As If It Were The Last Day - 5ª Temporada.
1 Lose everything and try again.
Notas iniciais
aleluia
tava com saudades desse site já
esse cap já começa com muita coisa
matem a sdd da nossa fracesa *-*
e agora vai
bjos
♥
mesmo dia do ataque.
— Marie, por favor, espera, eu tô cansada
— Não dá, Emily! Eles devem estar perto, temos que acha-los.
— Marie, já faz mil anos que estamos andando…
Marie para e vira para a garotinha atrás de si — Você tem que ser forte. Não é só porque estamos procurando eles que não paramos de andar, é pra gente continuar a salvo. Se pararmos por dez, quinze minutos, os mortos podem nos alcançar e ai morremos.
Emily balança a cabeça — Ta bom. Vamos continuar então — e tosse
— Segura essa arma direito — ela diz ríspida
— Tá, desculpa.
Marie continua andando sem dar a minima atenção para a menina que cambaleia atrás de si, uma brisa gélida sopra no rosto delas. Marie suspira
— Tá bom, Emily, desculpa. To nervosa. Eu preciso dos meus amigos, preciso do Daryl. Vamos pra estrada, procurar uma casa. A gente protege a casa e você fica lá pra eu procurar comida.
— Não me deixa sozinha.
— Você vai ficar segura.
— Não!
— SHHH! Você vai fazer o que eu mandar e tudo vai dar certo.
***************
Marie chuta o fecho das janelas e elas se abrem, se debruçando sobre elas, ela solta um assobio e espera. Emily atrás dela tenta fazer seu joelho parar de tremer, pra ela, parece que a qualquer momento uma horda vai sair do meio das árvores e atacar elas. A escuridão assusta a pequena.
— Tá limpo — Marie diz e pula pra dentro da casa — Vem, Emily
Emily segura nas mãos dela e é puxada pra dentro da casa, Marie fecha as janelas de novo. Deixa a mochila no chão e vai para a porta, está trancada por dentro, com chave.
— Alguém ficou aqui — ela destranca e deixa daquele jeito, pra caso precisem sair correndo
As duas caminham pela casa, pequena e suja, cheira a mofo e xixi de bicho. Na cozinha, elas encontram um pia cheia de louça suja e armários vazios, geladeiras vazias e mofadas, no único quarto, uma cama grande de casal com lençóis bem arrumados e no guarda roupa, roupas de homens. Marie pega um mochila e joga dentro delas blusas de inverno.
— Vamos precisar disso, logo.
Emily concorda e continua andando pelo quarto, ela mexe numa gaveta e acha uma agenda, um celular e uma carteira de cigarro, Marie caminha até ela e pega a carteira de cigarro pra si, colocando no bolso da calça.
As duas se viram assustadas com o barulho de alguma coisa batendo, como se algo tivesse se chocado contra um vidro. Marie puxa a besta pra frente do corpo e mira, sua mão treme sem força.
— Marie…
— Sh! Entra no guarda roupa
A menina faz o que ela manda e fecha a porta, seu joelho treme de medo de volta, Marie anda pé ante pé até a pequena porta do outro lado do quarto, de onde veio o som. Ela respira fundo e a abre.
— UH!
É o som que vem do fundo da garganta dela quando ela abre a porta e vomita. Um pássaro sai voando de lá, se batendo nas paredes, ela se recompõe e olha o corpo estraçalhado no minusculo banheiro. Cobre o nariz e fica olhando o corpo que era um homem com sua cabeça estourada, em decomposição com larvas saindo de seus olhos e outros bichos comendo ele. Uma janela no alto da parede está aberta.
Ela olha pelo chão procurando a arma e a encontra em baixo da mão do cara, usando um pedaço de papel higiênico ela ergue a mão dele que quase se solta do seu osso ulna e pega a arma. Verifica se está carrega pra nada porque não está e solta no chão de novo. Sai e fecha a porta
— Emily? Pode sair
A menina sai do guarda roupa tremendo — O que era?
