Notas iniciais
OIEE MEU POVO! eu nao abandonei, só q ta mega dificil de postar galera, mt mesmo. Odeio ficar sem computadorrrrrrr! Capitulo curto, mas muito esperado. O titulo diz quase tudo né?! ♥

Marie perde o folego.

— Rick… Rick…- ela respira fundo — Rick está... aqui? Aqui? Em Alexandria? — ela se curva pra frente e coloca a cabeça nos joelhos, o mundo girou um momento.

Deanna se livra do cobertor e se curva na direção dela e toca seu braço — É claro que quer vê-lo… Mas antes eu devo te avisar que seu grupo teve algumas perdas

Ela ergue o rosto — Ai… O Rick tem um filho… Ele tem um bebe

— Calma, os dois estão bem

— Quem então?! — o desespero bate — Daryl? Ana? Drake? Glenn? QUEM??

— Eu não cheguei a conhece-los. Apenas um… Morreu há dois dias, no mesmo dia do Aiden. Um garoto chamado Noah.

Marie enruga a testa e pisca forte, contendo as lágrimas — Não conheço.

— Esses nomes que você falou estão bem.

Ela respira fundo três vezes — Preciso falar com eles. Onde estão?

— Abraham e Drake estão fora, ajudam na construção do muro.

Abraham? ela pensa e morde o lábio. O grupo foi renovado.

— Ana e Maggie estão com Reg, conhecendo o solo para plantação… Reg quer se afastar um pouco disso.

Marie sorri — Ana sempre gostou disso.

— A maioria está em casa, Michonne e Rick são meus policiais e Daryl o novo recrutador.

— Ah… Ah, que droga.

Deanna não entende e Marie sorri de lado

— Daryl é meu namorado-não-formalizado-porque-ele-é-muito-fechadão

— Ele não sabe que você está aqui.

— Quem sabe?

— Ninguém. Quando fiz a entrevista com Drake e Ana eles falaram sobre o jornal e sobre chegar ao acampamento com mais duas pessoas

— Eles devem achar que eu morri.

— Foi por isso que eu não contei. Fiquei com medo de contar, criar expectativas e ai… Heath volta sem você, seria horrível pra eles.

Marie concorda, agora mais calma e o momento é cortado com um barulho de vidro quebrando, em seguida um gritaria na rua. Deanna e Marie correm pra fora e o que veem é inacreditavel para as duas: Pete Anderson e Rick estão rolando no asfalto, trocando socos. Deanna avança e Marie fica parada na porta da casa.

— Rick chega!

Rick segura Pete pelo pescoço, o medico começa a ficar roxo.

— QUE MERDA, RICK, EU DISSE CHEGA!

Tobin, do grupo de construção se aproxima e Rick se ergue, deixando Pete apagado no chão, a arma é destravada e apontada para eles

— O quê?! Vai me expulsar?!

Marie vê multidão em volta deles, Jessie chorando, a menina da enfermaria, Rosita visivelmente chocada e bem atrás do seu líder insano, Carl.

— Você tem que se acalmar

Ele baixa a arma, parece derrotado, cansado — Você ainda não entenderam. Nenhum de vocês! Nós sabemos o que fazer, e fazemos — ele aponta a arma na direção da Deanna — E você! Você só planeja

Marie escuta tiros abafados vindo de longe, uma arma com silenciador. Tiros unicos e certeiros aparentemente

— Do jeito que vocês vivem, não sei como esse lugar ainda está de pé. Esse jeito de viver já era, e vocês não perceberam que pra funcionar é preciso viver no mundo real, temos que controlar quem vive aqui.

— Isso que você diz nunca fez tanto sentido quanto agora — Deanna diz fria para ele

— Eu?! — ele aponta para si rindo — Você se refere a mim? O seu jeito vai destruir esse lugar, vai matar pessoas. Não impedir as mortes das pessoas…

Marie desce os degraus, tirando a ruger do coldre

— ...se não lutarem, vocês morrem…

Agora ela está bem perto do seu líder insano

— … e eu não vou ficar esperando--

E agora num golpe rápido ela acerta a nuca dela com a coronho, o homem vai ao chão desacordado, sua testa bate no asfalto com um baque. O Ruger volta pro cinto.

E ela sente os olhos de todos sobre si.

— Marie? — pergunta uma voz grossa cheia de receio

Ela se vira para Carl — Você cresceu, garoto.

Ele dá um passo pra trás e sorri, dá dois pra frente, como se não acreditasse no que via e rindo ele a abraça, a ergue do chão e aperta as costas dela. Os dois se encaram, agora ela já olha um pouco pra cima pra falar com ele.

