Notas iniciais
Desculpem a demora, garotas. Finalmente, eu entrei de férias e poderei atualizar a história com mais frequência! Beijos

Abri os olhos e ouvi um barulho. Olhei para o lado e Emmett não estava lá. Levantei correndo e vi a porta do banheiro aberta. Me aproximei e o vi, de joelhos perto do vaso sanitário.

– Emmett? Você está bem?

– Não se aproxime, Rose. Não quero que veja isso, por favor.

– Deixe de se bobo. Você está bem? – respondi, me aproximando.

– Estou legal, não se preocupe. – ele se levantou e apertou a descarga. – pode tomar banho pra ir à escola.

– Não vou. Vou ficar aqui com você.

– Não Rose, você vai sim. Não pode ficar perdendo aula por minha causa. Eu estou bem, Ursinha, relaxa.

– Hum... Você tem certeza, Emmett?

– Claro que eu tenho. – ele sorriu.

– Mais qualquer coisa me liga, ok?

– Ok. – ele beijou minha testa e colocou uma camiseta. Nós tomamos café e eu fui para a escola. Na hora do intervalo, fugi um pouco dos meus amigos, pois queria ficar sozinha. Fui para o campo de futebol e me sentei nas arquibancadas. Suspirei fundo, e uma lágrima rolou pelo meu rosto. Eu estava com medo de perder Emmett. Senti um cheiro de cigarro e olhei para trás.

– Jake?

– Oi Rose. – ele disse sentando-se perto de mim.

– Você não pode fumar aqui, esqueceu?

– Não. – ele sorriu e apagou o cigarro.- porque está chorando, hein?

– Nada. – menti.

– Eu te conheço, moça.

– Não é nada. Onde você estava? Faz tanto tempo que eu não te vejo...

– Estava viajando.

– Você vai reprovar...

– Eu sei.

– Então porque não muda?

– Estou tentando.

– Não vejo mudança alguma.

– Depois que você saiu, eu fui até à casa do Emmett. Eu sinto muito por ele estar doente. Ele é um cara legal. Não merecia isso.

– Obrigada, Jake. – abaixei a cabeça e comecei a chorar de novo.

– Não chore. Sabe, ele não tem culpa. Ele é forte, Rose. Ele vai sair dessa.

– Eu tenho tanto medo de perdê-lo, Jake.

– Eu sei, eu sei. – ele disse me abraçando. – ele vai sair dessa. – repetiu.

– Eu estou tentando ser forte mas...

– Você não é. – completou.

– Exatamente. Ele foi o único cara que me fez sentir especial e agora isso! A vida é uma droga mesmo.

– Ele te trata bem mesmo não é? Só eu que não enxerguei o quanto você é especial. Eu fui um babaca com você, Rosalie. Eu sempre fui um babaca com todo mundo.

– Tudo bem, eu não me importo.

– Deveria. Eu falei coisas que eu não queria dizer. Só depois que eu te vi com ele que eu percebi o quanto eu ainda te amo. – ele falou e eu arregalei os olhos. – foi mal eu não queria... – ele se levantou e foi embora. E então Jacob Black ainda me amava? Isso poderia ter feito toda a diferença, alguns meses antes, agora eu não sentia nada. Só um pouco de pena dele. Escutei o sinal tocar e fui para a sala. Jacob estava sentado em seu lugar habitual: no fundo. Estava conversando com Tanya e Jane, mas percebi que ele havia parado de prestar atenção quando eu entrei. Fiquei envergonhada e disfarcei.

O professor de Biologia entrou na sala e começou sua aula, totalmente desinteressante. Fiquei conversando com Emmett por mensagem até a hora que ele viu.

– Senhorita Cullen, pode repetir aos seus colegas o que eu acabei de dizer? – ele me olhou, por cima dos óculos.

– Eu... Não sei, Sr. Casey. Sinto muito.