— Um pássaro, deve estar na sala agora — ela sorri — Vamos lá
Emily fez o pássaro sair pela janela e as duas fechara a mesma com uma fita segurando as fechaduras. Passeando pela casa, Emily encontra um tabuleiro de xadrez empoeirado e leva para a sala, Marie está olhando pro lado de fora pela janela, a única vela no chão ilumina de leve e quando Emily chega vê uma lágrima escorrendo pelo rosto da adulta.
— Marie.
Ela seca o rosto correndo e se vira — O quê?
— Você sabe jogar?
Ela olha o tabuleiro e as peças tombadas em cima — Sei.
— Me ensina?
— Ensino. Sente ai…
Emily entendeu razoavelmente bem, a única coisa que ela se recusou a aceitar era o fato de que os peões só andam pra frente e reto e matam na diagonal. Ficou brava quando ficou de frente com o rei da Marie e não pode matar ele. Ela perdeu, mas aceitou.
Jogaram até a vela dizer “chega” ou no caso, acabar e então Marie mandou Emily ir dormir.
— Não quero
— Não tem não quero, eu tô mandando. Amanhã a gente levanta cedo.
Emily entrou no quarto da cama grande e bem arrumada e se sentiu perdida, se sentiu ameaçada, como se estivesse sendo observada e voltou correndo pra sala
— Você vai dormir, Marie? — falou e tossiu, mas um pouco mais fraco dessa vez
— Só depois, vou ficar de vigia.
— Então eu posso dormir aqui? Não quero ficar lá sozinha
— Pode.
A menina pegou o cobertor da cama e se deitou no sofá. Emily ficou olhando Marie até cair no sono, foi bem rápido e Marie ficou olhando pela janela até amanhecer.
Chorou a noite toda, chorou de soluçar. Parecia surreal a situação em que ela se encontrava. Sozinha, com uma criança, ambas doentes.
Ai, meu Deus, Daryl. Cadê você?
Ficou pensando no quê aconteceu. O que foi aquele ataque? Porque aquele tanque no meio do pátio. Onde seu grupo foi parar? Será que estão vivos?
O dia amanhece rápido e logo o sol arde do lado de fora.
(um dia depois do ataque)
Marie não dormiu nada e arruma suas coisas rapidinho antes de acordar a Emily.
— Emily… levanta
A menina abre os olhos e se senta, boceja e sai do sofá. Marie tira seu próprio coldre e coloca nela
— Pra que isso?
— Pra você não ficar correndo com a arma na mão.
— Vamos correr?
— Não sei — ela aperta as fivelas na cintura da menina, e em volta das coxas dela e coloca a arma ali e a faca do outro lado — Temos que achar comida. Água e o mais importante… o pessoal da prisão.
Ela balança a cabeça.
Marie entra na casa com a besta pro alto, ela reprime uma vontade pequena de tossir e bate na parede. As duas esperam e escutam uma coisa se batendo contra uma parede no andar de cima. O joelho da Emily treme.
Marie sobe as escadas e Emily vai junto, agarrada da barra da camiseta dela, quando chega lá em cima, a francesa move a mão pra bater na parede a sua esquerda, mas a mensagem na porta já diz o que é.
“Errante aqui dentro, pegou meu sapato, não me pegou”
— Carl.
— Carl?
— Ele escreveu. Eu tenho certeza — Marie fala e começa a respirar com dificuldade, a alegria é grande — Foi ele… Fora que… Eu não vi ninguém mais chamar esses bichos de errantes, só nós. Foi ele — seus olhos se enchem de lágrimas e a porta balança de novo — Carl provavelmente pegou as comidas daqui. Vamos seguir, eu vou tentar achar o rastro dele, sei lá.
E ela não acha. Lá se vai o segundo dia do ataque e elas não tem nada, o máximo que acharam foi uma lata de milho que comeram cru, Emily fazia careta a cada colherada.
Dessa vez se instalaram numa casa grande, Emily dormiu sozinha e Marie chorou até dormir.
No sonho, ela estava com Daryl, ela via ele de longe, mas sabia que, o que quer que estivessem fazendo, estavam juntos. Não se falaram e quando ele se virava pra ela, ela não conseguia ver o rosto dele com nitidez. A voz dele saia, mas era como se o cérebro dela não associasse com a voz verdadeira dele e acabava parecendo uma dublagem.
