As Lágrimas do Esquecido

1 Capítulo I - Chance


Notas iniciais
Espero que gostem, lindos!~

Abro meus olhos lentamente, a preguiça ainda tomava conta de mim, fico deitado por um tempo na cama, esperando que alguém entrasse por minha porta e me dissesse um “Bom dia, Lucio!” mas sabia que isso não ia acontecer. Então me levanto calmamente, ainda descalço e somente vestindo uma cueca samba-canção me dirijo para fora de meu quarto, estava sozinho em casa como todas as manhãs, olho em minha volta esperando que algo diferente de todos os dias acontecesse. Abro a porta de minha geladeira, pego uma caixa de leite, a coloco em meu copo e volto para meu quarto novamente. Me sento em frente a meu notebook, estava ansioso por algo que me tirasse daquela rotina de sempre, algum e-mail de um emprego, ou algo assim. Não sabia mais o que fazer, estava quase enlouquecendo, meus dias eram todos monótonos.

Vendo que não havia nenhum e-mail novo saio de meu quarto novamente, deixo meu copo de leite já vazio em cima da mesa e me dirijo ao banheiro, que ficava logo ao lado, já que era um apartamento. Chegando lá faço minhas necessidades, e após isto vou escovar meus dentes. Olho no espelho, e o que vejo era meu rosto, palidamente branco, meus olhos fundos e minhas íris amarelas, meus cabelos negros indo até o fim da testa, lisos e grandes. Quando acabo de escovar meus dentes algo chama minha atenção, escuto o barulho de uma notificação vinda de meu notebook, corro para ver o que era.

Chegando lá o e-mail novo estava escrito “...” Acho estranho no começo mas abro para ver o que era.

“Oi Lucio, é a Giulia, vamos ao cinema hoje. Passa aqui em casa as 19hs.”

Bem, já era alguma coisa. Giulia era minha amiga desde os 15 anos, quando nos conhecemos no 1º Colegial. Eu, Giulia, Clarisse e Marcos. Éramos chamados de o quarteto inseparável, até que Clarisse e Marcos resolveram namorar, e eu e Giulia também. Bem, os dois continuam até hoje, já nós nos separamos logo depois, não é que não nos gostássemos, mas sim se nos gostássemos demais para Namorar.

O dia parecia passar mais lento que o normal, já eram 17hs e eu tinha ficado o dia inteiro na cama mexendo no celular, que estava o tempo todo plugado no carregador. Até que resolvo pegar meu álbum de fotos dentro da gaveta de meu guarda-roupa. Começo então observar as fotos de meus pais, e de minha irmã mais nova Sabrina. Observo uma foto em que apenas nós quatro estávamos nela, era uma foto de 3 anos atrás. Meu pai estava ao lado de minha mãe dando um beijo nela enquanto eu estava do lado esquerdo deles olhando para o lado, entediado, Sabrina estava agachada do lado direito deles, fazendo um gesto obsceno para a câmera.

Meu pai e minha mãe são dentistas até hoje, minha irmã está no 1º Colegial, eles moram em outra casa, eu moro sozinho. Decidir morar sozinho foi uma decisão árdua para mim, mas no fim das contas eles me apoiaram e compraram esse apartamento mobilhado para mim. Bem, não posso reclamar da vida que tive, meus pais foram os melhores pais que alguém poderia ter, tirando o fato de que eu mal via eles.

Percebi que olhar fotos antigas faz o tempo passar rápido, quando vi já eram 18hs. Tomei outro banho, e vesti uma calça jeans preta, um All Star igualmente preto, Uma camiseta Cinza de mangas bem colada e uma jaqueta fina de cor vermelha por cima. A casa de Giulia era ha 5 quarteirões daqui, relativamente perto. Saio do meu apartamento o trancando, levo as chaves e espero no corredor o elevador. Uma moça de cabelos platinados vira o corredor a direita, era muito bela e vestia um vestido preto extremamente justo, e em seus lábios um batom vermelho era notável. Ela para do meu lado e o elevador finalmente chega. Ela entra primeiro e eu logo após, ela aperta o botão para o andar 3 e eu para o Térreo.

