As Margens Do Canadá
1 Capítulo I
Notas iniciais
Não teria mais o que fazer. Alguma hora eu terei que sair do banquinho do parque onde nos conhecemos. A assistente estava gritando meu nome para que eu entre no carro. Failtava menos de uma hora para o avião levantar voo. Eu precisava realmente sair dali. Não poderia mais ficar na chuva com você. Teria que viajar para o fim do mundo. Bom, pelo menos, para a assistente era o que era obrigada a fazer.
Me lembro de uma semana atrás você dizendo que eu poderia ficar na sua casa, até eu achar um lar. Eu ri da possibilidade na hora, mas quando soube que iria para a casa de tia Janet, eu acabei considerando, mas a assistente nunca deixaria.
A assistente não aguentava mas me esperar ela me puxou forte pelo braço me apertando. Eu era mais forte que ela, mas eu sei que se eu não deixasse ela me puxar provavelmente eu nem futuro vou ter. Antes que deixasse ela me levar por inteiro, Harry me deu um caderno pequeno amarelo, ele era devidamente leve, mas não como uma pena, como se carregasse varios papéis, varias fotos nele.
Antes de eu abrir o caderninho Kéren a assistente, me puxou para o carro. Ela me obrigou a sentar no banco de trás e ela dirigindo. Ela olhou para mim e depois abaixou os olhos como se dissesse: Desculpe. E a lei que te mandar para sua tia Janet.
Meia hora se passou até o aeroporto. Quase não pegamos o avião e por sorte eu consegui um lugar no avião sozinho. Kéren iria sentar na frente.
Passamos 2 horas num desconfortável avião. Eu não consegui pregar os olhos, mesmo que eu tenha tido que ficar olhando aquela neblina. Ainda pensando nas coisas que deixei para trás. Kéren era uma pessoa boa. Eu tive que ensistir que ela fosse comigo na viagem. Eu nunca viagei de avião. Mesmo morando em londres minha familia não era rica. Quando já estava perdida em meus pensamentos, Kéren me chamou para do lado dela porque ja iamos sair. A chuva ainda continuava, me fazendo ficar toda molhada, pois, estavamos sem quarda-chuva. Kéren pegou um taxi qualquer e me falou que não tinha problema, ela mesma pagava.
Eu não queria olhar para a casa de Tia Janet. Já estava mal, e enjoada pelo voo. Kéren deu o numero do seu telefone, porque ficaria lá mais um mês na mesma cidade mais 3 bairros depois nun hotel. Olhei o rosto de tia Janet. Uma moça alta, com cabelos ruivos e olhos cinzentos e mortíferos, como se estivesse pronta para me matar a qualquer momento.
- Olá, tia Janet. — Tia Janet, deu de ombros e saiu deixou a porta aberta para que eu entrasse. Ainda com a cabeça baixa eu já estava quase dormindo. Não aguentava a idéia que teria que morar com uma bêbada idiota. Estava escuro, tia Janet não ligou a luz o que me deixou mais desorientada. quando senti algo macio nas minahs mãos, logo senti o sofá me deitei e nem me liguei que aquela casa não era minha. Quando eu iria sair de lá para pedir que tia Janet me mostrasse meu quarto eu cai num sono profundo e pesado.
Tive sonhos. Sonhos com meus pais.
Minha mãe foi assassinada. E Meu sofreu um acidente de carro. Eu estava lá quando minha mãe foi assassinada. Meu pai me contou toda a história com 14 anos. O assasino foi preso, mas não foi só por isso que eu reconhecia seu rosto. Quando era uma simples bebê eu gravei seu rosto maldito. E nos meus sonhos estava meu pai com sua vóz doce me dizendo o que aconteceu. Mas sua vóz doce se transformou numa risada de dar medo e agora, já não se via mais meu pai, se via o assassino da minha mãe com uma faca. Ele estava prestes a jogar a faca em mim com 13 anos, mas a imagem mudou para onde meu pai morreu.
Eu estava voltando do colégio com Harry, quando vi meu pai no chão e uma âmbulânvia perto, quando estavam o levando para o hospital ele já tinha morrido.
Mas pesadelos, como a cara do assassino da minha mãe, mas pesadelos com o cara bêbado que atropelou meu pai...
Ah, esse era outro motivo para eu odiar minha tia Janet alias.
