Notas iniciais
Oi, meu povo :( Último cap da temporada, pooooxa, foi massa escrever, sério mesmo! Capitulo de uma reviravolta imensa, igual a séria, claro, espero que gostem, vejo vocês dia 01/08 as 15h!!!!!

Daryl dá alguns passos e choraminga mais um pouco, tem sido assim há uns quinze minutos, desde que Marie viu que aqueles errantes andado sem direção estavam vindo pra cima deles e ela começou a chorar mais ainda, implorando pra ele levantar, a besta dele vai arrastando no chão e ela tem a sua na mira.

Nada mais justo, ele a ajudou quando a July morreu, ela precisa retribuir, é o homem dela. A sua esquerda, ela dispara a besta e o errante magricela cai, enquanto ela corre para buscar a flecha, Daryl cobre o rosto com um mão e soluça alto, ela para e encara, as lágrimas voltando aos olhos.

Vê-lo daquele jeito…

Marie caminha até ele e o abraça, puxando a cabeça dele para seu peito, ela beija o alto da sua cabeça e ele se joga no chão, fica de joelho e se abraça na cintura dela, cada soluço dele é uma facada nela.

– Calma, calma… Daryl… — ela ergue o rosto dele molhado e vermelho, seus olhos azuis vazando e beija sua testa. Ele encosta a testa na barriga dela de novo e encara o chão.

O choro se cessa, mas as costas dele ainda pulam com os soluços, então vão diminuindo.

Ele precisa parar com aquilo. Ele precisa crescer por que as são diferentes agora. E ela está ali, a sua frente, visivelmente abalada também, mas tentando manter as coisas em ordem, então se não por si mesmo, que faça por ela. Daryl se levanta e firma a besta na mão.

– Vamos, Marie. Temos que avisar o grupo — ele começa a marchar pelo gramado que antes encontraram a Michonne, ela seca as lágrimas e vai atrás.

***************

– Nós somos muito bons com armas, somos estrategistas e quietos. Rick… Eu acho que vale a pena.

Rick concorda com a cabeça para Drake — Eu também acho, mas preciso pensar nos meus filhos.

– Afaste eles, mande Carl, com Hershel e a Bravinha pra outro lugar, se estivermos em batalha e sentirmos que vai dar errado, a prioridade é você ir embora. A gente mantem a luta aqui e evita que te sigam.

Rick pensa sobre isso, mas nega — Não posso deixar vocês.

– Na verdade, isso pode dar certo — Glenn fala, ele estala os dedos — Nós já conhecemos essa prisão como a palma das nossas mãos, não se lembra do alarme que toca quando ligamos a energia da prisão?

Drake, Ana, Rick, Michonne e Maggie concordam com a cabeça.

Glenn continua — Vamos no esconder, fazer com que eles achem que não estamos esperando um ataque e então…

Ana sorri — Vai dar certo.

– Também acho que vale o risco, Rick — Maggie fala.

– Pensaremos sobre isso…

Eles se viram e Marie e Daryl entram, ele larga a besta no chão e passa reto, vai para o corredor de trás e some. Marie deixa a besta no canto e caminha até os outros.

– Merle está morto.

Todos, inclusive Glenn, dão um passo pra trás, Ana cobre a boca e os olhos se enchem de lágrimas.

– Meu Deus! E como ele…? — ela olha no corredor que Daryl foi e se volta para ela

– Ele levou um tiro no peito… Quando nós o encontramos ele já tinha se transformado.

– Caralho — Drake diz baixinho

– Rick, o Merle foi pra lá tentar matar o Governador — Michonne diz — Eles vem pra cá e pode ser que já estejam vindo.

Rick concorda com a cabeça — Estamos indo embora.

– O QUÊ?! — os seis perguntam juntos

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Marie fecha a mochila e olha Daryl que termina de puxar o zíper da sua, ele tem os olhos baixos, não fala a uma hora. Ela caminha até ele e o abraça por trás.

– Vai dar certo.

Ele concorda com a cabeça fraco.

– Eu tô aqui por você e pra você — ela fica na ponta do pé, ergue a cabeça e beija a nuca dele — Nós não morremos, tá bom?

Novamente ele balança a cabeça e joga o mochila no ombro.

Ela volta pra mochila, coloca a foto dela e da prima no bolso, pega a besta e vai com ele que espera na porta, os dois olham uma última vez para o seu “quartinho”.

