. — Você é uma criatura vil e desprezível.
– Já me chamaram de coisas piores. – garantiu a Sabatelle de cabelos louros-platinados, sorrindo debochadamente. – Foi bom te ver irmãzinha, eu estava sentindo saudades. – dissera em tom cínico, fazendo um beicinho. Tentou apertar a mão da irmã, mas Angelina repeliu o toque, envaidecidamente. Eva riu. – Você é tão ridícula. – levantou-se da cadeira. – Nos vemos daqui a uns quinze anos. – e piscou, rumando em direção a saída.
– Assassina! Miserável! – gritava a pleno pulmões, batendo na mesa com força. Eva girou a maçaneta, preparando-se para sair da sala, aos risos. – Bruxa maldita! Você ainda vai pagar caro por isso Eva eu juro!
A loira revirou os olhos e sorriu satisfeita, deixando para trás uma versão pobre e louca de si mesma.
Angelina Sabatelle era tudo o que Eva não era: bondosa, honesta e de caráter irrefutável. Nunca tiveram uma boa convivência, raros foram os momentos em que elas se comportaram como irmãs unidas. Angelina representava um perigo indesejável a Evangeline, que não viu outra alternativa senão aprisioná-la em uma prisão máxima, na Flórida. Ninguém sabia dessa parte suja de seu passado e, se dependesse da loira, continuaria assim.
Já dentro de seu carro importado, seu celular começou a tocar. Prestes a dar partida no carro, ela atendeu sem ao menos olhar a tela.
– Srta. Sabatelle?
– Oi Sebastian.
– O fotografo frances, Pietro, acaba de chegar á empresa.
– Hm. Certo. Em dez minutos estou chegando.
E sem mais nem menos, desligou o celular. Ela não gostava de dar explicações aos seus subordinados, nunca deu satisfações a ninguém e nunca o faria.
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