As Oneshots De Séries 1.0

193 Confrontações e parabenizações - Calisa - NCIS LA


Notas iniciais
Feliz aniversário, Chris O'Donnell

G Callen era um homem enfrentando um dilema. Ficar ao lado de sua esposa ou infringir as regras e deixar a mesma esposa bater na mulher que o usou e espionou todo mundo que ele gostava anteriormente.

Talvez ele segurasse sua esposa o tempo suficiente para ela não ser agredida por Joelle.

Quando Hetty informou sobre o caso de uma jovem militar desaparecida, Callen viu sua esposa perfeita se juntar a eles. Elisa estava prestes a julgar o caso que a jovem estava envolvida como uma das vítimas.

— Duas das outras testemunhas foram encontradas mortas. – Elisa falou, colocando as fotos na mesa. – Se essa garota também morrer, o caso todo desmorona e um homem muito perigoso sai livre.

— É por isso que eu pedi ajuda para a CIA. – Hetty olhou para Callen. – Eles tinham o arquivo completo do homem lá. Eu sinto muito, Sr Callen.

— Por que, Hetty? – Callen olhou para a mulher que entrou e sentiu apenas decepção. – Joelle.

— G. – Joelle olhou para Elisa que se colocou na frente de Callen, com um olhar forte e com raiva. – Você deve ser a nova namorada dele.

— Esposa. – Elisa olhou para a mulher a frente dela. – Eu sou esposa dele. E nunca o espionei. Meu nome é Juíza Elisa Anne McGee Pride-Callen. Juíza da corte de Los Angeles.

Deeks deu uma risadinha ao ver a cara de Callen, afinal de contas ver Elisa com ciúmes era algo que não acontecia com tanta frequência.

— Bom, vejo que fui substituída com louvor. – Joelle teve a cara de pau de dizer. – Esposa, hein?

— E alma gêmea. – Callen foi direto com ela. – Ao contrário de você, o único segredo dela é o que vou ganhar de presente de aniversário.

Elisa sorriu, sabendo que tinha uma hora marcada no salão logo depois das 15 horas. Afinal de contas, Callen fazia seu aniversário hoje e ela o presentearia de mais de um jeito.

— Eu vou até o estande de tiros. – Elisa pegou sua arma e a colocou na mesa antes de pegar sua carteirinha de agente. – Praticar.

Callen apenas olhou para Joelle antes de sair para acompanhar sua garota. Ele nunca esteve tão desconfortável e Hetty parecia intrigada com o motivo da CIA achar que seria uma boa ideia enviar Joelle.

Ela, no entanto, sabia que Elisa iria confrontar Joelle em algum momento e felizmente com Callen ao lado dela, poderia ao menos evitar tiros fatais.

Elisa colocou os fones de ouvido e começou a disparar no boneco de papel, acertando os alvos na cabeça. Sua mira afiada como sempre.

— Lise, você está bem? – Callen se aproximou de sua garota com calma.

— Estou... – Elisa deu mais tiros no alvo e Callen engoliu em seco. – Super bem.

— Eu... Eu... Me desculpe por Joelle estar aqui. – Ele abaixou a arma dela com calma. – Ela é um erro tão grande que eu nem faço ideia de porque ela se voluntariou para isso.

— Você não tem que se desculpar por nada, Grish. – Elisa o beijou, sorrindo para ele. – Eu não gosto de Joelle e estou fazendo o máximo para ficar de boa com isso.

— Só quero ter certeza que você não se sinta desconfortável com a presença dela. – Ele viu sua garota se virar e acertar o alvo várias vezes. – Acho que eu entendi.

— Amor, eu estou bem. – Ela sorriu, beijando os lábios dele. – Se for para concluir esse caso eu vou ter que suportar a presença dela. – Atirando mais três vezes, Elisa novamente se virou para ele. – Mas se ela me provocar...

— Essa é a minha garota. – Callen sorriu para sua esposa. – Eu te amo.

— Também te amo. – Elisa voltou para terminar sua sessão de tiros e sorriu ao ver o papel. – Ela irá morrer.

Sam foi procurar seu amigo. Ele sabia onde Callen estaria e sorriu quando a cabeça dele saiu da sala de tiros.

— Eu acho que eu nunca vi a Elisa aqui no estande. – Sam deu um olhar de solidariedade para o amigo. – Ela está bem?

— Sim, eu acho que ela precisava de um tempo. – Callen suspirou.

— Tudo está bem? – Sam perguntou, preocupado com os amigos.

— Tirando o fato da presença de Joelle, tudo bem. – Callen suspirou. – Ela a odeia e eu talvez a odeie também.

