As Sombras De Uma Vida

8 Capítulo 7: Um toque de azul na minha vida.


Notas iniciais
Eae meu povo!
Eu fiz esse capítulo com a ajuda da linda da Anna s2
Sério, você é incrível sua toscona, te lovo c:
Temos muita briga, tinta e romance nesse aqui LOL
Enfim, boa leitura! (O LEO É MEU!)

Sabrina POV.

Antes que eu desse por mim, eu já estava a dois meses no acampamento. Percebi que todas as minhas roupas estavam devidamente colocadas no armário no segundo dia, e nem fiz questão de perguntar como elas tinham ido parar ali.

Com o tempo, comecei a me aproximar mais de pessoas lá no acampamento, Yui, Bruna e Anna principalmente. Também conheci um garoto chamado João, filho de Ares, o qual lutei uma boa parte de vezes. Ele era muito gente boa e lutava pra caramba. E Leo. Antes que eu percebesse, eu estava passando mais tempo com ele do que com minhas irmãs. Ele me fazia rir, nós nos batiamos e discutiamos com frequência, mas nada que um bom prato de panquecas não resolvesse.

Um tempo depois que eu completei três meses no CHB, Quíron anunciou que teriamos de fazer duplas para lutas em arco e flecha. João me convidou para "duplar" com ele, mas quando recebi o convite de um certo filho de Hefesto, não pude recusar. Passamos a treinar tipo, sempre, e a passar cada vez mais tempo juntos.

Eu precisava de ajuda. Não me entendam mal, não é que eu queria que ele me segurasse por trás pra me ajudar, mas era porque eu era péssima em arco e flecha mesmo, e se eu não quisesse nos levar a derrota eminente, eu precisava treinar, e muito. Então a gente marcou de se encontrar na arena para eu, ahn, exercitar os dons que eu não tinha.

Chegando lá me vi sozinha numa arena grande e ampla, de grama, que ficava logo ao lado dos campos de morangos. De repente, senti uma respiração na minha nuca. Arfei, sacando minha adaga e logo me virando para acertar a pessoa e...

– Hey pequena, calma. — disse Leo, rindo. — Não precisa arrancar minhas tripas por causa de um atraso de dez minutos.

– Leo... que droga, você me assustou. — respondi, levando uma mão ao peito, sentindo meu coração acelerado, e arfando. Ele sorriu de um jeito calmo que me fazia derreter por dentro.

– Calma... então, vamos começar? — deu aquele seu sorriso travesso e animado, batendo a mão distraidamente na própria perna por causa do TDHD. Cada gesto dele me encantava, isso chegava a ser irritante, mas eu não podia deixar de sorrir ao ver que ele não conseguia ficar parado, e que perdia o foco tão rápido. E sinceramente, eu achava fofo quando ele pegava fogo nas pontas dos cachos do cabelo.

– Certo. Mas aviso desde já que sou péssima, e se por algum motivo eu acertar você, não me culpe. — dei de ombros indo pegar os arcos e flechas. Ele sorriu me acompanhando. Começamos a atirar. Confesso que eu fui PÉSSIMA, e diferente do que eu imaginava, ele também não era lá essas coisas. Então ficamos igual dois retardados mentais tentando acertar um alvo estúpido, enquanto riamos descontroladamente.

– Isso não vai dar certo. — ele disse, por fim, jogando o arco e as flechas no chão e deitando na grama ao lado de onde eu estava sentada, rindo.

– Definitivamente, não. — ri e fiz uma careta. — Acho que não nasci pra ser tipo Caçadora. Eu sou péssima nisso. Não que eu não queira ir para a Caçada. — ele abriu os olhos e me encarou de um jeito meio sério.

– Isso é sério? — perguntou, sentando para me encarar melhor. Pisquei desconcertada, sem entender, mas continuei.

– Não sei ao certo. Talvez seja divertido. Imortalidade. — encolhi os ombros. Aquele olhar dele estava me matando. Me olhava de um jeito profundo e parecia estar longe dali. Eu não havia visto esse lado dele, estava acostumada com o Leo TDHD brincalhão, idiota e que pegava fogo. — Mas sei lá... eu acho que não serviria para a Caçada... não me foco muito as coisas... e também.... ér... não quero "ficar sem homens." — senti que corei levemente, e o vi sorrir de canto de um modo indecifrável. Se ele pensava algo sobre mim, eu não sabia, mas que eu estava super envergonhada e nervosa eu estava.

