As Novas Aventuras de Sonic

3 Capítulo 3: O ataque à Base Ovo e a fúria de Green Hill


CAPÍTULO 3 – O ATAQUE À BASE OVO E A FÚRIA DE GREEN HILL

O estrondo sônico ecoou pelas colinas verdejantes, mas não era o som habitual de liberdade. Era o som da guerra. Liderados por um Sonic cujo olhar destilava uma determinação fria, o grupo de heróis avançava como um meteoro azul, preto, vermelho e prateado em direção à primeira base avançada do Império Eggman em Green Hill.

A paisagem familiar estava desfigurada. Onde antes corriam riachos cristalinos, agora tubos negros e grossos serpenteavam a terra, sugando a energia vital do solo para uma imensa estrutura metálica em formato de ovo que pairava a poucos metros do chão.

— Ali! — gritou Tails pelo comunicador, pilotando o Tornado X em rasante, com Amy firmemente posicionada na asa superior. — O complexo de mineração e extração biológica.

— Vejo os guardas — disse Shadow, correndo emparelhado com Sonic, a aura vermelha do Chaos Control começando a emanar de seu corpo. Ao seu lado, Rouge alçou voo, os olhos fixos nas instalações de armazenamento. — Deixem o caminho livre para mim. Tenho negócios a tratar no cofre de jóias ilegais.

Sonic não respondeu, apenas cerrou os dentes e aumentou a velocidade.

A defesa da base reagiu instantaneamente. O chão tremeu quando dezenas de Moto Insetos (Motobugs) e Siribots (Crabmeats) surgiram das patrulhas terrestres, suas pinças mecânicas estalando e canhões laser carregando. Do céu, enxames de Abelhabots (Buzz Bombers) e Ovodrones (Eggdrones) mergulharam, disparando rajadas de plasma.

— É HORA DO SHOW! — berrou Knuckles, saltando na frente do grupo. Ele planou e desceu como um meteoro no meio de um esquadrão de Moto Insetos. O impacto foi devastador; o metal rangeu e explodiu quando seus punhos de aço atravessaram as carcaças robóticas, espalhando mola e óleo pela grama arrancada.

A batalha se tornou um caos coreografado.

Silver, flutuando a salvo dos ataques terrestres, usou sua psicocinese para paralisar um grupo de Abelhabots em pleno ar. — Voltem para o remetente! — Com um aceno de mão, ele arremessou os robôs uns contra os outros, criando uma bola de fogo no céu.

Blaze, movendo-se com a graça de uma dançarina, girava pelo campo de batalha, deixando um rastro de chamas intensas. Quando uma longa Catterkiller tentou cercá-la, Blaze tocou no chão, invocando um pilar de fogo que derreteu os segmentos mecânicos da lagarta robótica instantaneamente.

Sonic era um borrão azul, usando a tática de "bater e correr" no estilo clássico. Ele ricocheteava de Ovodrone em Ovodrone, destruindo-os com seu Spin Attack antes que pudessem mirar. Mas o perigo era real. Um tiro de laser raspou seu braço, rasgando o pelo e deixando uma queimadura feia. Ele sibilou de dor, mas não parou. “É só um arranhão. Foca neles!”, pensou.

Mais à frente, Shadow e Rouge encontraram resistência pesada na entrada da base. Uma falange de Egg-Pawns, armados com escudos energéticos e pistolas laser reais, abriu fogo.

— Patético — rosnou Shadow. Ele se moveu tão rápido que parecia estar em vários lugares ao mesmo tempo. Com chutes brutais e precisos, ele desarmou os guardas. Um Egg-Pawn tentou coronhá-lo, mas Shadow segurou o braço do robô e o quebrou com um estalo seco de metal, chutando-o contra a parede com força suficiente para amassá-lo como uma latinha de refrigerante.

Rouge, aproveitando a distração, nocauteou dois Eggrobos com chutes giratórios acrobáticos e invadiu o complexo. — Cuidem da bagunça, rapazes! Vou verificar se o comércio ilegal de joias do doutor é tão lucrativo quanto dizem.

No céu, Tails fazia manobras evasivas contra os Ovodrones restantes. — Amy, agora!

Amy Rose saltou do Tornado, o Piko Piko Hammer já em punho, brilhando com energia. Ela desceu como um julgamento divino sobre um grupo de Eggrobos que cercava Knuckles. O impacto do martelo criou uma onda de choque que desintegrou os robôs e fez a terra tremer.

— Obrigada pela assistência, Ames! — agradeceu Knuckles, limpando o óleo do rosto.

— Não baixe a guarda, Knuckles! — gritou ela, já girando o martelo para rebater um tiro de plasma.

A luta era intensa, lembrando batalhas épicas onde guerreiros sagrados enfrentavam forças avassaladoras. Cada herói usava suas habilidades máximas, combinando ataques e protegendo os flancos uns dos outros. A violência era brutal, metal contra superpoderes, mas o foco não era a destruição, e sim o que estava atrás daquelas paredes metálicas.

Sonic finalmente chegou à entrada principal, que estava trancada. Ele olhou para trás e viu o campo repleto de carcaças de Badniks, seus amigos lutando bravamente, cheios de ferimentos leves e exaustos, mas sem recuar.

— Knuckles! — gritou Sonic. — Preciso de uma porta aberta!

O equidna correu, desviando de tiros de metralhadora de um Egg-Pawn. Ele pegou impulso e concentrou toda a sua força. — SAIAM DA FRENTE! — Com um soco devastador que canalizou toda a sua fúria, ele atingiu a porta blindada da base. O metal cedeu com um estrondo ensurdecedor, voando para dentro do complexo.

