As If It Were The Last Day - 5ª Temporada.
6 It's what we do.
Notas iniciais
A porta do quarto balança com Abraham dando socos nela.
Drake abre os olhos e, pela fresta da cortina, vê que ainda é noite lá fora.
Porra
Ele se levanta e abre a porta. Abraham ri olhando bem para ele, descabelado, com a marca do travesseiro no rosto, de samba canção azul e sem camisa
— Bom dia, flor — o ruivo diz — Se esqueceu que hoje a gente começa a trabalhar? Não quero ser demitido logo de cara.
— Caralho, verdade. Tá, me dá uns minutos que eu já vou
Abraham deixa a porta do quarto que o outro fecha e desce as escadas, Drake pega uma camiseta e uma calça no guardarroupa e logo se veste.
— Eu vou sair do grupo de buscas — diz a voz grave de Noah no andar de baixo e Abraham escuta
— Por que? — Maggie pergunta
— Antes disso, eu queria cursar engenharia. Reg é um arquiteto e fez esses muros, quero me juntar a ele nos projetos e aprender o que eu não pude
Maggie sorri — É uma boa escolha.
Abraham se junta a eles. O grupo todo, mesmo morando em casas diferentes, toma café da manhã na mesma casa. E hoje os horários deles bateram. Todos levantaram antes do sol sair, porque tinham alguma coisa pra fazer.
No andar de cima, Ana e Daryl abrem as portas de seus quartos ao mesmo tempo, um de frente para o outro e ela boceja usando algo que não é identificado como camiseta mas que também não parece uma camisola, ele já está pronto, com uma mochila no ombro, a besta na mão e preso nos dedos uma chave
— Já vai? — ela pergunta
— É. Quanto mais cedo sairmos, melhor.
— É… — ela entra no banheiro — Espero que encontre o que procura.
— O que quer dizer?
— Você sabe bem o que eu quis dizer.
Ele concorda com a cabeça e desce os degraus, sendo recebido por alguns “bom dia” ou então “oi, Daryl”, ele vai direto pra mesa, deixando a besta e a mochila no canto da porta. Ele pega uma caneca e Rosita estica a garrafa de café para ele por cima de seu ombro.
O grupo toma café em silêncio e quando o sol começa a sair la fora, todos vão para suas tarefas.
Daryl e Aaron saindo para suas buscas.
Glenn, Noah, Tara e Eugene para a ronda com Nicholas e Aiden.
Drake e Abraham para a construção do portão.
E Ana observa todos eles sairem, segurando a Bravinha no colo e torcendo pra que nada aconteça com nenhum deles.
***************
— A gente faz a maior parte do serviço aqui — Tobin diz apontando as placas de metal — Serramos e soldamos aqui, toras de madeira são feitas aqui também, levamos tudo para Alexandria e lá… com a ajuda de alguns atiradores, pra nada nos pegar… montamos o muro.
Drake e Abraham concordam
— Vocês sabem soldar?
— Sim — o ruivo diz
— Não — o moreno diz
Tobin olha Drake — Serrar?
-Não.
— Esse cara aqui só tem tamanho — Abraham diz
— Não é dificil, você pode aprender rápido. Por enquanto então, vou te deixar no carregamento. Que obviamente, se baseia em carregar cargas pesadas.
— Sem problemas.
Um grupo de pássaros ergue voo no meio das árvores, Drake e Abraham se entreolham.
-Vou dar uma descarregada! — um dos homens grita e vai para o meio do mata.
— Vamo lá então — Abraham bate no peito do homem ao seu lado
— Vamo
Cada um vai pra um lado, Drake se juntando ao pessoal que transporta os equipamentos, ele pega varias cerras, soldadores, capacetes e leva para o ex-sargento.
— VAMO SAIR DAQUI! — grita o homem que há pouco estava no mato — ELES ESTÃO VINDO!
Todos os homens carrem, pegando suas armas, entrando nos carros. Drake e Abraham soltam tudo o que tinham nas mãos e observam as pessoas se esconderem.
