Notas iniciais
Oi minha princesas tudo bem? Então aqui vai um novo capitulo, uhul. E tem também uma música, vocês podem deixá-la carregando e soltar quando eu pedir. Okay? http://youtu.be/ktvTqknDobU

Duas horas depois eu cheguei ao hospital que Júlia trabalhava, agora a loura era diretora geral de enfermagem além de ela e Kol finalmente terem assumido o namoro deles, eu desci do meu carro e encostei na frente esperando por ela, havíamos combinado de jantar juntas, ela saiu vestindo uma saia de couro justa nas pernas ate o meio da barriga e uma camisa rosa linda, parecia a verdadeira boneca barbie. Ela deu um lindo sorriso me vendo.

– Elena! — Ela disse me abraçando- Que bom te ver, eu estava morta de saudades!

Eu sorri tentando retribuir o carinho, o que era difícil pra mim nos últimos meses, eu disse:

– Oi Júlia! Eu também senti sua falta!

Nos entramos no carro e fomos tagarelando ate o restaurante, Júlia falava empolgada de sua família no Brasil e o quanto o Kol vem sendo ótimo com ela, eles estavam completamente apaixonados.

– Eu e o Kol somos perfeitos um para o outro!- Ela estava tão apaixonada que nem conseguia controlar os suspiros.

– Aí Ju isso foi muito gay! — Eu disse rindo.

– Ah Elena, você quer dizer que o Damon não foi feito para você?- Ela me encarou de forma constrangedora... Eu demorei um pouco para responder e em outro tempo eu responderia em um segundo, mas agora...

– É acho que foi...

– Como assim, acho que foi?- Ela disse alto e depois abaixando o volume com vergonha- O que, ele não é tão bom de cama como dizem? — Eu apenas arregalei os olhos com o quanto aquela menina tinha mudado depois de entrar pra turma, quando eu a conheci era só uma técnica em enfermagem delicada e discreta, ela continuou- Qual é Elena? É só olhar pra ele e ver que ele fode bem!

– Acho que você esta ficando muito perto da Caroline, Júlia você era santa! — Ela me encarou com um sorrisinho presunçoso.

– Não foi ela que fez isso comigo Lena, foi o Kol ele... Ele me deixa louca!

– Eu estou vendo Ju eu estou vendo! — A risada dominou as duas, ela com as suas asneiras deixava meu dia mais divertido, nos descemos do carro e eu deixei a chave com o manobrista.

– Sabe o que eu acho, acho que é uma tática pra afastar mulheres dele, acho que você ta morrendo de ciúmes. Mas não se preocupe eu não cobiço homem alheio, tenho um que é perfeito pra mim! — Ela falou debochando e eu revirei os olhos

– Já ouviu a frase, eu me garanto? — Eu disse arqueando a sobrancelha.

– Okay senhorita garantida!

A Senhora japonesa que cuidava das mesas me disse:

– Senhoritas o Cadillac CTS é de alguma de vocês?

– Ele é meu!- Eu disse sorrindo convencida, eu estava completamente apaixonada pelo meu carro novo.

– Será que a senhora pode ir até o estacionamento? O manobrista está tendo dificuldade para estacionar o seu carro, sabe como é esses carros novos dão um pouco de trabalho! — Eu senti ciúmes só de pensar nela tocando o meu bebê novo. Eu fui acompanhada da mulher até o estacionamento, o manobrista disse.

– Eu não estou conseguindo estacioná-lo! — Ele disse completamente sem graça- Ele é rápido demais! — Eu sorri peguei a chave e fui para o Cadillac, era um sonho pilota-lo era perfeito, eu manobrei e coloquei na vaga que eles estavam tentando em poucos segundos. Eu desci cheia de classe garanto que o manobrista ficou chocado, para um homem conhecer uma mulher que dirija melhor que ele, é sempre uma surpresa.

– Prontinho, vai querer ficar com a chave ou eu posso levá-la? — Ele sorriu e disse.

