As Meninas Super Poderosas - O poder da Família
1 Capítulo Único - O poder da Família.
Notas iniciais
"A Cidade de Townsville, mais uma vez sendo atacada pelo Terrível e Vilanesco Macaco Louco. Já se passaram cinco anos desde o último ataque do vilão, o que as Meninas estão fazendo?"
— Lindinha, pode atender o telefone por favor? — pede a jovem de cabelos vermelho alaranjado, que terminava de vestir seu costumeiro vestido rosa, com listras pretas, e pendia o cabelo com seu laço de mesma cor.
— Claro. — afirma a loira, que já havia terminado de se arrumar à alguns minutos, com seu vestido azul de listras pretas e chuquinhas no cabelo, formando dois rabos de cavalo. — Alô? — diz após levar o objeto até o ouvido. — Prefeito? — indaga ouvindo a voz desesperada do homem.
— O que ele quer? — questiona a terceira garota, de vestido verde com lista preta, enquanto tira o embrulho de uma bala, levando—a até a boca.
— O Macaco Louco? Estamos a caminho! — afirma a loira desligando o aparelho comunicador.
— Vamos meninas! — chama a ruiva levitando um pouco. — Vamos pegar esse Macaco metido a vilão. — diz, e logo as três atravessam as janelas em forma de círculo que decoram o quarto.
"Enquanto voam pela cidade a procura do vilão, as jovens garotas conversam sobre o que Macaco Louco está aprontando."
— E então. — começa Florzinha fitando as irmãs com um sorriso no rosto. — O que será que o Macaco louco está aprontando desta vez?
— E um mistério. — brinca Lindinha dando sua típica risada fofa.
— Pois é. — Docinho confirma pensativa. — Já fazem cinco anos desde o último ataque. O que será que ele esteve planejando?
— Meninas! — chama a ruiva, que havia parado seu voo, dando atenção a um ponto especifico da cidade. — Talvez seja mais um daqueles robôs gigantes dele. — afirma apontando para o enorme macaco metálico, com várias armas de curto alcance embutidas em sua maquinagem, e um lança mísseis no lugar da calda. O robô estava sobre o prédio da prefeituras, atirando seus mísseis para tudo quanto é lado.
— Ahahahah. Depois de tantos anos pesquisando, eu finalmente criei a máquina suprema. — gritava o Macaco de dentro da cabine de comando localizada na cabeça de seu robô. — Agora eu vencerei definitivamente as Meninas Super Poderosas.
— Não conte com isso Macaco Louco! — afirma Florzinha apontando a mão direita para o animal.
— Meninas Super Poderosas? — indaga o macaco fitando o local de onde vinha a voz feminina. — A quanto tempo. — as palavras saem sarcásticas, assim como seu sorriso.
— A quanto tempo uma ova. — grita Docinho repetindo o gesto da ruiva.
— O que você pensa que está fazendo Macaco? — questiona Lindinha, fitando o vilão seriamente.
— O que vocês acham? — indaga mais uma vez usando de todo seu sarcasmo. — Claro que vencer vocês, e dominar o mundo! — completa dando sua terrível gargalhada de vilão.
— Vai sonhando. — exclama a morena.
— Nos é quem vamos acabar com você Macaco. — afirma a ruiva. — Vamos meninas, acabem com esse monstro!
A batalha começa!
Macaco Louco, com seu robô, lança diversos mísseis contra as garotas que, com grande velocidade desviam da maioria, tendo que acertar com seus potentes socos o resto deles, chocando-os contra prédios, ou arremessando-os de volta para o robô, que os bloqueia com uma das mãos.
Alguns minutos depois dos mísseis, e Florzinha decide agir, usando sua super velocidade para se aproximar do robô, deferindo alguns socos no mesmo, porém, o que a mesma não percebia, era que sua energia era drenada a cada soco.
— Meninas. — chama a ruiva com certo tom de cansaço na voz. — Me ajudem, estamos quase vencendo ele. — pede enquanto lança raios lasers de seus olhos contra o vilão.
