As Neuras de João - Joanca

6 Capítulo 6 - Meu sonho é você


Notas iniciais
E ae galera, desculpem a demora mas, estava viajando e depois tive que terminar meu tcc, enfim, bora lá para mais um capítulo da fic, espero que gostem!!!

Dra Olga: — olha quem resolveu aparecer, boa tarde João!

João: — oi doutora, desculpa por ter sumido, mas sabe com é né, correria, mas preciso de ajuda, muita ajuda.

Dra Olga: — o que aconteceu? Foi com seu pai? Bianca? Sua mãe? Jogos de novo?

Estou totalmente sem animo para coisa alguma, mas, a voz da doutora Olga é tão meiga, tão intensa, tão preocupada, tão verdadeira que só de dar oi para ela já deixo de lado metade dos problemas, como pode alguém nos tocar tão rápido e tão profundo sem nem tentar?

João: — Tudo, fui morar com o Paistel e confesso que no começo queria fugir de lá, não conhecia ele, odiava por ter me abandonado, simplesmente tentei de todas as formas não ama-lo não me abrir, mas não deu, ele foi o melhor que podia ter acontecido, protegeu, aconselhou, cuidou, a cada dia morando com ele fui aprendendo a ver as qualidades, ele mudou por mim, deixou o passado e está lutando pelo futuro, aí quando estava me acostumando a ter um pai ele chega e se despede, vai pra Amazônia atuar, ele disse que não é por muito tempo, achou que eu ia ficar aliviado, mas, doeu ver ele ir embora.

Dra. Olga: — Olha João, por mais doloroso que possa ser seu pai ir viajar eu estou vendo um amadurecimento muito bom por você se abrir com a possibilidade de ser amado e amar, isso faz bem.

João: — ah ta! Amar faz bem? Fala isso pro otário do meu coração que bate pela Bianca mas ela nem sabe que ele existe. Não sei o que fazer parece que nada quebranta o coração dela, ela me beijou sabia, na frente de todo mundo, fiquei tão feliz, foi na escada da Ribalta, ela fez a Julieta e eu fui o Romeu, o beijo pareceu tão verdadeiro, saca aqueles de tirar o fôlego, o jeito como ela segurou minha cabeça, passou as mãos pelo meu cabelo, o quanto não se importou com as pessoas em volta...

Minha mente volta ao momento e teria sido perfeito se não fosse tudo mentira, armação dela com a Sol e com a Vicki, será que elas não se ligaram que machucaria não? E poxa por que eu tenho que sofrer por uma mentira que a Bianca e Pedro inventaram, eu só me ferro que droga.

Dra. Olga: — João, está tudo bem?

João: — Hum? o que?

Dra Olga: — Você estava falando e parou o que foi?

João: — Lembrei que o beijo da Bianca foi armação dela com a Sol e com a vicki ela disse sacrifício, olha que legal tudo que um cara quer ouvir da garota que ele gosta, hum, se não fosse a Jade eu teria virado a cabeça.

Dra Olga: — Jade, o que ela tem a ver com isso, vocês estão tendo alguma coisa?

hahahahaha imagina se a gata da Jade ia querer algo comigo? Pensando bem ia ser bem maneiro ficar com ela, ela é bem legal, meio venenosa e é o que mais gosto nela, tem um humor ácido que nem o meu, beija bem mesmo que apenas nos beijemos nos ensaios e Mell deos ela é gata pra cacete.

João: — Hahaha quem me dera doutora, aquela ali gosta de animais rastejantes hahaha. Ela está me ajudando com a peça, somos os vices Romeu e Julieta como nos chamamos, ela é bem maneira e tem me ajudado a superar os zilhões de foras que a Bianca me dá.

Dra. Olga: É sempre bom ter alguém que nos ajude a superar, mas, e a Bianca nada mesmo? Nenhuma reação?

João: — se me xingar, gritar e me expulsar do quarto é positivo então estamos quase casados. Nada doutora parece que ela tem um coração de pedra, muito difícil e ela nem está namorando mais aquele pela saco, moramos na mesma casa, eu vivo tentando fazer palhaçadas para ela se animar, as vezes até parece sabe que pode acontecer alguma coisa, temos uma conexão que nunca tive como ninguém, a gente se olha e pronto já sabemos o que o outro quer, o olhar é sempre intenso como se fosse uma linguagem só nossa.

Sem perceber paro de falar novamente e penso nos olhos castanhos da Bianquinha, caraca eu poderia olhar para ela para sempre, apenas olhar e encontrar seu olhar olhando de volta, ela é perfeita, olhos, rosto, boca, ah a boca eu me perderia nesses lábios, beijaria em todo momento se ela permitisse, não cansaria nunca pena que ela não permite, quem sabe um dia ela não descobre que meu beijo é muito bom e vicia assim como eu sem ter nada já viciei nela. Solto um suspiro e olho no fundo dos olhos da doutora Olga como que querendo mostrar para ela do que estou falando, por um momento observo o quão compenetrada na história ela está e não deixo de perceber o quanto seu olhar também é bonito.

João: — Queria saber como é?

Dra Olga: — Como é o que?