– Desligue o celular e preste atenção na aula. Da próxima, você sai. – ele se virou e continuou com a aula. Ouvi uns risinhos vindos do fundo da sala e então suspirei e desliguei o celular. Ainda bem que o sinal não demorou para tocar. Arrumei minhas coisas e fui para a casa de Emmett, ver como ele estava. Entrei sem tocar a campainha, pois sua mãe havia me dado uma cópia das chaves. Quando pus meus pés na sala, vi Victoria sentada perto dele e isso me deixou furiosa.

– O que você está fazendo aqui, Victoria?

– Calma, linda. Só vim ver se ele estava bem. Já estou indo embora.

– É bom mesmo. – cruzei os braços e a acompanhei até a porta.

– Ursinha... Porque está fazendo essa cara? Ela não deu em cima de mim. – ele sorriu.

– Não gosto dela. E você sabe disso.

– Ela só veio me visitar, Rosalie. Não estressa. – ele me deu um beijo e nós sentamos no sofá.

– Oi Rose. – cumprimentou o Sr. McCarty.

– Olá. Chegaram bem de viagem?

– Oh sim! Obrigado por perguntar.

– É ela, minha filha? – eu escutei uma mulher perguntar.

– É sim, mamãe. – respondeu a Sra. McCarty. – Rose? Quero que conheça minha mãe. – eu me levantei e virei para trás. A velha senhora, que devia ter uns oitenta e poucos anos abriu um largo sorriso quando me viu. Fui até ela e a abracei.

– É um prazer, senhora. – eu falei.

– Que mocinha mais bonita! Você tem bom gosto, Emmett. Sou Lucille.

– Rosalie.

– Cuide bem do meu neto, está bem? Ele é um menino muito especial.

– Pode deixar, senhora...

– Não me chame de senhora. Faz eu me sentir mais velha do que já sou. – ela sorriu.

– Como você quiser.

Ela foi para a cozinha e eu me despedi para ir embora. Emmett me acompanhou até minha casa, pois estava querendo sair um pouco.

– Você está bem mesmo? Se quiser, pode voltar e...

– Rose, por favor eu estou bem. Eu quero só andar um pouco. Cansei de ficar em casa o dia inteiro. Cansei de os meus pais ficarem me perguntando toda hora como eu estou e se estou precisando de algo. Parece que eu voltei a ter dois anos, que inferno!

– Desculpa, eu não queria te chatear. – disse andando na sua frente. Ele me alcançou e puxou meu braço.

– Não estou chateado com você, Rose. Estou chateado com esta situação. Não me leve a mal, eu só queria voltar a ter minha vida de volta.

– Tudo bem. – suspirei e ele me beijou.

– O Jacob foi à minha casa hoje.

– Ele me disse.

– Acho que é você que não está bem, o que houve? Está chateada comigo, com a Victoria ou com o que?

– Não estou chateada, Emmett. Está tudo bem.

– Então, o Jake e eu conversamos muito hoje. Ele vai voltar pra escola de vez. Ele até arrumou um emprego numa oficina perto da sua casa.

– Porque está me contando tudo isso?

– Ele me falou que te ama.

– Ótimo.

– Só vai dizer isso?

– Não tenho nada para dizer. Se ele me ama, o problema é dele. Quando eu o amei ele não me levou à sério, agora eu quero que ele vá para o inferno.

– Você está bem invocada hoje hein? Tá de TPM?

– Não estou de TPM, Emmett.

– Então o que foi?

– Nada. Já disse que não tenho nada e para de me encher o saco. – ele sorriu e me pegou no colo, como um saco de batatas. – Emmett! Me põe no chão! – disse batendo em suas costas. Apessar da doença, Emmett ainda me agüentava e me carregou assim até a porta da minha casa.

– Está entregue, mocinha. – ele falou, me colocando no chão.

– Obrigada! – suspirei.

– Passou o nervosismo? – ele riu.

– Há há. – virei a chave e ele me abraçou por trás. – dá pra você não fazer isso no meio da rua?

– Você liga para o que os outros pensam? Eu não.

– Eu também não ligo, mais, sei lá.