As três ainda voando continuam o ataque, só que agora Docinho está junto de Florzinha deferindo socos contra o macaco metálico, enquanto Lindinha fica a certa distância lançando seus raios lasers.
— Isso mesmo meninas, continuem. Acertem meu robô com seus socos e chutes. — cantarolava Macaco Louco de dentro da cabine de comando. Nesse mesmo momento, Florzinha já perdia altitude em seu voo, e Docinho seguia para o mesmo fim.
— O que é isso? — indaga a ruiva percebendo que seus poderes estavam sumindo. — O que está acontecendo comigo?
— Florzinha! — chama a loira acudindo a irmã, que já se encontrava na rua, sem poder algum. — O que houve?
— Eu não sei. — afirma depois de algumas tentativas falhas de usar seus poderes. — Meus poderes... Eles se sumiram. — alguns segundos de silêncio total na mente da ruiva. Nem mesmo para as explosões ela dava atenção. Tudo o que a jovem queria era ter certeza de que ainda possuía seus poderes.
— Florzinha. Florzinha. FLORZINHA! — livrando a irmã dos pensamentos, Docinho gritava pela outra tentando lhe falar sobre algo.
— O que está acontecendo com vocês? — questiona Lindinha confusa, assim como as outras.
— Eu não consigo usar meus poderes. — afirma a morena saltitando freneticamente, como se tentasse voar. — Lindinha disse que você também não consegue? — indaga preocupada. — Florzinha?
— Isso... Meus poderes. — confirma, se sentando com as pernas cruzadas.
— O que faremos agora? — questionam as ouras duas.
— Como iremos vencer esse robô agora? — completa Lindinha.
— Só você pode fazer isso Lindinha. — afirma a irmã ruiva. — Você é a única que ainda possui poderes.
— Você precisa vencer esse macaco maldito Lindinha. — confirma Docinho cerrando os punhos.
— Te ajudaremos assim que descobrirmos como recuperar nossos poderes. — diz Florzinha confiante.
— Certo! — a loira vai, pouco a pouco ganhando altitude, até deixar seu rastro azul mostrando o caminho pelo qual seguiu. Direto até Macaco Louco.
"Do outro lado da cidade. Entre os lixos deixados pelo povo da cidade, um jovem garoto, de cabelos acinzentados e olhos de mesma cor, vestindo calça preta e camisa de manga cinza com listra preta, procurava algo pelo local malcheiroso."
— Essa explosão? — indaga olhando na direção da cidade, onde se encontra o gabinete do prefeito. — São elas de novo? — ele começa a levitar lentamente, até atingir uma boa altitude, para avistar o que criara as explosões. — Não deveria me importar com isso! — afirma ameaçando voltar para o chão. — Espera. O que estão fazendo? — usando de sua visão aguçada, o garoto observa Florzinha e Docinho no chão, sem usarem seus poderes para enfrentar o enorme macaco de metal, e Lindinha, perdendo altitude depois de deferir alguns socos contra o mesmo. — O que estão fazendo? Porque não ajudam a outra? Não posso continuar vendo isso. — o rastro cinza forma o caminho para onde o jovem voa.
— Lindinha, o que houve? — as duas irmãs da loira começam a correr até onde a outra fazia um pouso forçado.
— Não me diga que você também? — ela nem precisara terminar sua fala, e já recebera um sinal positivo com a cabeça.
— O que faremos agora? — Lindinha.
— Droga! — Docinho exclama socando a parede de um dos prédios, que logo desmorona.
— Ahahahah, agora vocês são minhas! — Macaco Louco pula do prédio da prefeitura com seu robô, pousando próximo as meninas. Abre o compartimento de saída e começa a caminhar até elas. — Vocês não podem mais me deter.
— Ah é? — Docinho defere um soco na cara do vilão que solta um grunhido de dor, recuando alguns passos.
— Ai. Isso dói! — afirma com a mão no local onde fora atingido. — Mas não tanto igual a quando vocês tinhas seus poderes. — caçoa, rindo freneticamente, voltando para seu lugar na cabine de comando do robô. — Agora destruirei vocês. — fala fechando a porta. — PRA SEMPRE! — a voz grave e estonteante do robô é logo substituída por um potente soco, que só não acerta as três devido a interferência de alguém. — O que?