– Pode levar, eu não consigo tirá-lo dali nem que eu queira!- Admitiu

– Tudo bem então, mais alguma coisa? – perguntei sendo simpática.

– Não senhora!- fui à direção do mesmo caminho em que vim.

Em uma mão segurava meu celular e na outra segurava a minha chave. Bati o olho na proteção de tela e era uma das poucas fotos que tinha do Daniel... As fotos em que Caroline tirou quando ainda o tinha no hospital, foram poucas, mas as guardo com tanto amor. Ele era tão perfeito cada segmento do seu rosto tinha um pouco de mim e do Damon, ele tinha os olhos mais lindo e a essência mais perfeita que já vi em todo esse mundo. Ele era tudo, era vida, alegria, felicidade era parte de mim. Respirei fundo cortando meus pensamentos e erguendo a cabeça voltando a olhar o caminho. Já estava subindo as escadas do restaurante quando algo, não sei exatamente o que, talvez uma intuição ou um pressentimento me fez olhar pra trás e eu pude ver... Pude ver com toda clareza Lizzie parada do outro lado da rua. Senti minhas pernas fraquejarem, forcei meus olhos repentinas vezes para confirmar se o que estava vendo era verdade. Foi quando ela se movimentou cruzando a esquina, não pensei duas vezes e fui atrás dela não podia deixar aquela vagabunda fugir. Estava desarmada, mas mesmo assim arranjaria um jeito de pegar ela. A cada passo meu coração acelerava nunca estive tão próximo do que desejava, ela já havia cruzado a esquina e depois de segundos a cruzei também. A chuva estava ficando cada vez mais forte me deixando ensopada, meu salto fazia barulho ao entrar em contato com o chão de acordo com os meus passos fortes e apressados. Ela estava a poucos metros de mim e eu sentia meu sangue pulsar de forma rápida. Um garotinho surgiu do nada correndo na direção dela e aquilo me fez ficar imóvel, ele era pequeno e moreninho, suas mãozinhas estavam cobertas por luvinhas e suas botas o deixavam lindo. Fiquei estática e senti uma sensação estranha, não controlei nada foi espontâneo, foi mais forte que eu...

– Daniel. – gritei, no meio daquela chuva. – Daniel. – gritei mais uma vez e os dois pareciam ter me olhado, comecei a correr na direção deles e eles pareciam se afastar a cada vez que corria mais, sentia as lagrimas quentes se misturarem com as gotas frias da chuva. Comecei a correr no meio da avenida, escutava os carros buzinando para mim, mas não estava nem ai eu precisava pará-los. Lizzie estava com ele eu sabia, sabia, todo esse tempo algo me indicava que ele não havia morrido eu sempre acreditei nisso eu sentia isso. Eles atravessaram a rua correndo enquanto o farol estava aberto, mas quando fui atravessar o farol se fechou. Ele estava ali eu não poderia perder a oportunidade, eu esperei tanto por esse dia, eles estavam se distanciando e eu os perderia de vista. Olhei para o farol e depois para eles e avancei na rua sem pensar o que podia me acontecer. Quando já estava na metade do percurso escutei uma buzina alta e os faróis de um carro me segaram, assim que olhei levei as mãos nos olhos os tapando. Os barulhos daquela perturbavam meus ouvidos, continuei parada com olhos tapados, não senti nada.

– Elena? – eu conhecia aquela voz. Fui me livrando lentamente de minhas mãos. – Elena? O que é isso tá ficando louca?

– Damon. – disse abrindo meus olhos por completo e o vendo em minha frente. – Damon eles foram por ali. Você tem que pegar ela. – disse desesperada.

– Pegar quem? – ele disse preocupado.

– Lizzie Damon... Ela estava aqui, ela está com o Daniel. – disse rápido e ele me olhou assustado.

– Elena. – ele pressionou os lábios me olhando de um jeito diferente, como se procurasse a palavra certa para me dizer. – Elena o Daniel morreu. – ele disse com dor.

– Damon não! Eu vi... Eu os vi bem aqui, eles estavam correndo. Você tem que ir atrás deles. É nosso filho Damon, por favor. – disse em prantos e ele me abraçou.