— Não dá para culpar vocês. – Sam colocou uma mão no ombro do amigo. — G, você e ela são extremamente protetores um com o outro. Não é de se admirar que ela não goste da Joelle. E bem, ninguém aqui discorda dela.

— Só quero que ela não se sinta desconfortável com isso, na medida do possível. – Callen falou.

— Você sabe que se Joelle provocar Elisa, ela acaba com ela sem despentear o cabelo ou quebrar uma unha. – Sam riu para o amigo.

— Vamos? – Elisa sorriu para os dois. – Eu tenho um caso para solucionar e uma pessoa para salvar.

Deeks observou Elisa entrar com sua típica imponência e sorriu. Joelle observou a juíza entrar e assumir a apresentação com confiança.

— Me desculpe, mas eu acho que como juíza você não deveria participar do caso. – Joelle cruzou os braços. – Tipo, você é a esposa do Callen e todo mundo aqui puxa seu saco porque ele deixa.

Deeks olhou para Kensi sem saber o que falar. Ele puxou a manga dela.

— Eu aposto 200 dólares em Elisa. – Ele viu Kensi olhar para ele sem entender e logo sorriu. – O que?

— Eu aumento para 500 e uma noite de romance sob as estrelas. – Ela sorriu quando Deeks apertou a mão.

— Todo mundo tem medo de discutir com você porque é toda poderosa, mas na verdade é apenas uma chata enxerida. – Joelle estava disposta a quebrar a fechada de Elisa. – E Callen? Bem, ele pode ser bom na cama, mas é um....

— Apenas cale a boca. – Elisa falou, fechando a ruiva. – Você sabe o que eu acho de você? Você sempre pensou que seria alguém inesquecível para Grisha, mas na verdade é alguém de quem eu sinto pena. Eu sei que você tem marido e filho. Nem vou entrar nessa questão. Você se ofereceu para ser a ligação nesse caso porque talvez tenha achado que era a melhor para espionar Callen, de novo.

Todos olharam o rosto de Joelle ficar surpreso.

— E então percebeu que eu e ele nos casamos depois de uma noite e que com você nunca foi tão mágico. E está tentando fazer com que eu me zangue e xingue você até o infinito porque tem a intenção de colocar as mãos no Grisha novamente. – Elisa estava sendo confrontadora e educada ao mesmo tempo. – Mas saiba, Joelle. Eu sou uma pessoa de pavio muito curto e você tocar nele, tentar beijar ele na minha frente só está me dando pena de você.

Joelle deu um passo para trás como se tivesse levado um tabefe. Ela não esperava esse tipo de reação.

Pegando suas coisas, Joelle apenas saiu da sala, batendo os pés e descendo as escadas.

Callen estava tendo certos problemas naquele momento. Nas regiões inferiores de seu corpo. Ver Elisa confrontar Joelle daquela forma foi incrivelmente quente.

— Eu acho que deveríamos enviar Elisa para interrogar o cara na sala de barcos. – Deeks opinou. – Ele vai chorar como um bebê se ela for assim com ele.

Todos riram, mas sabiam que fazer isso seria eficiente demais.

No final de tudo, eles realmente enviaram Elisa e o homem acabou urinando nas calças de tanto medo que sentiu da juíza.

A garota foi encontrada e Callen juntamente com Sam a retiraram do barril com água onde o homem havia acorrentado a jovem. Ela ficaria bem e poderia testemunhar no tribunal.

— Não achou que a gente esqueceu do seu aniversário, não é? – Sam trouxe um bolo de chocolate para o amigo. – Com os cumprimentos de todo mundo aqui.

— Ah, obrigado. – Callen sorriu. – Pena que Elisa tinha hora no salão.

— Mas foi ela quem enviou o bolo e essa caixinha. – Deeks entregou para o amigo. – Ela disse que você entenderia.

Callen deu um sorriso ao ver a gravata cinza dentro da caixa. Eles haviam brincado com uma fita dessa cor na primeira noite deles.

Elisa se sentou na cadeira do salão, feliz enquanto seu novo visual era finalizado. Ela pediu que eles arrumassem o cabelo como se fosse o de Marilyn Monroe e comprou um vestido branco.

Um muffin de chocolate em suas mãos e ela chegou em casa, abrindo a porta, deixando Callen sem fala.

— Feliz aniversário, senhor presidente. – Ela o beijou. – Gostou?

— Porra, eu amei. – Ele apagou a vela do bolinho e sorriu. – E que tal você e eu irmos para o quarto para eu te mostrar?

— Perfeito. – Elisa sorriu desligando as luzes.

Naquela noite, além de descobrir que sua garota estava loira, ele descobriu a tatuagem que ela fez em sua homenagem.