As Oneshots De Séries 1.0
112 The Jealous Incident - McAbby - NCIS
— Eu agradeço por me receberem tão rápido. – O homem sorriu, quase com medo de um julgamento. – Eu sabia que a NCIS ajuda a todos então, eu arrisquei.
— Claro, a gente ajuda. – Gibbs olhou para a janela de observação. – Agora, me diga, o que trouxe você aqui, senhor Iglesias?
— Bem, eu fiz um trabalho para a marinha há algum tempo. – Ele começou sem rodeios. – Eu meio que fiz um show dentro das instalações e bem, alguém anda achando que eu posso ter visto os projetos e tentaram me raptar.
Tony, Ziva, Timothy e Abby suspiraram. A história da vida dos contratados de fora do governo.
— E você sabe que eles estão atrás de você como? – Gibbs queria saber porque diabos um cantor daquele porte procurar a NCIS e não o FBI. – Você viu, não é?
Gibbs suspirou. Agora eles eram responsáveis por um cantor, que usava mais cremes no cabelo que sua esposa. Talvez, ele pudesse dar a responsabilidade para alguém com mais paciência.
— Abby, venha até aqui. – Gibbs chamou para o vidro e ouviu uma porta se abrir e logo a porta da sala de interrogatório se abriu. – Senhor Iglesias, esta é a cientista forense Abigail Sciuto. Você vai ficar com ela no laboratório dela até conseguirmos encontrar algo.
O cantor olhou para Abby e sorriu, vendo como ela era bonita, mas tinha um olhar de desdém no olhar.
— Prazer. – Ela apertou a mão dele. – Abby.
— Enrique. – Ele se levantou. – Obrigado, agente.
Abby seguiu pelo corredor, quase desejando estar com uma roupa diferente. Ela estava com a roupa de tribunal, afinal mais tarde ela teria que prestar testemunho novamente.
Tim saiu da sala de observação e alcançou os dois no corredor. Ele beijou Abby nos lábios, pouco se importando se eles estavam com um cara ou não.
— Escute, depois disso tudo que tal eu levar você para jantar naquele restaurante maravilhoso? – Tim perguntou a sua garota. – Eu tenho algo para pedir a você.
— Estou muito interessada. – Ela olhou para o cantor. – Se isso não for resolvido hoje, talvez eu o deixe trancado.
— Desculpe? – Enrique estava se sentindo ofendido com a sugestão. – Pelo que eu sei seu chefe disse para você me vigiar.
— Bem, talvez seja uma indireta. – Tim estava começando a sentir uma pontada de ciúmes do cara. – Eu te vejo em algumas horas.
— Oh. – Abby suspirou. – Vamos.
Entrando no laboratório, Abby se sentou ao computador enquanto o jovem cantor usava uma folha de papel em branco para rabiscar. Ela se perguntou o que ele estava fazendo e quando viu, decidiu que seria mais calma com ele.
— Desculpe se você teve a impressão errada minha. – Ele pegou uma das gavetas com documentos e a passou para Abby. – Eu realmente precisava saber os limites.
— Bem, a qualquer momento que quiser levar um pouco de juízo na cabeça, eu estou aqui. – Abby sorriu e colocou um pouco de Caf-Pow na xicara de Enrique. – Aliás, porque você não foi para o FBI?
— Eu não me dou bem com aqueles pomposos. – O cantor deu risada bem a tempo de ver Timothy entrar. – Oi.
— Ele ainda está aqui, é? – McGee cruzou os braços ao ver o cantor dando sorrisos para sua garota. – Eu vim aqui para saber se você quer algo para comer?
— Me traga o de sempre com um beijo extra. – Abby sorriu brilhante para seu namorado. – Eu te amo, ok?
— Droga, eu também. – Tim saiu, respirando fundo para que não estrangulasse o cantor e fosse preso.