– Vem... vou te pagar um Donut. — sorriu com aqueles olhos castanhos lindos e levantou, me ajudando a levantar logo em seguida. Eu adorava esse fato de me pagarem donuts. Vou explicar. Quando eu tinha 6 anos, meu primo era viciado em donuts, era donut pra cá, donut pra lá, e ele nunca dividiu um comigo. Até que um dia, eu estava na casa dele e ele tinha saido pra ir comprar refrigerante. Eu fui lá e comi um donut.

CARA, É A MELHOR COISA QUE EXISTE NESSE MUNDO! Desde então, eu sou super fissurada em donuts, e super egoísta também. Se eu dividir um donut contigo, pode crer que eu te amo demais. Enfim, acabou que ele me pagou um donut, e depois eu fui dormir, sorrindo por tudo o que tinha rolado. Mas se eu achava que tudo ia ficar as mil maravilhas, ah, eu estava muito enganada... enganada até demais....


Leo POV.

Eu estava voltando pro chalé depois do jantar com a Sah. De algum modo, desde que a vi pela primeira vez, essa menina mexe com minha cabeça ao ponto de evitar meus ataques de TDHD, algo muito raro. Os seus olhos castanhos que ficavam vermelhos quando estava com ódio, me encantavam, de alguma maneira me tiravam o fôlego de tal modo que eu não sabia o que falar. E olha que eu SEMPRE SEI o que falar.

Enfim, eu estava voltando quando de repente vi aquela garota do chalé da Piper, a Drew, se aproximando de um jeito sugestivo para mim. Sorriu com seus dentes ofuscantes e disse.

– Oi Leozinho.... tudo bom, lindo? — sorriu encostando no meu ombro.

– Ah, oi Drew... — minha cara de "se manda" pareceu ter surgido algum efeito nela, porque do nada passou a gritar.

– VOCÊ NÃO PERCEBE? PORQUE NÃO OLHA PRA MIM? OLHA PRA MIM! — ela se debatia enquanto eu segurava seus pulsos a fitando nos olhos. Ela então se controlou, e disse, na minha cara. — NÃO PERCEBE QUE ELA MENTE? — por algum motivo, me vi perguntando.

– O que? — pisquei desconcertado.

– É, ELA MENTE. EU VOU TE FALAR TUDO, TUDINHO. E VOCÊ VAI VER QUEM ELA É DE VERDADE. E NUNCA, NUNCA MAIS VAI QUERER TER NADA COM ELA. Você não vai se arrepender.


Sabrina POV.

Acordei atrasada para o treino com o Leo. Dahora a vida. Voei pegando minha blusa do Acampamento e meu jeans, e sai do chalé enfiando o tênis no pé. Corri para a arena, sorrindo apenas por poder ver o Leo tão cedo, mas assim que cheguei lá me vi chocada com a cena.

Leo estava treinando com Drew. Não só isso, envolvia sua cintura com uma mão como se fossem namorados.

Eu queria sair correndo. Sumir dali e nunca mais voltar. Mas tomei uma decisão mais idiota. Marchei até ele e o empurrei.

– Qual é o seu PROBLEMA, VALDEZ? — o fitei com tanto ódio que podia sentir minhas órbitas ficando mais quentes e o ambiente mais frio. Ele me fitou de um jeito que eu nunca havia visto. Indiferente... como se sentisse nojo e pena de mim.

– O que você quer, Sabrina? — perguntou, seco. O que eu quero? O que eu quero? Eu quero saber porque...PORQUE VOCÊ ESTÁ ABRAÇANDO ELA? TUDO ENTRE NÓS NÃO SIGNIFICOU NADA? O DONUT QUE VOCÊ ME PAGOU, A MONTARIA, O CANTO NA FOGUEIRA, O ARCO E FLECHA! EU TE AMO, DROGA!. Eu queria dizer isso. De verdade. Mas falei algo muito mais... ahn.... inteligente.

– O que EU QUERO? ME DIZ O QUE VOCÊ QUER. A GENTE TAVA FAZENDO DUPLA, ESQUECEU? — Ele deu de ombros.

– Me lembro muito bem. Mas mudei de ideia. Quero fazer com a Drew, que realmente merece minha atenção. — ela me deu um sorriso falso como quem diz "Perdeu, otária." e acenou com os dedinhos. Pisquei incrédula.

– Que MERECE sua atenção? O que você quer dizer com isso, Valdez? — perguntei, ainda não acreditando em tudo aquilo.

– Que eu NÃO QUERO mais fazer dupla com você. E também não QUERO MAIS te ver. Eu sinto DÓ de você garota, e você me enoja. — ele disse essas palavras que nunca esperei que saissem dos lábios dele com tanto ódio que eu me arrepiei. Eu poderia chorar. Eu poderia sair dali.

