As Lendas do Amanhã - A Corte

6 Capítulo 06-Carter-Visitas Inesperadas


Bem isso tinha sido fácil, pensou Carter, la estava ela a essência divina de Horus, como Bastet tinha prevenido ela tinha tomado uma forma física, um tipo de urna que agora continha a essência divina de Horus, a urna caída diante de Carter no meio do deserto de Nevada tinha a forma de um sarcófago dourado em miniatura, com trinta centímetros de tamanho, era feito de ouro, estava marcado com os nome de Horus escrito em hieróglifos, e o rosto de falcão também deixava evidente, se tudo isso não bastasse Carter ainda podia sentir a presença de Horus vindo do objeto, chegava a ser engraçado, um dos itens mais poderosos do mundo que continha a essência divina de um deus egípcio antigo estava simplesmente jogado no meio do deserto, como se fosse uma lata de refrigerante vazia ou coisa do gênero, nada de proteções, nada de inimigos e nem mesmo armadilhas, Carter só se abaixou a pegou e nada aconteceu, e pensar que seu tio Amos tinha enviado dez magos para recuperar o objeto, algo que Carter concordou a inicio, mas ele imaginava encontrar um exercito inimigo ou qualquer coisa do gênero guardando a urna, agora tudo parecia apenas um exagero, se as outras seis urnas fossem fáceis assim, não haveria mais necessidade de se preocupar, Carter notou que o objeto nem era pesado, devia pesar no máximo um ou dois quilos, Carter examinou a urna por alguns momentos, e então a colocou em sua bolsa de magia e fez sinal para os outros dez magos da Casa da Vida de que estava tudo certo, e que eles já podiam partir, estava tudo terminado.

–Essência de Horus confirmada e segura, podemos ir embora pessoal. – Disse Carter.

–Essa foi fácil Kane, vamos indo, vamos usar o portal do Luxor e levar essa urna até o vigésimo primeiro Nome. — Disse um dos magos que seu Tio Amos tinha enviado, um homem magro de pele morena chamado Paolo.

Carter entrou em uma das Picapes pretas que o Nome de Las Vegas tinha fornecido e o grupo partiu, deixando o deserto para trás, Carter tinha a mente cheia de perguntas, quem tinha atacado os deuses, como tinham conseguido remover suas divindades, ou pensar sobre o fato de que eles poderiam ter tido muita sorte em conseguir encontrar aquela primeira urna, de forma tão rápida e sem nenhum problema em pega-la, claro que Carter ainda se lembrava de como as coisas tinham prosseguido depois que os deuses perderam suas essências e Bastet apareceu na casa do Brooklyn pedindo ajuda, em como a Casa da Vida resolveu ajudar e saiu procurando pelas essências divinas, nas varias reuniões que houveram para descobrir qual seria a forma mais eficiente de se encontrar as urnas, e como depois de uma semana os Nomes chegaram a um consenso de que a forma mais eficiente, seria lançar um grande encantamento de busca, claramente não era possível lançar um feitiço de busca que cobrisse todo o planeta, mas era possível usar uma versão menor, cada um dos Nomes da Casa da Vida lançou um feitiço que cobria toda a área próxima, buscando especificamente pela essência divinas dos sete deuses, apesar da área limitada de cobertura, ouve ao menos uma localização confirmada, a essência de Horus tinha sido encontrada próxima de Las Vegas, então imediatamente o Nome local informou o primeiro Nome onde seu Tio Amos informou Carter que ele deveria ir para Las Vegas, uma vez que ele era ligado a Horus ele era a pessoa mais indicada para o serviço de encontrar a urna, e seu Tio estava certo, Carter pode sentir a presença de Horus a um quilometro de distancia, e assim foi extremamente fácil encontrar a localização exata da urna.

A viagem de volta não demorou muito, ouve um pouco de transito, mas Carter até que gostou, lhe permitiu dar uma olhada em Las Vegas, mas em pouco tempo eles logo estavam de volta ao Luxur o grande hotel em forma de pirâmide, embora a arquitetura do hotel pudesse ser um pouco reveladora, poucas pessoas sabiam que o Nome de Las Vegas ficava abaixo do Hotel, uma vez la foi bem simples abrir um portal para a Casa do Brooklyn, e assim acabou a grande missão de Carter, em menos de duas horas ele tinha ido do Brooklyn para Las Vegas, pegado a essência divina de um deus e voltado para o Brooklyn, onde Sadie e Bastet aguardavam.