— Quem é você? — questiona Florzinha.
— Alguém que salvou vocês! — fala seco, já que se esforçava pra carregar as três garotas consigo.
— Nos, estamos voando? — Lindinha percebe o fato, ao tentar encontrar os prédios, que estavam muito abaixo deles.
— Como? — Docinho pergunta se chacoalhando, tentando se livrar das mãos do jovem. — Não temos nossos poderes. Como podemos estar voando?
— É você? — a ruiva questiona. — Você quem está voando?
— Não é obvio? — indaga sarcástico. A faixa cinza que ele deixava pra trás chamava a atenção das pessoas da cidade, que olhavam atentos para o céu.
A viagem continuou sem nenhuma palavra a mais. As três garotas apenas tentavam entender do porquê do jovem estar ali, e como ele poderia ter poderes como elas tinham. Onde ele estava durante todos esses anos?
— Professor, chegamos! — alerta Florzinha assim que pousam em frente à casa de altas paredes brancas, e janelas azuladas.
— Aqui meninas. Estou no laboratório. — chama o pai delas, com sua voz calma e tranquilizadora.
— Vamos. — Docinho chama. — Ele vai gostar de te ver.
Os quatro então caminham pela casa, passando pela enorme sala toda decorada, descendo a escada de madeiras brancas, até chegarem no laboratório, onde o homem terminava de misturar alguns elementos em um frasco transparente.
— Oi meninas e, quem é esse? — o homem se espanta de início, porém logo volta a seus afazeres.
— Ele nos ajudou contra o Macaco Louco. — diz Lindinha sorrindo. — Parece que. — ela baixa a cabeça, fitando um ponto qualquer no chão.
— Parece que? — o professor insiste, para que revelem o que está acontecendo.
— Parece que elas perderam os poderes. — revela o jovem, caminhando até na frente delas. — E alias. Pode me chamar de Ralph.
— Perderam os poderes? Como? — o homem começa a andar até Florzinha, olhando os olhos da garota, ouvidos, checando os batimentos cardíacos, etc. — Você parece estar bem.
— Como ela pode estar bem, se não consegue nem usar seu poderes? — reclama Docinho iniciando uma crise de fúria.
— Aposto que falta o Elemento X nelas. — afirma Ralph cruzando os braços.
— Macaco Louco deve ter feito isso! — diz a morena. — Ele vai pagar caro por isso!
— E como farão isso sem poderes? — indaga o jovem acinzentado.
— E você? — Florzinha decide questionar. — Quem realmente é você? Porque apareceu só agora? Porque você tem poderes como os nossos?
— Como já disse. Sou Ralph, meu pai me abandonou assim que eu nasci. Ele fez minhas irmãs e eu, mas elas nasceram primeiro, e enquanto eu terminava de me formar, ele me jogou fora, como se eu não fosse nada, com se eu não fosse importante. — conta, logo prosseguindo. — E desde então, eu tenho vivido no lixão de Townsville, treinando meus poderes, e sobrevivendo por conta própria.
— Você? — Ultonio ao ouvir a história do garoto, recua alguns passos. — Meninas, podem nos dar licença um segundo? — pede com a voz trêmula.
— Mas professor.
— Agora! — aumenta o tom de voz, e as três sobem as escadas, saindo do laboratório. — O que você acabou de falar. — diz o professor, prosseguindo. — Seu pai, suas irmãs. Você não está falando de nós? Está? — Ele não recebe resposta, e então persiste. — Você está ou não falando de nós?
— É. Estou falando de vocês! — afirma levitando. — Você é meu pai, e me jogou no lixo. Me tirou o que uma criança precisa pra viver. — finalmente gritou, dando um poderoso solavanco, ganhando impulso e atravessando a parede do laboratório, deixando um grande buraco por onde passou.
— Professor! — gritam as três jovens entrando na sala apressadas. Olhando primeiramente em direção ao buraco na parede.