Ela nem sequer sabia sobre o que ele falava e de repente ele sumiu. Foi quando ela acordou e chorou mais um pouco.
(dois dias depois do ataque)
— Emily? — chamou enquanto se levantava do sofá, caminhou até a janela e viu um errante passando por ali, caminhou até o quarto e não viu a Emily lá — Emily, tá no banheiro?
Ela caminha até o banheiro e bate na porta, depois abre. Nada.
— Emily?
O desespero bate. Não é possível que ela tenha saído, a menina morre de medo de tudo. Marie corre para sala e pega a besta na mesa, sai da casa e já dispara uma flecha na cabeça do homem em decomposição andando por ali.
— EMILY!!!
Mais um sai do meio das árvores, ela carrega a besta e já dispara — EMILY!
Mais quatro saem do meio das árvores e dai mais um.
— Ai, meu Deus. EMILYYYYY!
Ela troca a besta pela arma e dispara um tiro, a horda que se aproxima é muito grande, mas ela vai ter que matar. Precisa achar essa garota. Mais um tiro e ela grita de novo
— MARIE!
— EMILY!
Emily aparece na esquina e corre até ela, as duas se posicionam lado a lado e começam a atirar, Emily erra muito e quando a arma dispara ela dá um passo pra trás
— Esquece, Emily. Vamos correr
Marie trava a arma rapidamente e Emily guarda a sua no coldre, uma segura na mão da outra e correm pela rua.
— Marie, vira aqui! — Emily a puxa para a rua da direita quando chegam na esquina e depois entram na primeira casa, fecham a porta e se sentam encostadas nela
— Meu Deus, pode haver errantes aqui — Marie diz
— Não tem. Eu estava aqui.
— Que merda você tava fazendo aqui?? — ela pergunta sussurrando
— Desculpa. Eu tava limpando essa casa.
— Por que?
— Por que essa… era a minha
— Ah… — Marie olha em volta — Emily…
— Tá tudo bem, não tinha um errante aqui. Queria que a gente dormisse num lugar conhecido.
Marie baixa a cabeça e sorri. Ela só quer se sentir em casa… Ela olha em volta para a casa e o sorriso continua, uma casa arrumadinha, de um andar só, muitas peças de porcelana, moveis de madeira, fotos da Emily numa mesa, com um garota nova sorrindo e a abraçando.
Ela se ergue de novo e olha pela janela, a horda continua avançando sem saber pra onde elas foram.
***************
Marie ergue o corpo de novo e vê que já está escuro, e não tem nada ali fora, ela se ergue e Emily fica em pé também.
— Vem, Marie — ela diz sussurrando e segura a mão da francesa — Vou te mostrar meu quarto.
Elas caminham pela sala até um corredor ao lado de uma outra porta que está presa com tábuas de madeira pregadas e entram na primeira porta do corredor. O quarto é branco com os vértices da parede num roxo esfumaçado, tem um cama alta no canto da parede, daquelas que parece sofá, branca com lençóis brancos manchados de mofo e umidade, o quarto cheira mal e todos os bichinhos de pelúcia estão sujos e cheios de teias de aranha. A comoda é de madeira crua e tem uma mesinha de estudos.
— Que graça Emily.
— E esse daqui — ela leva Marie para o outro quarto do corredor — Pode ser o seu e do Daryl quando acharmos ele.
O sorriso some.
— Era o quarto dos meus pais… E como você adotou...
Os olhos dela se enchem de lágrimas — Te adotei?
— Sim, você cuida de mim. Tá me criando.
— É…
— E como o Daryl é o seu namorado… Ele vai me adotar também né?
O queixo dela treme… Dar uma filha ao Daryl? Ele curtiria?
— Vai sim — ela diz e respira fundo pro choro não sair.
O quarto tem uma cama de casal com lençóis pretos e dois travesseiros grandes e em volta um enorme guarda roupa que circula toda a cama, fora isso, mais nada.
Emily vai até a parede e aponta pro alto — Meus pais.
Marie para do lado dela e vê o casal jovem. A moça deve ter no máximo 18 anos e o garoto é um pouco mais velho, no colo dele, tem uma Emily bebezinha olhando pra câmera com uma chupeta vermelha na boca
— Essa foto foi tirada no meu batizado
Marie concorda — Emily… a gente não vai poder ficar aqui se quisermos achar o Daryl.