— Que porra…? — Drake murmura
O primeiro errante aparece no meio do mato. Abraham empurra o amigo
— Dá a volta, mata eles por trás. Eu cuido daqui
— Beleza — Drake puxa a faca do cinto e sai correndo
— Venham, belezuras — o ruivo sussurra
Drake, assim que entra no mato, chama atenção de mais de vinte mortos, ele segura firme o cabo da faca e avança sobre o mais próximo, o matando sem dificuldade. Antes que o corpo do primeiro caísse, ele chuta os joelhos do segundo que se quebram e o corpo vai ao chão, ainda babando pela vontade de devorar o humano. O terceiro segura o braço do Drake e acaba levando um cotovelada no queixo e uma facada em seguida. A agilidade que ele adquiriu durante todo o tempo na estrada, que é facilmente percebida, pode até ser comparada com os movimentos de algum ex-lutador. Drake leva menos de três minutos para matar os vinte errantes. O ultimo é o dos joelhos quebrados, que ainda rosna para ele com os braços esticados, Drake pisa na cabeça dele e aquela massa cinzenta podre, cheio de sangue e fluídos pútridos se espalha pelo chão e pelo tênis dele.
Ele corre de volta para a campina e vê o grupo escorado nos caminhões, Francine dentro do trator atira e Abraham do lado de fora, arremessa cabeças longe os acertando com uma barra de ferro, Drake pula por cima de peças e carrinhos de mão para chegar perto do trator, ele é mais alto que a maioria dos errantes, então os agarra pelo pescoço, deita a cabeça deles sem seu peito e enfia a faca pelo tempora deles.
— Caralho, esses filhos da puta ainda estão vivos — Tobin diz
— É! — o homem dá um passo a frente
— O que vai fazer?
— Garantir que eles continuem assim!
Sem outra escolha, Tobin também dá um passo pra frente, disparando tiros certeiros.
As cabeças se abrem em explosões de massas escuras e fedidas e os corpos, agora realmente mortos, vão ao chão. Em pouco mais de um minuto, tudo está acabado. Abraham e Drake batem e apertam as mãos.
Francine sai do trator com um punhos cerrados e acerta um soco no rosto do patrão Tobin
— Francine! — ele diz se defendendo — Me desculpe!
— Otário!
Drake confuso olha o ruivo que nega de leve com a cabeça.
**************
O grupo de Glenn entra no galpão, Glenn dá dois tapas na parede e espera. os mortos lá dentro começar a rosnar alto e eles escutam barulhos de grades chacoalhando.
-O lugar é grande — Aiden diz — Devem estar presos em alguma coisa.
— Deixa a porta entreaberta — Glenn diz
Noah coloca uma barra de ferro que para a porta centímetros antes de fechar e segue o restante do grupo.
O galpão abandonado é um labirinto de corredores, todas as prateleiras cheias de caixas fechadas, cheira a mofo e é mais escuro que a noite. Os rosnados ficam mais altos e eles se encontram quando o grupo dobra um corredor. Realmente estavam presos de uma passagem pra outra por uma grade, ele se jogam nela, mas ela parece resistir bem.
— Beleza — Aiden diz — Vamos lá.
Eles se dividem em duplas, Glenn e Noah, Tara e Eugene e Aiden e Nicholas.
Tara apenas dá cobertura para o falso cientista enquanto ele lê os rótulos das caixas procurando a bateria que precisa, ele a acha depois de poucos minutos circulando o local.
— Aqui, é essa — aponta uma caixa e Tara toma a frente
Ela rasga a caixa com sua faca e bolinhas de isopor caem no chão, até ela conseguir pegar a peça, não é muito pesada, nem muito grande.
os dois escutam um tiro e se esticam sobre as caixas nas prateleiras, Glenn e Noah também fazem isso, todos procurando alguma coisa com suas lanternas. O errante passa pelo corredor que Glenn está, usa um uniforme militar e capacete.
— Ele tem um capacete — o coreano diz — Deixe que se aproxime.
Aiden ainda matem a arma apontada para ele — Deixa comigo — E atira no joelho dele
O corpo vai ao chão e fica se debatendo e se esticando na direção do Monroe, Glenn corre para o corredor do lado ver o que está acontecendo, o errante está caido, tentando se erguer, mas a única coisa que importa para ele no momento é a granada presa ao colete dele
— Aiden, para! Não atira!
