Notas iniciais
Neste primeiro capítulo, não há nada demais. Apenas o comecinho da fic! Espero que gostem!

Meu nome é Liza Carter, tenho quinze anos e moro no estado da Flórida, em um bairro histórico residencial chamado Coral Way, Estados Unidos. Chegou o inverno, o clima mais seco do ano. Estou a dormir tranquilamente em minha confortável cama, mas ouço passos se aproximando, a maçaneta da porta remexer-se e a mesma abrir-se lentamente.

— Bom dia Liza! Hoje é segunda-feira, dia de ir ao colégio! – Exclamou minha mãe, puxando o cobertor de meu corpo. Ela chama-se Jennifer Carter, têm trinta e três anos, seu cabelo é loiro acinzentado, que chega até a metade das costas, seus olhos são de um verde claro, a pele é um pouco morena, seu corpo era belo e atlético, vestia uma camisola de alças finas e da cor rosa, que chegava até os joelhos e duas pantufas da cor rosa nos pés.

— Ah! Mãe! Só mais cinco minutinhos... – Resmungo, puxando o cobertor de volta. Minha mãe anda até a porta, pára na mesma e dá leves tapas na parede.

— Vamos Liza! Levante-se dessa cama e arrume-se para o colégio! Anda! – Ela sai. Direciono meu olhar para o relógio digital, que estava encima do criado-mudo de madeira. 06h15min AM. Sento-me a beira da cama, esfregando meus olhos sonolentos. Levanto-me da cama e saio de meu quarto. Caminho pelo corredor, até chegar a uma porta fechada e paro enfrente a mesma.

— Quem está no banheiro?! Preciso tomar banho! – Exclamo batendo levemente na porta.

— Já estou acabando Liza! Espera! – Uma voz grossa exclamou do outro lado da porta. Espero impacientemente, até a porta abrir-se e por ela sair um garoto alto, seu cabelo estava úmido e tinha a cor castanha clara, seus olhos são verdes claros, a pele um pouco morena, o corpo era magro e atlético e uma longa toalha branca estava envolvida em sua cintura. Ele chama-se Max Carter e têm dezessete anos. Meu irmão mais velho.

— Você molhou todo o chão do banheiro! A mãe não vai gostar disso, Max! – Repreendo meu irmão, apontando para o chão de azulejo branco. Max solta uma pequena risada irritante.

— Você vai tomar banho mesmo. Então, você enxuga o banheiro, baixinha. – Disse despreocupadamente e andando até a porta de seu quarto, entrando no mesmo.

— “Baixinha” uma ova! Qualquer dia, eu te alcanço, seu folgado! – Grito, fechando a porta do banheiro com força. Entro no boxe e abro o chuveiro. Uma ducha fria e rápida. Desligo o chuveiro e enxugo-me com uma toalha da cor rosa e logo em seguida, visto meu uniforme escolar. Uma blusa branca de mangas curtas, com botões, um pequeno broche em formato de estrela e estava escrito no mesmo as iniciais “S. M. S” (Shenandoah Middle School), um colete rosa de mangas compridas, uma saia azul marinho, que chegava até a metade das coxas, duas longas meias brancas e duas sapatilhas pretas. Escovo meu liso cabelo loiro, que chegava até meus ombros e saio do banheiro rapidamente, entrando em meu quarto e pegando minha mochila azul. Desço a escada rapidamente e vou diretamente para a cozinha.

— Bom dia! – Cumprimento a todos os que estavam na cozinha, sentando-me no banco do balcão e comendo o cereal da tigela. Cumprimentaram-me de volta os que estavam ali, menos Max.

— Então, Max, você vai querer panquecas ou cereal? – Perguntou minha mãe à meu irmão.

— Vou querer panquecas. Cereal é coisa de criançinha. – Respondeu Max, olhando para mim, com um sorriso debochado. Olho-lhe irritada, mostrando a língua.

— Eu também quero panquecas, mamãe! Eu não sou criançinha! – Exclamou uma garotinha, batendo levemente no balcão. Ela chama-se Sarah Carter, têm sete anos, seu cabelo é loiro, preso por duas “marias-chiquinhas”, seus olhos são azuis, a pele branca, vestia um vestido amarelo de mangas curtas, duas longas meias brancas e duas sapatilhas pretas. Minha irmã caçula.

— Tudo bem. Uma panqueca para a Sarah. – Disse minha mãe, colocando o pedaço de panqueca no prato de Sarah, enquanto a mesma batia palmas e sorria. De repente, um homem entra na cozinha.