–E ai pateta, conseguiu? — Perguntou Sadie.

Carter tirou a urna de Horus de sua bolsa de magia e a entregou para Sadie, ela pegou a urna a examinou sem muito interesse e então a passou para Bastet.

–Sem duvida eu posso sentir a essência de Horus dentro dessa urna, muito bem Carter, uma já foi faltam outras seis. – Disse Bastet lhe fazendo um pequeno cafuné.

–Vocês tiveram algum problema na missão? – Perguntou Saide.

–Transito. – Respondeu Carter.

–Como você conseguiu sobreviver? — Disse Sadie rindo.

–Bem acho que antes de comemorarmos alguma coisa, deveríamos guardar a urna no cofre.- Disse Carter.

–Bem lembrado Carter. – Comentou Bastet, que observava a urna de Horus atentamente enquanto a jogava de uma mão para a outra, como se fosse um brinquedo.

Carter, Sadie, Bastet juntos dos dez magos enviados por Amos, seguiram para a biblioteca da Casa do Brooklyn, onde um cofre tinha sido preparado, outro dos planos da Casa da Vida, lembrou Carter, tanto Rá quanto Amos tinham chegado a um consenso sobre como manter as sete urnas seguras, a Casa da Vida iria providenciar sete Nomes seguros onde as urnas seriam guardadas, em cofres protegidos por dezenas de encantamento e guardado por dez magos da Casa da Vida, e Rá enviaria sete deuses para proteger os cofres, um para cada Nome, por pedido de Bastet ela foi enviada para proteger o cofre da Casa do Brooklyn, a urna foi colocada dentro do cofre e trancada, as três chaves em forma de Ankh que eram a única forma de abrir o cofre sem ativar os encantamentos de proteção e armadilhas,foram distribuídas, uma para Bastet, uma para Carter e uma para um dos dez guardas, sem as três chaves juntas, nem mesmo um deus poderia pegar a urna agora que ela estava protegida dentro do cofre, o cofre parecia algo simples, uma caixa quadrada de metal dourado com aproximadamente um metro de altura e cinquenta centímetros de comprimento, assim que a urna foi deixada segura no cofre Paolo pegou seu celular e ligou para Amos no primeiro Nome para informar que a missão tinha sido um sucesso e a urna estava segura, ele perguntou se Carter estava a fim de falar com seu tio, mas Carter só estava a fim de por algo em seu estomago, ele não tinha comido nada durante o dia todo.

Quando Carter estava saindo da Biblioteca ele se deparou com duas figuras bloqueando seu caminho, uma jovem garota de pele morena e óculos, e junto dela um babuíno de pelos dourados e camisa de jogador de basquete, Cleo e Khufu, a jovem maga bibliotecária da Casa do Brooklyn e o babuíno local, e nenhum dos dois pareciam estar muito felizes, notou Carter.

– Carter, até quando essa coisa vai ficar na minha biblioteca? — Questionou Cleo.

A biblioteca claro não era te fato de Cleo, como as pessoas a viviam lembrando, ela pertencia a Casa do Brooklyn, mas Cleo tinha se tornado um tanto possessiva quanto a biblioteca nos últimos anos, ela praticamente vivia la, as vezes Carter achava que se colocassem um banheiro e uma geladeira la dentro Cleo nunca mais sairia, claro que Carter reconhecia que Cleo tinha feito um trabalho maravilhoso na biblioteca, ela tinha catalogado, traduzido e arquivado cada volume da biblioteca, Carter não duvidava que ela conhecesse cada livro e pergaminho de cabeça, mas mesmo assim ainda era um pouco demais a forma como ela agia as vezes.

–Cleo eu honestamente não sei, é uma coisa temporária, ate encontrarmos as outras seis urnas, ou até pensarem em outro lugar para guarda-las eu acho. — Disse Carter.