Mas é lento demais, a granada explode numa luz forte e pedaços de gente morta voam pelos ares, Muitas caixas caem por cima da dupla Noah e Glenn, Eugene se joga no chão, Tara é arremessada contra uma prateleira, ela bate a cabeça no ferro e apaga, o chão a sua volta se suja de sangue e Nicholas também é jogado longe, mas não se fere.
Glenn levanta desnorteado, cambaleando, um apito grita no seu ouvido, ele junta a lanterna e aponta procurando os outros, Nicholas se levanta tonto também, ele ajuda Noah a ficar em pé, Eugene rasteja até Tara e confere se ela está viva e o Aiden…
Aiden está preso a barras de ferro que também explodiram e o prensaram contra a parede.
— Ele está morto — Glenn diz e se vira com o som dos mortos — Merda.
— O portão abriu — Noah diz — Eles estão vindo
— E os outros? Nicholas? Eugene! Tara!
— Aqui — Eugene responde baixinho — Errante! — ele aponta — Errante!
— Eugene, ele é seu, mata — Glenn diz tranquilo
Ele aponta a arma tremendo, tentando acertar a mira, mas outro vem e o derruba no chão, com os dentes quase se fincando no seu ombro, Glenn chuta as caixas do caminho, joga-as no chão para chegar até ele e consegue, Noah mata o que está por cima dele e Glenn o que se aproxima
— Entrem naquele escritório — ele aponta — Eu vou buscar a Tara.
Os dois correm para onde ele diz e encontram com Nicholas no caminho. Glenn junta Tara no colo e a passos rápidos vai para onde eles estão, os barulhos dos contaminados se aproximam. Nicholas ajuda ele a colocar a garota na mesa. Os mortos se jogam na porta e na janela
— O kit médico estava na bolsa com Aiden — ele diz
— Há outro no carro — Eugene diz — Vamos levar ela pra lá.
— Tá, vamos todos--
— ME AJUDEM!
Todos eles se viram ao mesmo tempo
— Jesus — Glenn murmura — Achei que ele… Temos que tirar ele de lá
— Se a gente tirar ele, ele pode morrer — Nicholas diz
— Então quer deixar ele lá?
— Vamos precisar de três — Noah diz calmo
— Vão — Eugene pede com a voz falhada — Eu cuido dela, prometo
— Beleza — Glenn olha Nicholas — Tem os sinalizadores? Atire nas prateleiras. Vamo lá. Vamos atrair os outros e nós pegamos no mano a mano
Os outros dois concordam e a porta abre, Nicholas dispara a pistola de sinalizador por cima deles e uma luz vermelha se acende no meio das caixas, depois corre na direção de Aiden. Eles tropeçam no caminho até chegar nele.
Aiden choraminga, três barras de ferro despontam de seu peito e ele está uns 3cm longe do chão.
— Não dá pra cerrar — Glenn diz — Vamos ter que tirar
Aiden fecha os olhos e espera. Nicholas, Noah e Glenn o seguram e começam a puxa-lo pra frente e o Monroe grita. Os mortos que estavam atraídos pela luz do sinalizador se viram. O trio para e Aiden chora.
— Eles estão vindo — Noah diz
— Vamos tentar de novo — Glenn segura ele de novo — Puxem
O segundo grito é pior que o primeiro, mais esganiçado e doído. Nicholas solta
— Não dá. Não vai dar! — ele dá uns passos pra trás
— Precisamos da sua ajuda! — Noah grita
O outro nega de novo, se afastando aos poucos, os que sobram seguram os braços do preso de novo
— Eles estão chegando, Glenn
— Vão — Aiden diz num engasgo — Vão.
— Não, não, não.
— Glenn… Vá embora — ele respira fundo — Saiam
— Estão perto, Glenn! — Noah diz e empurra um errante pro chão.
— Não é um abandono — Aiden diz — Vá.
— Eles estão aqui! — Noah puxa Glenn para o outro corredor e os mortos caem em cima de Aiden
Aiden grita com o dentes perfurando sua pele, e o sangue sobe por sua garganta, as mãos apertando seu peito até rasgar, é insuportável. E ele desmaia de dor antes de morrer.