– Elena vem comigo entra no carro eu vou te tirar daqui... Vem vamos pra casa. – não lutei, deixei que ele me levasse até o carro e me tirasse dali já não sabia mais se o que vi era real, ou se era coisa da minha mente. É que parecia tão real que me fez acreditar, acho que minha vontade de encontrar a Lizzie e ter meu filho de volta me fazia ver coisas. Eu só o queria de volta, queria poder abraça-lo e tê-lo em meus braços, cuidar para que nada de mal acontecesse. Eu só queria o meu Daniel.

(Lizzie)

Eu estava encurralada, cada vez mais os homens do Damon estavam perto mim, estava ficando difícil a cada dia ficar em um lugar novo, a cada dia fugir mais um pouco, essa não é a vida que eu sonhei pra mim,não é nada do que eu imaginei pro meu futuro, mas agora não tem volta, agora tudo o que posso fazer é arcar com as consequências dos meus atos. Eu me sentei encostada atras de uma pilha de caixas de madeira, estava ofegante mas precisava saber, eu disquei o número, esperei por alguns segundos e ouvi a voz da mulher dizendo:

– Oi Lizzie- Sua voz transparecia nervosismo.

– Anna, como esta tudo aí?- Um suspiro foi deixado na linha, ela disse

– Eu só consegui passagens para a Armênia na semana que vem, e ainda não é do jeito que você queria, apenas um pequeno avião particular vai partir, então eu liguei para a secretaria do dono e ele autorizou que você fosse com ele!- Eu bufei irritada.

– Mas eu não posso ficar aqui, os Estados Unidos não são mas seguros para nós eu tenho que partir Anna!- Respondi ríspida.

– Eu sei, eu sei Lizzie mas eu fiz o melhor que pude, você não tem escolha!

– Tudo bem Anna, obrigada pela ajuda! — Eu disse com a voz um pouco mais calma. Desliguei o telefone quando percebi que havia uma mensagem, eu abri rápido curiosa sobre o conteúdo:

" Lizzie, eu não sei como realmente pode fazer isso, antes eu tive pena e achei que você estivesse desequilibrada, agora eu sinto apenas uma ânsia incontrolavel de te encontrar, encontrar e fazer você pagar por tudo isso, você sabe que as coisas não ficam baratas comigo, eu vou fazer justiça! Eu sei que prometi que estaria do seu lado mas desta fez eu não estou cumprindo com a minha promessa, eu estou amarelando, poise isso você conseguiu. Espero que esteja morta, com nojo, Brian!"

Eu senti meu coração repuxando, eu sabia que quando ele se lembrasse da nossa conversa isso aconteceria.

Flashback ON

Eu entrei na lanchonete ouvindo a sineta tocar alertando que alguém tinha entrado, eu me sentei em frente ao balcão a garota parecia ocupada demais para me atender. Eu comecei a batucar os dedos na mesa no ritmo de Back in Black, ate ver a mão grande e fria pousada em cima da minha me fazendo parar, Brian tinha um olhar clínico quase chegava a ser frio, eu sussurrei um 'Oi' e ele só balançou a cabeça para que eu prosseguisse. Ele não me olhava nos olhos.

– Como e porque me chamou aqui? — Eu tentei sibilar um pedido de desculpas mas resolvi mostrá-lo. Eu pisquei o olho direito e disse me levantando:

– Vem comigo!

Eu segui à pé e ele foi atras de mim, a casa que eu havia comprado ficava há poucas quadras dali, eu caminhava de pressa esfregando as mãos tentando fazê-las ficarem quentes, ele estava do meu lado encarando o horizonte com as mãos enfiadas nos bolsos da calca, eu cheguei ao pequeno portão em frente a grande residência, andei ate a porta entrando, eu senti um cheiro adocicado de bolo de chocolate, com certeza dona Pearl deveria ter preparado alguma coisa diferente, olhei para Brian e ele parecia espantado com o esplendor da minha casa.