— O que ele disse. — começou Florzinha.
— É verdade? — complementa Docinho.
— Ele é nosso irmão? — finaliza Lindinha inquieta, enquanto aguarda uma resposta. Mas o homem não responde, apenas se dirige até a escada, subindo os degraus, indo até seu quarto, onde permanece na cama.
— Meninas, o que vamos fazer agora? Parece que esse Ralph não vai nos ajudar. — afirma a ruiva.
— E ainda precisamos recuperar nossos poderes que o Macaco Louco roubou. — a loira completa chateada.
[...]
"Mais um dia, mais uma batalha. Essa já é a quinta tentativa das meninas de recuperarem seus poderes, porém, sem os mesmo, não conseguiram fazer muita coisa contra o Macaco, a penas se machucaram. O vilão por outro lado, conseguiu tomar conta da prefeitura, pegar o prefeito e sua assistente como reféns, e todos os habitantes da cidade estão se mudando. As meninas não sabem mais o que fazer. E o professor Ultonio? Ainda não conseguiu se perdoar pelo que fez, e passa os dias seguidos de sua vida deitado em sua cama, sofrendo pelo que fez."
"Agora, as meninas tentam mais uma vez enfrentar o Vilanesco Macaco Louco, e parece não estar se dando tão bem."
— Lindinha cuidado! — alerta a morena se jogando sobre a irmã para que um dos mísseis do robô não a atingisse em cheio. Porém, com a explosão, as duas são arremessadas pra longe, caindo próximas a Florzinha, que batia no macaco metálico com um cano de ferro.
— Meninas, vocês estão bem? — indaga a ruiva cessando seus ataques.
— É, parece que sim. — responde Docinho se levantando. — Mas não vamos conseguir nada desse jeito.
— E o que quer que façamos então? — a ruiva larga sua arma já furiosa.
— Que tal se procurarmos o Ralph? — propõe Lindinha meio sem jeito. — Ele é o único que ainda tem poderes, e talvez no ajude.
— Você ficou maluca? — indaga Docinho. — É claro que não vamos pedir ajuda pra ele. Ele nos odeia! — afirma certeira. — Não é mesmo? — ela fita a ruiva.
— Talvez a Lindinha esteja certa. — Florzinha afirma pensativa. — Ele deve só estar confuso com o que aconteceu quando nascemos. — diz ajudando a loira, que havia ferido os joelhos na explosão.
— Então você está sugerindo que?
— Isso, vamos atrás dele! — confirma pegando as duas pelas mãos, correndo em direção ao lixão da cidade. Macaco Louco nem se importava com isso, já que estão sem poderes, e não podem fazer nada contra ele.
"Não muito longe dali. No lixão de Townsville."
— Droga, nada pra comer hoje? — Ralph dizia a si mesmo, enquanto com seu olhar poderoso, procurava pelo lixo, algum alimento. — Hm? Ah, são apenas vocês. — fala, ao ouvir passos se aproximando, percebendo o cansaço na aproximação, notando ser as três irmãs. — O que querem aqui? Papai as jogou fora também? — seus grandes orbes acinzentados se encontraram com os das três.
— Não! — exclama Florzinha. — Viemos aqui pra te pedir ajuda.
— Só você pode enfrentar o Macaco Louco e nos ajudar a recuperar nossos poderes. — completa Lindinha. O silêncio reina.
— E então? Vai nos ajudar ou não? — indaga Docinho, que já não olhava mais para o garoto, apenas permanecendo de braços cruzados.
— Preciso responder? Depois de tudo o que aconteceu comigo, vocês ainda querem minha ajuda pra salvar essa cidade? — Ralph retorna pra sua busca por comida.
— Então tá. — Docinho começa a se afastar. Florzinha começa a segui-la.
— Me desculpe. — Lindinha começa, prosseguindo em seguida. — Não sabíamos que você havia nascido como nos. — afirma tristonha.
— Lindinha não. — Docinho tenta interromper.