Sonic correu para dentro, com Tails, Amy e Silver logo atrás. Shadow ficou na entrada, garantindo que nenhum reforço entrasse.

O interior da base era frio, iluminado por luzes vermelhas de emergência. O som de maquinário pesado era abafado. Seguindo o rastreador de Tails, eles chegaram à câmara central.

O que viram fez o sangue de Sonic ferver.

Centenas de cápsulas de vidro estavam fileiradas. Dentro delas, animais de Green Hill — coelhos, pássaros, esquilos — e até alguns humanos estavam conectados a tubos que brilhavam com uma luz fraca e doentia. Seus rostos estavam pálidos, exaustos. Eles estavam sendo usados como baterias vivas, sua energia vital extraída para alimentar o projeto Omnia. Era um ato de crueldade indescritível, um sequestro e maus-tratos em massa que beirava a tentativa de genocídio biológico.

— Meu Deus… — sussurrou Tails, horrorizado.

— Aquele verme desgraçado… — sibilou Sonic, os punhos tremendo, a voz rouca de raiva. — Usar vidas inocentes assim… Isso não é só maldade. É monstruoso. Ser malvado não é bom, e ele vai aprender isso da pior forma.

Silver voou até o painel de controle principal. — Está tudo criptografado! Se desligarmos errado, podemos matar todos eles!

— Tails, ajude o Silver! Amy, comigo! Vamos quebrar as travas mecânicas de segurança, mas com cuidado! — comandou Sonic, forçando-se a manter a calma para não cometer erros fatais.

Enquanto Tails e Silver trabalhavam freneticamente nos computadores, Sonic e Amy usavam sua velocidade e força para destruir os geradores auxiliares que mantinham as cápsulas trancadas. Foi um trabalho meticuloso e tenso. Um erro e a vida de um inocente se apagaria.

Lá fora, a batalha continuava. Shadow e Blaze enfrentavam a última onda de Ovodrones.

— Eles não param de vir! — exclamou Blaze, lançando uma rajada de fogo que derreteu três robôs.

— Deixe-os vir — disse Shadow, recarregando uma pistola que pegara de um Egg-Pawn caído. — Quanto mais vierem, menos restarão para o resto do mundo. — Ele disparou com precisão cirúrgica nos núcleos de energia dos robôs.

Dentro da base, um alarme agudo soou.

— Consegui! — gritou Tails. — O sistema de contenção foi burlado! Silver, agora!

Com sua psicocinese, Silver paralisou os mecanismos de ejeção para que não machucassem os prisioneiros. As cápsulas se abriram simultaneamente com um chiado de ar comprimido.

Sonic correu, pegando um pequeno coelho que caía, fraco demais para andar. O animalzinho abriu os olhos, assustado, mas relaxou ao ver o ouriço azul. — Está tudo bem agora. Você está a salvo. Nós estamos aqui — disse Sonic, com uma doçura que contrastava com a fúria de minutos atrás.

Rouge apareceu na porta da câmara, carregando um saco pesado de jóias e cristais raros que Eggman estava minerando ilegalmente. — A coleta foi boa, mas temos companhia. Shadow disse que um transporte pesado de Egg-Pawns está chegando.

— Vamos tirar todos daqui. Knuckles, Blaze, ajudem no transporte dos feridos! — ordenou Sonic.

Com cuidado e rapidez, os heróis resgataram todos os prisioneiros. A base, agora sem energia e com os sistemas sobrecarregados pela invasão de Tails, começou a tremer. Um sistema de autodestruição foi ativado pelo comando central de Eggman ao detectar a perda dos "recursos".

— TEMOS QUE SAIR AGORA! — gritou Tails.

O grupo correu para a saída, com Sonic garantindo que era o último a sair. Eles emergiram na grama de Green Hill justo quando a base ovo explodiu em uma bola de fogo alaranjada, lançando metal retorcido para todos os lados.

Exaustos, feridos, sujos de óleo e fuligem, os heróis se reuniram na colina, observando os animais e humanos resgatados sendo atendidos por Amy e Cream, que chegara com suprimentos médicos da vila.

Sonic olhou para a base destruída, depois para os amigos feridos, mas determinados. Ele sentiu o corte no braço arder, mas a lição daquele dia era mais forte que a dor. Ele se aproximou de Amy e segurou a mão dela, apertando-a com carinho. Ela sorriu para ele, um sorriso cansado, mas cheio de amor e apoio.

— Nós conseguimos — disse Tails, limpando os óculos. — Mas isso foi só uma base. Eggman controla 47% do mundo.

— E nós controlamos o resto — respondeu Sonic, voltando a ter o brilho de confiança nos olhos, misturado com uma nova seriedade. — Hoje, nós mostramos que não temos medo das forças do mal. Enfrentamos o pior que ele tinha aqui e vencemos. Ele acha que pode nos quebrar com ditaduras, tentativas de genocídio e exércitos, mas ele só nos uniu ainda mais.

Ele olhou para o horizonte, onde o sol de Green Hill começava a se pôr, pintando o céu de laranja e roxo. A aventura estava apenas começando, e a luta contra o Império Eggman seria longa e dolorosa, mas Sonic sabia, mais do que nunca, que a liberdade valia cada ferimento.

— Eggman queria uma guerra — sussurrou Sonic para si mesmo, sentindo o vento de Green Hill soprar novamente, agora limpando o cheiro de queimado. — Ele conseguiu. E nós vamos terminá-la.

Fim do Capítulo 3

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.