– Pearl querida- Pearl veio vestindo um lindo vestido azul, ela era sempre bem arrumada- Pode trazê-lo aqui?

Ela assentiu meio em duvida sem desgrudar os olhos de Brian, ela sabia que eu quase não o deixava ver ninguém mas esse caso era diferente, ela virou as costas e saiu, eu me virei para Brian e dei um sorriso amarelo, ele parecia nervoso e insatisfeito mesmo sabendo que eu não o faria mal algum. Eu vi vindo pelo corredor aquela coisinha que me motivava a continuar a fugir, ele andava do jeitinho fofo de criança gordinha, ele caminhou ate mim quase correndo com os braços abertos, eu me abaixei o pegando no colo e aninhando em meus braços ele disse com aquela voz fofa:

– Oi mamãe!- Eu passei a mão pela bochecha dele, sua pele é macia como algodão, eu sorri.

– Oi querido, o que você estava fazendo?- Ele riu divertido uma risada meiga e fofa.

– A tia Anna tava contando histolia pa mim!- Eu olhei de canto para Brian ele estava estático, nem se mexia, eu me virei pra ele

– Querido, esse é o seu tio Brian, lembra que a mamãe mostrou as fotos pra você meu bem?- ele assentiu com a mãozinha na boca, parecia muito envergonhado, eu não disse nada a Brian. — Bebê, por que você não vai ver se a tia Pearl não fez bolo de chocolate para você!

– Sim- Ele se chacoalhou descendo do meu colo, eu o coloquei sobre o piso de madeira, ele andou ate Brian, segurou de leve na calca dele balançando Brian se abaixou olhando fundo em seus pequenos olhos azuis, ele segurou na mão de Brian e disse- Você é imao da mamãe?- Brian assentiu com os olhos margeados, ele continuou- Eu goto de você, pode abraça?

–Pode, é claro que pode! — Ele rodeou seus pequenos bracinhos ao redor do pescoço de Brian.

–Ele e seu filho? — Brian disse acariciando seus cabelinhos.

– Sim, o meu filhinho.

– Ei carinha, sua mãe briga muito?

– Um pouco! — Brian me direcionou os olhos quase sorrindo, ele pegou o bebê no colo e disse olhando para ele. — O que você acha de ir ate o Starbucks comigo- Ele ficou meio duvidoso, e Brian continuou- Eu compro um donut com bastante recheio de chocolate para você! Ele assentiu feliz e eu disse:

– Não rapazinho, você vai deixar a tia Anna sozinha lá no seu quarto, e além do mais a tia Pearl fez bolo para você!- Ele deu ombros desinteressado, o que ele queria era passear agora, eu suspirei estendi os braços e disse firme para Brian. — Devolve meu filho, agora!-Brian negou com a cabeça, envolveu-o dentro de sua jaqueta e foi dando alguns passos para trás, eu andei alguns passos para frente- Eu confiei em você, te trouxe para vê-lo, agora por favor me da ele Brian!- Ele continuava me olhando e provavelmente planejando um modo de fuga dali, eu estalei os dedos e os seguranças pararam em frente a porta deixando-o encurralado, ele ficou pálido e eu dei a ordem- Tirem o menino dele, e levem-o daqui!

– E o que fazemos com ele dona Lizzie?- Disse o chefe da segurança.

– Façam o que vocês acharem melhor!

Eles foram ate ele e arrancaram o garotinho de seus braços, ele gritou desesperado estendendo os braços para meu irmão, ele chorava compulsivamente. Ele me entregou o bebê, mas ele não ficava quieto se batia tanto nos meus braços que acabou parando no chão, num ato sem pensar eu gritei enquanto ele corria na direção do meu irmão.

– DANIEL!

Brian me encarou pálido enquanto era segurado por uma chave de pescoço, ele me encarou incrédulo sem acreditar no que eu havia feito.