Carl sai do bloco e caminha até o carro, Rick toca seu ombro e ele se desvencilia, joga a mochila no porta malas e volta pra ajudar os outros.

– Nunca o vi tão irritado — Glenn diz — Nem mesmo com a Lori, ele só se isolou — Glenn fala

Rick se ergue do motor do carro que arrumava — Ele ainda é uma criança, mé mais fácil de esquecer — e então bate o capô o carro.

Ana e Drake veem com suas mochilas nos ombros e as armas na mão, Drake joga casualmente as chaves do jipe pro alto e pega sem problema alguma enquanto anda, eles não se falam e Ana parece triste.

Ana deixa as malas no porta malas e Marie vem por as suas, ela caminha até onde Daryl está sentado, com a aljava no meio das pernas, ao lado da moto.

– Pronto? — Ana pergunta

– Merle nunca teria feito uma coisa dessas — ele diz

– Ele nos deu uma chance, eu acho — ela estica a mão

Daryl a pega e se levanta, Ana corre para dentro o pátio novamente.

***************

Marie respira fundo, o som dos motores se aproxima, ela aperta o rádio — Mais de cinco carros — diz baixinho.

O rádio chia e a voz da Maggie responde do outro lado — Estamos prontos.

Os carros passam na estrada e entram na prisão, os mortos se alvoraçam e vão pra cima, mas os homens, talvez dezenas, do Governador, estão fortemente armados e começam a atirar com metralhadoras automáticas, fuzil, rifle espingarda, todas as armas possíveis, inclusive um lança chamas, que é disparado na torre de vigia número 2, os vidros voam e o lugar se acende em fogo.

Ana percebe que as armas são todas camufladas, armas do exército, então provavelmente o arsenal deles é bem maior que o arsenal da prisão.

Um homem usando um sobretudo preto e um tapa olho desce do carro e então todos pulam dos caminhões, todos os cadáveres já estão caídos no chão e a grama está mesclada de verde, cinza e vermelho.

– VAMOS ENTRAR! — o Governador grita.

Um único carro forte sobe o gramado enquanto os homens sobem correndo, eles estouram o portão e o carro para, todos apontando armas pra as passarelas de grades e para os lados, mas não tem nada ali.

Aquele mesmo cara que antes fumou com Ana e Daryl, Caezar Martinez, prende um gancho no portão do bloco D, preso ao carro que vai alguns metros pra trás e faz o portão voar, eles sobem as escadas e abrem a porta de ferro.

Marie aperta o botão novamente — Rick?– sussurra

– Calma, todo mundo, vamos dar mais um tempo… – ele sussurra — Ana, consegue ver o que estão fazendo?

– Mais ou menos…– ela diz — Tem muito galho na minha frente… Espera… Eles estão indo para o corredor lateral, aquele que vai pras caldeiras.

– Espere um grupo considerável entrar e avise– Drake fala, ele nunca conseguiu falar baixinho, sua voz grossa não deixa, então fica parecendo um urro no rádio.

– Drake, eles já entraram.

Ele pressiona o botão para ele falar, assim evita que o Governador escute caso alguém do grupo fale, puxa a alavanca pra cima e corre pra fora do bloco, não há ninguém no pátio, ele sobe as escadas da torre e se junta a Maggie.

– Liguei — ele diz no rádio.

O rádio chia e a voz do Rick anuncia — Agora.

Se tudo der certo, entre levantar a alavanca e o alarme começar a soar, dá cerca de vinte segundos, tempo o suficiente…

Glenn arremessa as bombas de gás no corredor e corre, no caminho, ele abre a porta onde mais cedo, Carol e Rick colocaram alguns errantes ali, do modo mais Hershel possível, usando uma coleira, ele entra na sala dos geradores, baixa a alavanca e vai pra fora do bloco.

Daryl arremessa as outras e corre pra longe dali, ele entra no mesmo armário que há algumas semanas ficou com Marie e fica segurando a porta com força.

As sirenes tocam por toda a prisão, luzes piscam nos corredores, o Governador manda todos irem para o chão enquanto os mortos caminham na direção deles, alguns atiram sem entender nada.

Glenn entra na torre oposta a Drake e Maggie e os três preparam suas armas, é quando a sirene para, pois se passaram vinte segundos.

– Grupo, eles estão saindo! Estão saindo!– Ana diz.

Glenn, Drake e Maggie baixam as viseiras dos capacetes e se preparam, Marie ergue seu rifle, Ana prepara o seu.