Glenn e Noah passam pela sala onde Eugene estava com a Tara e está vazia e aberta, eles conseguiram sair. Os mortos os acompanham de perto e no caminho, eles veem Nicholas saindo pela porta giratória, mas o lado de fora também está cheio e ele resolve voltar, mas é no exato momento que os outros dois estavam tetando sair.
A porta impaca com os pesos contrários: Glenn e Noah em uma parte da porta e Nicholas na outra, os mortos na frente, se batendo no vidro e os mortos atrás, mordendo o ar em vão.
— E agora? — Noah pergunta
— Vamos sair… Nicholas! — o outro se vira para o asiático — Vocês vão precisar segurar a porta — ele ergue a arma — Eu vou quebrar o vidro, tudo bem?
— Não vai dar certo!
— EI!! ME ESCUTA! Vai sim. Você e Noah, seguram a porta, vai dar certo. Confia em mim.
Noah e Nicholas esticam os braços nos vidros para não deixar que a porta gire em sentido horário nem anti-horário, Glenn vira a escopeta 12 de Drake ao contrário, e golpeia o vidro da porta uma vez com a coronha. A porta balança e Nicholas e Noah precisam exercer mais força
— Eu vou tentar de novo — ele avisa e ergue a arma, leva o braço pra trás e impulsiona pra frente, a porta balança de novo e abre uma fresta pro lado de dentro no lado do Nicholas
— Para! Não tá dando certo! — Nicholas se desespera empurrando a porta de novo
Glenn e Noah se entreolham nervoso, o que vão fazer com o outro assustado daquele jeito, Noah bate no vidro pra chamar atenção
— Vai dar certo. Relaxa cara!
Uma van para ali do lado de fora e começa a buzinar, Eugene bate na lataria do carro
— Venham coisas feias! Por aqui!
Os mortos se viram como um robo e cambaleiam para o carro, Eugene espera eles tocarem na van e acelera um pouco, eles tocam e ele acelera.
Nicholas começa a dar ombradas na porta pro lado de fora, e fica mais difícil para o Noah segurar, Glenn solta a arma pra ajudar.
— NICHOLAS, NÃO! PARA COM ISSO! NICHOLAS, VOCÊ VAI MATAR A GENTE! — Glenn grita, os pés deslizam dentro da cabine, as mãos ficam esbranquiçadas de tanta força usada pra manter a porta parada
Nicholas, se espremendo, quase ficando preso na porta, finalmente consegue sair, ele nem olha pra trás, simplesmente corre dali ignorando os próximos acontecimentos:
A porta cede levemente pro lado horário, abrindo uma fresta onde os errantes colocam as mãos ali e puxam a primeira coisa que alcançam, que é o pé do Noah, ele cai no chão e sente que está sendo arrastado pra lá, Glenn o segura e ele agarra o braço do amigo.
Glenn começa a ficar vermelho de tanta força que está fazendo, mas o outro lado é mais forte e bem mais numeroso.
— Não me solte — Noah diz
Glenn não consegue responder, está ocupado de mais se concentrando, Noah escapa da sua mão por um momento, mas ele consegue segurar de volta. Apenas essa leve oscilação foi o bastante para os mortos conseguirem alcançar a cintura de Noah e então eles puxam firme e o garoto se vai, Glenn grita e é atingido pelo choque, ele se joga na porta que está fechada de volta e já não ve mais o amigo.
Noah se debate embaixo do cadáveres que babam em cima dele, ele consegue ficar de joelho impedindo que seja derrubado e tenha dentes fincado no pescoço, os mortos o agarram e começam uma guerra ali, até então, Noah não havia sido nem arranhado, ele é jogado no vidro de novo, cara a cara com Glenn e de lá não consegue mais sair.
Um dos mordedores ali morde o ombro dele e ele grita, Glenn se joga no outro canto e começa a soluçar e o choro vem.
Eugene ve Nicholas vindo correndo na direção da van, ele entra e e bate a porta.
— Vai! Dirige!
— Cadê o Glenn e o Noah?
— Dirige.
Eugene desliga o carro — Cadê eles?
A porta do passageiro se abre de novo e Glenn puxa Nicholas dali, dando um upercut no queixo dele que o apaga.
— Cadê o Noah? — Eugene pergunta
Glenn o olha e a imagem dos mortos rasgando o rosto dele aparece na sua cabeça, Eugene entende e sai do carro pra ajudar a colocar o peso morto do Nicholas na caçamba junto com Tara.