Flashback OFF

(Elena)

Eu acordei no quarto de visitas, tinha um barulho irritante que eu não sabia decifrar, parecia um avião, minha cabeça rodava a ultima coisa que me lembrava era de ter entrado no carro com Damon, eu ouvi vozes no escritório, levantei pé por pé tirando as minhas botas, eu desci as escadas, encontrei primeiro Júlia na cozinha ela estava comendo eu sorri.

– Oi Ju, me desculpa por hoje! — ela sorriu me olhando e disse.

– Não tem problema, eu sei como é difícil para você. — Ela me olhou com pena, eu odiava quando me olhavam daquele jeito. — Mas tudo bem, parece que vamos passar um grande tempo juntas! -Eu franzi o cenho sem entender o que a loira queria dizer, ela percebeu e disse- Lembra hoje mais cedo, quando eu estava te falando da minha família no Brasil, então eu também disse que eu e o Kol vamos pra lá para apresentar ele. Então depois do que houve eu pensei que seria bom pra você espairecer um pouco, então disse ao Damon para vocês irem conosco, ele gostou da ideia e a minha família também, eles adoram visitas!

Eu fiquei em duvida alguns segundos pensando se realmente seria bom pra mim, e no fundo talvez uma viagem ajudasse muito a dar uma arejada na cabeça, sair dos Estados Unidos me faria mais que bem, eu sorri afirmativamente e disse:

– Você tem certeza que nos não vamos incomodar?

– Claro que não, e além do mais quanto mais gente melhor, fica mais divertido! Eu senti Damon passando os braços pelas minhas costas colando o corpo dele no meu, Kol por um milagre respeitoso segurou a mão dela, a fazendo sorrir, Damon disse:

– Que bom que você gostou da ideia por que eu já aluguei um jato particular pra nos levar, ele já está aqui em baixo, já esta tudo pronto só falta você se vestir! Eu levantei as sobrancelhas e disse:

– Tudo bem então, eu vou mudar de roupa e desço? Damon deu um beijo no meu pescoço me arrepiando e disse:

– A Nanely já arrumou as suas malas! Eu sorri e fui tomar banho.

Havíamos acabado de desembarcar no Brasil, o calor era maravilhoso perfeito, eu senti Damon abraçando minha cintura eu olhei com desdém para ele, o que o fez recuar alguns passos, Júlia dormiu o vôo enquanto Kol fazia carinho em seus cabelos, uma fofura. Assim que entramos no carro que nos levaria ela começou a ficar nervosa, podíamos ver os lábios da loira perdendo a cor e sua respiração falha, Kol olhou para ela nervoso e ela disse:

– Tudo bem, hora da confissão, eu menti, a minha família não é de origem humilde com eu havia falado, na verdade eles são bem de situação, mas eram muito possessivos quanto a mim, então... — Os olhos dela estavam margeados ela já soluçava- Então quando eu fiz dezoito anos eu fugi, fiquei todo esse tempo longe e é a primeira vez que estou voltando!

Kol parecia estarrecido, mas eu não à condeno eu sei o quanto é difícil viver a vida presa como um pássaro aprisionado em uma gaiola, Kol a abraçou e disse alguma coisa em seu ouvido, isso fez com que ela sorrisse em meio as lágrimas, realmente eles eram um casal tão perfeito que me dava vontade de suspirar, parecia que um tinha nascido para o outro, eles superaram todas as diferenças e se moldaram fazendo com que cada um se encaixasse perfeitamente no outro. Eu sei que posso dizer que eu tenho um amor épico que transformou completamente a minha vida que virou tudo de ponta cabeça, e no meio dessa loucura percebi que o meu lado certo é esse, eu e Damon sempre vamos ser o pior para o outro mas o pior que faz bem. Não somos aquele casal perfeito de cinema, brigamos muito ficamos sem se falar e nesse meio tempo ainda rolam guerra de indiretas, cada um querendo ser o dono da verdade. Mas no fundo sabemos que é apenas um jogo bobo de orgulho, e por trás das caras fechadas e bicos não nos aguentamos de saudades. Tudo bem que às vezes passamos a imagem de cão e gato, mas uma coisa é certa... Nós nos amamos mais do que qualquer coisa. Eu olhei para ele e dei um sorriso meigo que foi retribuído com um sorriso enorme, ele se aproximou colocando a mão em cima da minha, eu olhei fundo em seus olhos e disse:

– De todas as coisas que eu preciso você é a mais importante!