– SAIAM DAQUI! — Glenn grita quando o grupo do Governador aparece na porta do bloco e todos começam a atirar.

Glenn numa das passarelas e Maggie e Drake na outra, Marie derruba três bem rápido e ninguém sabe de onde veio o tiro, Ana derruba mais alguns e perde o equilíbrio, logo se recompõe e derruba mais alguns.

Maggie se abaixa atrás da placa de metal e Drake se levanta na hora, o tiro acerta a cabeça do homem que tentou atirar nela e ele quase leva outro, mas se abaixa a tempo.

– Valeu — ela diz

– Disponha — ele respira fundo e se levanta de novo ainda atirando, Glenn e Maggie fazem o mesmo.

O grupo inimigo corre para os carros no gramado novamente, e sobem na traseira deles, um deles se prepara para atirar com a metralhadora embutida e Marie, há um distância de mais de 100m o derruba com um tiro no meio do rosto, outro vem e joga o corpo dele no chão e se prepara para atirar, mas a arma não funciona.

Vários homens e mulheres continuam caindo com tiros e quatro caminhões saem, Marie nem liga, estão fugindo mesmo, outra caminhonete vai atrás e então acaba tudo. Maggie e Drake ficam pé e erguem a viseira.

– Conseguimos? — ela pergunta — Conseguimos?! — ela se vira para Glenn na outra

– Conseguimos.

Drake aperta o rádio e transmite para todos — Conseguimos.

Ana sorri e olha lá pra baixo, ela deve estar a 7m do chão, numa árvore, isso lhe permitiu ter uma boa visão com seu rifle, assim como Marie que está numa árvore do outro lado da estrada, as duas põem o rifle nas costas e começam a descer.

Rick se encontra com o grupo no pátio e ficam o olhando aquele gramado limpo, só com cadáveres totalmente mortos, mais um portão caído e ao longe, Ana e Marie correndo, elas entram pelo corredor de grades e vem da torre 2.

Ana abraça Drake e tira o capacete dele — Você fica ridículo com isso.

Marie dá um soco nas costas dele — Mandou bem — ela para do lado do Daryl e sorri.

– Nós os afastamos — Rick diz e se vira para Glenn e Drake — E o plano foi de vocês. Deu certo.

– Devíamos ir atrás — Michonne diz

Daryl concorda com a cabeça — E acabar com isso.

– Mas eles fugiram — Maggie fala

– Mas podem se reagrupar — Glenn diz

– Eu também acho, eles estão em desvantagem agora — Carol fala

– Então vamos voltar a Woodbury? — Maggie pergunta — Quase que a gente não volta da última vez.

– Isso não importa — Marie diz e olha o Hyundai subindo o gramado.

Todos eles entram na sala dos guardas, olhando em volta, Beth vem com a bebê no colo, Hershel carre uma mala e Carl as outras duas.

O grupo está muito agitado, não param de andar, procurando armas caídas, Drake entra no corredor e vai com a arma em punho, procurando qualquer coisa que se mova, viva ou morta.

***************

– Nós vamos a Woodbury, acabar com isso — Rick diz — Hoje, agora.

Todos concordam com a cabeça.

– Mas não todos — ele diz — Seremos rápidos e cautelosos. Daryl, Marie e Michonne, vocês vem comigo. Suas armas não fazem barulho. Vamos matar o Governador e seus principais homens e voltaremos. Glenn e Maggie, vocês ficam de guarda nas passarelas, Ana e Drake andando pela prisão. Hoje isso acaba.

Rick e Michonne vão na caminhonete do Glenn, Daryl e Marie na moto, ela se segura nele e enquanto Rick conversa com Carl, os dois ficam de carícias. Ela mexe no cabelo dele, com a cabeça deitada nas suas costas, ele acaricia as pernas dela que estão na lateral da moto, olhando o gramado.

Por vinte minutos, eles vão pela estrada na direção de Woordbury, não é preciso ser o Daryl para saber que alguns carros passaram por ali a pouco tempo, a estrada cheia de folhas secas e uma linha reta em branco demonstra isso até pararem atrás dos caminhões que era do Governador.

Marie dispara uma flecha na cabeça de um dos errantes que se alimenta da barriga de um cara, Michonne corta o topo da cabeça dos outros dois de uma vez e olham em volta.

– Foi um massacre — Marie diz, ela caminha até o gramado ao lado da rua e olha a cabeça de cada um — E ainda atirou na cabeça deles pra eles não virarem.