— Papai! – Exclamou alegremente Sarah.

— Bom dia família! – Cumprimentou o homem, sentando-se no banco do balcão e comendo a panqueca que estava no prato. Ele chama-se John Carter, têm quarenta anos, seu cabelo é castanho claro e curto, seus olhos são azuis, a pele um pouco morena, o corpo definido e atlético, vestia um terno negro e por baixo do mesmo, vestia uma blusa branca de mangas curtas, uma gravata vermelha e dois sapatos negros. Meu pai.

— Pai, será que poderia nos levar ao colégio hoje? – Pergunto, terminando de comer o cereal.

— Desculpe princesa, mas eu preciso sair mais cedo hoje. – Respondeu meu pai, com um pequeno sorriso triste no rosto. Vejo como ele dá uma ligeira olhada para o relógio de pulso e levanta-se, — Já vou. É bom sair mais cedo. O trânsito neste horário é menos conturbado.

Meu pai despede-se de nós, dando um ligeiro beijo na minha testa e na testa de Sarah, bagunçando o cabelo de Max e dando um pequeno selinho em minha mãe. Ele sai de casa e logo escutamos a partida do carro. Nosso pai trabalha com marketing o dia inteiro e não têm tempo para nós... Pelo menos, não para mim. Gostaria de ter mais tempo com ele.

Escuto um som de buzina e olho pela janela, vendo que era o ônibus escolar. Max, Sarah e eu nos despedimos de nossa mãe. Saímos de casa e entramos no ônibus.

— Liza! Senta aqui! – Exclamou uma garota sardenta de cabelo ruivo e cacheado, que chegava até a metade das costas, seus olhos são verdes claros, a pele branca, o corpo magro com curvas discretas e vestia o mesmo uniforme escolar que o meu. Ela Chama-se Kate Mitchell e têm quinze anos. Minha melhor amiga de infância.

— Bom dia Kate! – Cumprimento-a, enquanto sentava ao seu lado.

— Então, Liza, como foi o seu final de semana? – Perguntou-me Kate, com um sorriso no rosto.

— Foi razoável. Se eu não tivesse que ter aturado o Max me perturbando, fora isso, seria perfeito! – Respondo, enquanto Kate dava uma risada divertida.

— E você, Kate? Como foi o seu final de semana? – Pergunto e logo ouvi um longo suspiro frustrado.

— Não foi como eu esperava Liza... – Ela deu uma pequena pausa e continuou – Fui à casa de meu pai e ela estava lá...

— A namorada do seu pai? – Pergunto e Kate assentiu levemente.

— Por mais que eu tente aceitar isso, eu não consigo! – Ela tentava conter as lágrimas de raiva. Os pais de Kate eram divorciados desde os seus cinco anos de idade. E então, de quinze em quinze dias, ela visitava a casa de seu pai. A guarda dela pertencia à mãe.

— Mas você não me disse que ela era legal? Você falava tão bem dela. – Pergunto um pouco confusa.

— Sim, eu falava. Mas agora eu sinto raiva dela! Meu pai quase não liga para mim, só fala do noivado deles! – Responde Kate em um tom amargurado.

— Nossa... Amiga. Eu nem sei o que dizer. – Digo, enquanto descíamos do ônibus escolar e caminhávamos em direção ao Shenandoah Middle School.

— Tudo bem Liza. Eu vou ter que conviver com isso pelo resto da vida. – Sussurra Kate, em um tom choroso.

O sinal do colégio toca, avisando que as aulas começariam agora. Kate, eu e os demais estudantes adentramos ao colégio. Os corredores estavam lotados de pessoas. Eu passava espremida entre elas. Chego enfrente a meu armário e giro o botão, codificando a senha. Abro-o e pego o material para a primeira aula do dia. Fecho o armário e viro-me... Só não esperava esbarrar-me com alguém, fazendo meus livros caírem no chão.

— Olha por onde anda garota! Você quebrou minha unha! – Exclamou uma voz estridente, o qual eu conhecia muito bem.

— Me desculpe Brianna! Eu não vi você vindo! – Eu disse, enquanto recolhia os livros do chão. Ela chama-se Brianna Megale, têm dezesseis anos, seu cabelo é loiro dourado e liso, que chegava até a cintura, seus olhos são violetas, a pele branca, o corpo bem formado e vestia o mesmo uniforme escolar que o meu. A garota mais popular e “bonita” do colégio.