– Argh, Argh. – Disse Khufu.

–Exatamente, Carter eu e Khufu concordamos, que isso é um desrespeito com biblioteca, aqui é um lugar de aprendizagem e contemplação, não um cofre de segurança máxima. — Comentou Cleo.

Carter sempre ficava admirado em ver como esses dois agiam juntos, Khufu era próximo de todos no vigésimo primeiro Nome, mas ele e Cleo eram praticamente inseparáveis, ainda mais depois que Cleo começou a estudar o caminho de Tot o protetor dos babuínos, a garota falava Babuines e tantas outras línguas que Carter já tinha desistido de contar, as vezes ela e Khufu ficavam horas em conversas que mais ninguém entendia.

–Olha Cleo, eles não estão fazendo nada, só vão ficar parados aqui, e nem vão ficar todos de uma vez, provavelmente serão três ou quatro por vez, prometo que não vão atrapalhar em nada.

Uhhh argh, uhh. – Falou Khufu, balançando as mãos e batendo no peito de sua camisa de basquete.

–Khufu Diz que a presença deles é desconfortável, e o cheiro deles é irritante, e eu concordo. — Disse Cleo.

Carter nunca entendeu como e doce e pequena Cleo, uma garota doce e tímida que veio do Rio de Janeiro, e que na maioria do tempo era uma das pessoas mais fáceis de se lidar que Carter já tinha conhecido, acabava se tornando a mais terrível e intimidante jovem bibliotecária que ele já tinha conhecido quando algo ameaçava a santidade de sua biblioteca.

–Ok, ok, eu vou ver o que posso fazer, vou falar com meu Tio, talvez eu consiga um acordo, quem sabe ele não nos envia algumas copias da biblioteca do primeiro Nome, em troca por guardarmos essa urna. — Disse Carter tentando atingir o ponto fraco de Cleo.

–Ahhh bem a biblioteca do primeiro Nome, é eu acho que posso fazer uma lista de volumes dos quais poderíamos requisitar copias, acho que nós podemos tolerar essa situação por mais tempo, afinal acho que você esta certo Carter, eles não devem incomodar tanto. — Admitiu Cleo.

–Era só isso que você queria me dizer Cleo? — Perguntou Carter.

–Na verdade não, eu tenho outra coisa que preciso te contar. — Comentou Cléo.

–O que é? — Perguntou Carter.

–Bem, você sabe o pergaminho que Sadie trouxe a duas semanas, aquele da biblioteca de Alexandria que o primeiro Nome requisitou, bem ele é falso. — Disse Cleo.

–Falso? Como assim, e como você sabe disso? — Perguntou Carter.

–Bem depois que Sadie o trouxe ele ficou arquivado aqui na biblioteca, ele deveria ter sido despachado para o primeiro Nome, mas com toda essa coisa de busca pela essência dos deuses, bem acho que eles esqueceram, então eu tomei a liberdade de adicioná-lo ao nosso acervo. — Admitiu Cleo.

– Então depois de adicioná-lo ao nosso acervo, como exatamente você descobriu que ele era falso. — Questionou Carter.

–Bem quando eu comecei a estudá-lo, eu notei pequenas irregularidades, e resolvi investigar mais de perto. — Disse Cleo.

–E qual foi o resultado das suas investigações? — Quis saber Carter.

–Bem é um pergaminho falso, um pergaminho mágico criado para copiar o original, mas ao mesmo tempo tornar a copia inútil, eu fiz um igual para Sadie poder trocar pelo verdadeiro, mas esse é ainda mais complexo do que o que eu fiz para Sadie, é uma copia, mas é uma copia de primeira. -Comentou Cleo.

–Então o pergaminho do museu era falso? — Perguntou Carte.

–Sim e não. — Disse Cleo. — O pergaminho que Sadie trouxe era uma copia, não tenho duvida alguma disso, mas estudando os materiais e encantamentos nele usados, eu pude datar que ele foi usado para copiar e substituir o original há muito, muito pouco tempo mesmo. — Respondeu Cleo.

–Então alguém roubou o original e deixou essa copia no lugar, antes de Sadie ir ao museu, e assim ela trouxe essa copia que outra pessoa tinha deixado no lugar do original. — Comentou Carter.