Ele sorriu e me beijou, um beijo carinhoso ritmado, eu podia sentir o seu coração batendo contra o meu, podia sentir em sua pele o quanto ele me ama, o quanto ele sente algo por mim. Foi inevitável sorrir em meio ao beijo, senti de leve lágrimas brotando e escorrendo pela minha pele, eu ouvi ao fundo a voz de Kol me arrancando de meus devaneios:

– Okay casal fofura, vamos acabar com todo esse mel por favor. Esperem chegar no quarto.

Eu ri passando as mãos pelo rosto, Júlia sorria alegre.

– Parece que o clima do Brasil esta fazendo bem para vocês dois!

Eu sorri, e o carro parou, o rosto de Júlia ficou pálido no mesmo instante, ela parecia muito nervosa, Kol segurou a mão dela e desceu do carro, assim que desci eu percebi que tinha um cara no jardim da casa, a casa era gigante, com certeza os pais dela não são nada humildes. O rapaz desligou o telefone assim que viu ela, ele deixou o celular cair na grama, e ficou por alguns segundo a olhando.

(Júlia)

(N/A: Liguem a música)

Assim que eu desci do carro eu vi Léo, ele conversava no telefone assim que me viu deixou o telefone cair me encarou por mais alguns segundos, ele olhava para mim com certa incredulidade, ele respirou descompassado e e correu para mim, ele chegou ate mim e me abraçou me apertou pela cintura contra o corpo dele, ele chorava molhando a minha blusa, eu puxava cada vez ele mais para mim, ele era o mesmo garoto que conheci há alguns anos, eu o apertei forte, ele me levantou de leve e apertou com muita força fazendo com que quase não respirasse. Me soltando ele passou a mão pelo meu rosto, com um sorriso molhado, ele disse:

– Você voltou... Eu sabia que você voltaria, minha irmãzinha! Eu senti tanto sua falta tampinha!

Eu sorri abraçando o mais uma vez, apertei ele contra mim e disse:

– Eu te amo Léo, eu prometo que nunca mais vou te abandonar!

Eu encarei seus olhos azuis, tão azuis quanto os meus, e ouvi alguém falando:

– Leonardo, faça me o favor de desligar esse telef...

Minha mãe estava mais linda que nunca, ela me olhou descrente ela parecia paralisada ela estava com os olhos presos à mim, eu sorri em meio às lagrimas e disse:

– Oi mamãe!

Ela arregalou os olhos e correu de volta para a casa, eu olhei para Léo com o choro engasgado, ele me puxou para mais um abraço, ele sempre foi o meu porto seguro. Assim que ele me soltou eu ouvi uma voz saindo da casa:

– Quando sua mãe me disse eu não acreditei, mas é verdade a minha princesa voltou!

Eu dei um pulinho e corri na direção dele, ele me abraçou enquanto eu dizia:

– Oi papai, que saudade! Ele me agarrou me apertando fazendo a barba dele pinicar o meu rosto, ele me pressionava com seus braços fortes, eu sorri e disse ainda abraçada com ele:

– Eu senti muito, muito a sua falta meu pai!

Notas finais
Foto Júlia: http://cdn.buzznet.com/assets/users16/nicolebohannon/default/kate-upton--large-msg-13383424675.jpg Leonardo: http://img02.go4celebrity.com/wallpapers/Chris-Pine/Chris-Pine-006-800x600.jpg?auth=1193761 Mãe da Júlia: http://www.theplace2.ru/archive/jane_fonda/img/Jane_Fonda_1.jpg Pai da Júlia: http://heightnbra.com/wp-content/uploads/2014/02/George-Clooney-Age-729x1024.jpg Casa deles: http://www.baixaki.com.br/imagens/wpapers/BXK12134_img_0112800.jpg E aí, então o que acharam? Continua?