— Isso não me interessa. E vê se da próxima vez, não esbarra comigo. – Disse Brianna, ajeitando o cabelo e andando com pose de “superior”. Patricinha e metida. Só porque têm descendência italiana, pensa que é melhor que os outros. Desde que entrei neste colégio, ela me persegue intensamente. Suspirei irritada e olhei para meu relógio de pulso. 07h34min AM. Eu estava mais que atrasada! Apressei o passo, andando em direção a sala de aula. Vou ter que implorar a professora para deixar-me entrar. Suspirei mais uma vez e abri a porta.

— Bom dia Senhorita Carter. Chegando atrasada pela segunda vez. – Disse minha professora de Biologia.

— Me desculpe Senhora Winder! É que eu... – Ela interrompeu-me.

— Sem mais desculpas. Se chegar atrasada mais uma vez, não assistirá mais a minhas aulas e terá que vir com seu responsável. Agora, sente-se. – Obedeci-a e andei em direção a uma carteira, que ficava ao lado da janela e sentei-me, enquanto ouvia risadas por parte de algumas pessoas. Ela chama-se Elisabeth Winder, têm cinqüenta e dois anos, seu cabelo é grisalho e estava preso em um “coque”, seus olhos são castanhos escuros, a pele branca, o corpo não tão bem formado, vestia uma blusa branca de mangas compridas, uma longa saia azul, que chegava até as canelas e duas sapatilhas marrons, com pequenos saltos. Minha professora de biologia.

A matéria era explicada durante a aula. Podia ver-se que todos os alunos estavam praticamente entediados e alguns até dormiam. Eu estava neste grupo. Esforçava-me para manter-me acordada e prestar a atenção na matéria, o que era muito difícil. De repente, senti como um objeto tocou minha cabeça. Olhei para o chão e vendo que era uma pequena bola de papel.

— Liza! – Ouvi alguém chamar-me em um sussurro. Passei todo o meu olhar pela sala de aula, até encontrar quem havia me chamado.

— O que você quer?! – Perguntei para a pessoa em um sussurro.

— Leia a bola de papel! – Respondeu sussurrante e apontando para o chão. Peguei a pequena bola de papel do chão e a li em um sussurro inaudível.

— “Liza, você aceita sair comigo?” – Suspirei levemente e voltei minhas atenções para a matéria dada.

O sinal toca, avisando que o intervalo (recreio) havia chegado. Arrumo meu material e saio da sala de aula. Estou caminhando pelo corredor, até avistar Kate me esperando enfrente a porta da biblioteca. Kate não era da mesma classe que a minha. Vou a sua direção, até sentir meu pulso ser segurado por alguém.

— Qual a sua resposta, Liza? – Perguntou-me a pessoa com um sorriso.

— Que resposta? – Rebati com outra pergunta.

— Da bola de papel, Liza. – Respondeu ainda com o sorriso no rosto.

— Ah, sim. Desculpe-me, mas eu não posso sair com você. Até porque eu apenas lhe vejo como um amigo, Andrew. – Digo, puxando meu pulso de sua mão. Retorno a caminhar em direção a Kate, que mirava a cena com um olhar impaciente.

— Você não gosta de mim, não é, Liza? – Perguntou em um tom triste. Paro de andar e olho de relance para o garoto atrás.

— Só como amigo. – Vejo o garoto abaixar a cabeça e virar-se de costas para mim, caminhando com as mãos nos bolsos. Ele chama-se Andrew Collins, têm quinze anos, seu cabelo é negro, curto e bagunçado, seus olhos são azuis, a pele um pouco morena, o corpo magro e atlético, vestia uma blusa branca de mangas curtas, com botões, um pequeno broche em formato de estrela e estava escrito no mesmo as iniciais “S. M. S” (Shenandoah Middle School), um colete azul de mangas compridas, uma calça azul marinha comprida e tênis negros. Conheço-o desde a quarta série e agora estou no nono ano. O considero como um amigo, mas ele me considera mais do que isso.

Kate e eu adentramos na biblioteca. O lugar mais mágico do mundo. As grandes estantes cheias de livros. Isso me fascinava! Ação, drama, aventura, romance, comédia... Não importava os gêneros, gosto de um bom e interessante livro. Eu poderia estar sentada em uma mesa do refeitório neste momento, comendo e bebendo algo, mas os livros alimentam a alma e exercitam a mente. Estou caminhando pela biblioteca, procurando um livro. Paro enfrente a uma pequena estante, que ficava ao fundo da sala, encostada na parede. Um livro de capa dura e da cor verde limão, chama-me a atenção. Seu título era “Um Amor Impossível de Se Viver”. Romance, claro. Decidi pegá-lo e pedir a inspetora da biblioteca anotá-lo e sai dali, ansiosa para ler este livro.