Ficamos o tempo inteiro sem nos falar, as vezes cruzamos olhares pelo espelho do elevador, seus olhos verdes eram penetrantes, me davam calafrios. Até que ela chega ao seu destino, ela sai sem nem mesmo dizer uma palavra. Podia ser apenas mais uma mulher normal, mas quando ela sai eu senti algo diferente, era como se a atmosfera ficasse mais leve. O elevador fecha as portas e quando olho para o chão vejo uma espécie de cartão de cor branca caído no chão. Rapidamente o pego em mãos e quando vejo já tinha chegado ao Térreo.

Saio do elevador enquanto lia o cartão: “Escolha seu lado.” Viro o cartão e era Preta a outra parte, escrito: “Acho que você não vai querer este aqui.” Achei estranho, mas coloquei o cartão no bolso e saio pela porta automática. O tempo lá fora estava de chuva, talvez eu e Giulia voltássemos molhados, mas não teria problema.

Após andar alguns quarteirões finalmente chego no quarteirão de Giulia, quando viro a esquina observo a casa de Giulia ao longe, havia um carro parado em frente à sua casa, e não era o carro de seus pais. Continuo andando até que percebo que alguém estava me seguindo, olho para trás e percebo que era um homem vestindo um sobretudo preto, a primeira coisa que penso é que era um ladrão, mas continuo andando calmamente e quando atravesso a rua ele para de me seguir e continua andando na outra calçada.

Chego finalmente ao portão da casa de Giulia, o adentro lentamente ainda estranhando o carro cinza que estava parado em frente à sua casa. Bato três vezes na porta de madeira, ninguém me atende, resolvo então entrar assim mesmo. Estavam as luzes acesas mas ninguém estava na sala, escuto algumas risadas vindo do andar de cima, e logo escuto passos descendo a escada. Vejo uma garota de longos cabelos loiros, olhos azuis marcantes e um sorriso no rosto, era Giulia. Logo atrás dela um garoto de olhos azuis e cabelos castanhos, ele segurava Giulia pelo braço e logo que me vê arregala os olhos.

Não sei porquê mas senti um choque quando nossos olhares se cruzaram. Giulia olhou para mim assustada. – Giulia, eu recebi seu e-mail... – Ela não deixa eu terminar minha fala:

— Que e-mail? Eu não te mandei nenhum e-mail. – Ela diz um tanto surpresa.

— Quem é você, rapaz? – O cara que estava do lado dela pergunta.

— Sim, você me mandou um e-mail. – Me viro para ele: Meu nome é Lucio, e o seu?

— Raphael... Bem, acontece que a Giulia deve ter se enganado. – Nesse instante Giulia vem até mim e me puxa pela orelha.

— Lucio, por favor, agora não. – Ela dizia sussurrando em meu ouvido direito. Um pouco desapontado fito ela, depois ele e decido sair, e assim o faço batendo a porta.

Espero um pouco do lado de fora para ver se ela se arrependeria. Até que desisto, coloco as mãos nos bolsos e venho voltando para minha casa pelo mesmo caminho, quando sinto uma gota de chuva cair em meu rosto, olho para cima e outra cai em seguida, e outras, e outras até que começa a realmente chover. Bem, não havia problema, então apenas continuei andando lentamente pela calçada enquanto observava a chuva cair sobre a cidade. Algumas pessoas corriam para fugir da chuva, outras andavam afobadas com seus guarda-chuvas.

— Aceite... – Ouço uma voz áspera ao pé de meu ouvido, olho rapidamente para ver quem era, e me assusto ao ver que não era ninguém...

Continuo andando, já estava a dois quarteirões de distância de meu apartamento quando sinto uma sensação estranha, era a mesma sensação de quando aquela mulher de lábios vermelhos havia saído do elevador, olho para os lados e vejo que do outro lado da rua caminhava aquele mesmo homem de sobretudo negro. Ele então olha para mim e finalmente consigo observar seu rosto, seus olhos eram frios, e no mesmo instante que nossos olhos se cruzam um ônibus passa entre nós e o homem some. Arregalo meus olhos e escuto uma buzina em meu ouvido esquerdo, olho para o lado e consigo desviar a tempo de uma moto que estava prestes a me acertar em cheio, caio na calçada um pouco atordoado, não havia percebido mas estava quase em frente ao meu apartamento.