Quando acordo, a luz penetrava intensamente nos meus olhos pela janela. Percebo que estou quentinha com o cobertor que botaram sobre o meu corpo. Quando coço meus olhos para acordar um pouco percebo bem como é a sala. É... é... Uma sala de ricos! O piso era de madeira, uma mesinha preta que tinha um vaso de margaridas sobre, uma tv... Nossa. Como essa tv é grande. A janela era pequena mais bem arejada, um tapetinho ficava sobre a mesinha preta, que parecia ser limpa todo dia. Uma estante reluzente prateada estava em baixo da tv. Tinha vários livros e alguns vasos. As paredes eram brancas como as nuvens e tinha vários quadros. E foi só agora que eu lembrei. Tia Janet era aposentada. Era rica, porém, também era sozinha.
Resolvo finalmente sair do sofá grande que mais parecia uma cama, e vou para a escada.
- Uau.- falei baixinho. — Isso é enorme.
Era um tipo de corredor com 4 portas. existia 4 portas e logo de cara se via a cozinha. Ela era enorme, tinha uma mesa de mogno com frutas, murffins, suco de laranja, panquecas, ovos mexidos e muito mais. A mão de Tia Janet estava tremendo como se estivesse tentando controlar alguma coisa. Estava lavando alguma coisa.
- Bom dia... Tia Janet.- Ela largou os pratos, e fez força para parar a mão.
- Bom dia. — A vóz dela era áspera como de um comandante militar, mas talvez ela fosse de outra maneira algum dia. — Pode se servir, eu vou dar uma saída. Desculpe ter deixado você dormir no sofá. Seu quarto é a segunda porta. Eu irei sair só devo voltar lá para as 4 da tarde. Ah, não quebre nada, sei que está assustada de como a casa é grande, mas mesmo que o pior te aconteça nunca suba no porão. Por favor. Até as 4 horas. — Ela saiu rapidamente e voltou para falar mais alguma coisa- Ah sim, pode me chamar de Jan, tia Janet parece algo muito formal
Eu esperei até ter certeza que ela bateu a porta e foi embora. Só depois eu começei a comer.
Demorei menos de 15 minutos. Fiquei mais de setenta e duas horas sem comer, só porque não queria. Mas resistir aquela tentação da vida não tinha como.
segunda porta a esquerda. Pensei. talvez não esteja um monte de vodca em todo lugar.
- Ah. Meu. Deus. — O quarto é divino. uma parede é um azul forte e tinha um quadro para botar fotos, as outras paredes eram brancas, e quando eu olhei totalmente no quarto tinha uma escrivaninha enorme com um notebook na mese e varios acessóriso infinitos! A cama era linda com uma colcha que deve ser bem quentinha. Um ar condicionado enfeites na parede e...
- Eu não acredito. Aquilo é um....? — Sim. Aquilo era um closet. Tinha um controle remoto bem na minha cama nova e quando apertei o primeiro botão apareceu, uma porta branca, do lado da escrivaninha.
- Se isso for uma armadilha para me trancar no meu verdadeiro quarto, eu juro que mato tia Janet.
Não era armadilha. Não era um porão o meu quarto. Era um closet todo branco mas as prateleiras vazias. Algo me deu susto porque apareceu uma tela grande do meu lado na parede. Onde tinha 10 botões. o fundo era branco mas ainda tinha aqueles botões.
- Bem- vinda Amélia! Quer dizer Posy! Aperte um desses botões e veja o que acontece. -
- Amélia... Ahn... Computador, quem era Amélia?
Uma vós totalmente diferente respondeu: Amélia era filha de Janet jhonson, morreu de parada cardíaca, era dona desse quarto e hoje ele é passado a você Posy. A vós sombria se acabou e eu mesmo com medo apertei no botão sapatos.
Apareceu três tipos de botões diferentes: Sandálias, tênis e salto alto. Apertei em tênis. Depois de uns barulhos a prateleira se encheu de tênis all star.
Aquilo me surpreendeu. Como seus parentes falavam tão mal de tia Janet? Ela é uma pessoa boa, acho que estava tentando controlar sua bebida enquanto eu estiver aqui. Por que falam tão mal? Ela é sozinha, seu marido faleceu e sua filha morreu de parada cardíaca. Eu imagino ficar sozinha por tantos anos.
Mas, o que mais me assusta mesmo é que ela é rica. Meus pais nunca foram ricos, então ver isso é incrivelmente estranho. Tantos botões, tantas roupas, eu acabei de falar com uma tela de closet... Resolvo me sentar na minha cama e pego na minha mala o caderninho que Harry me deu.
- Vamos lá. — Eu disse suspirando. — Vamos ver o que deve estar escrito aqui.
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