***************
— Ana — Carol chama na ponte sobre o lago
Ana levanta a cabeça para Carol e sorri, ela se ergue dos degraus com a pequena Grimes no colo, a outra caminha rapido até ela
— O que faz aqui?
— Nem eu sei direito. Me tornei o que eu mais abominava: uma dona de casa
Carol franze a testa ligeiramente. Ana fica boquiaberta
— Falei merda. Desculpe.
— Tudo bem, essa minha fase já passou. Mas porque acha que virou uma dona de casa?
— Eu fico aqui, esperando todos voltarem, cuidando do bebe, preocupada com o mais velho e não trabalho.
— Preocupada com o mais velho? Drake?
— Carl. Ele sumiu. Eu andei essa comunidade toda atrás dele e ele não tá aqui. E quando eu passei na Olivia, ela disse que não sabia, mas que a Enid também sumiu, eles saíram, é claro.
— Dona de casa mesmo — ela solta um risinho — Eu também interpreto esse papel muito bem, então que tal você me acompanhar. Sasha, Michonne e Rosita estão lá fora. Rick e Maggie com Deanna e eu tenho que manter a pose: Vou fazer uma janta para a Sra. Neudemeyer.
— Tá, eu vou — ela segue a outra pela rua de asfalto liso, passando pelas casas vizinhas e uma delas é a dos Anderson
— Espera, Pete! Espera! Não! Pete, para! para, para!
— Chega, pai! Sai de perto dela!
— Ron, não faz isso!
Carol e Ana se entreolham
— Ela tá…?
Carol concorda — Eu acho que sim
— A gente tem que avisar o Rick — Ana segura a cabeça da bebe e começa a dar passos mais rápido, mudando a direção, agora para o sobrado da Deanna.
— Ana, não, não — Carol a segura — Você sabe o que o Rick sente sobre a Jessie...
Ana respira fundo. É… Sei.
— … Se a gente conta pra ele, é capaz dele…
— Matar o Pete, eu sei. Mas vamos fazer o que? Entrar eu e você lá, com um bebê, apanhar também e só? Esperar o Drake e o Abraham chegarem? Eu não sei quanto ao Abraham, mas o Drake não tem paciência pra ouvir um cara como o Pete. Drake vai matar ele na porrada.
A porta da casa dos Anderson se abre e Jessie sai de lá de mãos dadas com os dois filhos. Ela tem os olhos vermelhos de chorar. Ron, o mais velho está com uma expressão de ódio e o mais novo, Sam, assustado. Os três olham as duas na rua e Jessie apressa o passo pra longe delas, praticamente arrastando os filhos.
— Eu vou contar pro Rick — Ana continua seu caminho e dessa vez Carol a segue.
As duas batem à porta do sobrado da Deanna e Reg abre a porta
— Ana, Carol. Entrem
Na cozinha, Maggie e Rick esticam os pescoços para ver as duas entrarem, mas elas não vão até lá, Ana sorri para Deanna e chama Rick com a mão
— A gente pode falar com você rapidinho?
Um risco surge entre as sobrancelhas dele e ele se levanta, seguindo elas para o lado de fora
— O que houve? — ele pergunta, Judith se joga na direção do pai e ele a pega no colo, deixando um beijinho no alto da cabecinha.
— A gente tem uma denuncia — Ana diz
— Falem logo.
— O Pete bate na Jessie — Carol fala
— O quê…?
— Nós ouvimos — Ana explica — Você é a autoridade daqui, vai saber o que fazer.
— O que quer que eu faça? Prenda ele? Dê uma surra nele?
Ela ergue as sobrancelhas — Se você não fizer outro… Drake… Vai fazer. Eu não vou conseguir esconder isso dele, você sabe.
— Não meta o Drake nisso, não quero ferrar nosso grupo. Ele tem um trabalho aqui e as pessoas gostam dele. Eu resolvo isso
— O que vai fazer? Em outros tempos seria prender ele — Carol diz — Mas vocês dois sabem que agora só tem uma maneira de resolver isso.
Ana e Rick já sabem qual, mas mesmo assim Carol deixa claro
— Matando ele.
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