As Novas Aventuras de Sonic

2 Capítulo 2: Sangue na grama de Green Hill


CAPÍTULO 2 – SANGUE NA GRAMA DE GREEN HILL

A aldeia de Green Hill Village era um oásis de paz em meio ao caos que se aproximava. Sonic parou na entrada da praça central, ofegante, o tablet ainda quente na mão. O holograma de Eggman piscava em loop silencioso, uma ameaça fria que contrastava com as casinhas coloridas e o riacho murmurante.

Cream estava lá, sentada na grama com Cheese flutuando ao redor, os dois brincando de pega-pega com flores. A coelhinha levantou os olhos brilhantes quando Sonic se aproximou.

— Sonic! Olha, o Cheese aprendeu um novo truque! — ela exclamou, animada.

Ele se agachou, forçando um sorriso, mas a voz saiu grave:— Cream… escuta aqui. O Eggman… ele não tá mais de brincadeira. Fechou metade da energia do mundo, tá escravizando animais, humanos… pegou cidades inteiras. A gente precisa lutar de verdade agora.Os olhos dela arregalaram. Cheese parou no ar, sentindo a tensão. Cream abraçou o Chao forte.— Mas… e as pessoas? Vão ficar bem?— Vão. Porque eu não vou deixar acontecer outra coisa — Sonic prometeu, passando a mão na cabeça dela. — Fica aqui na aldeia com os outros adultos, tá bom?Ela assentiu, corajosa apesar do medo.

Sonic correu até a colina onde Shadow e Rouge treinavam juntos. Os dois namorados eram uma dupla letal: Shadow com seus golpes precisos de Chaos Spear, Rouge com chutes aéreos graciosos. Eles pararam quando Sonic chegou, suado.— Eggman montou um exército de verdade — Sonic foi direto. — Escravidão, sequestro, ameaça de omnicídio global. Bases por todo lado.Shadow cruzou os braços, olhos vermelhos frios.— Sempre disse que devíamos ter explodido aquele gordo de vez. Quanto sangue você quer derramar antes de admitir que diálogo não funciona com escória?Rouge pousou ao lado dele, mão no ombro do namorado.— Calma, amor. Mas ele tem razão, Sonic. Se é guerra total… a gente entra. Só não me peça pra salvar o mundo sem umas joias no caminho.

Sonic deu um meio sorriso.— Combinado. Vocês dois comigo na próxima base.Na oficina de Tails, Silver e Blaze ajudavam a consertar um Tornado modificado. O casal psíquico-fogo era uma força da natureza juntos. Sonic entrou como um furacão.— Eggman parou de brincar. Império militar. Escravidão em massa. Arma que apaga vida orgânica do planeta.Silver congelou uma chave de fenda no ar, tenso.— Ele quer resetar o mundo? Tipo… sem história, sem gente?Blaze invocou uma pequena chama na palma, séria.— Então vamos queimá-lo antes que ele queime tudo.— Exato — Sonic confirmou. — Silver, tuas visões ajudam na infiltração. Blaze, queima os robôs grandes.Knuckles estava no dojo, socando um tronco até lascar. Sonic apareceu na porta.— Eggman montou ditadura. Animais escravos, humanos em minas, ameaça genocida. Hora de quebrar tudo.

Knuckles parou, limpando suor, olhos brilhando.— Finalmente. Tô cansado de patrulhar ilha idiota enquanto o mundo desaba. Vamos estourar o crânio dele.— Calma no crânio, mas pode quebrar o resto — Sonic riu seco.Por último, Amy, a namorada de Sonic, afiava o martelo perto da fonte. Ele se sentou ao lado dela, segurando a mão dela com carinho, mas sério.— Ames… Eggman tá jogando pra valer. Escravidão, sequestro, ameaça de apagar o planeta. Não é mais aventura.Ela entrelaçou os dedos nos dele, olhos determinados.— Você sabe que eu vou contigo até o inferno, Sonic. Mas promete que não vai se perder nessa raiva, tá?Ele beijou a testa dela.— Prometo.

A gente luta pra proteger, não pra destruir.Meia hora depois, os heróis estavam reunidos na praça da aldeia. Sonic no centro, tablet projetando o mapa das bases inimigas. Tails traçava rotas no ar com hologramas.— Primeira base: 20km leste. Lá eles tão sugando energia de animais vivos e escravizando humanos pra minerar cristais raros. Rouge confirmou: Eggman tá vendendo isso num mercado negro global.Shadow bufou.— Então vamos. Eu mato os guardas, vocês salvam os coitados.— Ninguém mata sem necessidade, Shadow — Sonic cortou, firme. — A gente quebra máquinas, liberta gente. Se alguém puxar arma primeiro, aí sim.Knuckles riu.— Tu é muito bonzinho, azulzinho. Mas se um robô me acertar, o braço dele vira sucata.Rouge piscou.— Eu cuido das joias. Vocês cuidam do resto.Amy ergueu o martelo.— Por Green Hill. Por todo mundo.Tails assentiu, Tornado pronto.— Rotas calculadas. Vamos?Sonic olhou todos eles — família, amigos, namorada, aliados improváveis — e sentiu o peso. Não era mais brincadeira.— Green Hill não cai hoje. Vamos mostrar pro Eggman que velocidade bate império.

O grupo partiu em um trovão de motores e velocidade supersônica, deixando a aldeia em silêncio tenso. Cream e Cheese observavam da janela, rezando.No horizonte, as primeiras naves ovoides de Eggman começavam a manchar o céu azul de Green Hill.

Fim do Capítulo 2