As Psicopatas do Vira-Tempo
14 Capítulo 14
Notas iniciais
P.O.V Elise
Segundo a Madame Pomfrey hoje Kayla acordaria e seria liberada e eu não via a hora. Neste momento eu estava sentada em uma das poltronas que batia a luz do sol com os olhos fechados só aproveitando, até que algo entro na frente do sol, abri os olhos e dei de cara com Connor me encarando então perguntei:
—o que foi?
—Sabe eu…percebi que não sabemos nada um do outro, Izzy- respondeu ele timidamente.
—A se esse é o problema podemos fazer uma coisa que eu fazia quando eu e Ed nos conhecemos, Chaton. -Falei
—É pode ser.…pera! Chaton? Você sabe o que isso significa?-ele perguntou, parecendo surpreso com seu novo apelido.
—Connor eu não disse nada mais do que a verdade, você é um Chaton....-respondi com um sorriso digno de Sirius
Ele corou e mudou de assunto
—E como é essa coisa que você e Ed faziam?
—Bom eu falava 50 coisas sobre mim e ele falava 50 coisas sobre ele, é bem simples, quer tentar? -Perguntei
— Claro, começa –respondeu ele com um sorriso
—1 Meu nome completo é Elise Cristina Sweets Aspenshadow, e agora você vai pensar que meu é maior que do que o de Dumbledore-eu disse rindo
—1 O meu nome é Connor Victor Delacur Dorian
—2 Eu sou bailarina, ginasta, toco bateria, guitarra, baixo, canto, jogo vôlei, futsal, handebol, faço trilha, ando de skate e se precisar dou uma de DJ-falei e vi a confusão em seu rosto por conta das atividades trouxas e de outra época
—2 Eu tive aulas de etiqueta quando era criança, sei dançar e sou o goleiro do time da lufa-lufa- ele diz
—3 Minha cor favorita é vermelho-Digo
—3 Minha cor favorita é azul
—4 Eu ja viajei pra varios lugares do Mundo–falo
—4 Eu só conheço Londres e Paris
—5 Eu tenho pavor de ratos-falei fazendo uma careta
—5 Eu odeio pombos
—6 Eu bebo qualquer coisa que tenha álcool-falei sem medo
—6 Eu odeio a aula de poções
—7 Eu sou nascida trouxa-eu falei com orgulho
—7 Eu sou puro sangue- ele disse, como se não fosse óbvio
Antes que eu pudesse continuar a Cassie entra no salão comunal gritando:
—Elise!!!! Ela acordou!!! Vamos logo!!!!
—Ela acordo!!! Connor ela acordou!!! Eric ela acordou!!!!- Eu gritei, pera aí.....Eric?
—Eric o que você veio fazer aqui? — Eu perguntei só depois percebendo que usei o tom de voz frio
—Cassie pediu ajuda com a porta, para entrar aqui no salão comunal da Lufa Lufa -disse ele envergonhado (N/a: como Connor e Eric eram amigos, Eric sabia a senha)
—Então tá....vamos Cassie!-falei empurrando ela pra fora correndo para a ala hospital
***
POV Kayla
Acordei com uma dor de cabeça terrível, parecia que o mundo rodava, e eu não conseguia focar o olhar em nada, estava quase levantando para procurar um remédio quando percebi onde estava, na enfermaria. Só então lembrei do que tinha acontecido, e de quem tinha aparecido...
Eu mal pude terminar meu pensamento e Dumbledore apareceu.
— Kayla, querida, que bom que acordou! Está se sentido bem? – Perguntou ele gentilmente
— Sim, obrigada...– Respondi tentando parecer bem
— Ótimo, eu sei que acordou agora e que precisa descansar, mas precisamos conversar...- ele disse sério – Kayla, lembra do que aconteceu? – eu assenti – O que me foi relatado é muito grave, por isso preciso da sua confirmação, em relação a tudo. Mandar um aluno para Azkaban era algo que eu nunca tinha planejado fazer...
— Compreendo, e vou colaborar. Contarei tudo que aconteceu até a hora em que desmaiei, depois disso não posso colaborar muito – eu disse antes de relatar os acontecimentos incluindo o da biblioteca na noite anterior ao “acidente”.
Após ouvir a história Dumbledore continuou:
— Obrigado, isso que me contou será de vital importância. Agora, imagino que se lembre da pessoa que lançou o feitiço defensor. Ele quer falar com você, se importa? – Eu neguei com a cabeça. – Ótimo, Madame Pomfray, chame Henry Lightwood. Ele e a Srta. Cartter precisam conversar.
Em não mais que alguns minutos Dumbledore tinha se retirado, Madame Pomfray tinha voltado até a sua sala e um garoto estava ao pé da minha cama, me encarado. A diferença é que desta vez eu não estava com livros e nem ele distraído...
— Bom dia, Bela Adormecida – ele disse quebrando o silêncio.
— Oi. – Falei sem muito ânimo.
— Como está se sentindo? Melhor? – Perguntou ele, estava sem óculos e com uma aparecia cansada, como se tivesse dormido muito pouco durante dias.