— Está assustado... – Escuto novamente a voz áspera em meu ouvido, viro depressa para ver quem era.

— Quem é? Quem está aí? – Esbravejo no meio da calçada, não havia ninguém relativamente perto de mim para falar em meu ouvido, apenas algumas pessoas que passavam na rua e me olhavam assustadas e outras com desprezo. – Mas que droga. Será que estou ficando maluco? – Me pergunto.

— LUCIO! – Escuto alguém me chamando ao longe, olho para ver e era Giulia que vinha correndo segurando um guarda-chuva. – Lucio, graças a Deus. – Ela diz chegando ao meu lado e me dando um abraço.

— Estou todo molhado... – Digo.

— Não importa, vêm, vamos pra dentro. – Ela diz me guiando para dentro do prédio.

Nós pegamos as escadas e chegamos em 5 minutos até meu andar, pego as chaves em meu bolso destranco a porta de meu apartamento e quando vou tentar abri-la escuto gritos vindos de não sei aonde, uma grande dor em meu ouvido, e tudo escurece...

...Abro meus olhos lentamente, não sei onde estou... Aos poucos reconheço, era meu apartamento. Olho em volto ainda tonta e vejo Giulia de costas para mim, estava preparando algo no meu micro-ondas. Ela se vira em minha direção e se assusta, então vem até mim e coloca a mão em minha testa.

— A febre passou... Como está se sentindo? – Ela pergunta.

— Não sei... Hoje o dia está tão estranho. – Digo para Giulia.

No mesmo instante sinto um grande impacto em minha cabeça assim que digo, fecho meus olhos e quando os abro novamente parecia estar tudo diferente, era um lugar frio, olho em volta e estava tudo congelado, nevava e eu parecia não sentir meu corpo. – O quê? – Me pergunto, e novamente sinto um impacto em minha cabeça, fecho meus olhos e enxergo novamente meu apartamento, mas desta vez quem estava ao meu lado era um senhor de jaleco branco.

— Consegue me ouvir? – Ele pergunta.

— Sim... Por favor faça essas coisas pararem... – Digo tentando me levantar.

— Acalme-se, acalme-se por favor. – O senhor diz pegando um estetoscópio e colocando-o nas orelhas, e então coloca-o em meu peito. Após alguns segundos ele o retira. Depois ele olha as pálpebras de meus olhos, examina meu couro cabeludo para possivelmente ver se eu não havia levado alguma pancada.

— E então? – Giulia pergunta, ela estava ao lado do médico todo esse tempo mas demorei para notar sua presença.

— Acho que eles está bem, parece que foram apenas desmaios... Como se sente garotão? – Ele pergunta para mim sorrindo e colocando a mão em meu ombro.

— Acho que bem melhor, obrigado. – Estendo minha mão para nos cumprimentarmos, e assim ele o faz.

O senhor sai pela porta e eu fico a sós com Giulia, me levanto, estava em cima do sofá, incrivelmente não me sentia tonto nem nada, parecia que tudo havia passado.

— Me desculpe Lucio, eu posso explicar é que... – Ela iria falar mas coloco meus dedos sobre seus lábios.

— Não, melhor não, já percebi tudo, você tem direito em ser feliz com quem quiser. – Digo. Mas por dentro ainda estava confuso.

— Não, o Raphael não é meu namorado, bem que poderia ser afinal você não tem nada com isso, mas não, definitivamente o Raphael não é meu namorado! – Ela diz impaciente.

— Então... Mas espera, você disse que não me enviou um e-mail? Mas eu posso te provar que sim. – Assim que digo vou até meu quarto, pego meu notebook e o trago até a sala, acesso meu e-mail e mostro para Giulia o e-mail com o título “...”.