— Silêncio. — grita com a morena, prosseguindo com suas palavras. — O Professor também não fazia ideia que você havia nascido, e. — ela faz uma pausa, olhando para as irmãs. — Talvez isso seja por nossa culpa.
— Nossa culpa? — Docinho tenta falar, porém a ruiva tapa sua boca com as mãos.
— Quando nascemos, criamos uma enorme confusão na cidade, e o professor não teve tempo nem de cuidar das coisas do laboratório, tendo que jogar muitos outros experimentos fora. — nesse momento, Ralph já olhava para a loira, prestando atenção em suas palavras. — E agora, o professor está em casa, ele não sai da cama. Fica repetindo sempre a mesma coisa. — diz, esperando que o garoto perguntasse o que.
— Por favor me perdoe. — Florzinha revela tristonha. — Ele fica o dia todo pedindo desculpa por uma coisa que fez à muitos anos.
— O passado não pode ser mudado. — completa Docinho quase que num sussurro. — Mas o futuro ainda pode ser feito. — ela chama Florzinha e Lindinha para partirem.
— E ainda cabe mais uma cama em nosso quarto. — a loira dá uma risadinha fofa, e logo as três estão fora do lixão.
"Mais alguns dias se passaram. As meninas continuam tentando recuperar seus poderes, que descobriram estarem armazenados em três compartimentos na cintura do enorme macaco metálico. Macaco Louco já se acostumara com sua vitória, e nem se preocupava em fazer esforço contra as três garotas. Professor continuava em seu quarto, já havia perdido alguns quilos, sua aparência não era nada boa, e Ralph presenciava seus dias preocupado, desde a conversa com as irmãs."
— Porque está fazendo isso consigo mesmo? — questionava em voz baixa, para que o homem não o ouvisse. — Porque continua se martirizando desse jeito? — ele se afasta um pouco da janela, levando as mãos até a cabeça, e as lágrimas começam a tentar sair por seus olhos. — O que é isso? — cada nova lágrima que escorria por seu rosto, fazia seu corpo estremecer, e a cor de seu corpo reaparecer, e em segundos, o cinza de seu corpo e roupa desaparecem, deixando sua pele clara como a das irmãs, sua calça continua preta, porem com mais brilho, sua camisa se torna amarela com a faixa preta no meio, e seus cabelos castanhos ganham vida, assim como seus olhos amarelos. — Eu... Eu me lembro!
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— Papai? — um pequeno garotinho, de cabelos castanhos e olhos amarelados, vestindo uma calça preta e camisa amarela com listra preta no meio, chamava por alguém que não viria a seu encontro. — Papai, onde o senhor está? — ele continuava sentado, dentro de uma espécie de caldeirão metálico. — Porque está demorando tanto? — A criança ficou ali por muitas horas, até ouvir gritos e explosões, pessoas desesperadas e correndo por todos os lados. — Hm? — enquanto olhava pro céu escura e estrelado, ele percebe três listras se formando nas cores: Azul, Vermelho e Verde. Ficando maravilhado com aquilo e, com um pouco de esforço e concentração, começa a levitar, e a cor amarela toma conta de seu corpo. — Vou ajudá-las! — exclamou, porém não podia, algo o prendia ali. — O que é isso? — era uma corrente, feita de macacos. Pequenos e ferozes macacos. — O que eu faço? — indagou preocupado.
— Morra! — gritavam os macacos em auto e bom som, assustando a criança.
— Não! Não! Por favor! — pedia desesperado e, a dor de seu coração, por saber que ninguém viria o ajudar, tomou todo seu corpo, tirando toda a cor do mesmo, o tornando uma criatura cinza, e sem sentimentos, a não ser ódio.
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— Pai! — gritou, chamando a atenção de Ultonio. — Eu te perdoo! — afirmou sorrindo. O brilho amarelado em torno de seu corpo fazia a dor do professor ser aliviada. — Agora preciso salvar minhas irmãs. — ele voa, e a listra amarela toma o céu, como se avisasse que a luz estava pra voltar em Townsville.
"No centro da cidade, perto da prefeitura, Lindinha e Docinho corriam de diversas pedras enormes, lançadas pelo macaco metálico do Vilanesco Macaco Louco."