– Ok. Abri a porta e nós passamos a tarde inteira juntos, como sempre. Edward o levou para casa à noite e eu fiquei com mamãe, assistindo Glee.

– Ai, eu adoro essa música. – minha mãe se animou quando os personagens começaram a cantar Seasons Of Love. O episódio terminou e nós duas estávamos chorando. Papai ficou preocupado e foi ver o que estava acontecendo.

– O que foi? O que houve?

– Isso foi tão triste, Rosalie! Porque você não me contou que ele morreu?

– Quem morreu, Esme?

– O Finn.

– Quem é Finn?

– Um dos personagens principais de Glee, pai. – expliquei.

– E vocês estão chorando por isso?

– Você não viu o episódio, amor. Foi tão triste! Parecia que tudo aconteceu de verdade! As lágrimas foram tão reais.

– Mãe... Mais tudo foi real mesmo.

– Como assim, Rose?

– O ator que interpretava o Finn também morreu. Esse episódio é um tributo.

– Meu Deus! Eu pensei que essa série fosse de humor! – ela balançou a cabeça e subiu para tomar banho. Meu pai olhou pra mim e riu. Mamãe sempre foi muito emotiva e eu não sabia como que ela agüentava ser oncologista e ter que conviver com pacientes à beira da morte todos os dias. Só de pensar, me dava tristeza, já que eu havia herdado essa sensibilidade extrema dela. Subi pra o meu quarto e tentei dormir um pouco.

Alguns meses se passaram e Emmett ia reagindo bem à quimioterapia. Num sábado, meus pais haviam viajado a uma Palestra no Alabama e Edward e eu havíamos ficado sozinhos em casa. Tinha acabado de chegar do supermercado quando vi Bella caída no chão da sala.

– Bells? O que aconteceu? – perguntei, correndo até ela.

– Rose, minha bolsa estourou. A Renesmee vai nascer.

– Ai meu Deus, e o Edward?

– Está trabalhando. Não consigo ligar no celular dele.

– Ok, vamos levante-se com cuidado, eu te ajudo. – eu a ajudei a levantar e a coloquei no carro.

– Você pode dirigir rápido, por favor? Está doendo muito. – ela disse, e eu pude perceber uma voz de sofrimento em sua fala.

– Ok. – dei partida no carro e acelerei. O hospital não ficava muito longe de casa, e então não demoramos a chegar. Descemos do carro e eu avistei Sue. – Sue? Por favor, nos ajude.

– Oi meninas. Já está na hora, Isabella? Vou buscar uma cadeira. – ela correu e pegou uma cadeira de rodas. Bella sentou e nós fomos para o quarto.

– O que está fazendo aqui, Sue?

– Comecei a fazer plantão, você sabe, para aumentar a renda.

– Hum ,entendi.

– Você poderia me dar um remédio pra dor, não? – Bella perguntou quando a contração diminuiu.

– Hum, seu médico já está vindo. – ela sorriu. – agüente firme, menina.

– Vou ligar para os pais dela. Com licença. – me afastei do quarto e liguei para os Swan, para Edward e para os meus pais. Mandei uma mensagem para Emmett, para lhe avisar.

Oi Em você está bem?Hum... A Renesmee vai nascer. Estamos aqui no hospital. Deseje sorte para a Bella. Te amo.

Esperei alguns segundo e ele me respondeu.

Oi Ursinha, eu estou bem e estou indo ai. Me espere. Também te amo.

Sorri e voltei para o quarto, bem na hora que o médico estava checando a dilatação de Bella.

– Oi, você é irmã dela? – ele perguntou, sorrindo pra mim.

– Não, sou cunhada.

– Hum, está com quatro centímetros de dilatação... Vai demorar um pouquinho. Daqui uma hora eu volto. Qualquer coisa, chamem as enfermeiras. – ele piscou e nos deixou lá.

– Você conseguiu falar com eles?

– Consegui sim, estão vindo pra cá. – falei, segurando sua mão.

– Obrigada por estar aqui.