Ela balança a cabeça — Mas depois a gente volta pra cá né?
— Sim — Não.
É uma casa muito aberta para eles ficarem ali, sem proteção alguma. Não vai dar.
Emily tossiu a noite toda e Marie ficou do lado dela, até ela se acalmar e dormir e então ficou deitada ali com ela, cochilando de vez em quando. Refletindo sobre o que está acontecendo.
Então, ela havia perdido todos os amigos, o homem que amava, o lugar que morava e havia ganho o que ela mais queria na vida, uma filha. Tudo foi tirado dela e se não fosse por Emily, com certeza ela estaria vagando por ai, como um dos mortos contaminados. Então… Emily a deixou conectada com a vida.
Se fosse comparar Marie com alguém ligado a máquinas para sobreviver, Emily é a máquina… Desligue a Emily que consequentemente a Marie morre.
Ela olha a menina e começa a chorar imaginando que se ela tivesse conseguido ter aquele bebê, ele teria cinco ou seis anos, a idade da Emily.
Marie sempre quis ser mãe e depois daquela experiência a vontade só aumentou, por isso ela se apega tão fácil a crianças. Por isso ela ama a Judith como se fosse sua e agora a Emily.
Judith. Ela se proíbe de pensar nela.
E Daryl? Será que alguma vez ele já pensou em ser pai? E se ele quiser ter um filho… é uma coisa que a Marie nunca vai poder fazer por ele. Mas não… Ele não parece ser do tipo de homem que imagina sua vida com crianças em volta. Ele gosta da Bravinha, mas é como se ele fosse o tio dela.
Esses pensamento são afastados da sua cabeça por um barulho do lado de fora da casa. Ela se levanta e Emily acorda.
— Shh… — ela murmura com o dedo sobre os lábios — Se esconde em baixo da cama.
Emily se joga no chão e rola pra baixo da cama, Marie pega no encosto da porta a besta e sai pela casa encostada nas paredes, ela vai até a janela da sala e espia. Nada. Depois até a janela da cozinha e nada também. Volta para o quarto e olha a janela de lá, só ai vê um, ele está dobrando a parede da casa se arrastando pela grama.
Ele para na janela e olha pra cima, pra ela e começa a grunhir mais alto com os braço esticados. Marie abre a janela e ele põe as mãos pra cima. Ela troca a besta pela faca e num golpe rápido, enfia na testa dele, ele cai e ela fecha a janela de novo.
***************
três dias depois do ataque.
— Uma vez Daryl e eu passamos por aqui de carro. Ficamos um tempão na estrada…
Emily tosse
— Nadamos em um rio por aqui. Foi bem legal. Vamos pra lá. Talvez a gente ache peixe, tome um banho, encha nossas garrafinhas. Já estamos longe da prisão. Provavelmente longe de toda aquela bagunça de errante.
Emily tosse pesado de novo.
— Emily, tá tudo… — ela se vira — EMILY!
Emily está curvada e uma gosma rosada sai da sua boca, o mesmo que aconteceu com o Glenn.
— Ai, meu Deus, Emily, não! — ela joga a menina no chão e faz ela virar de lado — Cospe! Cospe fora por favor.
Emily tosse, se engasga, se contorce e revira os olhos. Marie começa a chorar.
— Não, não, não. Fica comigo, por favor, Emily, olha pra mim — ela vira a menina de bruços — Cospe, por favor. Cospe. COSPE EMILY!!
Mas a garota para. A gosma para de sair da sua boca, os olhos param de se mover, ela para de se debater.
O queixo da mãe adotiva treme, ela toca o pescoço dela com dois dedos e não sente mais pulsação nenhuma.
— Não — ela fica em pé e anda nervosa — Não.
Respirando com dificuldade, ela olha pra cima para as lágrimas não caírem. Tira a faca do cinto e respira fundo olhando a garota morta no chão. Se ajoelha ao lado dela e coloca a ponta da lâmina na lateral da sua cabeça.
— Descansa… fi-filha — e enfia completamente a faca na cabeça dela.
O sangue derrama pelo corte e suja os cabelos castanhos da menina. Entra na sua orelha e cai no chão.