— Como?! A prisão foi atacada e você…

— Eu fugi ué.

— Espera até a Ana saber disso! — ele segura a mão dela e olha para o pai no chão, depois olha em volta e aponta com o queixo alguém atrás dela

Marie se vira e Michonne está parada ali, chocada, olhando para ela

— Oi — ela diz

Michonne abre um enorme sorriso, sorriso aquele que poucas pessoas viram e as duas se a abraçam.

Reg, Maggie e Ana aparecem dobrando a rua lateral, pasmados com a cena, Rick e Pete desmaiado no chão, Jessie tetando acordar o marido e Michonne abraçando alguém.

Mas não um alguém qualquer. Ana a reconheceria em qualquer lugar, as roupas bonitas que ela usa e o cabelo curtam não disfarçam o fato de que aquela baixinha, magricela é ela.

— Meu Deus, é a…

— É ela, Maggie — e respirando fundo pra não fazer feio, Ana diz um tom mais alto — Hey, Michonne! Essa francesa é minha!

Marie já se vira gritando e corre, pula -literalmente- por cima de Rick e o baque quando uma abraça a outra dá a impressão de que alguma coisa quebrou dentro delas. Elas se afastam e Ana sorri com o rosto já encharcado, depois passa a mão pelos cachos curtos

— Até que ficou bom

A outra passa os dedos de leve pela marco rosa que corta sua boca e vai até a orelha, onde falta um pedaço — Você ficou muito fodona.

Elas se abraçam de novo e depois é a vez da Maggie.

— Acho melhor levarmos ele pra enfermaria — Marie diz olhando Rick no chão — Ele não vai gostar de acordar na rua.

***************

— Chame a gente quando ele acordar — Michonne pede

Denise concorda com a cabeça limpando os cortes do rosto de um Rick desacordado. Michonne volta pra casa onde Ana, Maggie, Carle Marie estão.

— … Mas a Emily não melhorou e logo em seguida o Eric me achou.

— Porque não te vimos antes? Onde estava? — Carl pergunta

— Numa ronda. Com mais três. Mas apareceu um bando e eu corri pra distrair e me perdi deles, eu falei pra eles continuarem e vim pra cá, porque em algum momento eles vão ter que voltar. Parece que eu fiz bem mesmo.

A porta se abre e uma garota com cara de assustada aparece ali — Disseram pra gente vir rápido, o que houve? — ela olha Marie — E ai? Eu sou a Tara.

— Marie.

— Oi — ela sorri e então o sorriso some — É você?! Meu Deus — ela se vira para a porta de boca aberta e aponta a sala

— O que foi? — pergunta uma voz de homem, e ele aparece ali, ele também está aparentemente mais velho, sua barba está aparecendo, ele olha para Marie e começa a dar um sorriso, um grande sorriso, isso faz seu olho desaparecer de vez

Marie fica em pé — Tcharan! — ela e Glenn dão risada e se abraçam apertado, daquele abraço com saudades em que os dois se balançam no lugar que estão e apertam as costas do outro.

— Como chegou aqui?

— Eric me achou tem um tempo, eu estava fora.

A porta abre de novo e a moça que estava na casa do Eric, Rosita, aparece ali

— Aconteceu alguma coisa? Cheguei na enfermaria e a Denise falou pra eu vir pra cá — ela olha Marie — Oi, de novo.

Um homem alto, com um cabelo engraçado e um rosto rechonchudo para ao lado dela — Alguma reunião?

Tara aponta a mulher do lado do Glenn — Essa é a Marie.

Rosita arregala os olhos — Meu Deus! — e num ato sem nexo algum a abraça — Bem vinda de volta e é um imenso prazer te conhecer! Eu sou a Rosita. Caramba, ouvi muito falar de você.

— Obrigada — diz meio sem jeito

— Qual a probabilidade disso? — o outro diz contente e estica a mão — Eu sou o Eugene, é um prazer finalmente ter um rosto pra você… Você não tem nada a ver com o que eu imaginava

Marie ri e aperta a mão dele — Bom, se eu for mais bonita do que você achava, obrigada.

— É sim.

Marie olha o grupo — Cadê o resto? Sasha, Carol, Bob, Ty — e o sorriso some — Ah, meu Deus…

Glenn nega — Sasha e Carol deram uma saída, já voltam.

E então ela entende, não tem mais ninguém. Bob, Tyreese, Hershel, Beth. Ela olha Maggie que está inexpressiva.