Daryl para na porta do caminhão e fica olhando enquanto Rick mata um dos errantes, que comia o pescoço de um menino pela janela do carro, com a faca. Um barulho de algo batendo em vidro faz Daryl pular e se abaixar, ele olha para a janela do caminhão e tem uma mulher ali, com as mãos no vidro.

Rick ergue a arma e Daryl abre a porta pra ela descer, ela vem com as mãos pra cima olhando os quatro ali.

– O que houve? — Marie perguntou

– Ele queria voltar pra prisão — a mulher diz — Nos dissemos que não íamos, e aí ele pirou e atirou em todo mundo.

– Por que você tá viva?

– Me escondi embaixo de um dos corpos. Ele achou que eu já estava morta e foi embora.

– Ele voltou pra Woodbury?

– Talvez, não sei mesmo, desculpem.

Rick, Marie, Daryl e Michonne se entreolham.

A moça continua — Aquela loira… Aquela que fez o encontro entre a prisão e Woodbury…

– Andrea — Michonne diz

– Ela… Ela saiu hoje, pulou o muro, estava indo pra prisão.

***************

Quando eles chegam a Woodbury, já é noite, eles vão com as armas nas mãos agora, Marie trocou a besta pela submetralhadora e vai abaixada logo atrás de Michonne. Um vidro estoura com um tiro e todos vão ao chão, Marie, por último e mais baixinha já abre fogo ainda em pé contra o muro, eles se escondem no mesmo carro da outra vez.

Os tiros aumentam e agora Rick também atira algumas vezes e se esconde.

– TYREESE! SOU EU! EU--

Rick puxa a mulher pra baixo — Se abaixa!

– KAREN! VOCÊ ESTÁ BEM?

Ela fica em pé de novo, com as mãos pra cima — Estou bem!

– ONDE ESTÁ O GOVERNADOR?!

– Ele atirou em todos, matou todo mundo.

– POR QUE ESTÁ COM ELES?!

– Eles me salvaram!

Rick se lembra do Tyreese, também se lembra de gritar na frente dele por causa da Lori, então ele veio parar aqui…

– ESTAMOS SAINDO! — ele grita, se levanta e ergue as mãos.

Daryl sai do carro ainda apontando a arma, mas quando vê que é sério, também ergue as mãos, Marie faz o mesmo junto com Michonne, eles caminham até a frente dos portões e Tyreese a mulher que estava ao seu lado descem e abrem o portão.

– O que fazem aqui? — ele pergunta

– Viemos pra acabar com isso, mas vimos o que o Governador fez. Karen nos disse que Andrea pulou o muro e foi a prisão, ela não chegou lá e talvez esteja aqui.

– Vocês a querem?

– Sim, e então iremos embora.

Tyreese os acompanha até o alto da rua, para aquele mesmo lugar onde Glenn e Maggie estavam, dentro de um galpão velho, feito de containers, Rick vai na frente com a arma na mão, Daryl com o fuzil, Marie com a besta e Michonne e sua espada atrás, Tyreese vem com o fuzil do exército na mãos, ainda maior por causa do silenciador.

– O Governador prendia gente aqui?

– É. E fazia até pior — Daryl diz

Eles dobram mais um corredor e todos baixam a arma quando se deparam com uma porta fechada, uma grande poça de sangue vaza por baixo dela, sangue fresco.

Marie ergue a besta de novo — Pode abrir.

Rick se prepara — Um… Dois… Três — ele a empurra e só veem um corpo caído, longe da poça, em frente a uma cadeira, Daryl o reconhece.

É o mordomo.

E bem ao lado da porta, dois pés descalço.

– Andrea! — Michonne larga a espada e se joga pra dentro da sala, pega a cabeça da loira e ergue, ela está fraca e toda suja de sangue.

– Eu fui avisar vocês — ela diz

– Você tá fervendo — Michonne diz

Andrea faz uma cara de indignada e puxa o ombro esquerdo da jaqueta.

Uma enorme mordida vazando sangue. Rick cobre o rosto, Daryl olha Marie que deixa os ombros caírem.

– Judith, Carl… E todo o resto deles…

– O resto de nós — Rick a corrige

– Ainda estão vivos?

– Sim.

– Que bom que os encontrou — ela diz a Michonne que concorda com a cabeça e se concentra pra não chorar, ela olha Daryl e Marie — Ninguém mais pode ficar sozinho.

Daryl entrelaça os dedos dele na mão da Marie e ergue pra ela ver — Eu nunca pude, eu nunca estive.