— Lindinha, Docinho! — exclama desesperada a ruiva, que estava presa em uma grande quantidade de entulho, que caíra sobre seu esconderijo.
— Meninas! — a voz conhecida chama a atenção das duas que ainda fugiam dos ataques. — Eu ajudo vocês! — Ralph voava velozmente até elas, as pegando nos braços, e levando—as para um lugar seguro. — Vocês estão bem?
— Ralph! — exclama Lindinha maravilhada. — Finalmente você veio.
— Me desculpe a demora. — pede cabisbaixo. — Onde está Florzinha? — questiona.
— Ela ficou presa embaixo de entulhos. — explica Docinho limpando o sangue que escorria por sua perna. — Você precisa ajudá-la.
— Certo, eu vou lá. Vocês fiquem aqui, já volto com ela. — dizendo isso ele parte, dando um forte impulso e voando até perto do macaco metálico. — Florzinha! — gritou esperando uma resposta.
— Ralph? — a garota o ouve. — Estou aqui! — gritava, tentando esmurrar as pedras que bloqueavam sua passagem.
— Onde Você está? — questionava ele preocupado.
— Acerte o macaco na cintura! — ordenou Florzinha. — Se tentar tirar essas pedras daqui, isso vai desmoronar em cima de mim.
— Acertar a cintura dele? — indaga confuso. — Porque? Se eu encostar nele meus poderes serão drenados.
— Não na cintura. — afirma. — Lá existem compartimentos que guardam o Elemento X que ele tira de nos. — explica. — Se conseguir quebrar algum dos compartimentos, nossos poderes voltam.
— Certo! — entendendo o recado, Ralph começa a planejar uma maneira de se aproximar do robô, e não ser atingido por ele. — Você vai devolver os poderes de minhas irmãs Macaco Louco! — gritou percebendo uma brecha, pegando velocidade e indo certeiro até a cintura do robô, pegando um dos frascos do Elemento X.
— Ralph? Por favor, não perca essa luta. — pedia a ruiva desesperada.
— Você vai ter que ser rápida. Vou tirar as pedras e jogar o Elemento X em você. — alerta. — Espero que dê certo.
— Vai dar! — afirma a garota confiante no irmão.
— Está pronta?
— Sim!
— Lá vai! — em movimentos rápidos, Ralph soca as pedras que mantinham o resto da estrutura de pé, lançando o frasco com líquido negro sobre Florzinha, que logo é coberta pelos escombros que caem sobre seu corpo. — Florzinha? Florzinha? Por favor esteja viva. Florzinha! — de repente uma explosão, a listra avermelhada sobe até o céu, e lá no alto, a garota pronta para a luta. — Isso! — exclama feliz, voando até a rosada.
— Vamos recuperar os poderes de nossas irmãs e acabar com esse macaco maluco. — diz sorrindo confiante.
— Isso! — amarelo e vermelho, duas faixas no céu, mostrando que a esperança de vencer o mal só aumenta.
— O que é isso? — Macaco Louco, da cabine de seu robô questionava—se sobre o que seria as duas luzes no céu, que voavam em direção a sua criatura. — Não é possível que elas tenham recuperado seus poderes. — ele começa a digitar no teclado do computador mestre, mudando as câmeras, direto para a que dava no compartimento do Elemento X. — Não! Como elas conseguiram recuperar um frasco? — questionava confuso. — Espera. Quem é esse?
— Vamos Florzinha, eu distraio ele e você recupera os frascos. — propõe o moreno, recebendo um aceno positivo da irmã.
— Tome cuidado. — pede ela.
— Você também.
"Os dois então se separam. Ralph vai pra cabeça do macaco, ficando frente a frente com o Louco comandante. Florzinha por sua vez se esconde, esperando uma brecha para recuperar os frascos de Elemento X de suas irmãs. Macaco louco, como fora previsto por Ralph, ficou furioso com o rapaz, e nem se deu conta de que Florzinha não estava por perto."