João: — Ser amado mesmo, sabe, tipo como eu a amo sem ela fazer nada só por existir, queria sentir isso de ser amado de volta assim.

Deu vontade de chorar, mas, não posso homens não choram, tirando o Pedro que é sensível e o paistel que é ator, se bem que o Gael vive chorando, ihii acho que homem chorar sim, mas, eu não se começar aí já era, mordo o maxilar tentando impedir que choro venha e me surpreendo com a simplicidade e peso da resposta.

Dra Olga: — tenho certeza que você será amado João e muito mais do que você imagina. Quando você menos esperar alguém eu te amo e nesse momento seu coração saberá que é amor de verdade.

João: — Ah mais chega isso aqui ta parecendo livro de menininha que quer fazer os leitores chorar, vamos mudar de assunto.

Dra. Olga: tudo bem, como está seu relacionamento com a sua mãe?

João: — Ruim, outro assunto.

Dra. Olga: Como assim ruim? me explica.

caramba, esse negócio de fazer pergunta e pedir para explicar é coisa de provas de colégio que o professor faz pergunta idiota e a gente não pode responder sim ou não, poxa isso também é resposta.

João: — ela está namorando com o mestre puxa saco vulgo Gael e pelo jeito as coisas estão esquentando entre eles, você acredita que esses dias eu peguei eles na sala da casa dele no maior amasso, assim não dá o quadro deveria ser eles me pegarem na sala nuns amassos de preferência com a bianquinha, nesse dia se não fosse a bianquinha eu tinha estragado a noite deles com certeza.

Divaguei de novo, entro no quarto da Bianquinha e meu coração derrete, ela deitada na cama toda encolhida, chorando pacas, se concentra João ajuda ela, não vai falar merda só faz parar o choro deixa ela feliz, vai.

João: Bianquinha?

Bianca: João me deixa em paz, por favor.

João: Não dá, seu pai e minha mãe estão na sala esqueceu.

Na verdade Bianquinha não dá por que te ver assim, me destrói tudo o que eu queria era te ver feliz e não saio daqui sem fazer isso. Sento na cama dela e começo a falar sobre sofrimento, como eu sei desse assunto já sofri demais, ela acaba me ouvindo e começamos a conversar, acho que é a primeira vez que realmente conversamos, é tão bom ela é tão diferente, parece outra Bianca, é frágil, sensível o que me deixa ainda mais apaixonado. Brinco dizendo que a culpa é dela, mas, lá no fundo não é tão brincadeira assim. Chego até mencionar a doutora Olga, imagina a Bianquinha aqui falando com ela.

João: — É complicado mesmo.

Ela sorri, ae molequeeeee, ela sorriu e que sorriso lindo, puro sem maldade, ela ri de verdade. mas logo fica triste de novo, culpa daquele idiota.

João: — eu nunca faria isso, mesmo você só pisando em mim eu nunca te faria triste.

Bianca: — eu devo ser horrível para você né.

Horrível é querer te fazer feliz e não poder Bianquinha, se eu pudesse você teria sempre esse sorriso lindo, pena que a vida não mostra isso para você.

João: Um dia Bianquinha você vai ver que eu posso te fazer feliz de verdade, mas, aí pode ser que seja tarde.... to brincando nuca vai ser tarde é só me ligar que eu venho correndo.

Ela ri de mim, ou melhor, ela ri comigo e a risada dela é tão engraçada, por mais feminina que ela parece sua risada é meio grave, aí mais uma coisa que aprendi sobre ela e adorei. arranco mais uma risada dela ao dizer que os opostos se atraem tipo eu e ela, ai como eu gosto dela.

Bianca: — ... Mas você beijou a Vicki.

João: — prefiro lembrar que beijei você. .... fica comigo... eu gosto de você de verdade.

tapa na cara a vista, ela pede para ser minha amiga. provoco sobre a peça ela me bate como o travesseiro, montamos um plano imaginário e ela se acha paranoica.

João: -... as pessoas vão começar a shippar a gente, JOANCA!

Bianca: — Joanca?

Dra Olga: — João, João?

João: — Viajei de novo né?

Dra Olga: — Pois é, mas a viagem deve ter sido boa por que você estava todo sorridente e feliz.

João: — Se a realidade fosse boa que nem o sonho ia ser incrível.

Dra Olga: — Sonho? é a primeira vez que você em sonho, você tem um sonho João.

João: — tenho, meu sonho é a Bianquinha. Quem sabe um dia eu realizo esse sonho né?

Dra Olga: — Sim quem sabe, nada é impossível quando se trata de amor, mas, João cuide sempre do seu coração, cuidado para quem você entrega seu amor, pois, nem todas as pessoas sabem cuidar direito e não quero que você se machuque.

João: — Pode deixar doutora, bom preciso ir prometi ajudar o Pedro a voltar com a Karina, muito obrigado pela ajuda é sempre legal falar contigo, ajuda muito.

Dra Olga: — Olha lá ein João, não vai se meter em confusão. Você e o Pedro junto dão até medo.

João: — que isso doutora o que poderia dar de errado?

Notas finais
Tentarei não demorar para postar outro, comentem, mandem ideias ou cenas que gostariam de ver...