Ela o lê e logo percebe que o e-mail foi enviado da conta dela, ela fica pasma por uns instantes...

— Só pode estar de brincadeira a pessoa que fez isso. Com que intuito ela... – No instante que ela diz a janela da sala se abre e uma ventania forte acompanhada de uma rajada de chuva entram, as luzes da cidade inteira se apagam e a única coisa que nos iluminava era o notebook que estava com a bateria já no vermelho.

— O que diabos está acontecendo aqui? – Giulia se pergunta. – Isso é impossível... – Ela olhava assustada para fora da Janela, e quando olho fico com a mesma expressão.

O que víamos eram dezenas de raios vermelhos caindo e caindo na cidade, e em cima do Big Ben (O grande relógio de Londres) uma luz vermelha ressoava e emitia um barulho como se fossem milhares de gritos de dor. E do nada sinto como se essa luz estivesse me chamando, eu poderia jurar que ela estava clamando por minha presença. Quando olho para o lado para encontrar Giulia ela não estava mais lá.

Preocupado, deixo meu notebook no sofá e saio de meu apartamento no meio da escuridão, pego meu celular no bolso para iluminar o caminho enquanto desço freneticamente as escadas, quando finalmente chego ao térreo e não vejo ninguém tento atravessar a porta automática, mas ela não abre, vejo então que havia um bom espaço que foi quebrado por entre os vidros da porta, passo cuidadosamente por ele e do lado de fora já consigo ouvir novamente aqueles gritos horríveis vindo da luz.

Vejo pessoas correndo e gritando coisas como “É o apocalipse!”. Eu só pensava em saber o que aconteceu com Giulia, mas a primeira coisa que me veio à cabeça foi correr até o Big Ben. Quando a coisa mais estranha, extraordinária, e chocante acontece. De uma hora para outra eu não estava mais em frente ao meu apartamento, eu estava na frente do Big Ben, e não era somente eu, eram dezenas de garotos e garotas que pareciam ter a minha idade, Giulia parecia não estar lá. Quando finalmente aqueles sons horríveis param de ressoar da luz um outro som chama muito mais atenção. Uma voz grossa e áspera, começa a ressoar da luz.

— Olá jovens de Londres... Primeiro de tudo peço que não fiquem assustados, pois isto é apenas uma ilusão, nada disso está acontecendo de verdade, somente na mente de cada um de vocês. Acredito que para todos vocês hoje foi um dia muito estranho, peço que compreendam que isso era apenas um teste para ver quem realmente iria ser digno de tal façanha... – Todos ficam impressionados com a voz, alguns fechavam os olhos para tentar sair da tal ilusão, outros se beliscavam, eu apenas continuava escutando o que a voz dizia. – A partir do momento que todos vocês acordaram pela última vez já estavam dentro da minha ilusão, cada um singularmente, e ao final disso somente um lembrará o que está acontecendo aqui. – A voz continuava.

— O que você quer conosco?! – Esbravejo. Todos me olham assustados como se eu tivesse assinado minha sentença de morte.

— ÓH! Um garoto corajoso, difícil encontrar ratos de 18 anos com coragem. – A voz continuava. – Bem, como estava dizendo... O mundo está prestes a entrar em uma guerra, uma guerra entre os Imperiais e os Exilados. Ou como vocês terráqueos chamam: “Anjos e Demônios”. – A luz então se transforma em duas mãos que gesticulam as aspas.

— Só pode estar de brincadeira! – Um garoto loiro grita para a voz.

— Poderia ser, eu acho um desperdício ficar lutando assim, mas infelizmente Lucifer quer... Bem, em primeiro lugar meu nome é Satan, sou o segundo em comando dos Exilados, e nesse exato momento mais 5 Exilados estão fazendo a mesma coisa ao redor do mundo. Eu não sei como os Imperiais fizeram a sua coleta, mas após uma longa discussão decidimos que iríamos fazer desse jeito, é extravagante mas...

— Chega de rodeios, diga logo o que quer conosco! – Dessa vez é uma garota de cabelos vermelhos que esbraveja, a reconheço como Quinn, uma patricinha do ano passado.