Andrea sorri para o casal que acabou de se formar a sua frente, Marie aperta a mão dele e sorri pra ele.

– Eu só queria que ninguém morresse — Andrea diz e olha séria para Rick — Eu posso fazer sozinha isso.

– Não… — todos dizem juntos.

– Eu preciso, eu quero. Enquanto ainda consigo — ela olha Rick — Por favor? Eu sei como a trava funciona.

Rick entende essa piada interna, ou metáfora, seja o que for… Ele entrega sua colt a ela

– Não vou a lugar algum — Michonne diz

Andrea sorri — Eu tentei.

Rick concorda — Tentou sim.

Marie funga antes de começar a chorar, Daryl a puxa pra fora da sala depois de um último olhar para Andrea. Rick também sai e fecha a porta, deixando as duas lá. Eles ficam quietos, só esperando, Marie se concentra pra parar de chorar e Daryl na sua frente seca seu rosto e beija sua testa.

O tiro vem e Michonne sai da sala com a arma do Rick na mão.

***************

Na prisão, Ana e Drake passam a noite em claro, nervosos, eles ainda não voltaram, o sol nasce e eles não voltaram. Judith parece sentir a longa ausência do pai e chorou a noite toda, ou seja, ninguém dormiu.

O dia está nebuloso, Ana usa luvas e cachecol, Drake usa seu moletom e uma jaqueta por cima e fica andando com as mãos nos bolsos, eles escutam a moto se aproximando e vão para o portão que agora não é mais de arrastar já que o Governador o arrebentou. Os dois o erguem e puxam pra trás, Daryl entra, o carro e… um ônibus escolar.

Eles descem dos carros, Rick bate no ombro do Drake e toca a cabeça da Ana, eles ficam olhando o ônibus, Carl vem do bloco C com o resto do grupo e se dirige ao pai.

– O que é isso?

– Eles vão se juntar a nós.

Várias pessoas descem dos ônibus, crianças, adolescentes, adultos, velhos, de todas as idades.

O grupo todo fica boquiaberto quando eles descem do ônibus, mas Ana sorri e indica a entrada do bloco D, Tyreese passa por Hershel que o reconhece e o cumprimenta.

Os ex-habitantes de Woodbury parecem fascinados por estarem dentro de uma prisão, e mais ainda por estarem sendo recebidos por aqueles que o Governador dizia serem assassinos.

***************

Daryl e Marie entram no quartinho deles e suspiram juntos, depois ela ri.

– Feliz de estar aqui, Dixon?

– Bastante.

Ela deixa a besta no canto e fecha a porta, ele deixa a sua ali e tira o colete, ela tira a jaqueta e depois as botas e ele tira a camiseta, ela sorri e tira a sua, depois ele tira a calça, ao mesmo tempo tira os tênis e as meias e ela faz o mesmo, até que só sobra roupa íntima e eles tiram, Daryl a joga no colchão, dois colchões de solteiros unidos por um lençol e se deita por cima, ela ri e já entrelaça sua perna na dele.

– Daryl.

– Sim?

– Prometa ficar vivo. Prometa que nós não morremos.

– Nós não morremos — ele a beija e volta a olhar nos seus olhos que brilham — Marie?

– Sim?

– Eu… Eu…

Ela sorri — Tudo bem se não consegue falar ainda, eu entendo que pode ser complicado, porq--

– Eu te amo

Ela sorri mais ainda e suspira.

– Eu te amo, Marie.

– Eu te amo, Daryl.

E então eles dão o primeiro beijo como um casal de verdade.

Notas finais
*----------* Prevejo muito amor na próxima temporada? PREVEEEEEJO! Como dito, todo final de temporada eu vou fazer as contagens de quantas vezes vocês leram tal nome! Então, lá vai! Daryl - 459 Rick - 414 Marie - 391 Ana - 372 Drake - 324 Glenn - 152 Carl - 119 Merle - 119 Maggie - 118 Hershel - 107 Carol - 104 Beth - 82 Lori - 66 Michonne/ Enigma - 61 Governador - 61 T-Dog - 49 Andrea - 44 Martinez - 26 Bravinha/ Judith - 25 Oscar - 24 July - 20 Axel - 13 Errante(s) - 81 Morto(s) - 36 Gente, é isso, eu realmente espero que tenham gostado, sei que não tenho tantos leitores quanto qualquer outra fic mas eu escrevo mais pra mim mesma do que pro mundo então... shwshwshw, obg, até logooo!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!