— Bom! — Ana se levanta — Tem uma pessoinha que deve ter sentido muito a sua falta! — ela corre escada acima

— Judy! — Marie vai atrás até um quarto grande, com uma cama de solteiro e um berço, a bebe está dormindo de bruços lá, ela se curva e acaricia a cabeça dela — Que linda… Ana… O que houve de verdade?

— O governador nos atacou. Ele pegou Michonne e Hershel como reféns, ele queria a prisão. Mas ele matou o Hershel, foi quando a gente começou a reagir. Não escapamos todos juntos, eu fiquei sozinha. Rick com Carl, Daryl com a Beth, Drake, Sasha, Maggie e Bob, Tyreese com a Bravinha e Michonne e Glenn sozinho

“Glenn conheceu Tara, Eugene, Eugene, Rosita e Abraham na estrada eles juntos encontraram a Maggie e os outros e seguiram para o Terminus — ela percebe Marie franzindo a testa — Já explico… Eu estava procurando alguém e vi alguns errantes decapitados, comecei a seguir a Michonne, mas encontrei o Daryl, que estava sozinho… Beth havia sido sequestrada. Ele tava com um grupo nada legal que queria matar um cara, esse cara era o Rick.. — ela aponta o rosto — Escapamos, ganhei isso. E nós fomos ao Terminus… O Terminus prometia ser incrível. Mas nós acabamos presos num vagão, o mesmo que o Drake estava com o resto de nós.

— E…?

— O Drake, é claro, já tinha meio que um plano e nós conseguimos fugir. Com uma pequena ajuda de uma mulher bomba.

— O que?

— A Carol explodiu o lugar. Ela encontrou o Tyreese e os dois descobriram onde estavamos… Nós conhecemos o Padre Gabriel na estrada e ele abrigou a gente… O povo do Terminus que restou veio atrás de nós. A gente matou todos eles, só que antes eles haviam pego o Bob e… e.. — ela faz uma careta — Comeram… a perna dele.

Marie arregala os olho

— O Bob havia sido mordido e morreu. O Daryl e a Carol sumiram por um dia. Glenn e Maggie foram embora para Washington com Abraham pra curar o planeta, Eugene disse que sabia como, mas era mentira — as sobrancelhas dela se juntam — Ai eles voltaram. Daryl apareceu com um garoto, Noah — ela da um sorrisinho e depois a boca se contrai — eles sabiam onde a Beth estava, e todos nós fomos para o Grand Memorial. Deu tudo errado. E… a Beth morreu sem explicação alguma, foi um erro, foi sem querer.

Marie se sente até mal… olha o que o grupo passou, enquanto ela comia batata recheada com Aaron e Eric.

— Aí, ficamos uma semana na estrada, a situação tava muito ruim e precisavamos de um lugar, fomos pra casa do Noah que deveria ser segura, mas não, eles já haviam sido atacados e o Ty morreu lá. Não chovia, a gente estava desidratando, nao tinhamos comida. E o Aaron achou a gente.

— E…?

— E mais nada.

Alguém da uma risada alta no primeiro andar.

Ana sorri — Abraham… Vem. O Drake chegou.

— … E a tábua caiu no pé dele. Abraham gritou igual um bebezinho — Drake termina

Ana e Marie aparecem no alto da escada, o grupo está ali na sala, mas Drake não é visto. Abraham, abraçando os ombros da Rosita olha para elas e cumprimeta com a cabeça.

— Ana. Garota que não conheço.

As duas descem as escadas, Drake tomando seu copo d’água, olhando Abraham confuso, vê de canto de olho Ana pular o último degrau e fazer um sinal de espera para a outra pessoa.

— Drake, talvez queira colocar o copo na pia.

— Ué.. Porque…

Marie termina de descer e a parede não a esconde mais. O copo vai ao chão e quenra, ela começa a riri na hora.

— Ah, caralho — ele dá dois passos largos e a abraça, erguendo ela até ela conseguir passar os braços em torno do pescoço dele, Drake ri com o rosto no ombro dela, e a aperta mais, pra ter certeza que é real.

— Senti tanto a sua falta, Drake. Tanta, tanta.

Ana junta as mãos embaixo do rosto e se concentra em não chorar. Abraham se inclina para Rosita

— Eu deveria saber quem é ela? — sussurra

— É ela, Abraham. É a Marie.

— Abençoadas sejam aquelas bichas recrutadoras.

Notas finais
genteeee, prometoooo postar o proximo antes de sexta, prometo mesmo!!! espero q tenham gostado, beeeeeeeeeeeeeeijos