Abby se levantou, ouvindo o bip da máquina de vapor de cola apagar. Ela foi até ela, tirando o plug da tomada.
Enrique se aproximou, curioso com a máquina em questão. Dando um passo em falso, ele acabou derrubando a cola que era usada para fazer o experimento.
— Eu acho que fiz alguma besteira. – O cantor pegou nos pulsos de Abby para se firmar. – Ah, merda.
Talvez não fosse mesmo o dia de Enrique. A cola literalmente secou rápido e Abby sentiu que estava prestes a se tornar um dia complicado para todo mundo no escritório.
— Abby, eu trouxe.... – Tim deixou a comida sobre uma das mesas antes que ele acabasse derrubando no chão. – Qual é o problema aqui? Solte ela, seu cantor almofadinha.
— Tim, pare com isso por favor. – Abby olhou para o namorado, quase desejando que isso fosse um de seus pesadelos. – Dá para fazer alguma coisa? Como pegar a porcaria dos curativos?
Ele foi até o armário de medicamentos que Abby guardava no lugar, pegando gases, pomadas e ataduras. Talvez ele devesse ter feito um balanço quando estava na farmácia.
Pegando o removedor usual, Abby puxou o cantor com ela para uma das mesas grandes do laboratório. Tim se sentou, derramando o removedor com calma e cuidado.
Enrique estava ligado a Abby pelas palmas das mãos, mas eram os pulsos de Abby. E parecia algo estranho de se dizer, mas ele os adorava.
— Desculpe por tudo isso. – Abby olhou para seus pulsos e sentiu que era meio culpa dela pelo incidente. – Eu deveria avisar sobre os riscos disso.
— Ele não deveria ter mexido nessa cola. – Timothy olhou para o cantor com um olhar de raiva. – E nos pulsos da minha garota.
— O que? – Enrique olhou para Tim. – Eu só...
— Salve essa sua conversa afiada para suas fãs. – Tim olhou para ele. – Olhe os pulsos dela. Estão com curativos. Você mexeu na cola e deu em cima da MINHA garota. Eu não sei o que você acha que pode, mas não pode mexer com a MINHA garota.
— Já chega, Timothy McGee. – Abby jogou um rolo de gaze na cabeça de Tim. – Esse seu ciúme é nada mais que um incidente. Um incidente de ciúme. Tudo bem, pode ter parecido que ele estava dando em cima de mim, mas você deixou bem claro quando me beijou.
— Abby... – Tim tentou começou, mas foi cortado.
— Salve isso. – Ela respirou fundo. – Hoje à noite eu vou direto para casa. Vamos jantar outra hora. Talvez quando o caso estiver acabado.
— Abbs... – Timothy viu o olhar dela e decidiu sair.
Timothy foi em direção ao bullpen, jogando o rolo de curativos que tinha em sua mão na sua mesa.
— Abby bateu em você, McGee? – Tony perguntou curioso. – Ou finalmente você teve sua crise de ciúmes?
— Um pouco de ambos. – Ele olhou para Tony. – Estou sendo um babaca?
— Provavelmente sim. – Ziva respondeu por ele. – Você acha que Abby iria trocar você por ele? Você tem suas vantagens.
— Obrigado, Ziva. – Tim olhou para ela. – Eu acho...
Gibbs observou seu time, tentando descobrir quando afinal ele se tornou um diretor de escola.
O caso acabou três dias depois. Abby ainda estava irritada com ele, apesar de saber que Tim tinha as melhores intenções, mas ela não daria o braço a torcer.
— Obrigado pela ajuda, agente Gibbs. – Enrique olhou para Tim, que estava olhando pela janela. – Agente Dinozzo, aqui está seus ingressos. Espere lugares perfeitos.
Tim apenas ficou observando. O cantor apenas entregou algo para ele e foi embora. Era um comprovante de reserva.
Então, ele sabia. Hora de fazer as pazes com sua garota de uma vez por todas.
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