– Sempre estarei, Bella. Lembre-se da nossa promessa do jardim de infância.

– Amigas até o fim.

– Amigas até o fim. – repeti.

Me sentei um pouco, até a hora que Edward e os pais de Bella chegaram.

– Oi amor estou aqui. – Edward sorriu e beijou sua testa.

– Demorou um pouco, não acha?

– Sinto muito. – ele sorriu.

– Tudo bem. Parece que essa menina não quer sair...

– Ela vai sair, meu bem. – disse a Sra. Swan.

– Acho que vou chorar. – disse o Sr. Swan.

– Por favor, Charlie.

– Eu vou lá fora. – eu disse.

– Pode ir. Mais volta, ok? – Bella disse, no meio de uma contração.

– Pode deixar. – sai do quarto e fui pegar um refrigerante. Me sentei na sala de espera e fiquei lá por alguns minutos, até sentir alguém soprar minha nuca. Eu me assustei e virei para trás. – Ai Emmett! Que susto!

– Desculpe-me, Ursinha.

– Dá pra você parar de me chamar assim?

– Você não gosta? Eu acho fofo. Combina com você. – ele sorriu e esse sentou do meu lado. Ele estava usando um boné para esconder as falhas do cabelo.

– Seu bobo. Quer refrigerante? – ofereci.

– Minha médica, mais conhecida como sua mãe, me proibiu de tomar isso ai. Só tomo suco de laranja natural agora. – ele fez cara feia e beijou minha bochecha. – como está a Bella?

– Ainda em trabalho de parto. Vai demorar um pouco pra Renesmee nascer.

– Olha lá os seus pais. – ele disse.

– Oi querida. – disse mamãe. – oi Emmett. Onde ela está?

– No quarto 405.

– Ela está bem? – perguntou papai, aflito.

– Sim. Na medida do possível. – sorri.

– Nós vamos até lá. – eles caminharam na direção do quarto e Emmett e eu ficamos na sala de espera. Uns quinze minutos depois, todos saíram do quarto, menos Edward.

– O que houve? – perguntei.

– O Dr. Henry nos expulsou do quarto. – disse papai.

Emmett riu e eu também.

– Também, não conseguem ficar quietos.

– Estávamos apoiando a Bella, princesa. – explicou papai.

– Ok. – sorri de novo e encostei minha cabeça no peito de Emmett. Uma hora depois, Edward saiu sorrindo do quarto.

– Ela é linda. – ele disse e papai o abraçou.

– Podemos vê-la? – perguntou Charlie.

– Ela está no berçário.

– E Bella?

– Ela está dormindo, Sra. Swan. Mais passa bem. Vamos ver a Nessie. – todos nós andamos até o berçário. Renesmee era realmente linda. Era um grande bebê ruivo de olhos claros.

Olhei para o lado e vi os avôs chorando. Me deu vontade de chorar também, mas eu me segurei. Sorri para Emmett e ele segurou com força minha mão. Ele se aproximou e falou em meu ouvido.

– Um dia, vai ser o nosso.

– Como?

– Um dia vai ser o nosso. Nosso filho.

Sorri e dei-lhe um beijo na bochecha.

– Sim. – foi apenas o que eu disse.

Mais tarde, quando Bella acordou, fomos vê-la. Ela estava amamentando Renesmee.

– Oi gente. – ela disse, um pouco cansada.

– Oi Bells. – respondi.

– Ela não é linda? – ela perguntou. – não me canso de olhá-la.

– Ela é sim, meu bem. Se parece tanto com você quando nasceu... – respondeu a Sra. Swan.

– O nariz é do Edward. – falou mamãe.

Ficamos lá até o Dr. Henry nos expulsar do quarto. Na tarde do dia seguinte, Bella e Nessie tiveram alta do hospital. Renesmee se tornou a alegria da casa e nos fez esquecer, que Emmett estava com câncer. Ele também nem tocava mais no assunto e estava reagindo muito bem aos tratamentos. Só não sabíamos por quanto tempo nossa felicidade iria durar.