Marie retira a arma do pequeno coldre dela e recoloca no seu. Acaricia o rosto dela e a pega no colo com dificuldade.
***************
Maria anda cambaleando. A besta vai arrastando no chão. Agora, que ela deixou a mochila na outra casa quando fugiu de lá, ela precisa achar tudo de novo. A única coisa que ela leva em consideração é que ela sabe se virar e tudo pode ser mais rápido, mas de que adianta? Qual é o incentivo que ela tem?
Ela deixou a menina dentro da casa dela, dormindo no seu colchão e a cobriu com o cobertor, colocou a foto da família ao lado e reforçou todas as portas antes de ir embora, isso tem uma hora, mais ou menos.
O que será que deve ser feito? Talvez ela devesse deixar mensagens por ai para o seu grupo. Mas isso pode atrais pessoas de más intenções. Talvez ela devesse achar um carro e viajar por todo os Estados Unidos.
Os pedágios andam baratos ultimamente, ela ri de leve. Choraminga. Ri de novo e se joga no chão pra chorar de vez.
Ela abraça os joelhos e enterra o rosto neles.
Daryl, preciso de você.
— Ei, moça.
E, ignorando toda a tristeza, ela se levanta correndo já com a besta erguida para o homem que sai das árvores com as mãos pra cima.
— Que é que você quer?
— Calma. Eu sou um amigo. Meu nome é Eric. Lamento muito a perda da garota. Pensei em ajudar você, mas… Imagino que você não ia querer estranhos por perto, porque estranho é perigoso. Ela… era sua filha?
— Não.
— Eu… hã… É Marie certo?
— Como sabe?
— Tenho que ser sincero, estou te observando faz dois dias
Marie dá um passo pra frente e enfia a besta na cara dele. A ponta da flecha marca sua bochecha — Porque?? Quem é você?
— Marie, eu venho de uma comunidade. Ela é boa, está aberta para novos integrantes. Você pode pegar minha mochila se quiser, tem algumas coisas que comprovam o que digo.
Ela dá um tapa nele e ele vira de costas, joga a mochila dele no chão e tira seu coldre.
— Isso… — ela balança o coldre — Fica comigo.
— Claro — Eric diz e vira de novo pra ela, as mãos ainda pra cima enquanto ela vasculha a mochila.
— Tem água, comida… onde veio isso, tem muito mais.
Ela tira um pote com um pedaço de bolo e inclina a cabeça confusa. Uma garrafa com cheiro de café… Marie o encara — De onde isso?
— Tem umas fotos aí pra você ver.
Ela pega os papéis e começa a olhar: muros altos de metal, pessoas caminhando com crianças, cachorros, crianças brincando, idosos conversando. Um grupo de jovens jogando volei.
— O que é isso?
— Isso é Alexandria. Eu sou um recrutador e gostaria de leva-la pra lá.
— Por que? Eu posso te matar no caminho.
— Por que eu te observei. Alguém que cuida de uma garota daquele jeito… Não. Você não vai me matar no caminho.
Ela baixa o arco — Você… Você recrutou pessoas nesses últimos três dias?
— Faz algum tempo que não consigo levar gente pra lá. Você está procurando alguém?
— Não — ela mente
— Chega de ficar sozinha, Marie.
Ela balança a cabeça e guarda tudo na mochila dele de novo, entrega em sua mão e depois o coldre.
****************
— Nosso ponto de encontro é sempre aquele ônibus. Ele normalmente chega primeiro.
— Aaron está lá faz tempo?
— Nós dois. Desde que começou.
Ela balança a cabeça — Eu estava com um grupo desde o começo. Amigos de sempre… Amigos novos que se tornaram as pessoas mais importantes do mundo pra mim. Uma pessoa especial.
— E o que houve?
— Eu não sei. Fomos atacados.
Eric para o carro e desce, Marie desce e continua falando: — Eu estava doente. Estava isolada, não vi ninguém.
— Lamento.
Um outro homem aparece atrás do ônibus. Da mesma idade que o Eric talvez, ele sorri pra ela.
— Oi. Meu nome é Aaron.
— Marie.
Notas finais
mt bom ta de volta!
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