— Jovens são chatos mesmo hein? – Satan diz. – Mas ok, o que vocês terão que fazer não é simples, apenas um é digno suficiente de me ter como Regente, pois dentre os Exilados, eu Satan definitivamente sou segundo mais forte, e por isto eu tenho a prova mais difícil dentre todas.

De repente inúmeras espadas e armas medievais começam a brotar do chão, me agarro a mais próxima de mim pois vejo os outros fazerem o mesmo. A espada era dourada, tinha a haste vermelha e parecia leve, logo me acostumo enquanto a manejava. Escuto passos atrás de mim e viro a tempo de bloquear o ataque de uma sombra que vinha em minha direção, por puro instinto não sou partido ao meio.

— Vejam, estes são Fractais, frações do meu poder, 1% eu diria. – Ele gargalhava. – Seu objetivo é sobreviver, lembrem-se isto é apenas uma ilusão... – Satan completa.

Então inúmeros Fractais começam a brotar do solo, todos tinham as mãos como lâminas e olhos vermelhos brilhantes, os corpos esguios e negros. Eles começam a atacar todos sem parar, inúmeras garotas e garotas levam um ataque na horizontal e são partidos ao meio fazendo espirrar sangue para todos os lados, olho abismado para aquilo, mas por algum motivo eu queria vencer... Eu queria, não sei porquê, sair da minha vida, ter um Exilado como Regente... Tudo era tão novo e tão excitante. Eu sorrio para a criatura e chuto seu abdômen, outro Fractal aparece do meu lado e eu o corto no meio, acho que o vício em vídeo games estava me ajudando um pouco.

Abaixo a cabeça a tempo de desviar de uma foice que girava no ar, olho para o lado e vejo um rapaz de moicano vermelho que parecia eufórico, ele girava a foice enquanto gargalhava loucamente. Não penso duas vezes e coloco minha espada para o alto quando sua foice estava prestes a chegar perto, a corrente que a prendia enrosca em minha espada e tirando forças não sei de onde eu o puxo, ele então vira sua própria foice enquanto massacrava inúmeros fractais pelo caminho. O solto e ele cai no chão mutilado. Vendo aquilo eu sorri, eu me sentia forte... Sim, forte, era isso que eu era.

— Interessante. – Escuto Satan dizer do alto, olho para ele que no momento estava em forma de dois grandes olhos que mostravam interesse na luta aqui embaixo.

— Você irá ver, Satan! Meu Regente! – Esbravejo apontando minha espada para ele. Somente escuto suas gargalhadas e quando olho para o lado um Fractal em forma de uma fera quadrúpede vinha me atacar, coloco minha espada de lado para me defender e rapidamente a retiro e o corto ao meio. Com certeza tantos jogos de vídeo game estavam fazendo a diferença nesta luta, de longe eu parecia o mais apto a derrotar todos ali. Cansado de Fractais começo então a cortar pessoas, a primeira que corto é Quinn, a corto na diagonal e seu sangue espirra em minhas roupas. Depois começo a pegar outras armas que achava pelo chão, acho uma lança e acerto um garoto de cabelos negros que estava de costa.

Durante um bom tempo fiquei naquilo, pareciam não acabar os Fractais ou os Jovens, mas chega uma hora que apenas restava apenas mais um garoto, eu ainda não tinha visto seu rosto, mas de costa consegui observar, era meu amigo Marcos, ele então vira-se lentamente em minha direção, estava igual a mim, totalmente banhado em sangue. Ele empunhava uma espada fina, totalmente negra.

Não digo nada, ele igualmente, apenas corremos um para cima do outro e enfincamos ao mesmo tempo nossas espadas em ambos os peitos. A espada dele pega perto da minha axila, mas a minha entra direto em seu coração, sem dizer nenhuma palavra novamente ele cai no chão. Tudo havia terminado, eu havia vencido sem sujar nenhum sangue inocente. Ou não...

Notas finais
Beijos, fãs! :3
Comentem, lindos!