— Eu pego você garoto. Vai me pagar por roubar um dos frascos de Elemento X de meu macaco robô. — dizia o vilão furioso, enquanto comandava alguns socos em direção ao garoto.
— É agora! — Florzinha acha a brecha, e avança contra a cintura do robô, quebrando mais um dos compartimentos, recolhendo o frasco com líquido negro de dentro. — Isso! — comemora, saindo de perto do macaco, já que quase fora atingida por um soco. — Melhor levar isso pra Lindinha. — decide, após ler o nome da irmã no frasco.
— Ele está demorando demais. —comentava Lindinha pra sua irmã. — Melhor ismos atrás dele e.
— Lindinha, Docinho! — a ruiva se aproximava em alta velocidade, dando um rasante sobre as duas, largando o frasco de Elemento X sobre a loira, que é banhada pelo líquido negro assim que o vidro se quebra.
— Ahh, o que é isso? — questiona antes de perceber a energia percorrer por seu corpo. — Espera. Meus poderes! — exclama levantando voo. — Eles voltaram!
—Ei, e os meus? — reclama a jovem morena.
— Vamos conosco. Fica mais fácil devolvermos seus poderes, e enfrentar Macaco Louco. — menciona a ruiva, pegando a irmã pelos braços, voando em direção a batalha.
— Como é? — grita encarando a ruiva. — Você pegou os poderes da Lindinha de volta mas deixou os meus pra trás?
— Ou era isso ou ficaria sem poder algum. O Macaco Louco ficou mais esperto do que era. — explica.
— Que seja. — diz indiferente, porém com muita raiva disfarçada.
"Na batalha, Ralph lançava pedaços de entulho e carros contra o enorme macaco metálico, e desviava dos mísseis que o mesmo lançava contra ele."
— Meninas, onde vocês estão? — questionava pra si mesmo, enquanto voava pra longe do inimigo.
— Ralph! — chama Lindinha que voa até o irmão. — Você está bem?
— Lindinha. Estou sim. — afirma acenando. — Onde estão Florzinha e Docinho?
— Florzinha foi deixar a Docinho em um lugar próximo, pra ficar mais rápido de devolver os poderes dela e vencer o Macaco Louco. — explica sorrindo.
— Bom plano. — fala. — Agora só precisamos pegar o Elemento X da Docinho.
— Isso. — confirma a loira sorrindo.
— Estou pronta. — comenta Florzinha ao se aproximar.
— Vamos nessa então!
"A batalha recomeça. Macaco Louco fica frustrado por ter perdido mais um frasco do Elemento X, e então pensa em algo arriscado e inseguro."
— Essas meninas irritantes não conseguirão me vencer! — afirma, e comanda o robô metálico a pegar o último frasco de Elemento X de seu compartimento de colheita e o leva até a cabine de comando. — Agora eu terei todos os poderes dessas chatorosas, e ninguém me vencerá! — exclama bebendo o líquido, e logo seu corpo é rodeado por uma luz verde. Os poderes de Docinho agora são dele.
— Macaco Louco? — exclamam os três poderosos que voavam em torno do robô.
— Você não fez isso. — fala Ralph ao perceber os poderes do inimigo.
— Ahahahah, é claro que fiz. — afirma. — Como acham que eu irei vencer vocês?
— Você não devia ter feito isso. — Florzinha se irrita.
— Vai pagar por ter pego os poderes da Docinho. — alerta a loira, também irritada.
"As duas garota avançam, dando socos e chutes no macaco, enquanto o mesmo apenas desviava, como se soubesse controlar perfeitamente os poderes que acabara de ganhar. Ralph por outro lado voava em torno do enorme robô, que tentava acertá-lo a todo custo, porém sem sucesso. Docinho observava tudo de longe, sem poder fazer nada."
— Droga, todos eles ali lutando e eu não posso fazer nada pra ajudar. — comentava consigo mesmo a morena, que estava sentada em um pedaço de parede, que caíra em uma das batalhas anteriores que tiveram contra o inimigo. — Eu preciso fazer alguma coisa. Preciso pensar em algo que possa ajuda-los a vencer, e recuperar meus poderes. — ela continua lá, pensando incessantemente, sem tempo pra distrações. — Já sei! — grita, eufórica, correndo na direção em que Ralph estava. — Ei, Ralph! — chama num grito.