O horário escolar havia acabado por hoje. Max, Sarah e eu estávamos caminhando de volta para casa. Kate havia ido embora com sua mãe, já que a mesma viera a buscar de carro no colégio. Ela morava em outro bairro vizinho. De um lado, eu lia o livro que peguei na biblioteca, doutro lado, Max andava despreocupadamente, com as mãos nos bolsos e Sarah andava a nossa frente, saltitando e cantarolando uma música qualquer.

— Será que você não pára de ler por um minuto se quer, sua nerd? – Perguntou Max, desconcentrando-me da leitura.

— Eu não sou nerd! Estou apenas lendo um livro. – Respondo irritada e tentando prestar a atenção no livro.

— Pra mim, você não deixa de ser nerd. – Insistiu Max, fazendo-me ficar mais irritada.

— Eu sou uma pessoa normal como qualquer outra! Estou apenas sendo uma pessoa culta e... – Fui interrompida por um grito de Sarah. Max e eu a olhamos preocupados.

— Gatinhos! – Exclamou Sarah, apontando para uma vitrine de Pet Shop.

— Podemos levar um gatinho?! – Perguntou minha irmã caçula, pulando sem parar de excitação.

— Infelizmente, não podemos. Nosso pai é alérgico a gato, Sarah. – Respondo, pegando a mão de Sarah e voltando a caminhar. Ouço-a sussurrar um leve “tá bom”. Chegamos enfrente ao jardim de nossa casa. Andando calmamente pela triagem do jardim, tropeço em uma pedra, deixando o livro cair no chão. Levo minha mão até o mesmo, mas Max o pega rapidamente, com um sorriso travesso no rosto.

— Você não vai ajudar-me a levantar?! – Exclamo furiosa.

— Não. Você já é bem grandinha e pode se levantar sem a minha ajuda. – Disse, caminhando em direção a porta de entrada de casa. Levanto-me, limpando a terra de meu uniforme.

— Max, aonde vai com este livro?! – Pergunto, mas o garoto nem respondeu, — Me devolve o livro, garoto irritante!

— Vem pegar! – Exclamou Max, balançando o livro no alto. Corro a toda velocidade em direção ao garoto e para o meu azar, ele também correu. Toda vez que eu conseguia o alcançar, ele desviava de mim. Isso me deixou extremamente irritada! Tomei mais impulso e pulei encima de Max. Nós dois rolamos no chão e paramos numa posição estranha. Max estava caído de barriga para cima e eu estava encima dele, numa posição de “quatro”. Corei feito um tomate, quando percebi que nossos rostos estavam muito próximos. A respiração quente e agitada dele se chocava contra a minha. Levantei-me em um salto e peguei o livro de suas mãos. Comecei a andar em direção a porta de casa.

— Você não me ajudar a levantar Liza?! – Exclamou Max. Vendo que ele ainda se encontrava caído ao chão, dei uma gargalhada, como vingança.

— Não! Você já é bem grandinho e pode se levantar sem a minha ajuda! – Digo, repetindo a mesma frase que ele havia me dito.

O sol já havia se posto e a noite chegou. 21h15min. Já havia jantado e agora estava deitada em minha cama, lendo o livro de romance. Ouvi batidas na porta, — Entre!

— Pensei que já estivesse dormindo, querida. – Disse minha mãe, sentando-se a beira da cama.

— A leitura roubou meu sono, mãe. – Digo, fazendo-a dar uma leve risada.

— Você gosta de ler mesmo! Mas eu acho que deve ir dormir, filha. – Disse, com um olhar preocupado.

— Tudo bem. Eu vou dormir. – Digo, colocando o livro encima do criado-mudo e deitando-me na cama. Minha mãe cobre-me com o cobertor e logo depois dando um pequeno beijo em minha testa.

— Boa noite, Liza. – Disse parada enfrente a porta.

— Boa noite, mãe. – Digo, desligando a luz do abajur rosa, que estava encima do criado-mudo. A porta fecha-se e eu caio em um sono profundo. Naquela mesma noite, um sonho estranho invade meu subconsciente.

Notas finais
Espero que tenham gostado!
Como disse, este é meu primeiro Original.
Aceito críticas e elogios.
Gostaram? Odiaram?
Mandem reviews!
Por favor!
Logo postarei o próximo capítulo!
Obrigada!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.