— Estou bem... – respondi de forma fria.
— Você ainda está brava comigo. Ok, eu entendo, me desculpa! Podemos começar de novo? Sem eu derrubar seus livros e nem você gritar comigo? – Ele disse isso em um tom tão natural, descontraído e brincalhão que eu não consegui conter um sorriso.
— Sim, acho uma boa ideia... – as palavras escaparam da minha boca, acompanhadas de uma risada
Ele também sorriu. Droga, ele realmente era muito bom com as palavras... Por Merlin!
— Olá, sou Henry Lightwood, tenho 16 anos, moro em Londres (dês de... sempre), mas gosto de conhecer lugares novos, minha casa em Hogwarts é a Grifinória, a pesar de que gosto mais da cor azul. Sou filho único, minha nota em quase todas as matérias é O (ótimo), e acho que “ apenas pessoas de mente muito fraca recusam-se a serem influenciadas pela literatura e poesia” (- Anjo Mecânico, Cassandra Clare)!
— É um prazer, sou Kayla Carrter, também tenho 16 anos, morei a minha vida toda no Brasil, embora eu adoro viajar, sou da Sonserina, mas, diferente do que todos pensam, não sou “má” – eu disse fazendo sinal de aspas com os dedos -, “minha cor preferida é a cor do outono, porque a morte nunca pareceu tão bela” (- A Sereia, Kiera Cass). Tenho uma irmã, Thalia, e um irmão, Luke, ainda não sei minhas notas em quase tudo porque cheguei a uma semana, concordo com você, sobre as influências. Também adoro ler.
— Imaginei – disse Henry – depois de toda a bronca que levei após fazer seus livros caírem. A propósito, eu não consegui ver os títulos dos livros que estraguei, e imaginei que não iria querer substituí-los, por isso, trouxe esse para me redimir...
Ele me entregou um exemplar de A Bela Adormecida (já tinha lido o conto várias vezes, mas nunca aquele livro grande com capa dura), fiquei impressionada, Henry realmente era muito diferente do que eu havia pensado, mas foi uma boa mudança...
— Obrigada! – Falei verdadeiramente agradecida. – Sempre quis ler esse livro!
— Ainda bem, fiquei preocupado com o caso de você já ter ou não gostar... – Afirmou Henry sorrindo – Agora que está conversando comigo, como está se sentido?
— Bem, ainda estou com muita dor de cabeça, mas acho que já é algo bom levando em conta o que provocou e.…- lembrei envergonhada — Eu quase me esqueci, obrigada, por me salvar.
— Não precisa agradecer, qualquer um teria feito o mesmo... – ele disse parecendo sem graça
— Não, nem todos teriam feito, muitos teriam fingido que nem viram. – Argumentei, e percebi que se continuasse nossa conversa acabaria ali, e por mais estranho que pareça, eu não queria que terminasse – há quanto tempo estou apagada?
– Três dias, hoje é terça. E caso esteja preocupada, não fique. Suas faltas estão sendo abonadas e depois você só vai precisar pegar o conteúdo, posso te ajudar se quiser. – Henry aparentava estar feliz por termos trocado de assunto
— Sim vou querer, mas estou bem, amanhã já vai me ver na sala.
— Por mais que eu goste de te encher o saco e de não sentar sozinho, não acho que você vai ser liberada antes de uns dias...- ele falou de forma cautelosa, provavelmente sabendo que eu ir dar um chilique
— O que? Mas eu preciso ir para escola... – fui cortada
— Tecnicamente você já está nela – disse Henry me interrompendo
Eu ri e ele me acompanhou, rimos por alguns instantes até que eu me toquei:
— Isso é trágico não cômico!
— Desculpa, Bela... – disse ele fazendo cara de cachorrinho que caiu da mudança, mas ainda rindo.
Ignorei o apelido e continuei:
— Porque não posso comparecer as aulas? Isso é bem injusto...
— Calma, querida! – Falou, finalmente, parando de rir.
— “Eu não sou sua querida! ” (- A Seleção, Kiera Cass) – Eu falei ficando nervosa. Respira, Kayla, 1...2…3....
— Sempre chamo as garotas assim, e elas sempre parecem gostar... – comentou ele confuso (N/a: foi mais um pensamento em voz alta)
— Chama todas assim. “É exatamente por esse motivo que eu não gostei” (- A Seleção, Kiera Cass) (N/a: sentiram os ciúmes?).
— Prefere ser única e original, Bela? – Perguntou Henry fazendo questão de enfatizar o vocativo.
Antes que eu pudesse responder Madame Pomfray entra na enfermaria e pede ao Henry para se retirar, diz também que tenho que descansar antes de receber as outras pessoas, e que não vai deixar mais que eu tenha vistas tão longas, para que eu me recupere mais rápido.
Henry se levantou sem protestar, e deixou Madame Pomfray falar comigo, mas quando chegou na porta, se virou e disse:
— Eu volto mais tarde, Bela. Melhore, ok?
***
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