— Docinho? — indaga o garoto ao ver a outra correndo. Ele a pega pelo braço, levantando—a pra cima. — O que está fazendo aqui?
— Eu sei como vencer ele. Sei como tirar os poderes do Macaco Louco. — afirma feliz.
— O robô não é mesmo? — questiona, recebendo um olhar surpreso da irmã.
— Como você?
— É obvio. Se o macaco robô suga os poderes apenas por tocar em vocês. Ele pode fazer o mesmo com o Macaco Louco. — diz sorrindo.
— Isso mesmo. — confirma sem jeito a morena.
— Então chega de papo. — ele pousa em um lugar próximo ao robô, a deixando por ali mesmo. — Fique aqui, logo terá seus poderes de volta. — dizendo isso ele parte rumo as irmãs poderosas.
— Ralph? — Lindinha se assusta ao ver o garoto se aproximando. — Aconteceu alguma coisa com a Docinho?
— Ela está bem, e até tem um plano. Apenas me sigam. — pede, e logo começa a voar em torno do vilão, que começa a fazer centenas de perguntas sobre de onde Ralph surgiu. — Fica quieto Macaco Caduca. Você já devia ter se aposentado a muito tempo. — caçoa, e logo as irmãs entendem o plano.
— O que você disse? — indaga o vilão.
— Ele tem razão. Você está cheio de cabelos brancos macaco, não sabe o que é tinta de cabelo não? — questiona Florzinha.
— Acho que nem gel de cabelo ele passa, esses pelos estão todos alvoroçados e sem vida. — completa Lindinha.
— Calem a boca, calem a boca. Vocês não podem falar isso de mim. — grita irritado, começando a perseguição aos três. — Não adianta fugir. Você não irão escapar de mim, o Macaco Louco.
— Louco? Não acho que você seja louco. Está mais pra Caduca. — Lindinha continua com a provocação.
— Concordo com a Lindinha, Acho que você está velho demais pra ser vilão macaco. Deveria estar numa casa pra idosos. — Florzinha completa.
— Hahah, essas duas são demais. — afirma Ralph rindo sem parar.
— Calem a boca! — o macaco aumenta a velocidade de seu voo, porém logo para, ao perceber que os três não fugiam mais. — Cansam de fugir do Macaco Louco? — indaga vitorioso. — Agora, eu destruirei todos vocês. — ele avança, certeiro contra os três, porém o que não percebera é que estavam pardos em frente a sua invenção, e quando ele se aproxima o suficiente, as garotas desviam pro lado, e Ralph pega o macaco o empurrando contra o robô, prensando—o no mesmo, dando diversos golpes indiretos na máquina, usando tanto o corpo do macaco quanto sua capa como protetores de mão.
Florzinha e Lindinha vão para a cintura do robô, que começara a perder estabilidade e estava prestes a cair.
— Rápido, ou nunca mais terei meus poderes de volta. — gritava Docinho desesperada ao perceber que o robô se preparava pra despencar.
— Estamos tentando. — reclama Florzinha, que atravessa a cintura da criatura, saindo com o frasco negro do outro lado.
— Isso! — comemoram os quatro em uníssono.
"Florzinha devolve o frasco com o Elemento X a Docinho. O robô de Macaco Louco é destruído pelos socos de Ralph. Florzinha, Lindinha, Docinho e Ralph dão uma lição em Macaco Louco, e o mandam para a prisão. Todos voltam pra casa, e encontram Professor Ultonio, que já havia colocado mais uma cama no quarto das meninas, e agora Ralph poderá viver com eles."
"A sim, já ia me esquecendo..."
"E MAIS UMA VEZ O DIA FOI SALVO, GRAÇAS AS MENINAS SUPER PODEROSAS... E RALPH!"
Notas finais
Espero que tenham gostado.
Até a próxima! (^-^)/
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