–Exato. — Disse Cleo sorrindo.

–Ok, ok, ok, vou precisar de um relatório sobre isso para enviar ao meu Tio, ele provavelmente vai querer lidar com isso depois que encontrarmos as outras urnas e todo esse problema com a essência dos deuses for resolvido. -Comentou Carter.

–Vai estar pronto até o fim do dia, junto com uma lista de alguns volumes da biblioteca do primeiro Nome, que você sabe, poderiam ser úteis aqui na nossa biblioteca. — Disse Cleo animada.

E assim Carter seguiu para fora da biblioteca enquanto Cleo e Khufu começavam outra de suas conversas.

–Argh Argh Uhhu- comentou Khufu.

–Sim isso definitivamente vale um pacote de Oreo, vamos comemorar. — Respondeu Cleo tirando um pequeno pacote de biscoitos Oreo da bolsa e dividindo com Khufu.

Quando deixou a biblioteca Carter só queria comer alguma coisa, qualquer coisa, ele foi até a cozinha e la ele encontrou Bastet e Sadie, que também estavam fazendo um lanchinho.

–Parece que todos tivemos a mesma ideia. — Comentou Sadie.

–De fato. – comentou Bastet comendo um pedaço de salmão.

Carter pegou a primeiro pacote de salgadinhos que encontrou e começou a comer como se fosse o ultimo pacote de salgadinhos da terra.

–Bastet alguma chance de conseguirmos mover o cofre da biblioteca?-perguntou Carter esperançoso.

–Cleo?-perguntou Sadie.

–Cleo. — Admitiu Carter.

–A escolha foi dos magos que Amos enviou, e eu concordo com eles, a biblioteca é o lugar mais seguro e adequado para manter o cofre, mas se eu fosse você tomaria cuidado com Cleo, aquela garota tem um lado felino, ela cuida daqueles livros e pergaminhos como se fossem seus filhotes. — Comentou Bastet.

–Alguma noticia das outras seis urnas? — Perguntou Carter antes de enfiar vários salgadinhos na boca.

–Amos esta tentando encontrar a urna de Set, ele esta indo de Nome em Nome tentando sentir a presença dela em diferentes locais do planeta, Zia esta fazendo o mesmo, tentando encontrar Neftis, mas ela não tem muita esperança já que a ligação dela com Neftis nunca foi muito forte. – Mencionou Bastet.

–E quanto a Isis? — perguntou Carter olhando para Sadie.

–Tio Amos me quer aqui no vigésimo primeiro Nome, mas eu já agendei um esquema de viagens, vou começar a procurar Isis por ai, daqui a algumas umas horas eu irei verificar no décimo quarto Nome. — Disse Sadie.

–E o decimo quarto Nome ser em Paris é só uma coincidência. — Disse Carter.

–Eu tinha que começar por algum lugar não é, porque não começar por um que eu realmente quero ir. – Respondeu Sadie.

E Carter teve que admitir que fazia sentido.

– Antes que você pergunte já digo Carter, não sabemos de nada sobre as urnas de Osiris, Geb e Nut, e nem temos como localizá-los com precisam, já que seu pai foi selado junto com Osiris e ninguém se tornou os olhos de Gep e Nut. — Comentou Bastet.

–Você devia se acalmar um pouco Carter, olha eu sei que é ruim toda essa coisa de deuses perderem suas essências, e sei que ainda não temos nem uma pista de quem lançou aquele feitiço, mas hoje foi uma prova de que as coisas estão indo bem. -Disse Sadie.

–Acho que você esta certa, eu deveria me preocupar menos, afinal dessa vez temos todos os Nomes, toda a Casa da Vida esta organizada e procurando pelas urnas, acho que dessa vez não temos que nos preocupar tanto, ao menos não como se fossem nós contra o mundo. — Admitiu Carter.

– Isso ai irmão, pensamento positivo. — disse Sadie antes de deixar a cozinha.

– Ela esta certa Carter, mas um gato experto dorme com as orelhas em pé, porque ele sabe que é sempre bom estar alerta. — Comentou Bastet antes de devorar outro pedaço de salmão.