Mas eu nunca fui assim. Então, simplesmente saquei uma adaga da bainha e avançei contra ele.

Antes que minha lâmina encostasse naquele estúpido, Anna me puxou pela cintura encerrando a briga.

– JÁ CHEGA. OS DOIS. O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? — ela disse, com raiva. Então, olhei nos olhos de Leo e simplesmente disse.

– O que aconteceu aqui é que alguém é muito cego para enxergar a verdade. Tomara que queime no fundo do Tártaro, que pelo menos lá vai ser bem recebido, inútil. Suma da minha vida. — cuspi as palavras com tanta raiva que eu poderia explodir. Virei e sai, sem pensar em nada, sem ter nada concreto na mente. Só queria ficar longe dele, de tudo e de todos. Pelo menos até saber o que fazer.


Anna POV.

Tá, eu não fazia ideia do que tinha acontecido. Porra, aqueles dois se davam tão bem, e de um dia pro outro ela quase enfiou uma adaga no pescoço dele. O encarei com fúria, dizendo logo em seguida.

– O QUE VOCÊ FEZ, VALDEZ? — ele simplesmente deu de ombros e saiu, com Drew a seguindo. Eu NUNCA havia visto Leo Valdez daquele jeito, frio e cético. Chegava a ser assustador. Suspirei, levando uma mão a testa meio desesperada.

– Hey minha princesa... você tá bem? — Jason chegava, sorrindo e me abraçando em consolo. Abracei o meu raio preferido com força, enquanto ele afagava meus cabelos carinhosamente.

– Ah Jas... eu vi a Sah e o Leo brigando feio aqui. — ele se afastou o suficiente para me encarar nos olhos, expressando dúvida.

– Leo...? Leo Valdez? — perguntou, meio chocado, e eu assenti. — Não creio.

– Pois acredite. Eu não entendi nada, mas eu vi ela quase perfurando ele com uma adaga, e quando perguntei a ele o que houve ele nem fez questão de responder, só virou e saiu. Eu quero arrancar as tripas daquele garoto. — meus olhos faíscaram e Jason riu. O seu sorriso, o modo que seu cabelo balançava quando ele ria, e tantas outras coisas que me deixam impressionantemente apaixonada. Corei de leve e sorri para ele.

– Ah meu amor, não se preocupe. — ele disse, enquando afagava meu rosto lentamente. — Eles se acertam. Acho que isso deve ser o tipo de coisa que o tempo arruma do jeitinho dele. — sorriu daquele jeito radiante que eu tanto amo, me fazendo sorrir também.

– Eu sei. Obrigada.... eu te amo, meu raio... — me aproximei com calma, e o vi sorrir.

– Eu também te amo, minha princesa. — sorri, e então nos beijamos com calma, iniciando uma noite linda e inesquecível para mim.


Sabrina POV.

Sinceramente, eu não sabia o que fazer. Lá fora já estava escuro, e eu não conseguia dormir de jeito nenhum. Na minha mente nebulavam ideias, cenas, mas em ênfase a mais desejada: vingança. Levantei decidida, e deslizei para fora do chalé. Andei até o chalé de Hermes com cuidado, e abri a porta lateral.

Helo tinha me falado sobre essa porta. Era onde eles guardavam os objetos que roubavam do acampamento. Revirei algumas coisas, e achei algo que chamou minha atenção. Tinta pra cabelo? Legal. Peguei uma água oxigenada, e zarpei se volta para o chalé, não antes de arranjar um pouco de papel alumínio no refeitório deserto.

Trancada no banheiro, encarei meu reflexo que por um momento parecia de uma menina inocente. Decidi mudar isso. Passei a água oxigenada sem dó nas pontas do meu cabelo, quase na metade dele. Vi as pontas ficarem mais claras no escuro da noite, e sem demora joguei a tinta nelas.

Então reparei a cor. Em meia hora, eu via meu reflexo no espelho. Franja de lado. Cabelos negros até certo ponto, e abaixo deles via-se um azul intenso.

Eu havia tomado aquela decisão. Consequentemente, tomaria outra que definiria boa parte da minha "estadia" no Acampamento. Eu iria me vingar de Leo Valdez. Nem que custasse minha própria vida.

Notas finais
Ficou meio escroto a parte da vingança, masok
Muito drama, só suspeito '-'
A parte dos cabelos azuis, é real, eu tenho pontas azuis 'u'
Enfim, esse cap. aqui é pra linda da Anna s2
Espero que tenham gostado!
Sayonara meu povo õ/