Quando Carter deixou a Cozinha e foi para o grande Salão, o lugar estava cheio, haviam recrutas e magos já veteranos da Casa do Brooklyn espalhados pelo lugar, todos fazendo alguma coisa, alguns conversavam outros estavam mexendo em seus celulares, enquanto outros viam TV, Carter resolveu se juntar ao grupo que estava vendo TV, uma das varias mudanças que ocorreram no vigésimo primeiro Nome depois que Carter e Sadie assumiram foi a evolução do equipamento de multimídia, e como Sadie dizia ,quando se trata de televisão quanto maior melhor, e esse era o motivo da Casa do Brooklyn ter um tela gigante no grande salão.

Carter se sentou ao lado de alguns recrutas e colocou seus pés sobre a mezinha a frente do sofá , pegou o controle remoto e começou a verificar os canais, Sadie estava certa, relaxar um pouco não era algo ruim, Carte pensou em contar a Sadie sobre o fato do pergaminho que ela tinha trazido era falso, mas ele sabia que a irmã era um pouco orgulhosa e teimosa, e como ela já tinha planos Carter pensou que fosse melhor não contar e evitar seja la oque Sadie fosse resolver fazer.

– O que pode acontecer? — Disse Carter a si mesmo na tentativa de se convencer a relaxar um pouco.

Ele encontrou um canal onde algum filme cheio de explosões estava passando, e se fez confortável, após vários minutos de filme, Carter estava quase cochilando no sofá do grande salão, mas quando ele pensou em fechar os olhos só por um momento, a Casa do Brooklyn tremeu, e Carter quase foi jogado para fora do sofá ,ele então se levantou com um salto atordoado e confuso.

–Mas o que foi isso? – Perguntou Carter olhando ao redor, procurando alguém que pudesse explicar o que tinha sido aquilo, mas todos os outros la também pareciam tão confusos quanto ele.

Mas então a Casa do Brooklyn tremeu novamente, e Carter teve que se esforçar para não cair, seria aquilo um terremoto, não tinha que ser outra coisa pensou Carter,foi quando um pedaço da parede próximo do teto do grande salão se soltou e acabou caindo sobre o telão, o esmagando bem na frente de Carter, Carter e todos os outros olharam em direção ao buraco que agora existia na parede da frente do Nome, uma grande sobra cobria o buraco, bloqueando a luz do sol, algo realmente grande estava na frente da Casa do Brooklyn, foi então que uma mão de pedra gigantesca do tamanho de um carro entrou pelo buraco, e nela vinham dois caras.

–Carter o que estava acontecendo? Gritou Bastet que vinha correndo da cozinha, quando ela viu a mão de pedra gigante e os dois caras, ela sacou suas laminas.

Nesse momento os dois caras saltaram da mão de pedra, e adentraram o grande Salão, o primeiro era alto, devia ter pouco mais que um metro e oitenta e aparentava uma boa musculatura, ele vestia um terno de linho branco, e trazia em suas mãos um cajado, ele tinha cabelos loiros e dois olhos muito estranhos, seu olho direito era azul, mas seu olho esquerdo era castanho claro, ele aparentava ter uns dezoito anos, mas era o outro cara que realmente chamava a atenção de Carter, o primeiro era claramente um mago egípcio, mas o outro tudo nele era estranho, ele estava vestindo calças jeans e uma camiseta cinza,mas por cima disso vinha uma armadura de batalha, que parecia ser feita da mistura de dois metais diferentes, um deles tinha a cor de bronze e o outro era cinza levemente prateado, e seu rosto era completamente coberto por um elmo de batalha que compartilhava da mesma estranha mistura de metais, Carter não conseguia ver nem os olhos dele, e Carter soube que já tinha visto aquilo antes, aquele cara lembrava muito os antigos guerreiros gregos cujas as armaduras ele já tinha visto em museus.

Foi então que o cara na armadura grega sacou uma espada retorcida, que assim como sua armadura, tinha sido forjada em dois metais de colorações diferentes, bronze e prata escurecida, ele então apontou a espada para Carter e disse. – Toc, Toc.